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Carnavalize

 

Arte: Lucas Monteiro.

Texto: Beatriz Freire, João Vítor Silveira e Thomas Reis
Revisão: Luise Campos

"Do Setor 1 à Apoteose" propõe uma viagem completa por um desfile marcante da história carnavalesca, da concentração à Apoteose, passando por antecedentes, contextos, histórias de bastidores e análise de todos os quesitos. Um verdadeiro cortejo de informações sobre a apresentação escolhida! Durante o mês de setembro, a cada segunda-feira, destrincharemos um desfile escolhido pelo público a partir de enquetes realizadas em nosso Instagram (sigam @igcarnavalize) e também no Twitter (@carnavalize).

Nossa temporada de retomada da série abarca um processo imprescindível de contribuição dos padrinhos e madrinhas que impulsionam o trabalho do Carnavalize. Para o nosso segundo texto, João Neto indicou três desfiles que compuseram a votação. Vejam só como ele nos colocou em briga de gente grande: Beija-Flor 2001 (“A saga de Agotime - Maria Mineira Naê”), Salgueiro 2007 (“Candaces”) e Vila Isabel 2012 (“Você semba de lá que eu sambo de cá - O canto livre de Angola”). Agradecemos mais uma vez ao nosso padrinho pela luxuosa contribuição e convidamos todos a conhecerem nosso instrumento de apadrinhamento. 

Em 2001, a Beija-Flor de Nilópolis completava 25 anos da conquista do primeiro título de sua história, no ano de 1976 (“Sonhar com rei dá leão”). Até ali, já havia alçado voos tão altos que, ao todo, nas duas décadas e meia que se passaram, colecionava seis campeonatos para chamar de seus. A competitividade veio, para além do suporte de sua patronagem, com Joãosinho Trinta, que, na explosão de sua carreira carnavalesca, mudou os rumos da agremiação nilopolitana. 

Os carnavais anteriores foram marcados por ótimas colocações, sempre muito disputadas com a Imperatriz, uma das grandes potências de toda a década de 1990. Mordida pelo vice-campeonato no ano anterior, a Beija-Flor apostou todas as suas fichas em busca da vitória naquele ano: com um enredo “afro”, já era manhã de segunda-feira – a escola encerrava o domingo de desfiles – quando Nilópolis adentrou a Sapucaí sob a luz do sol e os olhos das arquibancadas lotadas para contar a história de Agotime. 


Foto: Wigder Frota. 


VAI SEGUINDO O SEU DESTINO (DE LÁ PRA CÁ)


O retorno às origens africanas foi pensando pela Comissão de Carnaval composta por Laíla, Cid Carvalho, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Shangai e Nelson Ricardo. A equipe, que já estava no comando do carnaval da escola há 4 anos, teve a inspiração para o enredo quando desenvolviam “O mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu” em 1998, como nos contou o carnavalesco Fran Sérgio.

“Esse enredo começou com a gente preparando, em 1997, o carnaval de 1998, que era: “O mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu”, uma história da pajelança cabocla, protagonizado pela dona Zeneida Lima, que é a pajé (...) e dona Zeneida já falou com a gente sobre a história da tataravó dela que era a rainha Agotime (...). E já ficamos encantados ali com a história e ficamos dois anos (1999 e 2000) amadurecendo essa ideia, essa pegada africana, uma homenagem aos voduns, aos ancestrais da Agotime e ao culto de Dahomé.”  

O enredo foi uma espécie de encantaria que envolveu a todos que assistiam o cortejo da azul e branca nilopolitana. Percorrendo a história da rainha Agotime de Abomey, antiga capital do Reino de Dahomé - atual Benin -, contou-se que a líder foi traída, escravizada e enviada ao Brasil. Ela, que era a segunda esposa do rei Agongolo, vivia no palácio Dãxome com seu enteado Adandozan (primogênito do rei) e seu filho Gezo. Próximo de sua morte, o monarca reuniu seu povo no mercado Adjahito para anunciar que seu segundo filho iria sucedê-lo no trono após sua morte. Entretanto, o ordenamento de Agongolo não foi cumprido, e Adandozan se apropriou de forma tirânica do governo de Dahomé. 

Agotime, conhecida por cultuar os voduns seus reis ancestrais mortos, foi acusada de feitiçaria pelo novo rei e vendida no grande porto de escravizados em Whidah. Lançada ao porão de um navio negreiro, cruzou o oceano, como havia sido previsto pelo seu Vodun como sua missão, e rumou para o Brasil. Ancorada em seu compromisso espiritual de renascer em outras terras o culto a Xelegbata, a rainha resistiu às dores, ao sofrimento e a humilhação, trazendo consigo os saberes ancestrais do povo de Dahomé e o culto aos voduns. 

O desembarque em solo tupiniquim foi em Itaparica, na Bahia, onde encontrou com muitos africanos escravizados, mas nenhum da mesma região ou religião que a sua. Foi através do contato com os povos Nagô que Agotime se aproximou dos orixás e por meio deles descobriu a localização de seu povo em São Luís do Maranhão. Sua gente foi denominada de Negros-Minas e estavam desamparados e sem local para cultuar sua religião. Diziam aguardar um sinal dos ancestrais para isso. Ou seja, mesmo sem saber, esperavam por Agotime. 

Entendendo que sua saga estava próxima do desfecho tão sonhado, a rainha chega ao Maranhão sentindo os espíritos de seus ancestrais africanos, ouvindo ecoar os tambores de Dahomé e, em um ritual de celebração, a escravizada retoma seu posto de rainha. Acolhendo seu povo e seguindo as orientações do Vodun, funda a “Casa das Minas” em São Luís do Maranhão. Sua missão enfim, estava concretizada. No terreiro em que resiste a tradição africana e o culto aos Voduns, a rainha passou a se chamar Maria Mineira Naê, cumprindo o seu destino. 

A história contemplada pela escola foi conduzida pelos relatos da pajé Zeneida Lima, então neta de Agotime. Ainda que muitas polêmicas envolvam a veracidade dos relatos, não há dúvidas sobre o fato de que a saga encantou a todos na Avenida, bem ao estilo místico da narrativa. O encontro entre a Deusa da Passarela e a Rainha Agotime foi repleto de feitiçaria, misticismo e deslumbramento, digno da grandeza de suas altezas. O enredo muito bem amarrado e repleto de minúcias não só embeveceu o público, mas também conquistou notas máximas dos jurados e levou o Estandarte de Ouro do quesito. 


E NA LUZ DE SEUS VODUNS/ EXISTIA UM RITUAL DE FÉ


Na comissão de frente comandada pela bailarina e coreógrafa Ghislaine Cavalcanti, viu-se a encenação do ritual da pantera negra: quatorze mulheres que dançavam ao ritmo do tambor  mina-jeje acompanhavam a personagem central que representava Agotime. Durante quase toda a apresentação, a rainha era representada em vestes douradas e com uma máscara sobre o rosto. Quando era “escondida” pelas suas guardiãs, retornava à cena como uma pantera, simbolizando o ritual inspirado na dança dos povos jeje e no culto aos voduns. 

Foto: Fernando Quevedo | O Globo

Do ponto de vista estético, a escola apresentou um dos desfiles mais opulentos e ricos que já tomou a Sapucaí. Rompendo a Avenida ao amanhecer do dia 26 de fevereiro de 2001, a Beija-Flor fascinou o público com sua exuberância e as tonalidades utilizadas em suas alegorias e fantasias; o contraste entre as cores da Deusa da Passarela e o céu clareando gerou imagens lindíssimas do desfile. 

O conjunto alegórico composto por 7 carros era imponente, gigantesco e muito bem trabalhado. A começar pelo abre-alas, que tomou grande parte do tapete branco com suas três estruturas acopladas, representando “O palácio de Dãxome - O clã real”, que, segundo a lenda, foi edificado sobre a barriga da serpente. Em sua decoração, a farta utilização de palhas, presas e peles de animais chamava muita atenção, juntamente com os adereços dos destaques e os totens típicos da região espalhados pela alegoria. 

Apesar de toda imponência do abre-alas, o carro que mais impactou a todos foi o terceiro: “A Feitiçaria”, e essa comoção não foi exclusividade dos foliões que estavam na Avenida. Fran Sérgio conta que os próprios funcionários do barracão sentiam a intensidade da alegoria: “Tínhamos figuras muito fortes nesse carnaval (...) tinha uma escultura de um bode, no carro da feitiçaria, que falava realmente do culto da rainha que vem para o Brasil com ela; e as pessoas, os funcionários do barracão, tinham um tipo de medo do bode porque era um bode preto, era uma escultura que você olhava e parecia que ela estava olhando para você. Então esse enredo tinha muito misticismo, muita força, essa magia africana que contagiava a gente no barracão. Nós sentíamos essa energia pulsando dentro do barracão.”. 

Além do famoso bode já citado que abre a alegoria, esta era composta por 700 velas dentro de recipientes com água; suas cores eram fortes e vibrantes, em tons vermelho e preto. Em seu ponto mais alto, estava a destaque central com um costeiro colossal. Para muitos, o carro era uma espécie de ebó que percorreu a Sapucaí, ostentando oferendas e sacrifícios. 

Foto: Cezar Loureiro | O Globo

Outra alegoria digna de ser evidenciada é a quinta. “A Bahia - Encontro com os Nagôs” conta a chegada da rainha em condições de escravizada no Brasil, que foi representada por uma belíssima construção artística em tonalidades claras entre branco e prata que contrastava com a luz do dia. Em tons coloridos e vívidos, os destaques de composições vestidos de orixás davam o toque pontual àquela concepção incrível, algo bem similar a estética desenvolvida pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora na Grande Rio em 2020. 

No todo, o conjunto alegórico apresentado pela escola de Nilópolis foi marcado pela sua robustez, sua riqueza de detalhes e por destaques volumosos que tiveram a capacidade de refletir muito bem a narrativa do enredo. Em determinados pontos, é possível observar o excesso de adereços e a falta de rigor estético, mas nada que comprometesse todo aquele feitiço que pairou sobre o Rio de Janeiro naquela manhã. E, falando nisso, a alegoria “A Feitiçaria”, por ironia do destino a mais bela do cortejo, como mencionamos acima, teve um pedaço danificado. A perda da peça, fato que, no conjunto do desfile, pareceu insignificante, custou caro à Beija-Flor na quarta-feira de cinzas.  

A riqueza das alegorias esteve presente também por entre as alas. Volumosas, com cores vibrantes e seguindo o embalo que tomava os componentes, as fantasias foram mais um quesito impecável da escola. O primeiro destaque vai para a “Ala das Pretas-Velhas”. Para além da indumentária, a passagem das senhoras negras integrantes da comunidade nilopolitana trouxe consigo um enorme valor simbólico. Não à toa, para muitos que assistiam o desfile, algumas delas - senão todas - estavam incorporadas. A ala já vinha gerando discussões muito antes do desfile, pois muitos duvidavam que as mulheres já idosas conseguiriam atravessar toda a Avenida seguindo a coreografia com a coluna curvada para frente. O Diretor de Carnaval, Laíla, conduziu incansáveis ensaios para que tudo saísse conforme o previsto... e foi o que aconteceu! Lá estavam elas à frente do abre-alas, com cachimbo, bengala e guia no pescoço, abrindo os caminhos para aquele grandioso cortejo. 

Foto: Wigder Frota

Além disso, em todo o corpo de desfilantes da escola notou-se alas muito volumosas e ricamente trabalhadas em materiais e, principalmente, em cores, as principais aliadas da escola naquele desfile sob a luz do sol. Impressionou pela quantidade de componentes e criatividade a ala das baianinhas, intitulada “As sinhazinhas do bumba-meu-boi”. Com uma quantidade considerável de alas coreografadas, a escola mostrou excelente desempenho de harmonia e evolução e, mesmo sendo obrigada a apertar o passo nos minutos finais por conta de sua extensão, ninguém deixou de vibrar com o samba, muito menos de realizar os passos delimitados. 


O RUMO DE SEU POVO ENCONTROU


De luvas douradas nas mãos, coisa que já não se vê mais nos dias de hoje, Selminha Sorriso empunhou o pavilhão azul e branco ao lado de Claudinho, já companheiro de muitos carnavais, sem deixar escapar o mastro que ostentava a identidade e garra nilopolitanas. As luvas, a título de curiosidade, foram pouco tempo depois escanteadas após um “comum acordo” entre as porta-bandeiras, tendo em vista que o suor fazia as mãos escorregarem. A dupla estava lindamente trajada com indumentárias dignas da realeza daometana, com a riqueza das estampas que reproduziam as peles de zebras. O garbo inconfundível do casal abrilhantou ainda mais a presença das cores e símbolos da escola para mostrar que o percurso Daomé-Bahia-Maranhão desembarcou em Nilópolis para saudar a sacerdotisa Agotime. Como de costume, Selminha e Claudinho conduziram o beija-flor de sua bandeira como um amuleto por toda a Avenida, em uma linda apresentação para as cabines de jurados. 

Foto: Wigder Frota.


SOU BEIJA-FLOR E O MEU TAMBOR/ TEM ENERGIA E VIBRAÇÃO


Histórico. É uma boa palavra para definir o samba-enredo que a Beija-Flor levou para a Avenida no carnaval de 2001. A composição de Déo, Caruso, Cleber e Osmar foi completamente arrebatadora, conquistando o público desde o pré-carnaval e coroando a sua grandeza com uma performance incrível na Sapucaí. A obra contou com a interpretação magistral de Neguinho da Beija-Flor, que ia para o seu vigésimo sexto ano seguido à frente do carro de som nilopolitano, junto com seu fiel escudeiro Gilson Bacana. Considerado por muitos o melhor samba do carnaval de 2001 e um dos grandes sambas da década, ele conseguiu concatenar com perfeição os trechos e as passagens do enredo, sendo uma belíssima representação da totalidade do desfile.

O grande desempenho do samba foi, ainda, propiciado pelo excelente trabalho da bateria Soberana de mestre Paulinho Botelho e de mestre Plínio - o hoje mais longevo mestre em atividade pela mesma escola, com 24 anos na escola de Nilópolis. Diferente do que acabou se tornando a tendência daquela década, em que belas obras acabaram sendo atrapalhadas pelo andamento acelerado das baterias, a orquestra da Beija-Flor conseguiu manter uma bela cadência num andamento favorável ao samba poético que tinham em mãos, de forma que o hino da escola pôde brilhar em todo o seu esplendor no desfile. 

Para além do reconhecimento do andamento ideal para o samba que possuíam, os mestres Plínio e Paulinho Botelho conseguiram levar para a Avenida uma bateria bem condizente com o enredo que a escola trabalhava, contando com alguns ritmistas com instrumentos totalmente conectados com a temática africana, como o atabaque e o xequerê. Além disso, um dos grandes destaques da bateria foi a bossa realizada após sair do refrão de meio do samba, entrando na segunda do samba e executando um ritmo afro no qual os surdos e os tamborins puderam brilhar. 


A Beija-Flor foi a última escola do domingo de Carnaval e deixou a Marquês de Sapucaí como a franca favorita ao título após desfilar com o dia já amanhecendo. A escola arrebatou o público e encerrou o desfile aos gritos de “É Campeã!”. Mas, para a tristeza e frustração da comunidade nilopolitana, a Quarta Feira de Cinzas reservava uma ingrata surpresa. Mesmo com um desfile arrebatador, que empilhou notas 10 em todos os quesitos, um 9.5 em Alegorias e Adereços foi determinante para que a Imperatriz, com um perfeito 300, chegasse ao título do carnaval de 2001, repetindo as posições anteriores e fazendo com que a Beija-Flor de Nilópolis amargasse o terceiro vice-campeonato seguido para a escola de Ramos.  

Mesmo sem a vitória, Agotime é um daqueles desfiles que ganhou, acima de tudo, as páginas da história carnavalesca. Até hoje lembrado como uma das melhores apresentações – e mais injustas derrotas para muitos – da Deusa da Passarela, o desfile mobilizou uma estética rica, criativa, excelente samba e um enredo indiscutivelmente abraçado pela comunidade nilopolitana. A saga milenar da escola, mais do que buscar uma história antiga para contar, invocou uma personagem não ensinada nas salas de aula, cumprindo, assim, o papel cultural e educacional das escolas de samba que se interessam a colocar nas devidas molduras os nomes que combinaram de não nos contar algum dia. Ressoou no Maranhão, na Sapucaí e no país inteiro. 

Confira o depoimento do carnavalesco Fran Sérgio sobre esse desfile inesquecível:





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Por Leonardo Antan


Chegaram ao fim os treze desfiles do grupo especial carioca e o que se viu foi uma das brigas mais regulares e disputadas da história do carnaval. Apresentando trabalhos primorosos em aspectos plásticos e musicais, diversas escolas se colocaram na briga pelas primeiras posições, cada uma apresentando erros e acertos em seus vários quesitos. No geral, nenhuma agremiação fez um desfile arrebatador e que saiu na frente como a possível campeã de modo inânime. 

A noite começou num delicioso alívio cômico, a São Clemente apresentou as vigarices brasileiro num excelente e criativo trabalho plástico de Jorge Silveira. O artista devolveu a identidade irreverente e crítico da preta e amarela num excelente trabalho em enredo, alegorias e fantasias. Apesar disso, a agremiação não incorporou o bom-humor proposto e passou de modo frio na pista, falhando em harmonia e evolução. De uma crítica mais incisiva vamos a um desfile despolitizado e que cantou Brasília de modo burocrático. A Vila Isabel fez uma fábula brasileira que passou pelos cantos do país para chegar na construção de nossa capital, a azul e branco apresentou um trabalho com bastante bom-gosto e requinte de Edson Pereira, se destacando ainda em harmonia e bateria. Com poucas falhas, a escola se firma como uma das principais favoritas. 

O Salgueiro homenageou o palhaço Benjamin de Oliveira e trouxe o universo circense para a Avenida. Logo no início, uma emocionante e bem executada comissão de frente encantou a plateia. O desfile apostou em mergulhar em elementos da cultura circense e trazer menos a figura do homenageado, que acabou apagado no desenvolvimento do enredo. O trabalho plástico de Alex de Souza foi mais tradicional e não apresentou grandes soluções estéticas, os quesitos mais problemáticos da escola foram evolução e seu samba-enredo. Permanecendo na região tijucana, saímos do morro salgueirense para o Borel. A azul e amarela reencontrou Paulo Barros em seu desfile, mas o bem-sucedido casamento de outrora não teve o mesmo brilho. Em uma plástica irregular e fraca, a escola teve ainda problemas em enredo e Comissão de Frente, que se mostraram confusos e mal desenvolvidos. O destaque positivo vai para o samba-enredo bem cantado por Wantuir, a bateria Pura Cadência e o bom trabalho de fantasias desenvolvidos por Marcus Paulo.


Salve a Mocidade! A estrela da Zona Oeste enfim cruzou a pista homenageando Elza Soares, uma baluarte estelar da agremiação. O enredo muito bem conduzido por Jack Vasconcelos apostou numa linguagem mais tradicional com fantasias emplumadas e alegorias que apostaram em imagens de fácil leitura. A apresentação emocionante foi bem ainda em bateria e harmonia, mas um dos poucos quesitos que apresentaram problemas foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, contratados há poucos da festa, eles não demostraram tanta sintonia. Para encerrar a noite, a Beija-Flor fez um belo reencontro com sua estética opulenta e volumosa de antigos carnavais. O enredo, que mais uma vez passeou pela história da huminidade deixou a desejar, mas a agremiação teve um trabalho plástico de altos e baixos. A escola teve problemas graves de evolução, com um enorme contingente, ela correu para sua apresentação e abriu diversos clarões sobre a pista. 

Ganha aqui, tira aqui. De todas as escolas que passaram pela Avenida e se credenciaram pela briga das primeiras posições, cada uma apresentou seus erros e acertos na disputa. É um carnaval disputado e de alto nível que vimos este ano. Vamos conferir o que nos reserva a apuração.


Ouça também nossas análises das apresentações com nossos membros Leonardo Antan e Felipe Tinoco e o jornalista Leonardo Dahí, disponível em todas as plataformas digitais clicando aqui.




Confira como cada escola se apresentou em todos os quesitos:



São Clemente: Crítica bem humorada e fácil leitura marcam boa abertura da segunda-feira



Vila Isabel: com tema frágil mas muito opulenta, escola se credencia à briga



Salgueiro: resistindo ao sorrir, escola se põe na disputa



Unidos da Tijuca: com estética decepcionante, Pura Cadência dá show em desfile irregular



Mocidade: esperada homenagem traz soluções plásticas tradicionais e coerente enredo



Beija-Flor: Nilópolis se reencontra esteticamente no encerramento do carnaval


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Portão fechado, lá se foram as treze apresentações do grupo Especial do Rio de Janeiro. Uma segunda noite abaixo da expectativas, com apresentações regulares e poucos destaques, a sensação que ficou é que alguns desfiles poderiam ter sido melhores. 

Abrindo a noite, a Tijuca homenageou Miguel Falabella numa apresentação de problemas plásticos, mas com destaque para a harmonia tijucana e a excelente bateria de Mestre Cassagrande. Outro desfiles com seus altos e baixos foi a Imperatriz, a escola emocionou na comissão de frente, mas apresentou uma evolução irregular. A União da Ilha dividiu opiniões em um desfile que cantou a culinária brasileira, a plástica não encheu os olhos, mas não fez feio, se mostrando irregular. O grande destaque foi a bateria comandada por Ciça.

A Portela defendeu bem seu bicampeonato, mas também cometeu erros. O enredo desenvolvimento magistralmente por Rosa Magalhães teve um belo conjunto de fantasias e as alegorias, apesar de bem concebidas, tinha alguns problemas de acabamento. O Salgueiro foi o principal destaque da noite, numa apresentação irretocável, com poucas falhas. Um falha de acabamento gerada, após um acidente com o abre-alas, foi um dos poucos problemas da vermelho e branco, que defendeu muito bem diversos quesitos, como casal de mestre-sala e porta-bandeira e evolução. Largando na frente assim, na briga pelo título. 

Encerrando a noite, a Beija-Flor dividiu opiniões. Saiu de cena o luxo e a imponência nilopolitana e entrou uma aposta em carros cênicos que apostaram na crítica social, mesmo com uma mensagem forte, o enredou não se provou em sim, mostrando uma condução confusa. 

Com tantas controvérsias, está na mão do corpo de jurados o destino da festa. Será que a crítica política que marcou os desfiles será brindada pelo júri ou ficará só na memória popular?

Confira como foram os desfiles em detalhes: 


Em agradável desfile, Tijuca mostra força do canto e dá show de bateria




Correta, Portela consagra bom casamento com Rosa Magalhães



Bateria brilha em desfile irregular da União do Ilha



Exaltando a mulher negra, Salgueiro se candidata ao título



Com abertura clássica, Imperatriz canta Museu Nacional



Em desfile cênico, Beija-Flor sai controversa da avenida






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Abalando as previsões, o domingo de carnaval mostrou porque certezas inabaláveis não formam essa festa e a magia se faz quando o portão abre. Com sete escolas, a primeira noite jogou para longe o assunto crise, contando com grandes apresentações das agremiações. O destaque negativo ficou para o péssimo som da Avenida, o que nunca foi bom se mostrou ainda pior prejudicando muito o aproveitamento de alguns sambas, como Mangueira e Mocidade, que tiveram seus intérpretes principais ofuscados por problemas de mixagem do áudio.

Abrindo a noite, o Império Serrano matou a saudade do Grupo Especial em apresentação competente e com problemas de evolução, complicando a missão de escapar do rebaixamento. Na sequência, a São Clemente repetiu erros conhecidos de anos anteriores, o carnavalesco Jorge Silveira vestiu bem a preto e amarelo, num lindo conjunto estético, mas a agremiação repetiu problemas de evolução e harmonia semelhantes aos seus últimos desfiles.

A Grande Rio foi um destaque negativo da noite, não por seu grandioso desfile, muito bem assinado e desenvolvido pelo casal Renato e Márcia Lage, mas pelos problemas mecânicos das alegorias da escola de Caxias. Com evolução prejudicada, a tricolor estourou cinco minutos no tempo máximo e o último carro não entrou na avenida, marcando um cortejo complicado da agremiação. 

Nas boas apresentações da noite, Vila Isabel e Mocidade fizeram desfiles parecidos, já que ambas tiveram erros e acertos. A azul e branco de Noel incorporou o futurismo espetacular de Paulo Barros, numa apresentação regular, que a credencia pela briga das campeãs. Mesma missão da Mocidade que cantou a índia, com uma harmonia aguerrida de Padre Miguel, mas que pecou em quesitos plásticos. 

A grande surpresa da noite foi a Paraíso da Tuiuti, a escola que prometia brigar para não cair, saiu da avenida com credenciais de voltar nas campeãs num julgamento justo. A Comissão de Frente abriu os caminhos na apresentação mais emocionante da noite, a plástica competente de Jack Vasconcelos deu seu recado social com forte comunicação com o público, que respondeu bem. Enquanto seu belo samba, funcionou corretamente. 

Na melhor apresentação da noite, a Mangueira confirmou as expectativas de mais um grande trabalho do consagrado carnavalesco Leandro Vieira, o artista investiu numa estética nostálgica que se destacou na parte final da apresentação. O excelente conjunto de fantasias e alegorias mandou seu recado, numa crítica ácida ao prefeito do Rio de Janeiro. A verde e rosa se credenciou ao título, mas não fechou completamente a disputa. 

E assim, sete escolas brincaram na avenida marcando a força das escolas e consolidado um carnaval marcado por desfiles críticos em estado de graça. 

Saiba todos os detalhes de cada escola nas crônicas por desfile:


Império Serrano desfila bem mas comete erros de evolução


São Clemente colore a Avenida em belo desfile



Vila Isabel aposta na tecnologia e se credencia às Campeãs



 Problemática, Grande Rio tem desfile grandioso prejudicado por falhas mecânicas



Mangueira lava a alma da Sapucaí em crítica feroz



Mocidade fecha a noite com boa viagem à Índia



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Superando as expectativas, as escolas da Série A apresentaram uma grande noite de desfiles. Mesmo em meio as dificuldades, as agremiações se destacaram e mostraram que a cada ano o grupo fica cada vez mais equilibrado. 

Começando pelas decepções, a Rocinha surpreendeu negativamente numa apresentação marcada por muitos erros. Na plástica, faltaram fantasias e as alegorias pecaram no acabamento. Enquanto na pista, a evolução da borboleta também foi conturbada, comprometendo a busca por uma boa posição da tricolor. Dificuldades que também enfrentaram as duas primeiras escolas da noite, que fizeram apresentações irregulares também. A Alegria da Zona Sul desfilou aguerrida numa bela homenagem a Luiza Mahin, enquanto a Santa Cruz oscilou em maus momentos com alegorias decepcionantes e um enredo confuso, sofrendo ainda prolemas de evolução. Já que o último carro teve problemas para entrar na avenida.

A maior surpresa da noite veio da Cubango, a dupla de carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad fez uma excelente estreia no grupo, num desfile emocionante sobre o artista Bispo do Rosário, apostando numa estética artesanal e lúdica. A escola só teve problemas na saída de suas alegorias, o que acabou atrasando o desfile da Inocentes. A tricolor da Baixada, contundo, fez um desfile bem irregular sobre a cidade de Magé, o enredo CEP oscilou entre boas e péssimas alegorias em um desfile frio e sem maiores qualidades. 

Sobrando na noite, as duas vermelhos e brancos confirmaram o favoritismo do pré-carnaval e fizeram desfiles exuberantes, formando uma espécie de sub-grupo acima das demais escolas da segunda divisão. A Viradouro apostou em alegorias gigantescas e cenográficas, com figurinos de fácil leitura apesar do complicado enredo. Mesmo levantando as arquibancadas e contando com um bom canto de seus componentes, o samba-enredo da escola de Niterói não brilhou tanto e pode ser um prejudicador. 

Encerrando a noite, a Unidos de Padre Miguel entrou arrastando a Sapucaí numa arrancada impressionante e com muita propriedade. O conjunto plástico riquíssimo surpreendeu pelas cores, além da monumentalidade das alegorias e opulência da fantasias. Com uma evolução impecável e excelente harmonia, o Boi Vermelho se destacou com seu bom samba, ao contrário de sua principal rival. Outro fator importante, nessa briga direta, é que mesmo com alegorias imponentes, ambas apresentaram falhas no quesito. Enquanto a Viradouro passou com o acoplamento do abre-alas apagado e pequenos problemas de acabamento na última alegoria, a UPM também vacilou na calda da grande Iara de seu terceiro carro, também com visíveis problemas de finalização. 

Agora é esperar a quarta-feira de cinzas e vê como se desenha os destinos das 13 agremiações do grupo. Fica a imagem que a Série A deixou na Sapucaí, a prova do quanto as escolas de samba ainda resistem aos tempos difíceis que vivem.

Saiba como foi cada escola num panorama completo de quesitos:


Aguerrida, Alegria faz o dever de casa e exime chances de queda



Tecnicamente problemática, Santa Cruz canta a esperança



Deslumbrante, Viradouro levanta Sapucaí e se credencia ao título



Com arte, talento e capricho, Cubango se candidata às primeiras posições



 Inocentes canta Magé em desfile sem brilho



UPM desvenda o Eldorado na busca pelo sonhado título






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Alô, povão, agora é sério! A sirene apita, os portões se abrem e chegou o momento mais esperado do ano. Quando o intérprete dá seu grito de guerra e a Comissão de Frente cruza a linha de início, todas as expectativas caem por terra e é ali, nos 700 metros de pista, que certezas inabaláveis morrem e tudo pode acontecer. Apesar da dita crise, se espera um desfile nivelado e a  campeã pode sair de qualquer dia de desfile, mais do que nunca. Os enredo críticos tomaram conta e podem se tornar uma realidade caso algum vença. O que será que o destino nos reserva?

Bem, pedimos licenças aos orixás e as guias de Laíla pra desvendar o que as escolas preparam até aqui. 


1 - Império Serrano


No geral: Custa, mas vem. Após quase dez carnavais, o tradicionalíssimo Império Serrano volta à elite do carnaval. Em meio a crise e problemas administrativos, a briga da escola para permanecer será grande. Confio no meu verde e branco?


Pontos extras: A garra do imperiano é sempre impressionante e, na volta ao Especial, a comunidade da Serrinha com certeza está afiada pra um grande desfile.

Perdeu décimos: Um enredo sobre a China já seria ruim no boom dos patrocínios, nos anos 2000, dez anos depois então... 

Barracão Tour: Todo mundo do samba sabe das dificuldades do barracão do Império Serrano no início do ano, mas parece que enfim as coisas estão andando e o carnavalesco Fabinho está dando nó em pingo d'água. Ao que parece, o Império não fará nenhuma grande vergonha.


Numa escala de 1 a 3, o quanto esse foi o "alô" da década no Especial e nos vemos depois de 2020


2 - São Clemente


No geral: VEM VER! A preto e amarela aposta no talento de Jorge Silveira para brigar por melhores posições na tabela. Apesar de apontarem a falta de pegada crítica na escola da irreverência, o enredo sobre a Escola de Belas Artes promete fazer a transição do erudito ao popular, devolvendo a caraterística original da agremiação, após os anos de Rosa Magalhães.


Pontos extras: O talento do novo carnavalesco aposta num desfile moderno e bem elaborado num enredo bem conduzido. Os quesitos plásticos, com certeza, serão o destaque da escola para garantir uma posição confortável.

Perdeu décimos: A falta de harmonia do povo da zona sul e a evolução conturbada já são conhecidas. Além disso, não sabemos o que acontece com os jurados que é só eles verem as cores da agremiação que a nota já abaixa dois décimos.



Barracão Tour: Tendo um dos barracões mais adiantados da Cidade do Samba, a escola cumpriu com excelência seu cronograma. A aposta de Jorge Silveira é em alegorias cenográficas e interativas, assim como seu carnaval na Viradouro. Dessa vez, ninguém vai dormir quando a SC passar.



Numa escala de 1 a 3 notas injustas, o quanto os jurados têm que parar de pesar a caneta pra São Clemente



3 - Vila Isabel

No geral: Dignidade, enfim, voltará ao ninho? Com a contração do maior artista da festa na última década, a Vila vem pra deixar de lado os últimos carnavais, dos quais foi coadjuvante, e promete voltar a brigar pelas boas posições.


Pontos extras: A grife Paulo Barros é o principal trunfo do povo de Noel.

Perdeu décimos: O samba que não figura a lista dos melhores do ano e a bateria, sob o comando do mestre Chuvisco, podem ser "um viaduto" no meio de voos mais altos da escola.

Barracão Tour: Parece que, ao menos esse ano, Paulo Barros jogou a receita de bolo fora e deu uma passadinha no PlayCenter, onde lá escolheu cada uma das alegorias da agremiação. Efeitos especiais, muitas coisas que giram, fantasias cheias de truques... será que veremos a reinvenção do rei do Pop?



Numa escala de 1 a 3 bolos de PB o quanto a vaga nas Campeãs tá certa:




4 - Paraíso do Tuiuti


No geral: Dando expediente mais um ano no Especial, a Tuiuti pode ser favorita ao rebaixamento, mas resolveu colocar para foder (by Renato Lage) para cair com muita dignidade.


Pontos extras: Com um dos enredos e sambas mais elogiados e comentados do anos, a escola aposta na crítica e na letra emocionante de sua obra encomendada para falar sobre a escravidão na história da humanidade.

Perdeu décimos: O casal de mestre-sala e porta-bandeira, quesito que abre a escola, pode ser um empecilho. Aliado ainda a má vontade do júri, o prospecto não é positivo.



Barracão Tour: As fantasias ácidas sobre o momento atual do país fizeram sucesso no pré-carnaval e podem ser um trunfo na comunicação com o público. Infelizmente, o atraso da escola em relação as demais em alegorias chamou atenção nas últimas semanas. Resta saber se tudo ficou pronto a tempo, porque projeto a escola tinha.

Numa escala de 1 a 3 desfiles injustiçados o quanto o rebaixamento pode até vir, mas o samba entra pra história



5 - Grande Rio


No geral: ALÔ, TENSÃO! Maiôs de asa-delta e dedinhos preparados pro roda e avisa? Vem no passinho de Chacrete, que Caxias tem tudo pra pisar. 


Pontos extras: Com a contratação de peso, e a experiência do casal Lage, aliado ao tema leve e simpático, a tricolor pode repetir com folga o sucesso do ano passado.  A Comissão de Frente também deve ser mais um destaque da escola por mais um ano.

Perdeu décimos: Apesar de alegre, o samba não é exatamente um primor musical e deve ter uns décimos descontados.


Barracão Tour: Renato e Márcia Lage vêm apostando com tudo no seu conhecido estilo high-tech, com muito neon. Já as fantasias trarão o melhor estilo irreverente do Velho Guerreiro. Com a estética, a escola da Baixada não tem o que se preocupar.

Numa escala de 1 a 3 Ivetes, o quanto a Invocada promete e deve colocar todo mundo para pular



6 - Mangueira


No geral: Pintou a campeã? Na linha de frente contra os ataques de certos prefeitos, a Mangueira, capitaneada pelo genial Leandro Vieira, promete um revolução no estilo "se faltar fantasia, alegria há de sobrar". 


Pontos extras: Com o artista mais balado do momento, não faltam quesitos que credenciam a verde e rosa na busca de mais título. Resta saber se não vai ter buraco...

Perdeu décimos: Além da evolução, a Comissão de Frente tem sido um quesito complicado para a escola. Logo na escola que marcou época com Carlinhos de Jesus...


Barracão Tour: Vocês querem bom gosto, @? Mais uma vez, Leandro Vieira deve brincar de fazer carnaval. O barracão da escola ficou famoso por ser um dos mais adiantados e a aposta é numa estética nostálgica e menos pesada. 

Numa escala de 1 a 3 desfiles revolucionários o quanto a Mangueira deve arrastar a Sapucaí





7 - Mocidade


No geral: Acordou do coma, Mocidade? Encerrando o domingo, uma nova Mocidade promete vir por aí. Depois de anos no limbo, o povo de Padre Miguel parece que renasceu e a escola vem pra tirar a dúvida se a boa posição do ano passado foi um ponto fora da curva ou não.


Pontos extras: Assim como no último carnaval, o excelente samba da verde e branco pode conduzir um grande desfile. A famosa Comissão de Frente do ano passado também deve repetir o sucesso. 

Perdeu décimos: A posição de desfile pode tanto ajudar como prejudicar a estrela da Zona Oeste, dependerá do que as outras escolas apresentarem na noite.



Barracão Tour: Das escolas do Especial, a Mocidade foi a que mais fez mistério em relação ao seu barracão e pouco se viu da escola. Espera-se que Louzada deve mantenha o estilo de plumaria e pedraria que dá o tom de sua carreira, apostando numa Índia luxuosa. 

Numa escala de 1 a 3 bonecões do Louzada, o quanto a Mocidade deve deixar de vez a fase ruim no passado




1 - Unidos da Tijuca

No geral: Após trágico desfile do ano passado, a Tijuca tem sua chance de redenção para 2018.

Pontos extras: A comunidade sempre forte da Tijuca, aliada a bateria potente de Casagrande, com o talento de Tinga garantem alguns quesitos de pista fortes no Borel.



Perdeu décimos: O enredo altamente biográfico sobre Miguel Falabella e o samba mediano podem dificultar sonhos mais altos ainda mais numa posição de desfile pouco favorável.

Barracão Tour: A parte plástica pode ser um problema para a azul e amarela dar uma voltinha nas campeãs. Alegorias e fantasias poucos inspiradas, com uma solução de materiais ruins, devem reforçar que falta uma assinatura nos carnavais da escola. 

Numa escala de 1 a 3 homenagens flopadas o quanto o Borel deve até tentar mas deve ficar ali pelo meio da tabela mesmo:



2 - Portela


No geral: Leve. É assim que a águia deve entrar avenida. Após romper seu histórico jejum, a escola de Madureira aposta no talento da professora Rosa para buscar o bi.

-

Pontos extras: Um dos melhores enredos do ano, com a assinatura de uma das maiores artistas da festa aliado a um samba competente, que deve funcionar, somado a bateria Tabajara e a harmonia explosiva de Oswaldo Cruz. Anotou tudo?

Perdeu décimos: Nos últimos carnavais, ao combo "Comissão + Casal" conduziu quesitos complicados da escola. Para 2018, ambos vêm renovados e resta saber se cumprirão a missão.


Barracão Tour: Nem aí para as críticas, Rosa vem provar mais uma ano que uma boa alegoria não precisa ser gigantesca. A aparente simplicidade das fantasias devem funcionar no conjunto. 

Numa escala de 1 a 3 Deuses do carnaval o quanto lacre é certo e o Bi pode vir




3- União da Ilha


No geral: Em meio a tantas outras protagonistas da festa, a Ilha infelizmente parece figurar entre as coadjuvantes da festa mais uma vez. Apesar de provavelmente se apresentar bem, a tricolor não deve sonhar com posições mais altas. 




Pontos extras: O entrosamento da bateria Estandarte de Ouro do Mestre Ciça e o carisma do grande Ito Melodia são dois trunfos da tricolor insulana. O casal da escola também é um dos mais competentes.

Perdeu décimos: O enredo com sensação de dejá-vu e o samba marromenos devem fazer da Ilha um ótimo momento para descansar um pouco as pernas em meio a duas favoritas da noite.


Barracão Tour: Assim com em outros anos, a Ilha se planejou e não teve problemas em seu barracão. Logo no início do ano, as fotos das alegorias bem adiantadas surpreenderam. Severo Luzardo, sempre competente, deve apresentar uma boa plástica com folga. 

Numa escala de 1 a 3 lanches o quanto o enredo culinário é propício para hora do lanche da noite



4 - Salgueiro


No geral: Após romper o longo casamento com Renato Lage, o Salgueiro vem fazendo seu dever de casa certinho e, se outras favoritas bobearem, pode beliscar as primeiras posições com folga.


Pontos extras: Uma escola de quesitos, a vermelho e branco tem tranquilidade de sobra pra brigar pelo campeonato, desde sua Comissão de Frente até a Bateria de mestre Marcão.

Perdeu décimos: Curvas, correria, alegorias apagadas... O Salgueiro sempre foi vilão dele mesmo nos últimos anos.



Barracão Tour: Alex de Souza promete mandar pra longe toda a urucubaca dos anos anteriores. Com a estrutura da escola, o carnavalesco promete um carnaval luxuoso pra pegar na veia da comunidade que adora um afro.

Numa escala de 1 a 3 Candaces o quanto o Salgueiro briga nas primeiras posições


5 - Imperatriz


No geral: Vindo de altos e baixos na década, a Imperatriz terá, mais uma vez, que confirmar seu valor em meio a concorrentes de peso. Será que a Coroa pode voltar a girar com força em Ramos?

Pontos extras: Um dos maiores trunfos da escola é seu simpático e ótimo samba, que deve embalar uma boa apresentação.



Perdeu décimos: A velha técnica da Certinha de Ramos parece um pouco enferrujada e os quesitos estéticos também podem ser um problema. 

Barracão Tour: As dificuldades de barracão podem prejudicar uma escola acostumada a desfilar sempre bem. Apesar do enredo com a personalidade da escola, o visual não deve fazer jus aos tempos barrocos dos anos 90.

Numa escala de 1 a 3 Rosas Magalhães será que a Imperatriz volta no G6?


6 - Beija-Flor


No geral: Eita, calma! Beija-Flor, a última de segunda? Se fosse nos anos 2000, a taça era garantida... Mas após posições irregulares e em meio a uma crise interna, Nilópolis pode voltar a brilhar?



Pontos extras: A comunidade rolo compressor é a maior arma da escola, cantaram até Boni, né? E o samba é um dos mais elogiados do ano....

Perdeu décimos: Mas... É uma pena que o enredo, apesar da crítica bem vinda, não seja muito bem resolvido...

Barracão Tour: É uma Beija-Flor totalmente diferente do que já vimos, pelo que parece. Saem as alegorias imponentes, entulhadas, os monstros e entram carros com propostas mais cênicas. Será que o conjunto vai funcionar?  A Beija-Flor é a maior incógnita do carnaval.



Numa escala de 1 a 3 Ratos e Urubus o quanto a Beija-Flor pode arrastar a Sapucaí




Verdades inabaláveis caem por terra quando a sirene toca, então é só esperar. Em meio a um cenário complicado, a gente só torce que a escolas surpreendam e mandem recados para certos prefeitos, já que nossa festa continua pra lá de viva. Amém, Rosa! 




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