• Home
  • Quem somos?
  • Contato
  • Lojinha
  • Exposições
  • Selo Literário
  • Apoiadores
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram

Carnavalize





Teus olhos são faces da doçura do teu nome, que irmana a bondade gratuita e proteção aos pobres, negros em sua maioria, das comunidades de Salvador. 

Cântico inicial 

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Senhora da paz, peregrina do amor e andarilha da fé, teus filhos do samba caminham em procissão neste dia especial. Versamos neste enredo, relatos de devoção guiados pela tua chama de esperança, bondade, humildade e comunhão.  

Teu manto azul e branco nas cores da nossa Escola é inspiração. O azul da cor do céu lampeja calmaria, o tom azul do mar inspira a grandiosidade de amar sem limites. O azul da nossa bandeira nos une e queremos seguir em cortejo num cântico que irmana tua lição de caridade.     

A Unidos da Ponte em 2021, buscará narrar as tantas pontes que por ti foram construídas entre ricos e esquecidos e poderosos e oprimidos. Pretendemos mostrar a tua ponte do amor pela fé e tua ponte da persistência pela vida na comunhão da solidariedade. 

Como santidade do amor, também construiu pontes entre teus filhos de todas as religiões: 

“Foste a voz daqueles que não tem voz 
Pequena e tão gigante 
Mãe desses Filhos de Gandhy”. 
Trecho musical de “A Bahia canta sua santa” 
Composição: Coletivo em prol das obras sociais de Santa Dulce. 

Nosso altar hoje ecoa um samba-oração por ti, amada mãe dos necessitados.      

“Doce Luz, eu sinto seu cheiro de flor 
Eu sei que você está aqui 
Sua presença é de amor” 
Trecho musical de "Doce luz" 
Composição: Léo Passos e Chico Gomes. 

Dulce Santa. Coração sem medidas, mulher pequena na estatura, mas grande nas ações. 
Senhora da pressa na caminhada com os humildes.  

Rogai por nós.     

SINOPSE 

Primeiro relato de amor: Irmã do silêncio e o oratório dos pedidos 

Amada Dulce, irmã de bondade e doçura, recebi teus chamados todos. Estive contigo em tuas preces de silêncio a ouvir teus clamores por medicações, leites, equipamentos médicos, terrenos para construções das tuas obras e apoio para subsidiar teus projetos sociais.     
No interior do Nordeste, em casas pobres de palafitas, tu levaste posto médico com atendimento básico às comunidades carentes de tudo. Nestes lugarejos de abandono, tu enviaste a cura, mas entregaste também amor aos esquecidos. Trabalhaste a fé com operários plantando esperança no corpo e na alma.      
Querendo mais pelo próximo, finalizaste o curso oficial de farmácia. No convento, tocaste feridos, resgataste enfermos, amparaste desalentados que moravam nas ruas. E quando não podia mais, ainda assim, ajudaste. No murmúrio das inquietações e incertezas, rezaste, mantendo esperança.     
Não separaste os excluídos da vivência em sociedade, levaste amparo sanitário à presidiários de um centro de detenção da Bahia. Olhaste por crianças sem referência de família, entregaste esperança para o olhar dos filhos do abandono. Lembraste das pessoas com deficiência e dos idosos esquecidos. Enfrentaste poderes internos e externos e iniciaste um hospital num galinheiro como prova de humildade. Com muito diálogo e olhar de brandura convenceste presidentes e governadores a ampliar o feito assistencial. Ganhaste áreas territoriais para construir teu legado social de amor ao próximo.      
Irmã Dulce, testemunhei teu esforço incansável.  Sei que fizeste da tua vida, uma chama viva de oratório. Quando o esgotamento parecia te abater e o silêncio te era a resposta, rezaste a me chamar intercedendo pelos teus.  


A fé te foi companheira, a oração foi tua morada, tua fortaleza e teu renascimento.  

Segundo relato de amor: Tua fé que transcende e toca a santidade 

Tua obra correu as nações sendo espelho para tantos peregrinos de amor. No labor caridoso da tua alma, o mundo se rendeu te indicando ao prêmio Nobel da Paz. Quando teu corpo e olhar bondoso não conseguiam mais habitar os planos terrestres, àquele que também seria santo, te beijou, era João Paulo II soprando a paz do descanso para tua alma. E assim, numa tarde tranquila de brisa leve, tua obra ficou eternizada no coração dos baianos que gritavam “obrigado, Dulce”. Sinos e atabaques ecoaram por toda Salvador.      
Tornaste venerável para a igreja porque tu, irmã Dulce, viveste em grau heroico de comunhão com as virtudes cristãs da fé, esperança e caridade. Teu testemunho de vida foi um conforto para os pobres e um exame de consciência para os ricos.     
Passo próximo, tu te consagraste como beata da igreja. O primeiro milagre operou-se num pós-parto. O desânimo dos homens da terra configurou-se após inúmeras cirurgias que não rompiam um sangramento. Vida e morte se encontravam e no desespero final, na hora do adeus, o pároco intercedeu pela vida da serva clamando por teu nome: “Óh, venerável, não permita que esta mãe deixe seu filho”, prontamente a sangria cessou.      
Tu que te tornaste irmã, venerável, beata, consagrou-se como Santa. O segundo milagre foi para um filho teu que não enxergava mais, mas te sentia. O amor por ti foi tão maior, que no momento de dor na região dos olhos, tateou uma pequena imagem tua e a encostou sobre as vistas num grito de esperança, pedindo tua intercessão de anjo bom. Dormiu anestesiado do teu amparo e ao acordar, as dores cessaram e a escuridão findou. Ele sentiu e viu o mundo com as cores da fé.     
Pequena grande, em santidade tu foste, tu és e sempre serás grande, generosa, a flor amarela do amor, do olhar pleno, bondoso, caridoso e atencioso para com teus devotos.  
A procissão em teu nome pelas ruas da Bahia revela a vitória da tua pobreza, lembrando os humanos do amor que se deve irmanar ao próximo e de prestar solidariedade aos humildes, humilhados e esquecidos pelo poder.   
   
Terceiro relato de amor: Bahia de todos os santos e de Santa Dulce dos Pobres 

As escadarias de Nosso Senhor do Bonfim recebem, agora, sinos que badalam também por ti, Santa Dulce. Num elo de irmandade entre as religiões que querem o amor no coração de todos, a Bahia é o retrato de todos os santos, de todas as representações e manifestações de esperança por dias melhores. Receba os sinos, as velas, as preces, as orações e a mística da fé das baianas que lavam as escadarias de Bonfim com as águas de cheiro para celebrar tua baianidade santa. Tua Bahia é santa e também cultural.  
Tenho lembranças de quando fundaste o cineteatro Roma, em Salvador, fazendo da arte um meio para arrecadar fundos para os teus necessitados. Recebeste artistas consagrados e espalhaste amor com música para os filhos esquecidos. Tocaste sanfona, gritaste gol com teu time baiano e brincava com as crianças o futebol da vida para espantar a solidão. Na partida, só a fé de sorrir era a vencedora.     
Fizeste de Salvador um porto sagrado e quando andarilha corria para o mar – tua paixão - a repousar energias para o ritmo de trabalho como gestora da caridade.  
Hoje, os peregrinos caminham por seu amor santo, levam sonhos nas romarias, cantam e choram por devoção. Tu és a mãe de muitos brasileiros órfãos. Santa Dulce leva tua esperança para encher de vida os olhos dos teus meninos e meninas que carregam desassossego dentro da alma. Leva tua bandeira da paz e da doação sem limites para com o próximo.     
Intercedas por todos os pedidos emocionados – como os teus dirigidos à minha interseção –  que no cruzamento da fé, nos encontraremos em comunhão. 
Eis-me aqui, com este sentimento que agora se configura no mesmo plano de espírito e ideais de caridade. 
Olhai por teus filhos pobres. 
Guiai os oprimidos por um caminho de paz e animosidade. 
Caminhai ao lado dos enfermos e necessitados. 
Sigamos juntos pela vigilância dos desvalidos do mundo concedendo a eles cobertor, proteção e misericórdia em nome do pai, do filho, do espírito santo. 
Amém! 
De seu fiel vigilante das horas de nuvens nubladas e dos tempos de clarões de luz,  
Fernando Martins de Bulhões 
Santo Antônio. 



Carnavalescos: Guilherme Diniz e Rodrigo Marques 
Enredista: Tiago Freitas 

Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Ilustração de Osmar Filho, arte de Vítor Melo (Carnavalize).
Estreia! O Carnavalize convidou um coletivo que ressalta pautas e bandeiras fundamentais na mídia independente do carnaval. Trazendo o olhar da negritude e empretecendo o pensamento, o Quilombo do Samba é um grupo de pesquisas e estudos sobre o protagonismo negro nas escolas de samba. Se a missão é essa, o Carnavalize será mais uma ferramenta para que o Quilombo atravesse encruzilhadas e se propague por todos os públicos possíveis! Simbora, então, ler e aprender mais sobre temas tão basilares e vitais para a nossa sociedade e para a história das agremiações? #Quilombo!

Por Guilherme Niegro

Diferente de muitas referências que existem sobre os povos africanos que vieram para o Brasil, a nossa história não começa no embarque de africanos escravizados nos navios negreiros para serem espalhados pelos continentes dominados pelos europeus. 

Nós africanos e africanas em diáspora temos uma história ancestral, com ligações que só as cosmogonias africanas conseguem explicar. O samba é uma dessas cosmogonias que se explicam a partir de sua vivência e de sua reexistência do lado de cá do Atlântico.


Sagrada Oralidade I, de Osmar Filho.
Os povos Bantus são formados por diversos grupos/povos/famílias etnolinguísticas da África central, centro-ocidental, austral e parte da África oriental. A palavra "bantu", que os designa como povos, quer dizer “pessoas" no plural; enquanto Muntu é a “pessoa no singular". Para esses povos, somos seres constituídos de corpo, mente, cultura e principalmente pela PALAVRA. A palavra é o fio condutor da nossa própria história, o próprio conhecimento, a própria existência:

“As cosmologias negras às quais podemos recorrer, dentro das nossas reflexões e da densidade da nossa carne, são, simultaneamente, emanações ancestrais, instantes no presente e devir. Não se trata daquilo que não podemos manifestar  e realizar, mas, ao contrário, daquilo que, se não incorporamos hoje, no Brasil, e não colocarmos ao lado dos saberes nativos das florestas ameríndias, deixar-nos-á, necessariamente, mergulhar no profundo poço da repetição irrepetida de uma colonização, mais do que antinegra, ontológica.” (Tiganá Santana).

Os Bantus foram os primeiros povos africanos escravizados trazidos forçadamente para o Brasil já nas primeiras décadas do século XV, e é a partir da chegada de Ngolas, Ndongos, Cabindas, Kikongos, Cokwes, Congos, Benguelas entre outros, que esses grupos chamados Bantu trouxeram nações inteiras para a Colônia Portuguesa. Juntas a essas nações, todas as suas estruturas de sociedade, como o Quilombo, aldeamento de escravizados fugitivos que se tornavam livres.Dialogando com a Socióloga negra Beatriz do Nascimento, temos o entendimento que o Quilombo ainda está vivo. “Quilombo pode ser um lugar onde as pessoas vivem mais livremente, é a nossa ligação com a natureza, Quilombo são as Escolas de Samba. Quatro ou Cinco negros e negras reunidos, pensando, refletindo, respirando e resistindo é um Quilombo. Não temos uma Pequena África enquanto território, cada pessoa negra carrega dentro de si uma África ora desperta ora adormecida, porém, todos e todas em diáspora somos África por essência", afirma a ancestral que foi historiadora dos povos negros em diáspora.

O samba, por sua vez, constitui-se sobre o pensamento dos nossos ancestrais, a partir de junções de outros conhecimentos e saberes. Nele está salvaguardada a vivência em memória da comunidade ou dos Quilombos.
A palavra samba vem do povo Bantu. “Observa -se seu léxico da língua Cokwe e tchokwe, do povo kioco do que hoje é Angola, registra-se o verbo Samba, com acepção de Cabriolar, brincar, divertir-se como um cabrito (assim como a Capoeira o Samba imita algumas movimentações dos animais),  no Kikongo, o vocábulo de igual feição designa uma espécie de dança em que um dançarino bate contra o peito do outro. Essas duas formas originam-se da raiz multilinguística Semba – rejeitar, separar, remetendo ao movimento físico produzido na umbigada, que é característica principal dos povos Bantus, na África e trazido para a diáspora" (Nei Lopes).
Comunicação Ancestral, de Osmar Filho.
“Sem matrizes africanas não é possível chegar aos fundamentos, transformar, traduzir o Brasil. Samba é o verbo orar em Kikongo, para o povo kioco samba é cabriolar, brincar, se divertir” (Nei Lopes).

É dessas experiências cantadas em forma de samba-enredo pelos Quilombos contemporâneos, as escolas de samba, de que é feita a comunicação com o nosso povo, dentro de uma grande celebração que se dá a cada desfile. Há nas apresentações uma troca de ondas e radiações no ato da enunciação de certas palavras (com ressonâncias pretéritas dos antepassados e atuais para as diversas circunstâncias). Há uma “energia" que não é proveniente da sonorização das palavras ou dos seus significantes, mas que se refere à existência de cada ser, quando o apito corta o vazio e este vazio passa a ser ocupado pelo “bum bum paticumbum prugurundum”.
 
Sagrada Oralidade II, de Osmar Filho.
Somos, como africanos diaspóricos, seres orais ao passar o nosso conhecimento por meio da roda, da junção e da vida em comunidades. Somos o partido, o jongo, o urbano e o rural. Somos a canção e o enredo do meu samba.

Somos Ancestralidade!!! Somos Quilombo!!! Somos Reexistência!!!
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments






Tudo que é bom chega ao fim em algum momento. Desde o início do mês de junho, nosso #GiroAncestral enobreceu as quartas-feiras com textos que conduziram cada leitor ao seio de pontos fundamentais da arte de mestre-sala e porta-bandeira. A repercussão entre amantes da festa e profissionais do quesito foram impulso para a produção de cinco textos, todos disponíveis no site, para que pudéssemos compartilhar e adquirir mais conhecimento. A todes que nos acompanharam, fica o nosso muito obrigada. 

Afetos e emoções à parte, hoje traremos os nomes das principais herdeiras dos legados de grandes porta-bandeiras. Com pouca idade e muita experiência, apresentaremos a nova geração destas mulheres que empunham e representam os pavilhões de tantas agremiações. Há de se ressaltar que o fato de serem porta-bandeiras da geração não deduz que caíram de paraquedas nos cargos que ocupam. Cada uma das personalidades a seguir acumula anos de trabalho dedicado a essa arte, muitas vezes desde a infância. Assim, consideramos, nesta seleção, os nomes que há pouco despontaram como primeiras porta-bandeiras e nutrem expectativas de uma carreira de sucesso pela frente. Vamos descobrir quem são elas?

Taciana Couto

Quem vê o rosto jovem de Taciana mal pode imaginar há quantos anos ela e seu pavilhão tricolor são parceiros inseparáveis. Cria de Caxias, sua história na arte de porta-bandeira se confunde com a da sua própria infância. Fortalecendo as pernas com os passos dos primeiros anos de vida, os giros e movimentos característicos da dança a auxiliaram, desde a pouca idade, a trilhar o caminho que a conduziu ao cargo que ocupa hoje na Acadêmicos do Grande Rio. Na escola mirim da tricolor, a Pimpolhos da Grande Rio, começou desfilando em alas aos cinco anos, e aos sete já integrava o quadro de porta-bandeira. Esse lugar, aliás, era muito familiar, já que desfilou pela primeira vez, ainda na barriga da mãe, que foi porta-bandeira da primeira ala da escola. Cada vez mais dedicada ao ofício, Taciana foi eleita a melhor porta-bandeira mirim em 2015 pelo Prêmio Plumas e Paetês Cultural, como revelou em entrevista ao Jornal Extra. Firme na Grande Rio, passou de terceira porta-bandeira para o cargo de primeira porta-bandeira, sendo oficialmente a representante principal do pavilhão da agremiação, após a saída da experiente Verônica Lima, em 2018.

Taciana, aos dezenove anos, conquistou a nota máxima no desfile de 2020 da Grande Rio, ao lado de Daniel. (Foto: Carnavalesco)
O desafio era grande, ainda mais aos 17 anos, sendo a porta-bandeira mais nova do Grupo Especial naquele momento, mas Taciana simbolizava a técnica e a valorização da escola que cuida das suas “pratas da casa”. Assim, estreou a parceria Daniel Werneck em 2018 nos preparativos ao carnaval seguinte. Apesar dos quarenta pontos não terem chegado, Taciana sempre exalou a quem a viu dançar muito potencial. A preparação para o carnaval de 2020, seu segundo como primeira porta-bandeira, exigiu ainda mais dedicação. Em um lapso temporal de seis meses entre o desfile oficial e a final de samba-enredo, foi estrondosa e notória sua evolução. O nome desse empurrãozinho é Beth Bejani, coreógrafa do casal e renomada bailarina do Theatro Municipal, que só auxiliou a lapidar o talento latente. O enamoramento entre Taciana e Daniel na dança era cada vez mais perceptível e com movimentos precisos e muito graciosos pareciam levitar em suas apresentações em quadras e ensaios de rua. Tanta graça não poderia resultar em outra conquista senão o espetacular resultado de quando atravessaram os três módulos de julgamento no desfile oficial, que homenageou Joãozinho da Goméia. Taciana e Daniel conquistaram não apenas trinta ou quarenta, mas cinquenta pontos, em uma meteórica evolução em pouco menos de um ano como casal. Com apenas dezenove anos à época do carnaval, Taciana teve conferido à sua apresentação o mesmo grau que craques do quesito, como Marcella Alves, atual campeã do Estandarte de Ouro, e Rute Alves, a porta-bandeira campeã de 2020. Alguém duvida que precisamos estar de olhos e sorrisos bem abertos quando Taciana desfraldar seu pavilhão? Ainda tem muita chuva de nota dez para testemunharmos.


Dandara Ventapane

Filho de bamba, bambinha é, até que atinja a maturidade, consagre-se como um herdeiro do legado do precursor familiar e siga a transmissão geracional. Assim acontece há algumas gerações na família de Dandara Ventapane. Apontar sua história genealógica é importante, mas hoje elevamos esta porta-bandeira como um grande nome do quesito, para além dos laços familiares com o avô, Martinho da Vila, que comprova que a boa árvore só gera novos e bons frutos. Não seria nem preciso dizer que Dandara, com nome de guerreira, já nasceu ao som do baticum e assim cresceu durante sua infância e sua juventude. Íntima da dança, ela foi integrante de comissão de frente e chegou a riscar o chão da Avenida como passista, ambas pela Vila Isabel, mas foi em 2013, como terceira porta-bandeira, que empunhou pela primeira vez um pavilhão. Sua estreia como primeira porta-bandeira aconteceu logo no ano seguinte, em 2014, pela Acadêmicos da Rocinha, que desfilava na Série A, à época, mantendo o cargo de terceira na escola de Noel.

A belíssima Dandara Ventapane, no desfile oficial da União da Ilha, em 2019. (Foto: Leandro Milton/SRzd)
Em 2015, foi promovida a primeira porta-bandeira da escola de coração para formar par com o mestre-sala Diego Machado, em apenas seu terceiro desfile como porta-bandeira em toda a carreira. Logo em seguida, permaneceu por mais um ano na Vila, desta vez com Phelipe Lemos, até os dois seguirem rumo à Ilha do Governador em 2017. Muito elogiado, o casal fez sucesso enquanto esteve junto até o carnaval de 2020. Apesar de fazer 30 pontos em 2017 e trazer a nota máxima possível, todos os 10 nunca chegaram de uma vez só. No entanto, não há como negar a graça de Dandara na dança, com gestos leves e giros muito bem executados. Segura, Dandara parece ter a calma que o tempo pede para a consagração dos grandes nomes do carnaval. Se em oito carnavais já conquistou o feito do reconhecimento de tradicionais escolas, e também do público, nada impede que seu bailado a conduza para voos ainda mais altos. No próximo carnaval, Dandara segue como nome de confiança da União da Ilha, estreando com novo mestre-sala, Raphael Rodrigues.

Raphaela Caboclo

Mais um grande nome da nova geração, Raphaela Caboclo, apesar da pouca idade, já acumula mais de quinze carnavais na bagagem. Cria de Madureira, foi no Império Serrano que começou como porta-bandeira mirim. A evolução rápida a conduziu aos postos de terceira e depois segunda porta-bandeira da Serrinha, totalizando oito carnavais junto ao Reizinho de Madureira. Como o sonho de toda defensora de um pavilhão é ocupar o cargo de primeira porta-bandeira, não demorou muito tempo para que o comprometimento e a excelência de Raphaela a coroassem. Em 2011, estreou ao lado de Alex Marcelino, como herdeira de uma história que também foi escrita por grandes nomes do quesito, como Andréa Machado, Selminha Sorriso e Rita Freitas.

Raphaela Caboclo em 2018, pelo Império Serrano, conquistou o prêmio de Revelação, concedido pelo júri do Estandarte de Ouro. (Foto: Agência O Globo)
A partir daí, o único ano que não esteve com seu olhar sereno e sorriso encantador conduzindo com maestria um pavilhão histórico foi em 2014. No seu retorno, em 2015, formou dupla com Feliciano Júnior, um lindo casal que esteve à frente do campeonato da escola em 2017, na Série A. Em 2018, no retorno do Império Serrano ao Grupo Especial, primeiro de Raphaela como porta-bandeira de uma escola que desfilava no primeiro grupo, encantou e faturou o Estandarte de Ouro de Revelação. Tamanho reconhecimento veio não somente desta premiação, mas também da diretoria da Unidos da Tijuca, que contratou Raphaela, desligada da Serrinha, para ser primeira porta-bandeira da amarela e azul do Borel. A despedida de Feliciano em uma linda parceria conduziu ao reencontro com um já conhecido par, Alex Marcelino, que já era mestre-sala da agremiação tijucana. Em dois carnavais, não conquistaram a nota máxima, mas o próprio júri reconheceu, em suas justificativas, o progresso do casal entre os dois anos. Após o desfile de 2020, a Unidos da Tijuca demitiu Alex e Raphaela. Ela revelou, algum tempo depois, ter sofrido um acidente em janeiro, faltando um pouco mais de um mês para o carnaval, causado por um motorista de aplicativo que estava alcoolizado. Com o caso abafado pela escola, ninguém teve conhecimento da condição física de Raphaela, que teve cortes em todo o seu corpo e os movimentos faciais e de joelho comprometidos. Recomendada pelos médicos a não se apresentar, ela foi além dos próprios limites físicos e intensificou o tratamento para que pudesse estar presente como primeira porta-bandeira da agremiação, na segunda-feira de carnaval. Assim aconteceu. Apesar da atitude desonesta da agremiação, Raphaela, mais do que uma exímia porta-bandeira, é uma potente representante do amor ao seu pavilhão. 


Laís Lúcia

A elegância de Laís é uma das grandes e sutis qualidades que ela carrega. Sua trajetória como porta-bandeira começou na Pimpolhos da Grande Rio, que mais uma vez revelou um grande talento, no ano de 2007. Com passagens por escolas como Gato de Bonsucesso e Matriz de São João de Meriti, foi continuando os estudos na Escola de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Porta-Estandarte Manoel Dionísio que Laís foi escolhida pelos diretores da Vizinha Faladeira para ser primeira porta-bandeira de uma das mais antigas agremiações cariocas. Durante décadas, ela permaneceu com o pavilhão enrolado, e retornaria aos desfiles no ano de 2015. Por lá, Laís seguiu até o carnaval de 2019. 

Laís Lúcia, primeira porta-bandeira do Império da Tijuca, desperta a promessa de evoluir como um dos grandes nomes do quesito. (Foto: Cris Gomes)
Isso porque no ano de 2020 chegou à Laís o convite irrecusável para empunhar o pavilhão principal do Império da Tijuca, escola da qual já havia passado pelo cargo de segunda porta-bandeira anteriormente. A estreia ao lado de Renan Machado foi belíssima, sob a supervisão artística de um dos grandes nomes do preparo de casais da atualidade, Ana Paula Lessa, que também trabalha junto ao premiado casal Matheus Olivério e Squel Jorgea, na Mangueira. Fato é que o primeiro desfile de Laís como primeira porta-bandeira na Série A já despertou em quem a assiste o sentimento mágico que porta-bandeiras e mestre-salas carregam: o de talentos investidos em corpos que bailam. Sem dúvidas, Laís é dona de uma bonita e próspera trajetória a ser trilhada.


Bruna Santos

Como o elo comum das novas porta-bandeiras cariocas é a ligação com a folia desde a infância, ou de raízes familiares, com Bruna Santos a história se repete. Bailarina, desde os sete anos de idade a jovem porta-bandeira de vinte e dois anos desfila pela escola de Padre Miguel. Foi na Estrelinha da Mocidade que ela começou, como passista, em ala, e também porta-bandeira, e seguiu para a escola mãe, na qual nunca deixou de desfilar. Foi a partir da Mocidade que surgiram os convites para fazer jornada dupla e desfilar também pela Unidos de Bangu, vizinha que marcou sua estreia como primeira porta-bandeira em 2016, e pelo Acadêmicos do Sossego, por onde foi a principal no carnaval de 2019.

Bruna Santos, em sua estréia como primeira porta-bandeira da Mocidade, em 2020, no sábado das campeãs. (Foto: Alexandre Durão/G1)
Tudo ia muito bem com a segunda porta-bandeira independente, quando foi anunciado o desligamento do primeiro casal à época, Marcinho e Cris, em agosto do ano passado, que eram garantia dos quarenta pontos no quesito. Foi assim que Bruna recebeu o convite da escola para assumir o cargo de primeira porta-bandeira ao lado de Diogo Jesus, que já havia passado pela agremiação e, inclusive, conquistado o campeonato em 2017. A pressão sobre os ombros de Bruna foi imensa, mas a relação íntima com a escola e a apresentação para os três módulos de julgadores fizeram com que três dos cinco jurados atribuíssem nota dez ao casal, ficando a um décimo de fechar a nota do quesito. Fã declarada da experiente porta-bandeira Marcella Alves, Bruna trilha passos de uma longa estrada que tem pela frente. Em 2021, ela seguirá empunhando seu amado pavilhão verde e branco.


Lenita Magrini 

Com um bailado leve e elegante e sendo considerada a bailarina do samba, Lenita Magrini faz parte da nova geração de porta-bandeiras. A dama tem uma dança clássica e encanta por uma postura impecável, um excelente trabalho de perfumaria e grandes resultados pelas agremiações que passou. Sua trajetória na arte iniciou em 2011, quando recebeu o convite para participar do conceituado curso da AMESPBEESP. Por se destacar nas aulas, recebeu uma proposta de uma agremiação. Porém, na mesma época, também ganhou uma bolsa de estudos no Canadá, fazendo com que Lenita desse uma breve pausa no início da carreira. Após um ano fora do país, ao retornar, a bailarina se dedicou novamente aos cursos e começou sua trajetória no carnaval de Santo André. Possuía um grande talento e sua apresentação pela escola precedente na quadra do Barroca Zona Sul chamou a atenção dos diretores da verde e rosa, que a convidaram para integrar o quadro de casais no ano de 2013. Esse foi o estopim para Lenita alavancar sua carreira e se firmar no quesito.

Lenita Magrini em desfile oficial do Barroca Zona Sul em 2020. (Foto: Bruno Giannelli - SRZD)
Junto de Cley Ferreira, seu mestre-sala no Barroca, a porta-bandeira iniciou uma linda história na verde e rosa, destacando-se por sua competência na dança. Seu grande desafio veio no carnaval de 2015, quando estreou como porta-bandeira oficial pela agremiação, permanecendo até o carnaval de 2017, colecionando notas máximas. Sendo uma das mais jovens do quesito, Lenita despertou o interesse da Independente Tricolor no ano de 2016. Junto de Cley, defendeu o pavilhão oficial da vermelho e branco por 2 anos. Eles estrearem no Grupo Especial pela escola em 2018 e tiveram a difícil missão de se apresentar por 9 minutos ininterruptos na frente de uma cabine julgadora, em razão dos problemas com o tripé da comissão de frente. Mesmo com o imprevisto, o casal conseguiu a nota máxima.  Após um ano fora do carnaval, o destino colocou a verde e rosa novamente na vida de Lenita Magrini. A porta-bandeira retornou à agremiação para o carnaval de 2020 com um novo parceiro, Igor Sena. O casal foi um dos destaques no quesito e conseguiram os tão sonhados 40 pontos. Com apenas 25 anos, a bailarina a cada ano vem se firmando no quesito e evidencia que manterá o legado dessa nobre arte. 

Waleska Gomes

Uma das porta-bandeiras que vem se destacando nos últimos anos, principalmente pela coleção de notas máximas no quesito e por apresentar um bailado forte mas tradicional, é Waleska Gomes. Bailarina formada, iniciou sua trajetória no carnaval aos 8 anos, quando se inscreveu para o curso de mestre-sala e porta-bandeira da AMESPBEESP. A primeira agremiação da dançarina foi a Unidos de São Lucas, mas sua carreira decolou na Tom Maior, escola na qual permaneceu por 6 anos como segunda porta-bandeira até o carnaval de 2014. Para o ano de 2015, recebeu o até então maior desafio da sua vida: ostentar o pavilhão oficial da Independente Tricolor. Entretanto, o desfile não foi como o imaginado. Durante a passagem da vermelho e branco pelo Anhembi, uma forte chuva atrapalhou a evolução do casal e também a apresentação da escola, já que havia caído a luz no Sambódromo. Após sua breve passagem na Tricolor, para o carnaval de 2016 recebeu a difícil missão de substituir Camila Moreira, entãol porta-bandeira do Morro da Casa Verde, grávida, faltando dois meses para o desfile oficial. Mesmo com o período curto, Waleska não mediu esforços para apresentar um bom trabalho na avenida. 

Waleska em desfile oficial do Acadêmicos do Tucuruvi em 2020 no Grupo de Acesso. (Foto: Bruno Giannelli - SRZD)
Após seu desfile pelo Morro em 2016, o futuro lhe reservava surpresas. A dama recebeu o convite para ser primeira porta-bandeira do Acadêmicos do Tucuruvi ao lado de Kawan Alcides no Grupo Especial. Apesar de um pré-carnaval difícil e com contestações, a dupla se destacou no desfile oficial e conseguiu a tão sonhada nota máxima em 2017, sendo um dos poucos casais naquele ano a alçar tal feito. A parceria dos dois continuou até o carnaval de 2019 e, apesar do descenso da azul e branco, eles conseguiram novamente as quatro notas 10. Para o carnaval de 2020, Waleska estreou uma nova parceria, ao lado do mestre-sala Luan Caliel. A dama apostou em um garoto jovem, também um de seus alunos. Juntos, foram nota máxima e ajudaram a escola da Cantareira a retornar ao principal grupo paulistano. A bailarina vem mostrando a sua força a cada ano e pretende marcar seu nome no quesito do carnaval de São Paulo. 

Evelyn Silva

A porta-bandeira que encanta a comunidade de gente feliz com um bailado elegante e tradicional e que ao lado do mestre-sala Rubens de Castro coleciona notas máximas. Evelyn Silva iniciou sua paixão e seu interesse pela arte de mestre-sala e porta-bandeira aos 6 anos, quando foi para um ensaio da Mocidade Alegre e observou a dança da então atual porta-bandeira na época Adriana Gomes, que acabou tornando-se uma de suas maiores referências. No ano seguinte, ingressou no curso “Futuro da Morada”, no qual começou a dançar. No carnaval de 2006, esteve presente na ala de casais da Mocidade. Após seu primeiro desfile, a dama continuou se dedicando à arte por meio de cursos e, com isso, recebeu o convite para ser porta-bandeira mirim em uma agremiação nova, a Dragões da Real. Sua história na vermelho e branco iniciou no carnaval de 2007 com apenas 8 anos. A cada ano, a dançarina ganhava uma maior notoriedade, criando um laço afetivo com a escola e aos poucos sendo promovida no quadro de casais, chegando ao posto de segunda porta-bandeira em 2014.

Evelyn Silva na concentração do Anhembi para o desfile oficial da Dragões da Real de 2020. O casal foi nota máxima neste ano. (Foto: Felipe Araújo - LIGASP)
Após a saída da primeira porta-bandeira em 2016, o grande sonho da Evelyn se tornou realidade ao receber o convite para ser a defensora oficial do pavilhão da vermelho e branco. Com apenas 18 anos, a bailarina assumiu o posto ao lado do seu novo parceiro Rubens. Mesmo com um pré-carnaval difícil, no qual Evelyn teve que lidar com muitas críticas e desconfiança, a dupla mostrou na avenida que a aposta na prata da casa gerou um bom resultado. No primeiro ano juntos, o casal foi nota 30 e ajudaram a agremiação a alcançar o vice-campeonato. Após a estreia, Evelyn permaneceu no cargo e com isso vem escrevendo uma linda história na Dragões e também se destacando na nova geração de porta-bandeiras de São Paulo.

Gabriela Mondjian

Com um bailado tradicional e giros fortes, Gabriela Mondjian fez sua estreia no carnaval de 2020 como primeira porta-bandeira do Gaviões da Fiel ao lado do seu mestre-sala Wagner Lima. A dama teve a difícil missão de substituir Adriana Mondjian, sua tia, que defendeu o pavilhão oficial da alvinegra por cinco anos. Gabriela é prata da casa e desde pequena sempre esteve presente na agremiação junto de sua família, desfilando pela primeira vez em 2004 ainda na ala das crianças. Encorajada pela sua tia, decidiu estudar e conhecer mais sobre a dança de mestre-sala e porta-bandeira e acabou se apaixonando. Por meio de uma audição interna, a dançarina ingressou no quadro de casais em 2011, assumindo o quarto pavilhão da escola. Ao passar dos anos, foi adquirindo seu espaço e se destacando, sendo promovida e chegando ao posto de segunda porta-bandeira no carnaval de 2015.

Gabriela Mondjian na concentração do desfile oficial dos Gaviões da Fiel em 2020. (Foto: Felipe Araújo - LIGASP)
Após o carnaval de 2019, a então primeira porta-bandeira da época, Adriana, desligou-se da agremiação motiva por lesões e por motivos profissionai. Com isso, Gabriela, sua sobrinha, teve a oportunidade de assumir o pavilhão oficial e continuar o legado da família Mondjian. Considerado como um dos momentos mais importantes de sua vida, a dama teve o acompanhamento durante todo o pré-carnaval da antiga primeira porta-bandeira que a ajudou na transição com o mestre-sala e também na sua preparação. Infelizmente, no ano de estreia, as notas não foram como esperado. Isso nada afetou o brilho da dançarina que seguirá para o seu segundo ano como defensora do pavilhão oficial da preto e branco e uma das promessas da nova geração no quesito.


Monalisa Bueno

A nossa última dama da lista também é uma que estreou como primeira porta-bandeira no carnaval de 2020. Monalisa Bueno pisou forte no Anhembi para defender o pavilhão de uma das escolas mais tradicionais de São Paulo, a Nenê de Vila Matilde,  ao lado do mestre-sala Cley Ferreira, pelo Grupo de Acesso. A trajetória da dançarina no carnaval iniciou com apenas 7 anos de idade, quando estreou como porta-bandeira mirim do Barroca Zona Sul. No mesmo ano recebeu o convite para integrar o quadro de casais do Vai-Vai. Também teve passagens por Imperador do Ipiranga, Tradição Albertinense e Dragões da Real, mas a consolidação da sua carreira e notoriedade veio após o retorno ao Vai-Vai, no carnaval de 2007, para assumir o terceiro pavilhão. Na Saracura, Monalisa cresceu e foi promovida para o posto de segunda porta-bandeira em 2013. Permaneceu por 13 anos na escola do povo, até o carnaval de 2019.

Monalisa em desfile oficial da Nenê de Vila Matilde em 2020. (Foto: Felipe Araújo - LIGASP)

Com uma grande experiência adquirida no Vai-Vai, após o desfile de 2019, Monalisa se desligou da agremiação em busca de voos maiores. A dançarina teve a oportunidade de mostrar seu talento e bailado forte na Nenê de Vila Matilde. Lá, estreou como porta-bandeira oficial. A aposta da azul e branco trouxe bons frutos, já que Monalisa e Cley foram nota máxima e um dos principais destaques do Acesso. A dama não permanecerá na escola para o próximo carnaval. Agora defenderá o pavilhão oficial da Mocidade Unida da Mooca ao lado do mestre-sala Jefferson Gomes. Monalisa é mais uma da nova geração que se encaminha para se destacar nos próximos anos no quesito.

Taciana Couto, uma das porta-bandeiras que faz parte da nova geração no desfile da Grande Rio em 2020 ao lado do mestre-sala Daniel Werneck. (Foto: Wigder Frota)

O legado da arte de mestre-sala e porta-bandeira será mantido e perpetuado por meio dessa nova geração de dançarinas. Elas, ao longo dos anos, vêm se destacando e contribuindo para suas respectivas agremiações. Cada uma possui seu estilo de dança e ao longo dos anos foram escrevendo sua trajetória e adquirindo espaço, até chegarem no apogeu. Ainda as veremos muito tempo bailando, seja na Marquês da Sapucaí ou no Sambódromo do Anhembi. E você? Curtiu a nossa primeira temporada da série Giro Ancestral? Conseguiu entender um pouco a importância dessa linda arte numa escola de samba e no carnaval? O que mais gostaria de saber sobre a arte de mestre-sala e porta-bandeira? Quem sabe não retornamos para uma segunda temporada? Venha e carnavalize conosco!

 *            *             * 

Quase todas as porta-bandeiras citadas aprimoraram seus estudos em um projeto fundamental da nossa cultura e da dança dos casais: a Escola de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Porta-Estandarte do Mestre Manoel Dionísio. O Mestre é um dos nomes mais importantes da formação de grandes mestre-salas e porta-bandeiras das agremiações cariocas. O projeto conta com aulas gratuitas aos sábados, das 13h às 18h, no Calouste, uma unidade de repartição pública da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Com a atual pandemia do coronavírus, as aulas estão suspensas e só serão retomadas em um momento seguro e oportuno. Para que as atividades sejam reiniciadas, a Escola do Mestre Manoel Dionísio lançou uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar valores. O Carnavalize agradece publicamente ao Mestre pelo seu legado e por sua contribuição à nossa cultura, e pede para que aqueles que puderem contribuir o façam, seja financeiramente ou com a divulgação da arrecadação. Mais informações no link: https://benfeitoria.com/escolamestredionisio.










Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Mais Recente
Mais Antigo

Visite SAL60!

Visite SAL60!

Sobre nós

About Me

Somos um projeto multiplataforma que busca valorizar o carnaval e as escolas de samba resgatando sua história e seus grandes personagens. Atuamos não só na internet e nas redes sociais, mas na produção de eventos, exposições e produtos que valorizem nosso maior evento artístico-cultural.

Siga a gente

  • twitter
  • facebook
  • instagram

Desfile das Campeãs

  • SINOPSE: Imperatriz Leopoldinense | "Me dá um dinheiro aí"
    JUSTIFICATIVA A ideia básica deste desfile, que abrange alguns assuntos mais graves, é tratá-los através de metáforas ou de forma...
  • Dossiê Carnavalize: O Carnaval das Organizadas, história que dá samba - Parte 1
    Por: Jéssica Barbosa Arte: Rodrigo Cardoso No carnaval de 2018, pela primeira vez, quatro escolas de samba oriundas de torcidas or...
  • #SérieCarnavalescos: Luiz Fernando Reis e a estética dos carnavais críticos
    Por Leonardo Antan A #SérieCarnavalescos segue valorizando nomes poucos reconhecidos da festa, com textos novos às segundas e quintas. ...
  • Viradouro escolhe seu samba para o carnaval 2018
    Por Beatriz Freire A torcida da parceria campeã na Viradouro (foto: site Carnavalesco) ⁠⁠⁠Inaugurando a temporada das primeiras finais...
  • Do Churrasco à Sapucaí: como o Marquês virou enredo da Beija-Flor
    por Guilherme Peixoto A família Dornas sempre foi apaixonada por carnaval. Por lá, todos os churrascos terminam em samba-enre...
  • #Colablize: Dona LigaSP, por favor não leve a mal, chegou a hora de rasgar o manual
      por Artur Paschoa Mais uma vez, o resultado final da apuração das notas dos desfiles das escolas de samba de São Paulo deixou aqueles que ...

Total de Carnavalizadas

Colunas/Séries

sinopse BOLOEGUARANÁ 7x1 carnavalize Carnavalizadores de Primeira Quase Uma Repórter 5x colablize série década artistas da folia giro ancestral SérieDécada quilombo do samba Carnavápolis do setor 1 a apoteose série carnavalescos série enredos processos da criação dossiê carnavalize Na Tela da TV série casais 10 vezes Série Batuques Série Mulheres Série Padroeiros efemérides minha identidade série baluartes série sambas

Carnavalizações antigas

  • ▼  2023 (38)
    • ▼  ago. (1)
      • Projeto "Um carnaval para Maria Quitéria" valoriza...
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (1)
    • ►  fev. (28)
  • ►  2022 (41)
    • ►  dez. (1)
    • ►  jul. (1)
    • ►  jun. (5)
    • ►  mai. (1)
    • ►  abr. (30)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (1)
  • ►  2021 (10)
    • ►  set. (4)
    • ►  jun. (1)
    • ►  mai. (1)
    • ►  mar. (2)
    • ►  fev. (2)
  • ►  2020 (172)
    • ►  dez. (8)
    • ►  nov. (17)
    • ►  out. (15)
    • ►  set. (13)
    • ►  ago. (19)
    • ►  jul. (16)
    • ►  jun. (15)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (11)
    • ►  mar. (10)
    • ►  fev. (33)
    • ►  jan. (5)
  • ►  2019 (74)
    • ►  dez. (2)
    • ►  nov. (5)
    • ►  ago. (4)
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (4)
    • ►  abr. (2)
    • ►  mar. (35)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (12)
  • ►  2018 (119)
    • ►  dez. (1)
    • ►  out. (6)
    • ►  set. (1)
    • ►  ago. (3)
    • ►  jul. (5)
    • ►  jun. (20)
    • ►  mai. (12)
    • ►  abr. (5)
    • ►  mar. (3)
    • ►  fev. (42)
    • ►  jan. (21)
  • ►  2017 (153)
    • ►  dez. (28)
    • ►  nov. (7)
    • ►  out. (8)
    • ►  ago. (5)
    • ►  jul. (12)
    • ►  jun. (7)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (7)
    • ►  mar. (7)
    • ►  fev. (49)
    • ►  jan. (13)
  • ►  2016 (83)
    • ►  dez. (10)
    • ►  out. (3)
    • ►  set. (9)
    • ►  ago. (22)
    • ►  jul. (39)

Created with by ThemeXpose