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Carnavalize


Por Leonardo Antan


Chegaram ao fim os treze desfiles do grupo especial carioca e o que se viu foi uma das brigas mais regulares e disputadas da história do carnaval. Apresentando trabalhos primorosos em aspectos plásticos e musicais, diversas escolas se colocaram na briga pelas primeiras posições, cada uma apresentando erros e acertos em seus vários quesitos. No geral, nenhuma agremiação fez um desfile arrebatador e que saiu na frente como a possível campeã de modo inânime. 

A noite começou num delicioso alívio cômico, a São Clemente apresentou as vigarices brasileiro num excelente e criativo trabalho plástico de Jorge Silveira. O artista devolveu a identidade irreverente e crítico da preta e amarela num excelente trabalho em enredo, alegorias e fantasias. Apesar disso, a agremiação não incorporou o bom-humor proposto e passou de modo frio na pista, falhando em harmonia e evolução. De uma crítica mais incisiva vamos a um desfile despolitizado e que cantou Brasília de modo burocrático. A Vila Isabel fez uma fábula brasileira que passou pelos cantos do país para chegar na construção de nossa capital, a azul e branco apresentou um trabalho com bastante bom-gosto e requinte de Edson Pereira, se destacando ainda em harmonia e bateria. Com poucas falhas, a escola se firma como uma das principais favoritas. 

O Salgueiro homenageou o palhaço Benjamin de Oliveira e trouxe o universo circense para a Avenida. Logo no início, uma emocionante e bem executada comissão de frente encantou a plateia. O desfile apostou em mergulhar em elementos da cultura circense e trazer menos a figura do homenageado, que acabou apagado no desenvolvimento do enredo. O trabalho plástico de Alex de Souza foi mais tradicional e não apresentou grandes soluções estéticas, os quesitos mais problemáticos da escola foram evolução e seu samba-enredo. Permanecendo na região tijucana, saímos do morro salgueirense para o Borel. A azul e amarela reencontrou Paulo Barros em seu desfile, mas o bem-sucedido casamento de outrora não teve o mesmo brilho. Em uma plástica irregular e fraca, a escola teve ainda problemas em enredo e Comissão de Frente, que se mostraram confusos e mal desenvolvidos. O destaque positivo vai para o samba-enredo bem cantado por Wantuir, a bateria Pura Cadência e o bom trabalho de fantasias desenvolvidos por Marcus Paulo.


Salve a Mocidade! A estrela da Zona Oeste enfim cruzou a pista homenageando Elza Soares, uma baluarte estelar da agremiação. O enredo muito bem conduzido por Jack Vasconcelos apostou numa linguagem mais tradicional com fantasias emplumadas e alegorias que apostaram em imagens de fácil leitura. A apresentação emocionante foi bem ainda em bateria e harmonia, mas um dos poucos quesitos que apresentaram problemas foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, contratados há poucos da festa, eles não demostraram tanta sintonia. Para encerrar a noite, a Beija-Flor fez um belo reencontro com sua estética opulenta e volumosa de antigos carnavais. O enredo, que mais uma vez passeou pela história da huminidade deixou a desejar, mas a agremiação teve um trabalho plástico de altos e baixos. A escola teve problemas graves de evolução, com um enorme contingente, ela correu para sua apresentação e abriu diversos clarões sobre a pista. 

Ganha aqui, tira aqui. De todas as escolas que passaram pela Avenida e se credenciaram pela briga das primeiras posições, cada uma apresentou seus erros e acertos na disputa. É um carnaval disputado e de alto nível que vimos este ano. Vamos conferir o que nos reserva a apuração.


Ouça também nossas análises das apresentações com nossos membros Leonardo Antan e Felipe Tinoco e o jornalista Leonardo Dahí, disponível em todas as plataformas digitais clicando aqui.




Confira como cada escola se apresentou em todos os quesitos:



São Clemente: Crítica bem humorada e fácil leitura marcam boa abertura da segunda-feira



Vila Isabel: com tema frágil mas muito opulenta, escola se credencia à briga



Salgueiro: resistindo ao sorrir, escola se põe na disputa



Unidos da Tijuca: com estética decepcionante, Pura Cadência dá show em desfile irregular



Mocidade: esperada homenagem traz soluções plásticas tradicionais e coerente enredo



Beija-Flor: Nilópolis se reencontra esteticamente no encerramento do carnaval


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Por Leonardo Antan


Numa noite com desfiles de alto nível, as escolas de samba fizeram seu primeiro dia de apresentações na Sapucaí este ano. Das setes a se exibirem na noite, o que se viu foram trabalhos plásticos interessantes e de teor elaborado e criativo, mesmo com a crise financeira. Marcando assim uma noite competitiva em que desfilaram escolas tradicionais da folia carioca. 

Abrindo a festa, a Estácio de Sá fez uma ótima abertura com a batuta criativa da renomada carnavalesca Rosa Magalhães. A artista fez uma interessante e bem executada apresentação sobre a história da Pedra, desde a antiguidade às viagens espaciais. Um belo trabalho em fantasia também impulsionou o conjunto da escola, que teve problemas apenas em poucos quesitos. Logo depois, a noite seguiu vermelho e branco com a Viradouro. A escola de Niterói fez uma apresentação luxuosa e grandiosa, defendendo bem seus quesitos. O destaque, entretanto, foi a parte musical da agremiação. O já famoso Ensaboa animou a Sapucaí com uma ótima harmonia da alvirrubra. Além disso, um dos grandes destaques  foi a bateria do mestre Ciça, executando uma bossa de timbal tocada por duas mulheres que vinham montadas em um tripé, no meio dos ritmistas, e arrancou aplausos das arquibancadas.

A atual campeã do carnaval foi a terceira escola a se apresentar. A releitura da história de Jesus da Mangueira trouxe um visual mais tradicional e que recontou passagens bíblicas com o apuro estético irretocável de Leandro Vieira. A Comissão de Frente do casal Segredo (Rodrigo Neri e Priscila Motta) foi o grande destaque da apresentação, apostando em imagens impactantes. A bateria passou correta e apesar do samba com uma bela letra, a verde e rosa não explodiu e fez um desfile mais técnico. Permanecendo nas comunidades próximas a região de São Cristóvão, a Paraíso do Tuiuti se exibiu na sequência. O enredo sobre diferentes Sebastiões (o rei e o santo) foi um dos pontos altos da escola, que teve um bom trabalho do carnavalesco João Vitor Araújo em fantasias e alegorias. O senão da escola foi mais uma vez problemas em evolução e harmonia, quesitos que devem tirar pontos preciosos da azul e amarela. 

É pedra preta! Fazendo todo mundo incorporar, a Grande Rio fez a mais impressionante apresentação da noite. Começando por uma belíssima comissão de frente, uma ótima performance de seu casal e uma das mais belas aberturas dos últimos anos, a tricolor se credenciou na briga pelo título. O trabalho estética da dupla Leonardo Bora e Gabriel Haddad se mostrou irretocável, se pautando em referências artísticas que trouxeram alegorias e fantasias requintadas e de extremo bom-gosto, mesclando formas artesanais e tons opacos. Apesar, problemas de pista prejudicaram a evolução da tricolor da baixada. 

Logo depois, a União da Ilha apostou uma forte crítica social para sua apresentação. Num estilo mais realista, a escola tentou trazer imagens de impactos que se mostraram de gosto duvidoso e apelaram para o sensacionalismo. Na falta de um enredo bem desenvolvido e uma sequência interessante de alas e alegorias, os únicos destaques positivos da agremiação insulana foi o canto valente e forte de sua comunidade e a atuação impecável de sua bateria. A evolução da tricolor também foi problemática, fazendo a escola estourar em um minuto o tempo máximo regulamentar. 

Da Ilha vamos à Madureira, a Portela transformou a Sapucaí numa grande aldeia indígena para encerrar os cortejos de domingo, com o dia já amanhecendo. A dupla de carnavalescos Renato e Márcia Lage apostaram numa estética mais tradicional e opulenta. Na pista, mais uma atuação irretocável em quesitos como harmonia e evolução, como desfila bem a azul e branco. Os únicos senões da apresentação foi a fraca Comissão de Frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, já que Lucinha enfrentou sérios problemas na segunda cabine de jurados, apesar da sua experiência. 

No geral, o que se viu foi uma noite de alta qualidade artística, sobretudo na aposta de desfiles com linguagens completamente diferentes e interessantes entre si. Ganha a festa com apresentações de tão alto nível e com apostas estéticas e musicais que valorizam as personalidades das agremiações e seus artistas. A diversidade é fundamental.

Você pode ouvir nossas impressões sobre os desfiles no nosso podcast, disponível em várias plataformas digitais:

▶ Spotify: http://abre.ai/resumao-spotify

🍎 Apple Podcast: http://abre.ai/resumao-apple

🎙Google Podcast: http://abre.ai/resumao-google

Confira como cada escola se apresentou em todos os quesitos:


Estácio de Sá: tirando pedras do próprio caminho, escola faz bela abertura



Viradouro: alvirrubra ensaboa a Avenida em apresentação exuberante


Mangueira: em bela homenagem a Jesus, verde e rosa emociona em apresentação morna



Tuiuti: em homenagem a seu padroeiro, escola se põe na briga pelo sábado


Grande Rio: problemas de evolução podem prejudicar plástica requintada e excelente samba



 União da Ilha: forte chão e crítica controversa dão o tom no desfile insulano



Portela: cortejo técnico exalta Guajupiá




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Por Leonardo Antan


Depois de uma primeira noite abaixo da expectativa, as escolas da Série A se dividiram de maneira bem delimitadas em diferentes níveis de apresentações. Enquanto algumas escolas sobraram na disputa, outras apresentaram problemas em vários quesitos. Assim como na sexta, a chuva oscilou a noite toda e caiu apenas timidamente em algumas ocasiões, prejudicando pouco os cortejos.

A Acadêmicos do Sossego abriu a noite com uma apresentação irregular. Com um mal desenvolvido enredo sobre Os Tambores de Olokun, a escola teve ainda uma plástica da azul e branco que oscilou durante seu desfile. Se destacou o bom trabalho da bateria do mestre Laion, que manteve a levada corretamente. Logo depois, a Sapucaí levou um grande sacode com a surpreendente apresentação da Inocentes de Belford Roxo. Depois de vários anos com desfiles mornos, a tricolor empolgou a plateia numa simpática homenagem a jogadora Marta. O samba chiclete foi entoado com empolgação, além de um criativo e competente trabalho nos aspectos visuais do talentoso Jorge Caribé. 

A noite seguiu com a Bangu, mais uma apresentação marcada por problemas no grupo. Com um enredo inexpressivo e batido sobre a África, a escola apresentou um conjunto alegórico fraco e onde se repetiram grandiosas esculturas mal-acabadas. A bateria do mestre Capoeira foi um quesito que destacou na vermelho e branco, uma pegada forte e uso de atabaques. O nível voltou a subir com a correta apresentação da Santa Cruz. Com um enredo leve sobre a cultura nordestina, o carnavalesco Cahê Rodrigues conseguiu construir um interessante conjunto alegórico que foi prejudicado apenas pelos erros de evolução da verde e branco da Zona Oeste. 

O meu sonho de ser feliz, vem de lá... Depois de uma longa estadia no grupo especial, a Imperatriz Leopoldinense voltou a reencontrar sua boa forma em uma apresentação quase irretocável. Apesar de pequenos defeitos em alegorias, a escola fez um belíssimo desfile que contou com o já conhecido bom-gosto do bicampeão Leandro Vieira. A escola de Ramos sobrou na pista em comparação com todas as outras apresentações. 

Sem deixar o nível cair, a Unidos de Padre Miguel provou sua força mais uma vez. A escola com o enredo sobre a capoeira teve um trabalho plástico inspirado, mas cometeu pequenos deslizes que a afastam de uma briga pelo título. O samba-enredo da vermelho e branco também deixou a desejar e é outro quesito onde ela pode perder décimos. Encerrando a noite, o Império da Tijuca fez um belo enredo sobre edução. O trabalho estético oscilou entre excelentes alegorias e fantasias mais fracas, que prejudicaram a força da escola, assim como seu samba-enredo burocrático. 

Após um ano de superação, as escolas de samba da Série A se dividiram em grupos bem definidos daquelas que brigam pelo rebaixamento, o meio da tabela e o campeonato. Mostrando assim uma disputa desequilibrada e problemática. Apesar disso, a importância da resistência dessas agremiações é vital para manutenção da arte carnavalesca. 

Confira como foram as apresentações em detalhes



#Carnaval2020 - Em desfile irregular, Sossego apresenta enredo confuso mas bateria se destaca



#Carnaval2020 - Simpática homenagem à Marta empolga na Inocentes



#Carnaval2020 - Unidos de Bangu: com enredo africano, bateria se destaca em desfile mediano



#Carnaval2020 - Santa Cruz: escola faz desfile surpreendente com animado enredo nordestino



#Carnaval2020 - Imperatriz: Rainha de Ramos brilha em apresentação irretocável



#Carnaval2020 - Unidos de Padre Miguel: apesar de pequenos deslizes, escola ginga na Sapucaí com bela plástica



#Carnaval2020 - Império da Tijuca: escola encerra Série A com bela mensagem sobre educação

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Por Leonardo Antan


E começou a festa! A abertura dos desfiles da Série A aconteceu após uma forte chuva no Rio de Janeiro. Durante os desfiles, entretanto, a aguaceira deu uma amenizada e caiu tímida ao longo da noite. Numa série de apresentações problemáticas, a maioria das agremiações deixou a desejar em alguns quesitos, sejam plásticos ou de pista. Desta forma, apresentou-se uma noite de cortejos muito abaixo do esperado, mesmo sabendo de todas as dificuldades que a Série A teve durante o pré-carnaval.

A noite começou com uma agradável surpresa, vindo da Intendente Magalhães, a Vigário Geral fez uma apresentação simpática para abrir os trabalhos. O enredo crítico e jocoso foi bem desenvolvido e se mostrou claro num conjunto de fantasias que se destacou na noite como um todo. A escola da Zona Norte viralizou ainda nas redes sociais com um tripé que trazia um palhaço criticando o presidente da república, a caricatura dividiu opiniões dos internautas, se mostrando uma crítica exitosa.

Se a primeira escola a se apresentar deixou a desejar apenas em seu irregular conjunto alegórico, não foi o que aconteceu com a Acadêmicos da Rocinha. O trabalho do carnavalesco Marcus Paulo se destacou pela criatividade e bons usos de materiais numa bela apresentação da tricolor da Zona Sul. Na sequência, a Unidos da Ponte cantou a eternidade num desfile burocrático que teve seus altos e baixos.

As duas melhores escolas da noite vieram na sequência, Porto da Pedra e Acadêmicos do Cubango, que ocuparam ano passado a terceira e segunda posição na tabela respectivamente. A agremiação de São Gonçalo tinha um ótimo enredo que acabou sendo mal aproveitado, mas gerou um desfile agradável nos quesitos plásticos. O único porém foi o problema de pista que a escola apresentou, prejudicando uma boa nota em evolução.  Evolução que também se complicou durante a apresentação da Cubango, principalmente quando o abre-alas da escola de Niterói se desacoplou diante ao primeiro módulo de julgadores e seguiu o desfile assim. Apesar disso, a verde e branco apresentou o trabalho plástico mais interessante da noite e deve brigar por posições melhores que suas co-irmãs.

Também com problemas em sua apresentação, a Renascer de Jacarepaguá apresentou um trabalho que não brilhou nos quesitos plásticos, oscilando em alegorias e fantasias que mal concebidas. O destaque da escola foi o competente casal de mestre-sala e porta-bandeira. Para encerrar a noite, o tradicional Império Serrano também entrou na lista de escolas que tiveram desfiles marcados por falhas. O Reizinho viveu momentos tristes em seu desfile, como a falta das saias na ala das baianas e na ausência de acabamento no seu símbolo maior: a coroa imperial. Uma trágica apresentação da escola de Madureira, infelizmente, encerrou a noite de desfiles abaixo da expectativa, marcando negativamente a grandiosa história da agremiação.

Confira como foram as apresentações em detalhes: 



#Carnaval2020 - Vigário surpreende com crítica contundente



#Carnaval2020 - Rocinha incorpora força de Maria Conga em bela apresentação



#Carnaval2020 - Ponte derrapa e corre risco de não se eternizar na Série A



#Carnaval2020 - Com problemas de evolução, Porto da Pedra faz desfile aguerrido



#Carnaval2020 - Apesar da bela estética, Cubango enfrenta problemas na pista



#Carnaval2020 - Renascer de Jacarepaguá: com desfile irregular, escola brigará pela permanência no grupo



#Carnaval2020 - Serrinha não honra sua tradição em problemática apresentação

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Por Redação Carnavalize

Búzios e patuás na mão? Pedindo as bençãos aos nosso orixás, vamos da sua melhor combinação de palpites com bom-humor para aliviar a TPC. Errar ou acertar? Isso é relativo! A ideia é trazer alguns palpites das credenciais de cada agremiação.

Fato é que mesmo com a famigerada crise, as escolas conseguirão colocar seus carnavais na rua e calar a boca de CERTOS PREFEITOS neopentecostais. Num ano competitivo, todo mundo guardou seus trunfos na manga. Mas também tem onde cada escola pode tropeçar. E assim que começamos nosso panorama.

Quem sobe? E quem desce? E o grupo da meíuca? Segura no Santo Antônio que a alegoria vai fazer a curva e vamos para passarela das previsões.

DOMINGO
1- Estácio de Sá - "Pedra"


No geral: É pedra preta! Ops, calma, pedra errada. Aqui é só Pedra. Cinco letras que geram um enredo inteiro no talento absoluto de Rosa Magalhães. A Estácio de Sá é a atual campeã da Série A.

Pontos extras: É no nome da deusa da folia, Rosa Magalhães, que a Estácio aposta suas fichas para tentar permanecer no grupo. Três anos depois da sua última passagem, a vermelho e branco está de volta e na briga por um expediente a mais. Para somar notas máximas, o Leão investe também em Ariadne Lax, coreógrafa da comissão de frente que emocionou a Sapucaí em 2019. 

Perdeu décimos: Subiu, caiu? E lá vamos nós falar de novo de escola que sobe, sendo primeira de domingo, tem muitas desvantagens... Os riscos da Estácio são muitos, a começar pelo samba-enredo que foi escolhido numa situação complicada. 

Barracão Tour: É anjinhos e caixotinhos que você quer, @? Pois estão enganados! Parece que Rosa resolveu crescer suas alegorias, inclusive já confessou que apostou num visual diferente para fantasias. Será que a professora irá se reinventar? Amém, Rosa!

De 1 a 3 quantas podem ser as pedras no caminho da Estácio?


2- Viradouro - "Viradouro de alma lavada"

No geral: Vira-virou-vice! O brilho no olhar voltou? O último carnaval rendeu um vice-campeonato histórico a uma escola que vinha do Acesso e conseguiu a segunda melhor posição da história... Quer mais? A Viradouro quer ensaboar todo mundo.

Pontos extras: Nos quesitos, tem a força de nomes como Ciça, Rute e Julinho e Alex Neoral. Nos cofres, quase dois milhões a mais que as co-irmãs, vindos da prefeitura de Niterói. É um verdadeiro exemplo de time de feras e gestão organizada, além de grana sobrando. A Viradouro tem uma série de bônus para conquistar mais uma fase nesse jogo.

Perdeu décimos: Com uma sequência de sambas questionáveis, a Viradouro perdeu preciosos décimos no quesito musical no ano passado. A obra deste ano gerou controvérsias, mas acabou caindo na boca do povo. Ele pode ser um quesito preocupante para a escola?

Barracão Tour: A Viradouro tá pronta! Com um barracão impressionante, a vermelho e branco tem o tempo a seu favor; terminou tudo com calma e investindo pesado na opulência para contar o ótimo enredo sobre as Ganhadeiras de Itapuã. Se o maior trunfo da escola no ano passado foi a grife Paulo Barros, agora, a escola aposta no casal Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, que ainda precisa passar bem na prova da avenida. A dupla já faturou títulos na Série A, mas não tem os anos de bagagem que tinha o artista das alegorias humanas.

De 1 a 3 sabonetes, o quanto a Viradouro deve ensaboar a Sapucaí?
 
 


3- Mangueira - "A verdade vos fará livre"


No geral: Campeã com todas as notas 10, a Mangueira aposta na figura mais conhecida da humanidade: Jesus Cristo! Sempre atento ao momento social, Leandro Vieira aposta mais uma vez num enredo contundente.

Pontos extras: A escola segue com seu time formado com um gabaritado casal de mestre-sala e porta-bandeira, além da comissão de frente comandada pelo Casal Segredo, Priscila Mota e Rodrigo Negri. A Mangueira é uma das principais favoritas? Quesito não falta!

Perdeu décimos: A maior dificuldade da escola nos últimos anos foi sua comissão de frente, que  gabaritou o quesito após a chegada do casal... Ele ainda é um calcanhar de Aquiles? Outro assunto que gera polêmica é o samba-enredo da agremiação. Apesar da letra belíssima, o andamento vai segura o canto do cortejo?

Barracão Tour: Contando a história de Jesus, a Mangueira trará imagens cristãs reinterpretadas pelo carnavalesco Leandro Vieira. As fantasias reveladas pela verde-e-rosa dividiram opiniões, fazendo a escola ficar falada nas redes sociais, pro bem e pro mal. O que a gente sabe é que não vão faltar tons pastéis, costeiros de acetato e dobraduras. 

De 1 a 3 crucifixos, o quantos devem inventar mil pecados para Mangueira na apuração?


4- Paraíso do Tuiuti - "O Santo e o Rei: encantarias de Sebastião"


No geral: É a hora da crítica? Depois de fazer históricos desfiles no Grupo Especial, a agremiação sofreu algumas transformações para seu quadro de funcionários. A principal baixa foi a do carnavalesco Jack Vasconcelos, para a chegada do talentoso João Vitor Araújo.

Pontos extras: Mesmo com um desfile com problemas técnicos na pista no último carnaval, a agremiação conseguiu um honroso oitavo lugar. Apesar de ser uma escola há pouco tempo na elite, a Tuiuti parece ter colocado algum peso na sua bandeira, diferentemente de outras escolas que penam no grupo. 

Perdeu décimos: Com vários quesitos resolvidos, as maiores vilãs da azul e amarela parecem ser a concentração e a pista dos desfiles. A escola tem problemas de evolução e harmonia, sendo os quesitos nos quais mais perdeu pontos nesses anos de Especial. 

Barracão Tour: A escola seguiu apostando em bons enredos e dando liberdade criativa ao seu carnavalesco. Mesmo com um estilo mais clássico, João Vitor investiu num enredo que mistura crítica e história. Pouco comentada pelos corredores da Cidade do Samba, a plástica de São Cristóvão pode surpreender.

De 1 a 3 flechas, o quanto a Tuiuti deve voltar a brilhar no Especial


5- Acadêmicos do Grande Rio - "Tata Londirá: o canto do caboclo no Quilombo de Caxias"


No geral: Hora do lanche? Não mais! Depois de duas apresentações complicadas e que deixaram a agremiação longe dos desfiles das campeãs, a Grande Rio vem apostando em renovação para alcançar seu sonhado título.
               
Pontos extras: A aposta na prata da casa tem sido uma recorrente na escola, tanto no casal de mestre-sala e porta-bandeira quanto na revelação do Mestre Fafá, um destaque absoluto do complicado desfile do ano passado. Diferentemente de outros anos, não falta um sambão para tricolor. 

Perdeu décimos: Profissionais gabaritados, apostas, um samba muito elogiado. A Grande Rio tem algum quesito para se preocupar? Vamos descobrir na pista...

Barracão Tour: Se o casal Lage não trouxe todas as notas dez esperadas nos quesitos plásticos, a Grande Rio aposta na estreia dos premiados Leonardo Bora e Gabriel Haddad. A dupla que brilhou na Cubango deve seguir apostando numa estética inovadora. Não faltarão peças artesanais e coloridas também... Será a definição de CONCEITO, COESÃO e ACLAMAÇÃO? 

De 1 a 4 Itos Melodias, o quanto a Grande Rio deve incorporar na Avenida:



6- União da Ilha - "Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: Salve-se quem puder!"

No geral: Depois de desfiles mornos e que patinaram no julgamento, a União da Ilha promoveu grandes mudanças para o seu carnaval. A tricolor não só entrou na onda crítica dos enredos, como ainda tentou promover inovações na feitura de carnaval.

Pontos extras: A bateria insulana é um dos quesitos mais estáveis da agremiação nos últimos anos, além de a escola contar com um premiado casal de mestre-sala e porta-bandeira. Para completar, ainda aposta na chegada do soberano Laíla. O que nos leva aos décimos perdidos.

Perdeu décimos: Desde sua chegada ao Especial, os maiores décimos perdidos pela União da Ilha foram em harmonia e evolução. O nome de Laíla para comandar a escola deve melhorar estes quesitos? Eis a questão.

Barracão Tour: Com um enredo crítico assinado por uma comissão de carnaval encabeçada por Fran Sérgio, Cahê Rodrigues e o próprio Laíla, a Ilha parece apostar numa estética mais realista, apresentando cenas dramáticas e menos elementos carnavalizados. É uma aposta arriscada ou o título da Beija-Flor em 2018 abriu portas para esse estilo de carnaval? A conferir na pista!

De 1 a 5 alegorias da Beija-Flor em 2018, o quanto a Ilha pode sonhar com um boa posição:


7- Portela - "Guajupiá, terra sem males"


No geral: Depois de seis carnavais consecutivos desfilando na segunda-feira, o que garantiu ótimas posições para a escola, a Portela volta a desfilar no domingo de carnaval. E para isso, ela irá renovada na Sapucaí. Vamos aos requisitos.

Pontos extras: Há seis carnavais, a Portela tem presença cativa nas campeãs, liderando o ranking da LIESA. A agremiação tem a seu favor quesitos consolidados: além de harmonia e evolução impecáveis, não falta um casal gabaritado e excelentes samba-enredo e intérprete.

Perdeu décimos: O quesito mais descontado da agremiação nos últimos anos tem sido sua comissão de frente. Foi ali o único décimo perdido no título de 2017. A escola não gabarita desde 2001. O reforço da escola foi o consagrado Carlinhos de Jesus, que, apesar de ter faturado o Estandarte, não conseguiu nenhuma nota dez no ano passado.  

Barracão Tour: Depois de um relacionamento conturbado com Rosa Magalhães, a Portela investe no casal Lage para garantir bons resultados plásticos. O barracão é um dos mais misteriosos da Cidade do Samba e também não parece dos mais adiantados. A estética da agremiação será uma surpresa, mas para desfilar pela manhã, é certeza do uso de cores mais vivas.

De 1 a 3 desfiles indígenas, o quanto a Portela deve incorporar o Lendas e Mistérios e quebrar o tabu de vencer sozinha igual 1970:
 


SEGUNDA-FEIRA

1- São Clemente - "O conto do vigário"

No geral: Meu povo chegou! E será que a São Clemente vai ser garfada mais uma vez? Voltando ao seu melhor estilo crítico, a preta e amarelo da Zona Sul abre mais uma vez a segunda-feira de carnaval. A receita é a irreverência que já deu muito certo nas bandas de Botafogo.

Pontos extras: O retorno da agremiação ao seu estilo rendeu um ótimo carnaval no ano passado. A aposta é ainda maior dessa vez. Outro acerto do ano passado foi a comissão de frente, que arrebatou as arquibancadas e esse ano tem tudo para voltar a brilhar.

Perdeu décimos: Problemas de evolução e harmonia marcam de modo negativo a estadia da preta e amarela do Especial. O samba-enredo animado e satírico parece servir à escola, e agremiação vem ensaiando duas vezes por semana. A torcida é para ter uma comunidade mais empolgada na pista.

Barracão Tour: O carnavalesco Jorge Silveira vai para seu terceiro ano na escola, promovendo um verdadeiro resgate na identidade da agremiação. Com um barracão adiantado, ele aposta em alegorias grandes e fantasias de fácil leitura. A promessa é que a escola seja o alívio cômico da folia.

De 1 a 3 expressões populares por políticos, o quanto a maré pode virar pra São Clemente


2- Unidos de Vila Isabel - “Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil”


No geral: Ano sim, ano não, a Vila Isabel costuma ter seus altos e baixos... a Vila tem todos os ingredientes para que repita seu “ano sim” novamente?

Pontos extras: O luxo que marcou o desfile do povo de Noel deve, sim, se repetir esse ano, mesmo com o problema do prometido patrocínio que não chegou; além disso, quesitos como bateria, comissão de frente e casal parecem não preocupar a azul e branco.

Perdeu décimos: Ano passado, samba-enredo e enredo foram inimigos da agremiação em busca de uma melhor posição. Para esse ano, a obra musical também parece deixar a desejar, já o enredo não encanta. 

Barracão tour: O carnavalesco Edson Pereira vai para seu segundo ano, apostando sempre numa estética grandiosa e luxuosa. Em meio a novas formas de pensar o carnaval, a aposta no clássico. Resta saber se o dinheiro de Brasília vai chegar (e parece que não) para dar a pompa necessária ao barracão da escola das terras de Noel. 

De 1 a 4 bonecões do Edson, o quanto as alegorias da Vila devem impressionar e garantir uma boa posição:


3- Acadêmicos do Salgueiro - "O rei negro do picadeiro"


No geral: Escola mais estável da folia, o Salgueiro é a única agremiação com presença garantida no desfile das campeãs há mais de uma década. Desde 2008, vem sendo presença cativa entre as primeiras colocadas. Vamos para mais um ano?

Pontos extras: Apesar de sempre favorito, o Salgueiro acaba tropeçando nos próprios erros. Mesmo com bons resultados, faturou um título há mais de dez anos. A vermelha e branco não parece ter um calcanhar de Aquiles fixo; porém, conta sempre com o bom desempenho de seu premiado casal e da Furiosa, agora comandada pelos mestres Guilherme e Gustavo.

Perdeu décimos: A comissão de frente foi um problema no carnaval passado e perdeu décimos preciosos. Como estaremos para esse ano? Além disso, a hino escolhido não é o mais elogiado do ano, como ocorreu em outras temporadas.

Barracão Tour: Alex de Souza vai para seu terceiro ano na escola e vem apresentando trabalhos regulares em seus quesitos. No último carnaval, o setor que fechava o desfile foi contestado por parte da crítica carnavalesca. Para este ano, a aposta é numa estética circense que aparecerá em todos os setores: leveza e cores não devem faltar. Resta saber se a crise afetou a escola da Tijuca em seus preparativos.

De 1 a 3 palhaços, o quanto o Salgueiro deve abrir o circo e chamar o povo:


4- Unidos da Tijuca - "Onde moram os sonhos"

No geral: Após dois decepcionantes sétimos lugares, a Unidos da Tijuca promete um reencontro com o estilo que a marcou neste século. A aposta é no terceiro casamento com Paulo Barros: o bom filho à casa torna! 

Pontos extras: Consagrada como a maior campeã da década (empatada com a Beija-Flor), a azul e amarela é uma escola que sabe desfilar bem e tem ainda uma das melhores baterias do grupo. Quesito não falta: o bom casal de mestre-sala e porta-bandeira também traz segurança. Além disso, quesitos de chão, como harmonia e evolução são sempre regulares, trazendo as notas.

Perdeu décimos: O samba-enredo é onde a escola do Borel mais perdeu décimos nos últimos anos, mas, para mudar paradigmas, este ano temos uma obra encomendada e elogiada pela crítica. Outra questão parecer ser a comissão de frente, um setor difícil para a carreira de Barros. Em 2020, o carnavalesco estreia a parceria com Jardel Augusto Lemos, que brilhou a Série A, mas não fez um grande trabalho no último carnaval.

Barracão Tour: A análise de barracão não perdoa. A Tijuca é apontada como uma das mais atrasadas e problemáticas da Cidade do Samba. Será? Os truques de Paulo Barros ainda podem impressionar a Sapucaí e os jurados? Apostamos que sim. 

De 1 a 4 alegorias marcantes do Paulo Barros, o quanto a Tijuca deve voltar a brilhar:


5- Mocidade Independente - "Elza Deusa Soares"

No geral: Meu povo esperou tanto pra revê-la. Depois de tanta espera, a Mocidade finalmente traz a louvável homenagem a uma de suas baluartes mais ilustres, Elza Soares. E vamos de título na quarta-feira de cinzas, independentes?

Pontos extras: O maior trunfo da escola é o aclamado enredo. A verdadeira divindade da música brasileira gera comoção não só na escola, mas no país inteiro. O tema certo para a pessoa certa, na hora certa. Além disso, samba-enredo não falta nas bandas de Padre Miguel.

Perdeu décimos: Com a troca de casal de mestre-sala e porta-bandeira, trazendo Diogo Jesus e Bruna Santos, fica a dúvida se eles trarão a pontuação máxima para a verde e branco da Zona Oeste. Apesar dessa questão, o maior problema da escola tem sido o tópico a seguir.

Barracão Tour: O barracão da escola é o que tem tirado as melhores posições de Padre Miguel. Quesitos plásticos têm sido o impeditivo da escola em buscar algo melhor na tabela, em fantasias e alegorias. A chegada de Jack Vasconcelos promete trazer novidades estéticas. O carnavalesco, que saiu do Tuiuti, não deve deixar de apostar numa temática crítica e uma estética urbana, aliadas à garra do povo independente. 

De 1 a 3 enredos esperados pelas escolas, o quanto a Mocidade deve sonhar com outra estrela no seu pavilhão:


6- Beija-Flor de Nilópolis - "Se essa rua fosse minha"

No geral: Preocupação em terras nilopolitanas. Um título muito discutido seguido da pior posição da história da escola. Esse é o saldo da Beija-Flor nos últimos dois anos. Mas calma aí! A Beija-Flor nunca perdeu encerrando o carnaval. Em 2020 será diferente?

Pontos extras: A escola segue com sua equipe consolidada, como casal, comissão de frente e harmonia impecáveis. Teria sido o desfile do ano passado apenas um acidente de percurso? Apesar da notável saída de Laíla, a comunidade soube se reinventar para 2019, e não parece ser diferente em 2020, com a tentativa de resgatar a antiga Beija-Flor luxuosa.

Perdeu décimos: Enredo foi o quesito em que a escola mais sofreu nos últimos anos. Narrativas confusas têm marcado suas apresentações. Para este carnaval, um estilo não poderia ser mais nilopolitano: um tema que começa na antiguidade e termina no próprio carnaval. Para além disso, o samba-enredo, que tem rendido nos ensaios, não conta com o brilho de outros anos, apesar do refrão principal que arrasa quarteirão. 

Barracão Tour: A grande aposta da Beija-Flor é a volta de Alexandre Louzada para, junto com Cid Carvalho, renovar o melhor estilo luxuoso e pomposo da Deusa da Passarela. Após apostas num carnaval diferente, mais arrojado e coreografado, deve fazer bem à escola voltar ao seu estilo tradicional na plástica. 

De 1 a 4 desfiles campeãs sendo última de segunda da Beija-Flor, o quanto a máxima pode ser quebrada:




OUÇA NOSSO PODCAST COM AS PREVISÕES PARA O GRUPO ESPECIAL:


Verdades inabaláveis caem por terra quando a sirene toca, então é só esperar. Que venha um grande carnaval. Amém, Rosa!




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