• Home
  • Quem somos?
  • Contato
  • Lojinha
  • Exposições
  • Selo Literário
  • Apoiadores
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram

Carnavalize

por Leonardo Antan



Contar a história de uma agremiação é sempre tarefa difícil, algumas tem décadas e mais décadas de vida, como dar conta de tantos desfiles marcantes? A missão não é fácil, mas nós do Carnavalize não fugimos da raia, por isso na nossa coluna "5x" vamos nos propor a contar as histórias das principais agremiações da folia brasileira através de cinco desfiles marcantes. Veja bem, não estão em pautas aqui sambas, beleza, luxo e/ou esplendor, mas sim a importância daquela apresentação dentro da trajetória daquela agremiação.
RC7a6du.gif
Para começar escolhemos homenagear uma escola simpática, marcada por sua alegria. Mas muito  mais que uma "prima pobre" do carnaval, a União da Ilha marcou seu espaço ao se opor as lógicas dos desfiles espetacularizados e luxosos, no seu já emblemático "bom, bonito e barato". É verdade que a tricolor teve muitos altos e baixos durante sua história e não estamos aqui para escondê-los. Então pegue sua fantasia e vem descendo a serra cheio de alegria para saber mais da "escola do meu coração e de vocês também", segura marimba!

1977 - Domingo

"Vem amor, vem a janela ver o sol nascer..."



O ano era 1977, Joãosinho Trinta tinha acabado dar o primeiro título da Beija-Flor, provocando uma verdadeira revolução ao levar temas complexos e históricos para a avenida, com um visual luxoso que transbordava riqueza. Porém, uma outra discípula de Pamplona chegou na então inexpressiva União da Ilha virando tudo de cabeça para baixo. O enredo não poderia ser mais simples "domingo", um tom crônico, absolutamente banal, sobre o que a população fazia nesse dia da semana. O visual era leve, colorido, simples e o samba de uma beleza lírica poucas vezes vista... Foi um terceiro lugar com sabor de vitória, eternizado na memória carnavalesca. Era o luxo do brilho contra o luxo da cor.

1980 - Bom, bonito e barato

"Colori com toda minha simpatia, um visual de alegria..."



Uma temática cotidiana, abstrata, um tom informal, um samba belíssimo e fácil, fantasias leves para deixar o folião brincar a vontade, um letreiro abrindo alas. Esses eram os ingredientes dos desfiles assinados por Maria Augusta na agremiação insulana. O casamento durou apenas dois anos mas é um dos mais marcantes da história do Carnaval. Depois de "Domingo" e "O Amanhã", a artista se despediu da tricolor mais deixou seu discípulo Adalberto Sampaio, que seguiu a mesma cartilha. A forma única marcou tanto que apenas três anos depois foi tema da escola, num enredo autobiográfico ousado, para uma agremiação ainda nova, que louvava seu próprio estilo. O resultado foi um segundo lugar, é bem verdade que foram três campeãs e três vices empatados naquele ano, mas não há o que discutir é a melhor classificação da história da Ilha.

1989 - Festa profana

"O rei mandou cair dentro da folia e lá vou eu..."



Depois de uma década de 1970 gloriosa, os anos 80 foram de altos e baixos na história da agremiação. Equilibrando apresentações divertidas e ao estilo da escola, como em 1986 com o enredo "Assombrações", do mestre Arlindo Rodrigues, com outras outras que não merecem entrar em nenhuma antologia. Mas o que importa é que o último carnaval desta década foi marcante em todos os sentidos na história da tricolor. Um sambão num enredaço que contava a história da folia desde os tempos mais remotos. O único senão foi a falta de sorte de disputar a atenção com a eterna disputa entre os ratos da Beija-Flor e a liberdade da Imperatriz... Mas não fazendo feio, ela garantiu logo o terceiro lugar... Senão fossem tais apresentações, quem sabe a Ilha até beliscaria o título. 

2010 - Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro dos sonhos impossíveis

"A Ilha vem cantar, mais um sonho possível sonhar..."



Depois do maravilhoso desfile de 89, a Ilha voltou a hibernar e passar longe da disputa pelo título. Mesmo com sambas que se fixaram no imaginário como o eterno "Hoje eu vou tomar um porre", na década de 1990 a escola apresentou resultados irregulares. Logo no início dos anos 2000, amargou um rebaixamento depois de quase trinta anos de especial. O período no segundo grupo durou de 2002 a 2009, quando subiu de maneira um tanto questionável no desfile sobre viagens. Mas para garantir a vaga de vez entre a elite da folia a aposta foi em ninguém menos na Deusa Rosa Magalhães, que saia da Imperatriz após um casamento de dezoito anos. O enredo sobre a obra clássica da literatura espanhola teve a marca da professora, barroquérrimo e com uma intensa pesquisa, em contraposto, ao samba que era animado, marcando uma apresentação super simpática que garantiu a permanência da escola. Uma tequila pra comemorar! 

2014 - É Brinquedo, é brincadeira. A Ilha vai levantar poeira!

"Hoje a Ilha vem brincar, amor, vem comigo cirandar..."




O casamento com a professora durou apenas um ano, mas logo surgiu um novo amor para a "segunda escola do coração" de todos. Alex de Souza soube juntar seu estilo mais moderno e requintado a leveza e alegria da tricolor insulana. Num casamento tão marcante para a escola quanto a passagem de Augusta por lá, o artista soube trazer de voltar a marca da escola, mas sem perder sua assinatura. O ápice desse encontro foi o inesquecível desfile de 2014, uma grande apoteose a infância no melhor jeito Ilha de ser. Um desfile tão contagiante que conquistou um surpreendente quarto lugar, marcando a melhor posição da agremiação desde 1994. 





Uma escola marcada por grandes sambas, por isso, com certeza faltaram muitos carnavais nessa lista, mas optamos por aqueles que acreditamos representar mais substancialmente a história da agremiação, para procurar assim entender a importância da tricolor e sua grande contribuição para a história da folia. Mesmo sem um título, a União da Ilha é uma das maiores escolas cariocas. Dona de uma identidade inconfundível que merece ser eternizada. Que lindo, que lindo. 



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Se engana quem acha que o carnaval está longe, faltam pouco menos de 200 dias pra nossa festa mais amada e as quadras das escolas se enchem de foliões a cada semana para as disputas de samba. Todas as agremiações da Série A já escolheram seus hinos para 2017 e nós reunimos aqui todos eles e os bafões por trás das disputas, então dê o play e venha cair no samba com a a gente. 




Acadêmicos do Sossego

Eu vi Mamãe Oxum clarear a cachoeira, Zezé Motta vai brilhar, nasce uma estrela.



A primeira escola da Série A a escolher seu samba enredo será também a que abrirá os festejos na Sapucaí em 2017. Não teve pra ninguém, a escola de Niterói coroou a obra inovadora da parceira de Felipe Filósofo, que é pentacampeão na azul e branco. O samba inova ao usar o formato de diálogo para contar a história da homenageada Zezé Motta. Será lacre certo. 

União do Parque Curicica

Vem comigo amor, sou Curicica, aqui o samba é nossa raiz



Com uma disputa curta com apenas 4 sambas concorrentes, a representante da Zona Oeste foi a segunda agremiação a sacramentar a obra que embalará sua passagem na avenida. O enredo propõe uma viagem ao baú da memória com várias referências a ícones da cultura POP, brincadeiras infantis e fatos dos anos 90/80. A escola optou por uma junção de duas canções, ao contrário do que essa escolha sempre polêmica sugere as obras se encaixaram muito bem. Criando um samba bem leve e divertido como promete ser o desfile da escola.

Porto da Pedra

Abram alas! Meu tigre chegou cantando versos de amor...


Além da primeira escola do grupo escolher seu samba, a última também já o fez. Em um excelente momento, o povo de São Gonçalo tem tudo para levantar a Sapucaí com seu ótimo enredo sobre as marchinhas carnavalescas. Num tema musical como esse, a obra da parceria de Bira fugiu do clichê de virar uma colcha de retalhos das canções homenageadas, deixando um resultado irreverente e bem leve como a história das marchinhas. 

Rocinha

O embalo do meu samba vai te guiar, olha a estrela no céu, é Viriato a brilhar 


Abrindo os trabalhos no sábado de carnaval, a escola de São Conrado levará para a avenida a história do importante carnavalesco Viriato Ferreira, num trabalho que promete comprovar o talento do carnavalesco João Vitor Araújo. A bela obra conta poeticamente a trajetória do homenageado. A parceria comandada por Flavinho Segal já foi campeãs outras duas vezes por lá.

Alegria da Zona Sul 

Na alegria, o batuque é de arerê. Beth Carvalho o meu samba é pra você!



A representante da Zonal Sul carioca vai fazer uma grande homenagem a Madrinha do Samba, Beth Carvalho e para ser a segunda escola da desfilar na sexta de carnaval escolheu o samba-enredo da parceria de Pixulé. É muita habilidade meu povo! O intérprete se sagrou bicampeão na agremiação, depois de emplacar também a vitória no ano passado com a música sobre Ogum. O samba escolhido faz um passeio pelas grandes canções que marcaram a obra da homenageada.

Cubango

Vai minha inspiração, com prazer sou João, um certo Nogueira



A verde-e-branca do outro lado da baía que sonha fazer sua estreia no Especial, está fazendo seu dever de fazer para realizar tal façanha. Primeiro com o excelente enredo sobre João Nogueira que misturará a trajetória do sambista com a história do samba. Depois com a escolha do que promete ser um dos sambas mais emocionantes do grupo. A obra, que tem entre os seus compositores um dos mestres por trás do inesquecível Ita do Salgueiro, mergulha de maneira poética no tema proposto.

Estácio de Sá

Herança que vem de pai, lembranças do seu lugar, saudade meu remédio é cantar! 





Mais uma das sete homenagens que passarão na avenida pela Série A em 2017, a agremiação alvirrubra contará a vida e obra do cantor Gonzaguinha. O herdeiro do rei do Baião, que é cria do morro de São Carlos, passará na passarela pela poesia do próprio filho. É que um dos autores, Daniel Gonzaga, é filho do homenageado e já integrava a ala de sambistas da escola. Além dele, a parceria conta com nomes renomados das disputas nas escolas, como Cláudio Russo, Lequinho e Júlio Alves.

Império da Tijuca

O meu Império é a voz da justiça, o morro da Formiga canta em louvação





O morro da formiga volta a apostar em temas religiosos em 2017, levando para a Sapucaí a história de São João Batista e sua relação com o orixá Xangô no sincretismo. Para contar o enredo, a escola escolheu a parceria de Gilmar L. Silva, que ganha pela primeira vez na verde e branco. A obra foi abraçada pela comunidade e conta de forma bem valente o enredo que promete embalar o público.

Unidos de Padre Miguel

Hoje a Unidos de Padre Miguel tem o poder de curar!





Com uma ótima safra, a UPM teve uma missão difícil ao escolher seu samba para o próximo carnaval. Numa final emocionante quem se sagrou campeão foi uma super parceira integrada por Samir Trindade, Cláudio Russo, Jr. Beija-Flor, W. Côrrea, entre outros. O enredo narrará a saga do orixá Ossain, relacionado ao poder da cura e as matas. O samba valente com uma super pegada afro promete fazer todo mundo girar no terreiro. 

Viradouro

Viradouro... foi nesse chão que me criei, aqui todo menino é um rei!





Samba bom é o que não vai faltar em Niterói em 2017. A cidade terá um número de recorde de três representantes na Série A. Terceira escola a desfilar na sexta-feira, a dona do título de 1997 abordará o universo infantil e o samba escolhido segue uma linha leve e vibrante como pede o enredo. A obra é assinada por Felipe Filósofo que também é nome por trás de outro hino niteroiense, o da Sossego que abrirá os festejos do grupo. 

Inocentes de Belford Roxo

Vou virar pelo avesso, de trás pra frente, de baixo pra cima, sou Inocentes




Com uma safra que não foi das melhores, a Caçulinha da Baixada teve uma final polêmica. O presidente Reginaldo Gomes resolveu passar por cima da direção da agremiação e escolheu sozinho a obra que vai narrar o enredo sobre Vilões. Será mais um samba com a autoria de Samir Trindade no grupo de acesso. A obra tem uma pegada irreverente e bem divertida.

Renascer de Jacarepaguá

A chibata não estala mais, quantos sonhos guarda o velho cais





Pelo quarto ano consecutivo, a Renascer encomendou a canção que a representará na avenida. Depois de belas obras, a incumbência permaneceu nas mãos dos músicos Moacyr Luz e Cláudio Russo, a mudança para o ano anterior foi a saída de Teresa Cristina para a entrada do intérprete da agremiação, Diogo Nicolau. O belíssimo samba aborda o encontro fictício entre a escritora Maria Carolina de Jesus e o almirante negro João Cândido. 

Santa Cruz

Nossa história é paixão, verdadeira raiz. É verde e branco um final feliz






Com uma disputa curta com apenas 4 composições, a agremiação da Zona Oeste anunciou a segunda junção nos sambas da Série A nesta safra. As parcerias escolhidas foram as do multi-campeão Cláudio Russo e Rafael Lima. As alterações foram bem pontais, a maior parte da letra é da parceria de Russo, apenas a cabeça do samba e o refrão principal, com alterações, vieram da canção de Rafael. O enredo fará uma homenagem a literatura infantil.

Império Serrano

Tem poesia no ar, você já sabe quem sou pelo toque do agogô





A Coroa Imperial foi a última escola do grupo a definir seu hino este ano. Sempre com uma safra respeitável, o Império surpreendeu ao escolher a parceria de Lucas Donato, que foi abraçada pela comunidade de Madureira. A parceria desbancou rivais de peso, como o grande Arlindo Cruz e o enorme Aluísio Machado. Com apenas um refrão, o hino abusa da poesia para render uma homenagem a Manoel de Barros, nada mais justo.




Começamos com o pé direito para 2017, as escolas montaram uma ótima safra para a gente se acabar na Sapucaí. Em breve, voltamos com todos os babados do grupo especial de São Paulo e do Rio de Janeiro.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments



Um tapete vermelho se estende na nossa cidade carnavalesca, a visita de hoje é ilustre. Com a igreja da Candelária ao fundo, surge ela, a eterna Xica da Silva com todo seu esplendor, pegue seu par e venha dançar esse minueto sobre um desfiles mais importantes do carnaval contemporâneo.



O ano era 1963, o Salgueiro tinha conquistado seu primeiro título três anos antes com a chegada de Fernando Pamplona e sua trupe, mas com um gosto amargo ao ter que dividir a taça com mais quatro escolas. A dita revolução alvirrubra estava a pleno vapor. As escolas até então estavam acostumadas a a cantar heróis brancos e a história oficial do Brasil, o Salgueiro inovava trazendo para a passarela as vozes de figurais marginais da nossa história. Tudo começou com Zumbi, o rei do Palmares, continuou com Aleijadinho, expoente da arte barroca. Em 1962, Pamplona se despediu da Academia do Samba e partiu para novos rumos, deixando seu fiel escudeiro Arlindo Rodrigues, parceiro o Theatro Municipal. No primeiro ano, Arlindo cantou o descobrimento do Brasil. Para dar sequência as inovações escolhe uma figura que ninguém conhecia: 

- Pô, Fernando, vou fazer Xica da Silva de enredo do Salgueiro - disse Arlindo ao mestre.
- Quem? - Pamplona indagou.
- Xica da Silva
- E quem é essa mulher?
- Não é foi... - disse Arlindo contando a história toda e toda a divisão do enredo mais uma porção de blablablá.
- Enredo de merda, Arlindo!
- Mas é negro, é de luta e de conquista social, tá na nossa linha e... É bonito paca!
- Pô, cara, tu quer fazer um negócio babaca faz, segura a barra porque não estou nem aí, vou me mandar pra Alemanha. Tchau!*




Contrariando a opinião do mestre, Arlindo seguiu com sua proposta e levou sua Xica para a avenida. Já passava das seis da manhã quando o Salgueiro entrou na Presidente Vargas, com o emblemático samba composto por Anescarzinho e Noel Rosa de Oliveira, um verdadeiro samba lençol, cobrindo todo o enredo proposto.

A primeira alegoria retratava um chafariz. Logo depois a passista Paula do Salgueiro levantou o público com seu samba no pé. Não demorou um grande cortejo de doze casais encantou a Candelária. A foto eterniza a primeira ala a apresentar uma coreografia na sua passagem pela passarela do samba, passos marcados pela imortal Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Municipal. O que a foto não releva foi o improviso e o desespero típicos do carnaval. A fantasia da ala não ficara pronta a tempo. Ainda na concentração, o costureiro tentava finalizar as peças e não conseguiu dar conta do recado. Alguns componentes entraram alfinetadas, no mais puro improviso, inclusive a própria Mercedes. 



Logo depois surge ela... Imponente, majestosa e invejada. A própria Xica que manda, eternizada na representação da imortal Isabel Valença, sua imagem se confunde com a da mulata que era escrava, seu vestido suntuoso se tornou uma verdadeira alegoria, das mais marcante da nossa folia. Fazendo passar desapercebida seus 1,65 metros de altura, na história do carnaval seu porte é de gigante.

O resultado foi incontestável: o título. A consagração salgueirense e o primeiro campeonato solo da agremiação. Um marco na história do carnaval, a chamada década negra comandada por Arlindo e Pamplona durou até 1972, mas se há um desfile que pode ser definido como uma revolução em sim, este é Xica da Silva. 


Nele podemos observar todos os pilares e elementos que se consolidariam na narrativa de uma escola de samba contemporânea. Cenógrafo do Municipal, Arlindo traz toda a linguagem teatral para o cortejo carnavalesco, o transformando de fato numa ópera popular. O enredo passa a contar uma narrativa com início, meio e fim, numa construção bem definida. O luxo, o esplendor, o requinte são marcas das fantasias e alegorias apresentadas. A escola passa a ter roupas inspiradas no tempo em que o enredo se passa, criando uma unidade narrativa. É usada a primeira ala de passo marcado, que muitos disseram que ia descaracterizar o samba. Uma bobagem.



A importância de Xica da Silva para a história do carnaval é imensurável. Está para os desfiles, como o icônico mictório de Duchamp está para a arte contemporânea. Ou a literatura de Machado de Assis para o Brasil. E a música de Tom Jobim. Uma obra de arte. Pura. Latente. Eterna. Essencial. Incomparável.

Dali a história da mulata que era escrava e sentiu grande transformação ao se casar com o contratador João Fernandes de Oliveira saiu do anonimato para a entra de vez na História do Brasil. Virou filme, novela, livro. Eternizada.

*Diálogo retirado da autobiografia de Pamplona, o livro "O encarnado e o Branco". Além dele, foi usado pra base nesse texto o livro "Explode coração: Histórias do Salgueiro", de Leonardo Bruno.







Leonardo Antan é folião frequentador do Sambódromo desde criança e tem verdadeiro amor pelas escolas de sambas. Trabalha, estuda e vive o mundo de confetes e serpentinas durante o ano inteiro. Atualmente, cursa História da Arte na UERJ onde pesquisa também sobre o tema.
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments




Amados carnavalizadores ambulantes, cheguei nessa bagaça! O Carnavalize vem apresentando uma série de “análises” grandes analises carnavalescas sobre os enredos para 2017. O Grupo Especial e a Série A do Rio já deram as caras e agora chegou a hora do Grupo Especial paulistano encarnar Anitta e mandar um "vocês pensaram que eu não ia rebolar minha bunda hoje?", chegando com tudo para sua estreia em nosso site. Vem que hoje é dia de carnavanálise, bebê!




"Elba Ramalho canta em oração o folclore do Nordeste. Toque sanfoneiro: forró, frevo e xaxado..."
Tom Maior

A Tom Maior voltará à elite do carnaval paulistano no ano que vem depois de ser rebaixada quando mexeu com a adrenalina do povo de uma forma bem desagradável em 2015. Para ficar na casinha em que morava há um bom tempo antes de dar uma saída, Cláudio Cebola é o nome de quem assina o desfile. O Carnavalize torce para que não aconteça nenhum acidente - tipo um atropelamento por um carro alegórico e tals. Tâmo puxando um pai nosso aqui, Cebola! #SomosTodosCebola


Falando no enredo, Cebola acertou em cheio. Escolheu Elba Ramalho já que ele quase não gosta de homenagem  para cruzar o Anhembi como a grande estrela do enredo. A bossa do tema é que não vai ser algo biográfico, mas sim a maravilhosa Elba cantando o folclore nordestino, coisa que fez - e faz - durante toda sua carreira. Arrasou!





"A vitória vem da luta, a luta vem da força, e a força, da união"
Mocidade Alegre



Já a maior potência do carnaval paulistano CALMA TORCEDOR DO VAI-VAI na atualidade, a Mocidade Alegre, se f*deu no sorteio e amargou a segunda posição de desfile. Acho que cabe à Solandiva Bichara conversar com sua migs Angelina para pedir umas dicas de como ser vice ano que vem, pois é bem capaz que isso seja o máximo que a Morada consiga. AH, PERA! É a Mocidade, cara, dane-se a posição. Até porque Solanjão da massa foi buscar um reforço DAQUELES no Rio para substituir Sidnei França (pausa para o torcedor da Mocidade chorar). Trata-se de ninguém menos que Leandro muso Vieira, atual campeão do Grupo Especial carioca com a Mangueira, ou seja, é uma baita contratação. Aliás, a contratação é ainda mais competente quando ao invés de o deixar sozinho comandando o carnaval das duas escolas, Soberange o colocou numa comissão de carnaval cheia de gente já conhecida por bons trabalhos no carnaval de Sampa. Logo, o rapaz não ficará tão sobrecarregado. É difícil ganhar, mas nunca que podemos tirar a queridona da briga.

O enredo da escola fará uma homenagem a si mesma, que completará 50 anos em 2017. Mas confunde-se quem pensa que o enredo é sobre a história da escola. Não, não é. Deixa que titio Driguérrimo aqui explica. O enredo usa a famosa frase de Rainha Bichara para seu desenvolvimento e explicará que para chegar à vitória precisa-se de luta, para haver luta precisa-se de força e para a força existir é preciso união. Além disso, no final a Morada aproveita para falar de suas conquistas e mostrar para geral que sabe bem o que tem que fazer pra chegar à tal vitória. Baita enredo!


*Em tempo de olimpíadas/paraolimpíadas, fica registrada minha capacidade de misturar Solange Bichara + adjetivos várias vezes. Com certeza é um recorde.





"Aparecida - A Rainha do Brasil. 300 anos de amor e fé no coração do povo brasileiro"
Vila Maria



Depois de passar uma que já abriu várias vezes as perninhas portas de sua quadra para receber a taça, vem uma das virjonas de SP. E, mesmo não sendo a Mangueira, a Vila Maria vai na vibe "só com a ajuda do santo". #agoravai Da santa, na verdade, pois seu enredo é sobre Nossa Senhora Aparecida. Como disse antes, Sidnei França saiu da Mocidade e foi na Vila Maria que encontrou uma oportunidade de ganhar mais renovar-se. Ele disse pra gente em uma entrevista que tá sendo tranquilo trabalhar com uma figura muito sagrada da Igreja Católica, coisa que historicamente causa problemas no carnaval. Com certeza essa tranquilidade torna o enredo ainda mais forte. Enredaço! 









"Mãe África conta a sua história: do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do grande Zimbábue"
Tatuapé


Saindo de uma virgem sessentona pra outra, a Tatuapé será a 4ª escola da sexta-feira de carnaval em São Paulo. 

Olha só, além de fazer humor à lá Praça É Nossa, a gente aqui do Carnavalize prega por muita sinceridade, e sendo sincero, é meio difícil entender até hoje o vice-campeonato da Tatu em 2016 - onde ela homenageou a Deusa da Passarela, Beija-Flor. Obviamente Neguitão sentiu o cheirinho de "crorofila" pelo ar...


Mas isso é com os jurados e a Tatuapé não tem nada a ver com o assunto. A escola vai até aproveitar o bom momento para vir repaginada em 2017: um novo carnavalesco e um enredo bem diferente do que vinha mostrando para nós nos últimos anos. Sim, Xuxa saiu da Tatu e foi pra record Imperador do Ipiranga. Desejamos #xuxessos para ele. A missão de substituí-lo é de Flávio Campello, que esteve na comissão de carnaval da Dragões nos últimos dois carnavais. E o enredo? Afro. Zimbábue foi a escolha da Tatuzona pra tentar continuar no topo. 

Pra não ficar naquele famigerado CEP, o carnavalesco optou por focar bastante no povo Banto, uma etnia africana. Concordamos que um afro bem feito é sempre perigoso para os adversários, não é? Pode dar trabalho sim, até porque...




"Com as mãos e a garra de um povo sonhador, surge o contraste de uma nova metrópole - Sampa, lugar de sonhos, oportunidades e esperança"
Gaviões da Fiel


Já a Gaviões sabe o que é ganhar, mas já tá quase esquecendo de como se consegue isso, já que seu último título foi em 2003. E pra tentar sentir esse gostinho de novo ela resolveu fazer uma receitinha saborosíssima. Confira:


Brincadeiras à parte, a Fiel trará os migrantes que ajudaram e ajudam a construir São Paulo e enxergam na cidade a chance de se dar bem na vida. O enredo será assinado por Zilkson Reis novamente e talvez seja o mais parecido com a escola dentre os últimos que ela apresentou. A gente só não sabe onde vão enfiar o Corinthians aí, mas sempre dão um jeito. Bacaninha!


"Eu sou a arte: Meu palco é a rua"
Tucuruvi


Após os gaviões passarem, a passarela receberá o gafanhoto verde da Cantareira. Outra virgem, né? É desfile de escola de samba ou encontro de jogadores de LOL? Enfim, a Tucuruvi, escola que tem o presidente mais fofo do universo - SEU JAMIL <3 - vem meio tristinha depois de amargar a décima colocação em 2016, pior resultado desde aquele sorvete azedo de 2008. Para voltar a figurar na parte de cima da tabela - ou até vencer, porque não? - o maravilhoso Wagner Santos, carnavalesco da escola, teve a super ideia de homenagear os artistas de rua. Uma super sacada, até porque São Paulo nos dias de hoje é uma grande referência para a arte urbana. Com certeza um dos melhores enredos do ano em SP - tentem acreditar que a última frase foi imparcial. Seriedade, por favor!




"Amor com amor se paga. Uma história animal!"
Águia de Ouro





E pra fechar... Outra virgem! PQP A Águia de Ouro vai encerrar o primeiro dia da folia paulistana. A escola vem mordida pelo 8º lugar de 2016 e quer morder todo mundo. Isso porque o enredo da escola é sobre o melhor amigo do homem, o cachorro. Na verdade, o enfoque maior é na proteção aos animais, então vários animais irão dialogar com os cães no desfile. Vai ser uma bicharada ui daquelas. Como a gente não brinca em serviço, conseguimos com exclusividade uma imagem da comissão de frente da Águia de 2017.

Resultado de imagem para porto da pedra 2004


O enredo é de autoria do carnavalesco da agremiação, o talentosíssimo Amarildo de Melo, que continuará assinando o carnaval da escola da Pompéia no próximo ano. O tema já vem dividindo opiniões: enquanto uns detestam, outros adoram a ideia. Bem, é um tanto quanto fofo, mas com a escola sendo a última a desfilar na primeira noite, será que o enredo tem a força necessária pra segurar o povão na arquibancada?

Além da renovação do carnavalesco, Douglinhas continuará sendo o intérprete da Águia de Ouro. Com isso, lançamos a nossa campanha #Cãoglinhas2017 - SÉRIO, A GENTE PRECISA DO DOUGLINHAS VESTIDO DE CACHORRINHO NESSE DESFILE. Deixarei um aperitivo para vocês:




Bem, fico por aqui. Na próxima semana eu falo sobre os enredos do segundo dia de desfiles do carnaval paulistano. Não percam, viu? Beijão, amados!





                   

Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
por Leonardo Antan




Sinônimo de High Tech, Renato Lage soube se manter atual e revolucionário desde que assinou seu primeiro trabalho, lá pros idos de 1980. Discípulo da grande escola de carnavalescos de Fernando Pamplona, começou a carreira como tantos outros na equipe do meste. Cenógrafo de formação, suas alegorias chamam atenção pela limpeza e a forma. 

De uma simplicidade e objetividade absurdas sem perder o lúdico carnavalesco. Com mutias vitórias e passagens emblemáticas por grandes escolas, a carreira de Lage também é marcada por suas esposas. As duas os auxiliaram em momentos diferentes e, cada uma a seu modo, contribuindo para a assinatura de seus carnavais. A primeira delas, Lílian Rabello, o acompanhou em suas passagens pelo Império Serrano, Caprichosos e Mocidade. E mais recentemente, a partir da virada pro século XXI, entrou em cena Márcia Lávia, atual Lage, com quem dividiu a autoria dos desfiles em toda sua trajetória no Salgueiro. 

Numa homenagem ao rei da forma, nós separamos 12 alegorias que entraram para história do carnaval com a assinatura desse grande artista. São tantas esculturas, desenhos, personagens inesquecíveis, que foi um verdadeiro desafio escolher apenas doze. Tentamos então abranger o máximo de agremiações diferentes por onde Renato passou fazendo uma cronologia quase completa de seu estilo, confira:


1 - Macobeba, o que dá pra rir dá pra chorar - Tijuca 1981



Em seu primeiro carnaval no grupo especial, Renato já nos brindou com o que seria uma das apresentações mais marcantes da história da Unidos da Tijuca. A escola que não tinha a força que tem hoje, brigava pelas últimas posições. Renato fez um enredo baseado num livro que contava a história de caipira contra o monstro do capitalismo Macobeba. A personificação da fera ficou emblemática pela forma que ganhou. A escultura foi feita por copos de plásticos e os olhos por dois aparelhos de televisão. 

2 - Mãe Baiana Mãe - Império 1983



Com a difícil missão de assumir o Império Serrano após o histórico título de 1982, Renato Lage teve que reinventar a Bahia no desfile com enredo do mestre Pamplona. A missão era difícil, já que o estado mais negro do país que já havia dado o título dois anos antes para a Imperatriz de Arlindo Rodrigues. O desafio foi cumprido e a apresentação da Serrinha entrou pra história. 

4 - Luz, câmera e ação - Caprichosos 1988 



Depois da passagem pela coroa imperial, o artista recebeu outro pepino nas mãos, assumiu a querida Caprichosos de Pilares, no seu primeiro carnaval sem o carnavalesco Luiz Fernando Reis que fez história com seus desfiles irreverentes. Renato então deu adeus a personalidade crítica criando um enredo sobre o cinema, com um trabalho plástico requintado. 


5 - Chué, chuá, as águas vão rolar - Mocidade 1991 


Após a estadia rápida pela escola de Pilares, Lage recebeu mais um desafio, assumir a vitoriosa Mocidade que vivia o luto da perda de seu grande carnavalesco, Fernando Pinto. Marrento, ele fingiu não ligar pra responsabilidade e foi campeão já no primeiro ano. Em 1991, quando foi bi, encantou a Sapucaí com um feto dentro de um globo terrestre, que passava a mensagem ecológica do enredo sobre águas. Um primor. 

6 -  Marraio, feridô sou rei - Mocidade 1993



O desfile de 1993 da verde e branco passou despercebido no ano do Ita do Salgueiro, o enredo falava sobre jogos e brincadeiras infantis. Mas uma escultura entrou pra história por sua singeleza e colorido. O menino jogando joystick marcou gerações de crianças que sonhavam usar aquele boné e os óculos tecnológicos. 

7 - Criador e Criatura - Mocidade 1996



A década de 1990 foi marcada pela rivalidade entre a barroca Imperatriz de Rosa Magalhães e a moderna Mocidade de Renato Lage. Muito além de rótulos, os dois artistas que dividiam o pódio mostraram versatilidade e criatividade em seus trabalhos. Num ano de título para Padre Miguel, ficou no inconsciente coletivo as mãos do criador que moldavam a formação dos planetas, uma beleza singular. 


8 - De corpo e alma na avenida - Mocidade 1997



Falando sobre o corpo e a alma humana, o mago High Tech reinventou a escultura de carnaval ao levar para a avenida o coração mecânico no desfile daquele ano. O órgão feito de material translúcido e com uma estética de máquina fez pulsar mais fortes os independentes com tanta originalidade. 

9 - Villa-Lobos e a apoteose brasileira - Mocidade 1999



Provavelmente a mais icônica e bela criação do artista, o pierrô do enredo sobre o maestro Villa-Lobos encantou a Sapucaí. Com beleza e grandeza, a escultura marcou mais uma vez o uso de matérias de alternativos, uma caraterística de Renato. A gola e o gorro eram feitos de copinhos de plástico trazendo a leveza do personagem eternizado na história carnavalesca. 

10 -  Tambor - Salgueiro 2009




"Vem no tambor da academia...", depois uma longa e vitoriosa passagem pela Mocidade, o mestre da forma saiu de Padre Miguel com destino a vermelho e branco da Tijuca. Num casamento que já dura mais de treze carnavais, Renato e sua parceira Márcia reinventaram a assinatura contemporânea do artista. O título de 2009 marcou o retorno das grandes obras alegóricas de sua carreira, os animais que formavam o couro do instrumento título marcou por sua originalidade e objetividade narrativa. 

11 - Salgueiro apresenta: o Rio no cinema - Salgueiro 2011



Num dos seus melhores trabalhos plásticos recentes, Renato pirou em cima da temática cinematográfica que embalou um desfile de tirar o fôlego só não sendo campeão por problemas técnicos e o atraso da escola. Alegorias lindas como o abre-alas que lembrava um cinema antigo da Cinelândia e a mão de Netuno do tesouro de Atlântida foram os pontos altos da apresentação, mas o genial High Kong no relógio da Central foi a imagem eternizada da apresentação.  

12 - Do Fundo do Quintal, Saberes e Sabores na Sapucaí - Salgueiro 2015



Surpreendendo a Sapucaí mais uma vez, Renato se reinventou no desfile sobre a cozinha mineira. Com alegorias impressionantes e criativas, o Salgueiro levantou as arquibancadas com seu samba morno abrindo muitas bocas quando a alegoria que falava sobre o clico do ouro passou. Num raro momento, a obra-prima que trazia escravos toda feita em material dourado reluziu como poucas outras já vistas.











Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Mais Recente
Mais Antigo

Visite SAL60!

Visite SAL60!

Sobre nós

About Me

Somos um projeto multiplataforma que busca valorizar o carnaval e as escolas de samba resgatando sua história e seus grandes personagens. Atuamos não só na internet e nas redes sociais, mas na produção de eventos, exposições e produtos que valorizem nosso maior evento artístico-cultural.

Siga a gente

  • twitter
  • facebook
  • instagram

Desfile das Campeãs

  • SINOPSE: Imperatriz Leopoldinense | "Me dá um dinheiro aí"
    JUSTIFICATIVA A ideia básica deste desfile, que abrange alguns assuntos mais graves, é tratá-los através de metáforas ou de forma...
  • Dossiê Carnavalize: O Carnaval das Organizadas, história que dá samba - Parte 1
    Por: Jéssica Barbosa Arte: Rodrigo Cardoso No carnaval de 2018, pela primeira vez, quatro escolas de samba oriundas de torcidas or...
  • #SérieCarnavalescos: Luiz Fernando Reis e a estética dos carnavais críticos
    Por Leonardo Antan A #SérieCarnavalescos segue valorizando nomes poucos reconhecidos da festa, com textos novos às segundas e quintas. ...
  • Viradouro escolhe seu samba para o carnaval 2018
    Por Beatriz Freire A torcida da parceria campeã na Viradouro (foto: site Carnavalesco) ⁠⁠⁠Inaugurando a temporada das primeiras finais...
  • Do Churrasco à Sapucaí: como o Marquês virou enredo da Beija-Flor
    por Guilherme Peixoto A família Dornas sempre foi apaixonada por carnaval. Por lá, todos os churrascos terminam em samba-enre...
  • #Colablize: Dona LigaSP, por favor não leve a mal, chegou a hora de rasgar o manual
      por Artur Paschoa Mais uma vez, o resultado final da apuração das notas dos desfiles das escolas de samba de São Paulo deixou aqueles que ...

Total de Carnavalizadas

Colunas/Séries

sinopse BOLOEGUARANÁ 7x1 carnavalize Carnavalizadores de Primeira Quase Uma Repórter 5x colablize série década artistas da folia giro ancestral SérieDécada quilombo do samba Carnavápolis do setor 1 a apoteose série carnavalescos série enredos processos da criação dossiê carnavalize Na Tela da TV série casais 10 vezes Série Batuques Série Mulheres Série Padroeiros efemérides minha identidade série baluartes série sambas

Carnavalizações antigas

  • ▼  2023 (38)
    • ▼  ago. (1)
      • Projeto "Um carnaval para Maria Quitéria" valoriza...
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (1)
    • ►  fev. (28)
  • ►  2022 (41)
    • ►  dez. (1)
    • ►  jul. (1)
    • ►  jun. (5)
    • ►  mai. (1)
    • ►  abr. (30)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (1)
  • ►  2021 (10)
    • ►  set. (4)
    • ►  jun. (1)
    • ►  mai. (1)
    • ►  mar. (2)
    • ►  fev. (2)
  • ►  2020 (172)
    • ►  dez. (8)
    • ►  nov. (17)
    • ►  out. (15)
    • ►  set. (13)
    • ►  ago. (19)
    • ►  jul. (16)
    • ►  jun. (15)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (11)
    • ►  mar. (10)
    • ►  fev. (33)
    • ►  jan. (5)
  • ►  2019 (74)
    • ►  dez. (2)
    • ►  nov. (5)
    • ►  ago. (4)
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (4)
    • ►  abr. (2)
    • ►  mar. (35)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (12)
  • ►  2018 (119)
    • ►  dez. (1)
    • ►  out. (6)
    • ►  set. (1)
    • ►  ago. (3)
    • ►  jul. (5)
    • ►  jun. (20)
    • ►  mai. (12)
    • ►  abr. (5)
    • ►  mar. (3)
    • ►  fev. (42)
    • ►  jan. (21)
  • ►  2017 (153)
    • ►  dez. (28)
    • ►  nov. (7)
    • ►  out. (8)
    • ►  ago. (5)
    • ►  jul. (12)
    • ►  jun. (7)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (7)
    • ►  mar. (7)
    • ►  fev. (49)
    • ►  jan. (13)
  • ►  2016 (83)
    • ►  dez. (10)
    • ►  out. (3)
    • ►  set. (9)
    • ►  ago. (22)
    • ►  jul. (39)

Created with by ThemeXpose