• Home
  • Quem somos?
  • Contato
  • Lojinha
  • Exposições
  • Selo Literário
  • Apoiadores
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram

Carnavalize




Com a passagem de ano, a contagem regressiva para o carnaval fica ainda mais frenética. Após o ano novo, os olhares estão focados nos ensaios e na preparação das escolas nas quadras e barracões, intensificada nesse período. Para 2019, a expectativa dos desfiles passa pelo fim de uma década que foi símbolo de reviravoltas estéticas, políticas, identitárias e em outros diversos aspectos.

De 2010 até hoje, vimos estrelas surgirem, carnavalescos, cantores e artistas despontarem, estabilidades ruírem, castelos crescerem, novos protagonismos e o retorno do brilho de gigantes. É por isso que preparamos um retrospecto da última década de cada agremiação do Grupo Especial do Rio de Janeiro, com olhos para os desafios próprios de cada uma das agremiações!

Colocamos uma etiqueta em todas as escolas para que sintetize em que patamar ela está. Em busca da ascensão? Estabilidade desafiada? Multi-campeã? Em busca da renovação? Confira!

Hoje, contamos a vocês o que houve de mais relevante na década para as escolas que desfilarão no Domingo de carnaval neste último ano do ciclo que se encerra. Vamos lá!


1 - Império Serrano (Em busca da ascensão)


Detentora de nove títulos do carnaval carioca, o Império Serrano iniciou a década de volta à Série A, depois do rebaixamento em 2009 a partir da reedição do enredo “A lenda das sereias, rainhas do mar”, desenvolvido pela carnavalesca Marcia Lage. Nessa sua longa passagem pelo segundo grupo, figurou do meio para cima da tabela e teve o desfile de 2012 como grande destaque desse período. Com uma forte frustação dos envelopes do júri não condizerem com a expectativa do campeonato, o Império mordiscou a segunda colocação a homenagear, emocionante, Dona Ivone Lara.

Em meio a suas famosas crises políticas e troca de dirigentes, a Serrinha chegou a amargar a sexta posição em 2014, com um desfile mediano sobre Angra dos Reis. As modificações no corpo da diretoria e a chegada de Severo Luzardo em 2015 impulsionaram a Serrinha a chances mais concretas de ascender ao Grupo Especial depois de tantos anos passados do descenso. 



Foi em 2017, porém, que a escola triunfou depois de tantas tentativas quase exitosas. Uma aguerrida homenagem ao centenário de Manoel de Barros, encabeçada pelo carnavalesco Marcus Ferreira, carimbou o passaporte de volta à elite. Após um carnaval irregular sobre a China, marcado por atrasos no barracão e controvérsias sobre o não-rebaixamento - que deveria descender a agremiação e a Grande Rio para a Série A  -, o Império Serrano caminha para o segundo ano no rol das quatorze maiores. Sob o comando de Paulo Menezes, em 2019, a escola desfilará o enredo “O que é? O que é?”, uma narrativa sobre a vida. O enredo é inspiração da homônima canção de Gonzaguinha, que foi transformada em samba-enredo em uma tentativa polêmica na qual a diretoria está arriscando todas as suas fichas. A verde e branco ganhou ainda reforços na cabeça de desfile, com a volta de Claudia Motta para a comissão de frente e a chegada do casal Diogo Jesus e Verônica Lima como primeiro casal.


2- Viradouro (Em busca da ascensão)


Outra escola que começou a década na Série A foi a alvirrubra do Barreto. A Viradouro, depois de uma má apresentação sobre o México no ano de 2010, acabou rebaixada e rumou aos carnavais do segundo grupo. Em 2011, a escola quase protagonizou um “bate-volta” entre os grupos e conquistou um honroso vice-campeonato logo no primeiro ano, com o enredo “Quem sou eu sem você?”, de Jack Vasconcelos. A chegada ao acesso marcou também a mudança de liderança da agremiação; o compositor Gusttavo Clarão assumiu o posto de presidente, definindo uma nova era.

Em 2013, conquistou mais um vice-campeonato e em 2014, com um enredo que tinha Niterói como pano de fundo, o excelente trabalho do jovem João Vitor Araújo garantiu a volta da escola ao Grupo Especial. A euforia, no entanto, não durou muito, já que no reencontro com a elite do carnaval, apostando na adaptação de duas obras de Luiz Carlos da Vila como seu samba-enredo, a Viradouro se viu prejudicada pela chuva e acabou novamente rebaixada. Se o efeito ping-pong da escola ditou ritmo nas colocações entre os dois primeiros grupos, consistente mesmo foi o nível dos artistas que encabeçaram os desfiles. Além de João Vitor, a Viradouro revelou para o carnaval carioca o talento de Jorge Silveira, nome que assumiu o posto de carnavalesco depois do carnaval de 2016. O artista teve o desafio de colorir a Sapucaí com o enredo “E todo menino é um rei”, imerso em uma crise que abalou a escola na transição de gestão para a chegada da família Calil à presidência. Enquanto, no microfone, a voz de Zé Paulo Sierra se fixa no imaginário da agremiação desde 2014.



No fim das contas, em 2017, um vice-campeonato deu as bases para um desfile muito confiante e exuberante em 2018, comandado por Edson Pereira. Além do reforço do casal Julinho e Ruth, esse carnaval rendeu o tão desejado retorno ao Grupo Especial para a Viradouro. Em 2019, a agremiação investiu pesado no time de profissionais para garantir a permanência e acabar com o mito que se criou sobre as ascendentes. Contratou Paulo Barros, um dos mais badalados nomes da década, que desenvolverá o enredo “Viraviradouro”. Estável, o clima do pré-carnaval já deixa a dica de que a escola brigará forte pela permanência dos grupos e está estruturada para voos altos. Quem viver verá.


3- Grande Rio (Estabilidade desafiada)


A tricolor de Caxias divide opiniões, mas, mesmo longe do tão sonhado título em alguns momentos, a escola fincou presença em quase todos os sábados das campeãs ao longo dos últimos dez anos. Nesse período, poucos sambas se destacaram e cinco profissionais foram responsáveis pelos seus desfiles: Cahê Rodrigues (2010 a 2012), Roberto Szaniecki (2013), Fábio Ricardo (2014 a 2017) e Renato e Marcia Lage (2018 e 2019). Dentre os resultados, um dos mais expressivos foi o de 2010, com o vice-campeonato de “Das arquibancadas ao camarote número 1…”, uma viagem vibrante e nostálgica pela história da Sapucaí e de seus desfiles.

Em 2011, falando sobre Florianópolis, a escola lidou com momentos tristes e de superação por conta de um incêndio que afetou todo o trabalho da agremiação às vésperas do carnaval. A decisão pela não-avaliação das escolas prejudicadas garantiu a permanência da Grande Rio após um desfile repleto de emoções, mas que tinha tudo, segundo dizem, para fazer a escola colocar a mão na taça. Desde então, ela oscila em posições de destaque, e mesmo apresentando desfiles que dividem opiniões, consegue sua sonhada vaga entre as seis primeiras posições. A exceção foi 2016, quando a história da cidade de Santos não convenceu e rendeu um sétimo lugar.

Com recém completos trinta anos de existência, a tricolor da Baixada tem uma direção estável, desde o início da década. Um dos grandes líderes da história da agremiação, o Helinho, deixou a presidência, dando lugar primeiro a Edson Alexandre e depois ao lendário Milton Perácio, figura fundamental da história da escola. Outro terreno tranquilo da Grande Rio é seu carro de som, revelando o talento de Emerson Dias, que assumiu o microfone da escola em 2013, criando afinidade e ligação com seu pavilhão. Na bateria, a agremiação teve dois mestres marcantes dos últimos anos. Primeiro, o lendário mestre Ciça, que comandou a invocada de 2010 a 2014, quando, posteriormente, o mestre Thiago Diogo assumiu a responsabilidade. Essa estabilidade é muito diferente da rotatividade da rainha à frente de seus ritmistas. Apesar de não valer ponto, o posto teve grandes modificações na última década, reforçando a alcunha de "escola dos artistas".



Voltando aos seus carnavais, um dos grandes momentos da história recente da Grande Rio foi a homenagem a Ivete Sangalo, que levantou poeira e foliões nas arquibancadas, e proporcionou um quinto lugar. Em 2018, depois da despedida de Fábio Ricardo, o desafio do prestigiado casal Lage, recém-contratado, era fazer um grande desfile com uma homenagem a Chacrinha, o velho guerreiro. O pré-carnaval desenhou-se bem e a escola parecia mais do que pronta para brigar com unhas e dentes pelo primeiro lugar, mas um incidente com o último carro alegórico prejudicou a evolução e todo o desfile da tricolor se viu conturbado pelo contratempo. No fim das contas, em penúltimo lugar, uma virada de mesa livrou a Grande Rio da Série A, e, agora, em 2019, o desafio é provocar e questionar acerca das atitudes que todos já tiveram alguma vez na vida, com o enredo intitulado “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”. O time segue renovado nos quesitos de Comissão de Frente e Mestre-Sala e Porta-Bandeira e também no carro de som, com a chegada de Evandro Mallandro.
  

4- Salgueiro (Estabilidade é o lema)


Honrando seu lema de uma escola diferente, ainda que seu último título tenha sido no último ano da década passada (2009), o Salgueiro é, incontestavelmente, a agremiação mais estável da década - como comprova a sua liderança no ranking de pontos da Liesa. De 2010 a 2018, não houve um ano sequer que a Academia do Samba não tenha grifado presença no sábado das campeãs. Nestes nove carnavais, grande parte dos desfiles foram assinados pelo traço requintado de Renato e Márcia Lage, garantia de bons resultados nos quesitos plásticos.

O talentoso casal de carnavalescos teve no Departamento Cultural da escola um grande parceiro, que dividiu a responsabilidade pelo alto nível dos seus enredos apresentados. Além disso, a escola contou com a boa administração de Regina Celi como um dos seus trunfos, mantendo profissionais de ponta em vários quesitos, como Comissão de Frente, liderada por Hélio Bejani durante mais de uma década e meia.



Para 2018, Márcia e Renato Lage desligaram-se do Salgueiro após 15 anos na alvirrubra do Andaraí e Alex de Souza, em 2018, assinou “Senhoras do ventre do mundo”, garantindo um belo desfile e o TOP3 da tabela. Em 2019, a escola desfilará um dos maiores sonhos dos torcedores: Xangô, o padroeiro da Academia e orixá que regeu o ano que recém-findou. Um imbróglio judicial envolvendo a cadeira da presidência dividiu a escola entre a chapa eleita, encabeçada por Regina Celi, e a oposição, liderada por André Vaz. Depois de idas e vindas, demissões e contratações de profissionais no pós-carnaval, o Salgueiro viu a gestão de Regina terminar por determinação da justiça, que nomeou André como presidente da escola. Uma reviravolta tomou conta do time de profissionais novamente, inclusive com a volta de Quinho ao microfone, afastado desde 2014, e Marcella Alves e Sidclei ao posto de primeiro casal, que ocupam desde 2014. O clima do Salgueiro, apesar de contar com a força do canto da comunidade e um valente samba, é de indecisão e mistérios ao redor de sua imagem consolidada.


5- Beija-Flor (Multi-campeã)



Ela, de fato, é maravilhosa e soberana. Se pudéssemos definir a Beija-Flor em uma palavra, seria “vitoriosa”. Sempre favorita, a azul e branca de Nilópolis consolidou-se como uma das maiores campeãs do carnaval carioca e faz jus à fama de Deusa da Passarela. Conhecida pela forte comissão de carnaval comandada por Laíla, o mestre do carnaval, em 2010, uma homenagem ao cinquentenário de Brasília conquistou a terceira colocação.

No ano seguinte, reverenciando Roberto Carlos, o “rei”, o azul e branco do beija-flor se confundiu como os tons preferidos do cantor para reverenciar sua história e carreira, coroada com o campeonato ao fim da década. Dali para frente, todos os anos tiveram passaporte carimbado para o sábado das campeões, exceto pelo ano de 2014, em que uma homenagem a Boni deixou a nilopolitana, pela primeira vez desde 1992, de fora do ranking das seis melhores apresentações.

Além da apaixonada e entregue comunidade, a estabilidade da azul e branco vem dos grandes nomes que dão expediente na agremiação há longo tempo e se tornam sua marca. Um dos grandes intérpretes do carnaval, Neguinho da Beija-Flor acumula mais de quarenta anos no microfone da escola e o soberbo casal Selminha e Claudinho está junto do pavilhão do agremiação há mais de vinte anos. A liderança em Nilópolis também segue a pulso firme da família Abrahão David, responsáveis pela ascensão da escola desde 1976.

Esse elenco nilopolitano é a força que ajudou a escola a ganhar mais um dos seus títulos em 2015, cantando a história da Guiné Equatorial com um belíssimo samba e com polêmicas referentes ao patrocínio do governo da Guiné e da situação política e econômica do país. Em 2017, ao tentar inovar na divisão cênica do desfile, a ideia de abolir alas e mesclar fantasias num enredo sobre Iracema não convenceu os jurados, apesar do belo conjunto alegórico, e a escola garantiu a última vaga para participar do sábado das campeãs.


Já em 2018, também querendo ousar, com uma crítica social sobre os “abandonados” pelo país, o desfile da agremiação mostrou uma nova estética, mas gerou confusão em muitos espectadores quanto ao enredo e dúvidas sobre a o visual “cru” e pouco carnavalizado. Com viés político, a escola acabou faturando mais um título na década, mas viu Laíla, diretor de carnaval e harmonia e figura fundamental à história do carnaval, dar adeus ao seu cargo depois de anos sendo o coração da Beija-Flor. Em 2019, a comissão de carnaval segue com o desafio de contar os 70 anos da própria escola e a expectativa fica por conta do questionamento acerca de como as coisas se darão depois de tantos anos sob o comando de Laíla.

 6- Imperatriz (Em busca da renovação)


Depois de uma parceria vitoriosa, duradouro e já desgastada com a professora Rosa Magalhães, a Imperatriz iniciou a década em uma prova de fogo. Para tal missão, o carnavalesco Max Lopes foi o escolhido para volta a verde e branco, em 2010, vinte anos após o seu título na agremiação. O trabalho do Mago das Cores na escola se prolongou por mais dois carnavais, em que conquistou sempre posições medianas, com apresentações que não empolgaram muito.

Em 2013, uma homenagem ao Pará marcou uma virada na história da agremiação, com a estreia de Cahê Rodrigues e o reforço dos cenógrafos Mário e Kaká Monteiro. Surpreendendo, a escola fez um belo desfile coroado com um merecido terceiro lugar. Em 2014, apenas Cahê seguiu no posto de carnavalesco e o enredo que saudou a vida de Zico, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, abriu buracos e gerou problemas de evolução, mas balançou o público e o júri. Um quinto lugar garantiu a volta da escola pelo segundo ano consecutivo no sábado das campeãs. Nos dois anos seguintes, a escola beliscou o sexto lugar e em 2017, com um resultado questionável, ficou de fora das campeãs por pequenos problemas durante um desfile emocionante sobre o Xingu e a relevância do respeito à população indígena, ameaçada e perseguida até a contemporaneidade. 



Seguindo comandados pela família Drummond e o diretor de carnaval Wagner Araújo, a Rainha de Ramos também se destacou nesse período por seus grandes sambas, escolhidos através de disputados concursos de compositores. A bateria se viu perdida no início da década, com a perda precoce de seu Mestre Marcone em 2011, demorando a achar novamente o prumo, que só aconteceu totalmente com a chegada de Mestre Lolo em 2016. Outro setor com alta rotatividade nas bandas de Ramos foi o posto de cantor oficial da agremiação. Ao longo dos últimos anos, nomes como Dominguinhos do Estácio, Wander Pires, Negô, Marquinhos ArtSamba passaram pelo carro de som da escola, até se estabilizar nos últimos três anos com a chegada de Arthur Franco.

Para 2019, a verde e branco aposta em novos rumos e mistura crítica e bom humor com o enredo “Me dá um dinheiro aí”, que sinaliza o retorno de Mário e Kaká Monteiro, após a passagem duradoura e sem tantos brilhos de Cahê Rodrigues. Apesar de ter sido batizada como a certinha de Ramos na era Rosa Magalhães, “estável” não é o melhor rótulo para a Imperatriz Leopoldinense na última década.

 
7- Unidos da Tijuca (Estabilidade desafiada)


Hoje, pensar em Unidos da Tijuca nos leva, inevitavelmente, ao ano que marcou o início da década e a história da agremiação. Em 2010, o desafio da Tijuca era surpreender com o enredo “É Segredo”, que evidenciou a volta de Paulo Barros à escola depois de três carnavais assinando desfiles em outras co-irmãs. Desfilar no domingo, em uma posição baixa, nunca foi sinônimo de boa sorte, mas todas as certezas caíram por terra quando a escola iniciou sua apresentação arrebatadora com a comissão de frente que revolucionou o quesito ao realizar trocas de roupas e truques ilusionistas em plena pista. Não restava dúvida que a azul e amarela faturaria o caneco e assim se fez: a Unidos da Tijuca consagrou-se campeã depois de 74 anos sem ganhar um título pelo Grupo Especial.

E os anos pares pareciam trazer ventos de vitórias à agremiação: depois de um vice-campeonato em 2011, a escola beliscou mais um campeonato em 2012, com uma homenagem a Luiz Gonzaga, e outro em 2014, ao brindar a vida e trajetória de Ayrton Senna. Três títulos em seis carnavais significavam mais do que sorte: a manha de uma escola que, renovada, conseguiu construir uma base sólida e tornou-se referência de desfiles e uma defensora nata de quesitos, apropriando-se dos chamados "desfiles técnicos", que aliam harmonia e evolução com fortes quesitos plásticos.



Em 2015, chegou ao fim o casamento com Paulo Barros e a agremiação seguiu com uma comissão de carnaval, quando conquistou um quarto lugar. Em 2016, mordiscou mais um segundo lugar com um enredo que mesclava o conhecido CEP com o patrocínio do agronegócio. Os dois últimos anos, no entanto, não combinaram com a máquina de fazer carnavais e títulos que o público se acostumou durante essa década. Em 2017, a inabalável tijucana viu sua fortaleza abalada: um acidente com um carro alegórico machucou desfilantes e viu uma Avenida inteira derramar lágrimas diante da tristeza e gravidade do ocorrido; não houve rebaixamento aquele ano, mas a agremiação terminou em penúltimo lugar. Em 2018, o desafio era se recuperar e a escola homenageou Miguel Falabella com um desfile digno e um sétimo lugar.

No próximo carnaval, a Tijuca contará a história do pão e gera as melhores expectativas por três fatores que empolgam sambistas e torcedores da agremiação: a chegada de Laíla, um samba que está sendo bem cantando pela comunidade e a missão de fechar o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial.


Gostou da nossa retrospectiva da década? Então se liga: a segunda parte, sobre as escolas de samba que desfilarão na Segunda-Feira de carnaval, sairá na quinta-feira! Até lá! 



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Foto: Luciana Bonadio/G1
Por Alisson Valério
Esse é um debate muito comum no Rio de Janeiro, onde nos últimos anos só a Unidos da Tijuca, em 2010, conseguiu o feito de conquistar o título do carnaval carioca desfilando no domingo, primeiro dia de desfiles; de 2011 até 2018 todas as outras campeãs saíram dos desfiles de segunda-feira. 

Resolvemos fazer essa ponte para o Carnaval de São Paulo com um levantamento dos últimos dez anos de desfiles na Terra da Garoa para ver se os dias de apresentação também revelam discrepância ou equilíbrio entre as campeãs. 

Começamos com a campeã de 2009:q Mocidade Alegre. A Morada do Samba conquistou o título com enredo “Da Chama da Razão ao Palco das Emoções... Sou Máquina, Sou Vida... Sou Coração Pulsando Forte na Avenida!!!” dos carnavalescos Fábio Lima, Flávio Campello, Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO.

1x0 SÁBADO
 
A segunda campeã é a Sociedade Rosas de Ouro em 2010. A Roseira levou o título daquele ano com o enredo “Cacau: um grão precioso que virou chocolate, e sem dúvida se transformou no melhor presente!”, do carnavalesco Jorge Freitas. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: AgNews
1x1 EMPATE 

 

A terceira escola campeã é o Vai-Vai, em 2011. A Escola do Povo ergueu o seu décimo-quarto título na elite do carnaval paulistano com o enredo “A música venceu!” do carnavalesco Alexandre Louzada. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Raul Zito/G1
2x1 SEXTA 


A quarta escola campeã é a Mocidade Alegre, em 2012. A Morada do samba voltou a levantar o caneco em São Paulo, dessa vez com o enredo “Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Alexandre Schneider/UOL
2x2 EMPATE
 
A quinta escola campeã é novamente a Mocidade Alegre, em 2013. A agremiação conquistou o bicampeonato com o enredo “A Sedução me fez provar, me entregar a tentação...Da Versão Original, qual será o final?” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Raul Zito/G1
3x2 SÁBADO

A sexta escola campeã é, mais uma vez, a Mocidade Alegre, em 2014. A escola conquistou o tricampeonato na elite paulistana com o enredo “Andar Com Fé Eu Vou...Que a Fé Não Costuma Falhar” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Flávio Moraes/G1
4x2 SÁBADO
A sétima escola campeã é o Vai-Vai, em 2015. O Bixiga abriu vantagem na liderança de títulos do carnaval de São Paulo com a sua décima quinta taça que veio com o enredo “Simplesmente Elis - A Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo” dos carnavalescos Alexandre Louzada, Eduardo Caetano e André Marins. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 
  

Foto: Flávio Moraes/G1
5x2 SÁBADO
 
A oitava escola campeã é o Império de Casa Verde, em 2016. A Casa Verde voltou a erguer a taça em São Paulo depois de 10 anos em grande estilo com o enredo “Império dos Mistérios” do carnavalesco Jorge Freitas. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: André Penner/AP
6x2 SÁBADO
 
A nona escola campeã é a Tatuapé. A escola conquistou o primeiro título de sua história no Grupo Especial do carnaval paulistano com o enredo “Mãe África conta a sua história: do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do grande Zimbábue” do carnavalesco Flávio Campello. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Flávio Moraes/G1
6x3 SÁBADO
 
A décima e última escola campeã é novamente a Tatuapé. A escola que gostou desse negócio de ganhar carnaval conquistou o seu bicampeonato com o enredo “Maranhão: Os Tambores Vão Ecoar Na Terra da Encantaria” do carnavalesco Wagner Santos. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Fábio Tito/G1

PLACAR FINAL: 6x4 SÁBADO!

O que parecia ser uma goleada, no final das contas, acabou em uma vantagem de dois títulos para o sábado sobre a sexta, vantagem que se deve aos 4 títulos da Mocidade Alegre na sua posição tradicional como terceira escola do sábado. E, claro, o crescimento da sexta-feira como amuleto de sorte está diretamente ligado à chegada da Tatuapé ao protagonismo do rol das principais escolas do carnaval de São Paulo. 

O que ficou claro é que não existe uma grande vantagem em relação a título em um dos dois dias. Existem escolas que preferem um dia e escolas que preferem o outro. Vai de cada uma no final das contas. Então, se você leu esse texto na expectativa de saber se a sua escola tem chances em 2019, pode ficar tranquilo. Ao menos nos últimos 10 carnavais existe um equilíbrio entre os dias de folia. Prepare-se, pois assim como nos últimos anos poderemos ter uma apuração com emoção até a última nota, independente do dia de apresentação.

Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Foto: LIGA/SP
Por Alisson Valério
Subir e permanecer no Grupo Especial é o sonho de toda escola que está no Grupo de Acesso, mas o quão difícil é essa missão? Em São Paulo os holofotes em 2019 estarão virados para a Águia de Ouro e a Colorado do Brás. 

A Águia de Ouro retorna ao Grupo Especial depois do seu rebaixamento em 2017 com o enredo “Amor com amor se paga. Uma história animal!”. Já a Colorado do Brás retorna a elite paulistana após 25 anos. O último desfile no Especial foi com o enredo “Mascaradas Ilusão da Vida” no ano de 1993. 

Fizemos um levantamento dos últimos dez carnavais em São Paulo, até para não ficar muito longe do modelo de julgamento atual, e ter uma melhor noção do que pode acontecer em 2019. Curiosos para ver o resultado? Então vamos começar! 

2009: Unidos do Peruche com o enredo “Do ventre da Terra à indomável cobiça do homem” e a Leandro de Itaquera com o enredo “Leandro de Itaquera faz a festa das periferias do Brasil para o Mundo. Salve, Salve nossa estrela Regina Casé!” buscavam a permanência, mas apenas a Leandro de Itaquera conseguiu o feito ficando na 12ª colocação.

Foto: Lalo Almeida/Folha Imagem

2010: Imperador do Ipiranga com o enredo “Da Antiguidade a Tecnologia: Medicina, a Nobre Arte de Salvar Vidas” e Águia de Ouro com o enredo “Ribeirão Preto - Região à Frente do Seu Tempo: Da Abolição ao Agronegócio, Terra de Liberdade e Riqueza!” voltavam ao Especial na esperança de não sair mais de lá, mas após a apuração apenas o sonho da Águia de Ouro se tornou realidade com a conquista da 11ª colocação. 

Foto: Alexandre Schneider/UOL

2011: Unidos do Peruche com o enredo “Abram as cortinas, o espetáculo vai começar! 100 anos do Teatro Municipal de São Paulo, Peruche vai apresentar. Bravo, Bravíssimo” e Nenê de Vila Matilde com o enredo “Salis Sapientiae- Uma história do mundo” buscavam o seu lugar de direito no Grupo Especial, mas os clamores das duas escolas não foram ouvidos e as duas voltaram ao Grupo de Acesso no ano seguinte. 

Foto: Daigo Oliva/G1

2012: Camisa Verde e Branco com o enredo “É o amor...” e Dragões da Real com o enredo “Mães, ventre da vida essência do amor” brigaram pela permanência na elite paulistana, mas apenas a Dragões da Real que estreava no Especial conquistou o seu desejo ficando na 8ª colocação. 

Foto: Alexandre Schneider/UOL

2013: Tatuapé com o enredo “Beth Carvalho, a madrinha do samba” e Nenê de Vila Matilde com o enredo “Da Revolta dos Búzios a atualidade. A Nenê canta a igualdade!” sonhavam com a permanência no Especial e os jurados atenderam ao pedido das duas agremiações. Nenê terminou a apuração na 8ª colocação e a Tatuapé na 11ª colocação. 

Foto: Marcos Bezerra/Estadão

2014: Leandro de Itaquera com o enredo “Ginga Brasil: Futebol é raça, em 2014 a Copa do Mundo começa aqui!” e Pérola Negra com o enredo “Caminhos a seguir, lugar encontrei... Pérola Negra a suprema felicidade” buscavam o seu retorno a elite de forma permanente, mas infelizmente nenhuma das duas conseguiram o feito. 

Foto: Cláudio Lira/LIESSP

2015: Mancha Verde com o enredo “Quando surge o alviverde imponente, 100 anos de lutas e glórias” e Vila Maria com o enredo “Só os diamantes são eternos, na química divina” buscavam o seu lugar especial por mais um ano, mas apenas a Vila Maria o tornou realidade conquistando a 10ª colocação. 

Foto: Eduardo Enomoto/R7


Foto: Rafael Neddermeyer/LigaSP
2016: Pérola Negra com o enredo “Do Canindé ao samba no pé. A Vila Madalena nos passos do balé” e Unidos do Peruche com o enredo “Ponha um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem o samba... 100 anos de samba, minha vida, minha raiz” queriam mais um ano no Especial, mas apenas a Filial do Samba conquistou o seu desejo. A escola ficou na 12ª colocação. 


2017: Mancha Verde com o enredo “Zé do Brasil, um nome e muitas histórias” e Tom Maior com o enredo “Elba Ramalho canta em oração o folclore do Nordeste. Toque sanfoneiro: forró, frevo e xaxado...” buscavam o seu retorno triunfal ao Grupo Especial e assim aconteceu. As duas conquistaram a permanência na elite do carnaval paulistano. A Mancha Verde conquistou a 10ª colocação e a Tom Maior a 12ª colocação.

Foto: Alan Morici/G1

2018: Independente Tricolor com o enredo “Em cartaz: Luz, câmera e… terror. Uma produção Independente!” e X-9 Paulistana com o enredo “A voz do samba é a voz de Deus. Depois da tempestade, vem a bonança!” sonhavam com uma vaga no Especial no ano seguinte, mas apenas a estreante teve o seu pedido negado. A X-9 Paulistana conquistou a sua permanência com a 11ª colocação. 

Foto: LigaSP

Com a pesquisa finalizada vamos a explanação dos dados obtidos. Em duas oportunidades (20%) nenhuma das escolas conseguiu a permanência no Grupo Especial vindo do Grupo de Acesso (2011 e 2014). 

Em seis oportunidades (60%) pelo menos uma das duas escolas ascendentes ao Especial conseguiu permanecer na elite do Carnaval de São Paulo (2009, 2010, 2012, 2015, 2016, 2018). 

Em duas oportunidades (20%) as duas escolas conquistaram a permanência no Grupo Especial (2013 e 2017). 

Em oito oportunidades (80%) nós tivemos uma ou duas escolas conquistando a sua permanência no Grupo Especial (2009, 2010, 2012, 2013, 2015, 2016, 2017 e 2018).
   

Retrospecto no Especial 

Agora vamos olhar individualmente o retrospecto de cada uma das escolas ascendentes ao Grupo Especial em 2019. 

A Colorado do Brás subiu e permaneceu no Especial nas duas oportunidades. No ano de 1986 quando levou para a avenida o enredo “Ah!, Se eu Fosse Noé” terminando na oitava colocação e em 1992 com o enredo “A cara do Pai, a cara da Mãe” também conquistando o oitavo lugar. Um aproveitamento de 100%. Ótimo sinal para quem está voltando ao Especial com o mesmo objetivo em 2019. 

Foto: LigaSP

Já a Águia de Ouro tem uma história mais movimentada no Grupo Especial. Foram 6 tentativas de permanência no Especial vindo do Grupo de Acesso. Ao total foram três permanências e três voltas imediatas a segunda divisão paulistana. Um aproveitamento de 50%. Um aproveitamento para deixar o torcedor da escola esperançoso. 

A escola subiu e permaneceu em 1987 (Para Viver um Grande Amor), 1999 (A criação do mundo ao terceiro dia) e em 2010 (Ribeirão Preto - Região à Frente do Seu Tempo: Da Abolição ao Agronegócio, Terra de Liberdade e Riqueza!). E os anos que a escola não conseguiu a sua permanência foram: 1984 (Mil vidas, o Teatro Através dos Tempos), 1991 (São Paulo, Pátria mia) e em 1997 (Siyau-Yu - Do grão sagrado ao passado: a esperança do futuro). Importante analisar nesses dados que a escola conseguiu permanecer nas duas últimas subidas ao Grupo Especial, mais um dado para encher a comunidade da Pompeia de esperança. 

Foto: LigaSP
Trouxemos esses dados sem a intenção de afirmar ou cravar o resultado do próximo carnaval, mas sim mostrar que a disputa para a permanência nos últimos dez carnavais em São Paulo sempre esteve aberta e não deve ser diferente no próximo ano. Então os torcedores da Águia de Ouro e da Colorado do Brás podem ter esperança sim, mas como não é novidade para ninguém, muito menos para as escolas em questão, o carnaval só acontece na pista e apenas depois do desfile que teremos o veredito final de cada uma delas. Então para as escolas só resta fazer o melhor desfile possível e sonhar com mais um ano Especial. 



Share
Tweet
Pin
Share
1 Comments

Por Juliana Yamamoto
Foto de capa: Site Carnavalesco
No último dia 1 de dezembro foi realizado na Fábrica do Samba o lançamento do CD de sambas de enredo dos três primeiros grupos de escolas coordenados pela LIGA/SP. A entrada no evento era a aquisição do CD dos grupos Especial e Acesso 1, que custava 20 reais. Quem quisesse, também poderia levar para casa o Acesso II por 10 reais. 

O segundo ano nesse formato foi um sucesso de público e crítica. A Liga das Escolas de Samba de São Paulo está se mostrando cada vez mais competente nos quesitos organização, investimento e infraestrutura para tornar o carnaval de São Paulo ainda maior e melhor. Cada apresentação contou com um “mini-desfile”, em que todas as escolas contaram com parte de sua comunidade e alguns segmentos. Comissão de frente, casais de mestre-sala e porta bandeira, bateria, passistas, alas de comunidade, todos são convocados para fazer parte desse espetáculo! Além dos sambas de 2019, as escolas também puderam levar para o pequeno cortejo um alusivo, tendo tempo máximo 25 minutos de apresentação.

No Acesso I, os destaques ficaram por conta da Mocidade Unida da Mooca, Independente Tricolor e Barroca Zona Sul
.
Pixulé, intérprete da Barroca Zona Sul (foto: Felipe Araújo)
A MUM, estreante no grupo de Acesso I, mostrou que está forte para ascensão ao grupo Especial. Com um dos melhores sambas da safra, a agremiação estava com a sua comunidade em peso e todos com o samba na ponta da língua. Já Independente Tricolor, que iniciou sua apresentação embaixo de uma forte chuva, não se abalou com o temporal. Com um samba-enredo leve e fácil de cantar, a escola mostrou que o rebaixamento não os abalou, destacando-se também o primeiro casal da escola, Cley e Jessica, em boa sintonia. O outro destaque fica por conta da Barroca Zona Sul, terceiro lugar no último carnaval. Apostando num enredo afro, a escola se apresentou também debaixo de chuva, com destaque para o intérprete Pixulé e para a bateria da Faculdade do Samba.

Já no grupo Especial, fizeram boas apresentações Império de Casa Verde, Mancha Verde, Tatuapé, X-9 Paulistana, Águia de Ouro, Mocidade Alegre e Vai-Vai.

O Império de Casa Verde levará para o Anhembi em 2019 os grandes clássicos do cinema internacional. Com um samba-enredo leve e divertido, a escola da Casa Verde mostrou muita força em sua apresentação. A Barcelona do Samba, que dispensa comentários, mostrou-se um trunfo para o próximo cortejo, além do carro de som comandado sempre brilhantemente por Carlos Jr. 

Jorge Freitas acompanhado do primeiro casal da Mancha Verde (foto: Felipe Araújo)
Terceira colocada no último carnaval e badalada após a contratação de Jorge Freitas, a Mancha Verde deu um show que é de praxe nas escolas comandadas pelo mago da folia paulistana. O destaque fica por conta da Puro Balanço, que teve um ótimo desempenho durante toda a apresentação, além do samba-enredo, que passou muito bem.

A atual bicampeã do carnaval de São Paulo, Acadêmicos do Tatuapé, mostrou a força de sua comunidade na luta pelo tricampeonato. A escola da Zona Leste teve como destaques o canto forte dos seus componentes. Além disso, a agremiação azul e branco levou um grande contingente e mostrou que mesmo com um samba inferior aos anos anteriores, vem forte na disputa do título, com a gana de Celsinho Mody, que defende também a Paraíso do Tuiuti, no RJ.

Para 2019, a X-9 Paulistana levará uma belíssima homenagem a Arlindo Cruz para a avenida. O samba-enredo da escola tem sido bastante elogiado neste pré-carnaval, e não é pra menos. A agremiação da Parada Inglesa, após a permanência no Especial, mostrou em sua apresentação que está em busca de voos maiores na elite da folia paulistana. 

O Águia de Ouro, após o título do grupo de Acesso, veio mostrar que o seu lugar sempre foi o Especial paulistano. As contratações do carnavalesco Fransergio e do intérprete Tinga, que dividirá o comando do carro de som com Douglinhas, foram bastante comentadas no mundo do samba, mas o reforço de maior impacto da escola da Pompéia foi o grande mestre Laíla. 

Laíla elogiou muito a parte estrutural do carnaval paulistano em seu discurso (foto: Felipe Araújo)
Os destaques ficaram por conta da comunidade que mostrou força no canto e também o samba-enredo que passou muito bem durante a apresentação. O Águia de Ouro mostrou que vem forte, não apenas para permanecer no grupo Especial, mas também para voltar entre as cinco melhores do carnaval de 2019.

A Mocidade Alegre, atual vice-campeã, mostrou o porque de ser uma das maiores escolas de samba da cidade de São Paulo. Com um ótimo samba-enredo, a comunidade do Limão foi um show a parte, mostrando a força do hino da verde, vermelha e branco para 2019. Igor Sorriso. de volta à Morada do Samba, teve boa desenvoltura ao defender o samba. Outro destaque fica por conta do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Emerson e Karina, que exibiu um lindo bailado.

Grazzi Brasil foi destaque na apresentação da escola do Bixiga (foto: Felipe Araújo)
Já o Vai-Vai, com a comunidade empolgada pela força do enredo "O Quilombo do Futuro", mostrou que está de ânimo revigorado apesar da não tão boa colocação no último carnaval. Com um dos melhores sambas da safra, a agremiação apostou na força de sua comunidade para se destacar. A intérprete Grazzi Brasil teve uma ótima performance e evidenciou porque é uma das grandes revelações dos últimos anos no carnaval. A Bela Vista está novamente em festa e vem com força máxima para o próximo carnaval.

O lançamento do CD foi apenas um aperitivo do que as escolas de samba levarão para o Anhembi e também esquentar o público para os ensaios técnicos que iniciam-se logo menos, em janeiro. 
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Por Juliana Yamamoto | Foto de capa: Walber Silva
Olá, seguidores do Carnavalize. Tudo bem?

Olha quem está de volta após um, digamos, bom tempo sumida, hein? A quase-repórter retoma o seu quadro trazendo um dos maiores intérpretes da atualidade, Igor Sorriso!

Fazendo uma visita na quadra da Mocidade Alegre, uma das principais escolas de samba de São Paulo, fomos recebidos por Fernando Estima, que faz parte do departamento de comunicação. Agradeço por toda assessoria pela atenção e simpatia conosco na visita à Morada do Samba! 

A entrevista com o Igor Sorriso foi uma das mais gratificantes que pude fazer. Conhecer um pouco mais sobre a sua relação com a Mocidade Alegre, que não é de agora, foi especial. Igor, iniciou sua parceria com a escola do bairro do Limão nas eliminatórias para o carnaval de 2011, onde defendeu o samba-concorrente vencedor. A partir dali, a linda história começou a surgir. Após ter estreado em São Paulo como intérprete oficial em 2013, pelo Acadêmicos do Tucuruvi, onde fez um excelente trabalho, o destino queria que ele voltasse a Morada, agora como intérprete, ficando até o ano de 2016. 

Mesmo dois anos fora, Igor Sorriso ainda estava presente na Mocidade durante as eliminatórias de samba-enredo. Entretanto, parecia que a vida de Igor Sorriso estava traçada a vermelha, verde e branco. Após o carnaval de 2018, Igor, que estava na Vila Isabel, desligou-se da agremiação e voltou para a sua Morada, agora, de maneira exclusiva. Querido e admirado por muitos torcedores, Igor é a essência da Mocidade Alegre. Representa a síntese da escola, e através da entrevista que vocês escutarão, irão entender um pouco o grande amor e carinho que ele tem por essa escola de samba. 


Agradeço também ao Bruno Malta, torcedor da escola e grande fã do Igor Sorriso por ter participado da entrevista, tendo-a tornado ainda melhor! 

Igor Sorriso, nós do Carnavalize, desejamos muito sucesso e muitos anos na Morada do Samba! O carnaval de São Paulo agradece por ter um dos maiores intérpretes da atualidade conosco! 

Aí sim, meus pretinhos!

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA ABAIXO:

Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Mais Recente
Mais Antigo

Visite SAL60!

Visite SAL60!

Sobre nós

About Me

Somos um projeto multiplataforma que busca valorizar o carnaval e as escolas de samba resgatando sua história e seus grandes personagens. Atuamos não só na internet e nas redes sociais, mas na produção de eventos, exposições e produtos que valorizem nosso maior evento artístico-cultural.

Siga a gente

  • twitter
  • facebook
  • instagram

Desfile das Campeãs

  • SINOPSE: Imperatriz Leopoldinense | "Me dá um dinheiro aí"
    JUSTIFICATIVA A ideia básica deste desfile, que abrange alguns assuntos mais graves, é tratá-los através de metáforas ou de forma...
  • Dossiê Carnavalize: O Carnaval das Organizadas, história que dá samba - Parte 1
    Por: Jéssica Barbosa Arte: Rodrigo Cardoso No carnaval de 2018, pela primeira vez, quatro escolas de samba oriundas de torcidas or...
  • #SérieCarnavalescos: Luiz Fernando Reis e a estética dos carnavais críticos
    Por Leonardo Antan A #SérieCarnavalescos segue valorizando nomes poucos reconhecidos da festa, com textos novos às segundas e quintas. ...
  • Viradouro escolhe seu samba para o carnaval 2018
    Por Beatriz Freire A torcida da parceria campeã na Viradouro (foto: site Carnavalesco) ⁠⁠⁠Inaugurando a temporada das primeiras finais...
  • Do Churrasco à Sapucaí: como o Marquês virou enredo da Beija-Flor
    por Guilherme Peixoto A família Dornas sempre foi apaixonada por carnaval. Por lá, todos os churrascos terminam em samba-enre...
  • #Colablize: Dona LigaSP, por favor não leve a mal, chegou a hora de rasgar o manual
      por Artur Paschoa Mais uma vez, o resultado final da apuração das notas dos desfiles das escolas de samba de São Paulo deixou aqueles que ...

Total de Carnavalizadas

Colunas/Séries

sinopse BOLOEGUARANÁ 7x1 carnavalize Carnavalizadores de Primeira Quase Uma Repórter 5x colablize série década artistas da folia giro ancestral SérieDécada quilombo do samba Carnavápolis do setor 1 a apoteose série carnavalescos série enredos processos da criação dossiê carnavalize Na Tela da TV série casais 10 vezes Série Batuques Série Mulheres Série Padroeiros efemérides minha identidade série baluartes série sambas

Carnavalizações antigas

  • ▼  2023 (38)
    • ▼  ago. (1)
      • Projeto "Um carnaval para Maria Quitéria" valoriza...
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (1)
    • ►  fev. (28)
  • ►  2022 (41)
    • ►  dez. (1)
    • ►  jul. (1)
    • ►  jun. (5)
    • ►  mai. (1)
    • ►  abr. (30)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (1)
  • ►  2021 (10)
    • ►  set. (4)
    • ►  jun. (1)
    • ►  mai. (1)
    • ►  mar. (2)
    • ►  fev. (2)
  • ►  2020 (172)
    • ►  dez. (8)
    • ►  nov. (17)
    • ►  out. (15)
    • ►  set. (13)
    • ►  ago. (19)
    • ►  jul. (16)
    • ►  jun. (15)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (11)
    • ►  mar. (10)
    • ►  fev. (33)
    • ►  jan. (5)
  • ►  2019 (74)
    • ►  dez. (2)
    • ►  nov. (5)
    • ►  ago. (4)
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (4)
    • ►  abr. (2)
    • ►  mar. (35)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (12)
  • ►  2018 (119)
    • ►  dez. (1)
    • ►  out. (6)
    • ►  set. (1)
    • ►  ago. (3)
    • ►  jul. (5)
    • ►  jun. (20)
    • ►  mai. (12)
    • ►  abr. (5)
    • ►  mar. (3)
    • ►  fev. (42)
    • ►  jan. (21)
  • ►  2017 (153)
    • ►  dez. (28)
    • ►  nov. (7)
    • ►  out. (8)
    • ►  ago. (5)
    • ►  jul. (12)
    • ►  jun. (7)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (7)
    • ►  mar. (7)
    • ►  fev. (49)
    • ►  jan. (13)
  • ►  2016 (83)
    • ►  dez. (10)
    • ►  out. (3)
    • ►  set. (9)
    • ►  ago. (22)
    • ►  jul. (39)

Created with by ThemeXpose