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Carnavalize


Por Juliana Yamamoto e Alisson Valério
As escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo fizeram um lindo espetáculo no Sambódromo do Anhembi. Com um carnaval competitivo, as agremiações mostraram toda sua força nas duas noites de desfile. Para destacarmos ainda mais essa festa, a equipe do site Carnavalize, que esteve presente no Anhembi nos dias de desfiles do carnaval paulistano, selecionou os melhores de cada quesito.

Para começar, vamos ao quesito samba-enredo. O grande samba do carnaval de São Paulo em 2019 foi dos Gaviões da Fiel. Com uma reedição de 1994, a alvinegra teve a melhor comunicação com o público durante todo desfile. Além disso, o samba - considerado um dos melhores da cidade - foi entoado a plenos pulmões pela arquibancada. Com um excelente desempenho da bateria e um ótimo carro de som liderado pelo intérprete Ernesto Teixeira, a obra ficou ainda melhor durante o desfile e sacudiu o Sambódromo como nunca visto antes. Uma apresentação inesquecível e um samba-enredo que será eternamente lembrado pelos sambistas.

Mestre Moleza, da Cadencia da Vila, trouxe os 40 pontos para a escola! (foto: Recordar É Viver)
Já em bateria, várias apresentações se destacaram ao longo das duas noites de desfile. Muitas escolas ousaram em bossas e paradinhas que levantaram o público. Neste ano, o quesito teve como destaque a Cadência da Vila, comandada pelo Mestre Moleza. Desde 2013 na verde, azul e branco, Moleza transformou a bateria da Unidos de Vila Maria em uma das melhores da cidade. Com bons desempenhos nos últimos anos, a Cadência se destacou em 2019 com excelentes bossas, além de uma “paradinha” que levantou a arquibancada Monumental durante sua passagem. O interessante desta bateria é a capacidade de ouvir perfeitamente todos os instrumentos. Além disso, o entrosamento entre o carro de som e a Cadência era mais que evidente. 


Ernesto Teixeira brilhou e foi escolhido por nossa equipe como melhor intérprete (Foto: site Carnavalesco)
Não faz parte do julgamento oficial da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, mas é de extrema importância para uma agremiação e principalmente para seus componentes: o intérprete. Ele precisa mostrar toda sua força e fazer com que o samba-enredo tenha um desempenho de alto nível na avenida. O grande destaque foi Ernesto Teixeira, dos Gaviões da Fiel. Com uma apresentação memorável, o veterano cantor deu um show no Anhembi e levantou a arquibancada. Apesar de sua idade, Ernesto mostrou que continua o mesmo de anos anteriores e comandou o carro de som com maestria. Além disso, seus cacos característicos tornaram-se ainda mais marcantes durante o desfile. Trata-se um patrimônio do carnaval de São Paulo, que merece todo nosso respeito e admiração. Sarava, saravá salve o santo guerreiro! 


A comunidade guerreira da Zona Leste cantou (e muito) sua história, a melhor do carnaval paulistano (Foto: G1/Fabio Tito)
A harmonia de uma escola de samba é um dos quesitos mais importantes. Muitas apresentaram um belíssimo canto durante sua apresentação, mas o grande destaque fica com o Acadêmicos do Tatuapé. A Qualidade Especial ousou em “paradinhas” que evidenciaram o canto dos componentes. A azul e branco sempre se destacou por desfiles técnicos e, principalmente, pelo chão. E, em 2019, não foi diferente. O canto nas alas era constante e o intérprete Celsinho Mody podia parar de cantar em qualquer parte do samba-enredo pois a comunidade seguraria. Isso mostra a força de uma escola de samba e de seus componentes. Com isso, a Tatuapé fica com a melhor harmonia do Grupo Especial.


Na estreia de Jorge Freitas, a Mancha Verde mostrou a grandeza de seu carnaval (Foto: LigaSP/Marcelo Messina)
As alegorias são de extrema importância e dão a “tônica” de um desfile. Em 2019, o conjunto alegórico de grande destaque foi o da campeã Mancha Verde. Com alegorias grandiosas e luxuosas, a alviverde trouxe os melhores carros do Grupo Especial. Além de uma excelente concepção, estavam bem acabadas e eram de fácil leitura. O grande destaque fica por conta do abre-alas da verde e branco, que impressionou pelo tamanho e detalhes. 


De muito bom gosto, a Mancha desfilou com fantasias opulentas (Foto: LigaSP/Marcelo Messina
As fantasias também são importantes para dar um belo “visual” ao desfile. Além disso, precisam manter uma regularidade desde o primeiro até o último setor. O grande destaque no quesito foi, novamente, a Mancha Verde. A escola teve o visual como ponto alto do desfile. As fantasias eram de extremo bom gosto, além de estarem muito bem acabadas. Outro ponto positivo é que eram de fácil leitura e também não caíram de nível nos últimos dois setores. Jorge Freitas, que assinou um enredo de temática afro pela primeira vez na carreira, acertou em cheio.

O enredo também é essencial para o sucesso de um desfile. O tema que será contado na avenida precisa ser de fácil assimilação não só para os jurados, mas para o público em geral. Novamente, a Mancha Verde acertou no quesito. O tema, sobre a história de Aqualtune, avó dos Zumbi dos Palmares, foi muito bem desenvolvido por Jorge Freitas. 


A polêmica comissão de frente dos Gaviões foi destaque no carnaval de SP! (Foto: LigaSP/Felipe Araújo)
A comissão de frente é o primeiro “grupo” a adentrar na pista no desfile de uma escola de samba. Uma boa e impactante apresentação logo no início ajuda no decorrer do desfile. Em 2019, a grande comissão de frente foi dos Gaviões da Fiel. O destaque fica por conta do componente que representava a serpente e sua encenação com o tripé. Além disso, a indumentária utilizada pelos componentes e a densa coreografia ajudaram na incrível apresentação.

Emerson e Karina foram as estrelas do desfile da Morada do Samba! (Foto: LigaSP/Felipe Araújo)
Um quesito com grandes apresentações esse ano foi mestre-sala e porta-bandeira. Os dois possuem muita responsabilidade, pois, juntos, precisam trazer a tão sonhada nota 10. O grande casal de 2019 é da Mocidade Alegre. Emerson Ramires e Karina Zamparolli dançam juntos desde 2013 e colecionam notas máximas. A dupla fez uma apresentação arrebatadora e mostrou toda a sintonia que possuem. Além disso, a indumentária de ambos era incrível. Karina vinha de “lua” e Emerson, de “sol”. O casal se destaca por apresentar uma regularidade em todos os anos. Desde 2013 são nota máxima no quesito. E em 2019 não foi diferente. Apesar de muitos casais terem feito grandes apresentações e mostrarem seu talento no Sambódromo do Anhembi, o destaque fica por conta da Morada do Samba, que mostrou elegância, sintonia e um lindo bailado na avenida.

O penúltimo quesito é um dos mais temidos por muitas das escolas de samba: a famosa evolução. Em 2019, a grande vencedora do quesito foi a Dragões da Real. Prezando pela técnica, a agremiação surpreendeu com uma evolução que beirou a perfeição. Com nenhum “anda e para”, efeito-sanfona nas alas ou buracos,  a vermelho e branco mostrou o quanto domina esse quesito. Os componentes estavam soltos, alegres e deslizavam na pista. Além, o último setor da Tricolor passou com 45 minutos de desfile no setor H. Isso só evidencia o quanto a escola manteve seu andamento durante toda apresentação e terminou seu desfile com uma grande tranquilidade. Avante, Dragões! Chegou sua hora! 

Para fechar o "Carnavalize de Ouro", falaremos da melhor escola do Grupo Especial de São Paulo. Além dos quesitos pertencentes ao julgamento, também foi levada em consideração a comunicação com o público durante o desfile. 

Comunicação, plástica, samba... Os Gaviões fizeram bonito no Anhembi, reeditando um clássico! 
Para o site Carnavalize, a melhor escola de samba de 2019 em São Paulo foram os Gaviões da Fiel. Com um desfile que já está na memória dos torcedores e, principalmente, dos sambistas, a alvinegra levou um samba conhecido e aclamado que ajudou a potencializar ainda mais sua apresentação. Com uma arquibancada polvorosa do início ao final e o samba sendo entoado a plenos pulmões, os Gaviões elevaram o Anhembi a um nível até então nunca visto. 

As bandeirinhas ajudaram a inflamar ainda mais o público presente e o show da bateria e do carro de som contribuiu ainda mais. Quem esteve presente pode sentir o clima que aquele desfile proporcionou e a sensação de que a alvinegra tinha voltado aos velhos tempos. Memorável, inesquecível e impactante. 


O Grupo de Acesso de São Paulo a cada ano vem crescendo e evoluindo. Para destacar e premiar o Grupo, selecionamos dois quesitos.

A MUM trouxe os pavilhões para a Avenida, um hino de samba! (Foto: LigaSP/Felipe Araújo)
O primeiro quesito é samba-enredo. Em 2019, a grande vencedora foi a Mocidade Unida da Mooca, que estreou no Grupo de Acesso. A bela obra cresceu na pista e ajudou a escola a passar pelo Anhembi, abrindo em alto nível o domingo de carnaval.

A Pérola Negra fez um grande desfile, ascendeu ao Grupo Especial e conquistou nossa equipe! (Foto: LigaSP/Marcelo Messina)
O nosso segundo e último quesito é de melhor escola. Em um ano equilibrado e cheio de surpresas, a melhor escola do Grupo de Acesso de 2019 foi o Pérola Negra. Com um desfile regular na maioria dos quesitos, a agremiação da Vila Madalena mostrou um belo conjunto visual. O carnavalesco Anselmo Brito, mais uma vez, mostrou seu talento e levou um enredo de fácil assimilação para avenida. Outros pontos positivos foram a comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira e a bateria. Ademais, a evolução não apresentou percalços. Com uma apresentação técnica, o Pérola Negra se retornou ao Grupo Especial como campeão da divisão de acesso. 

No carnaval de 2020 estaremos de volta com mais desfiles e elencando os melhores do ano, sempre enaltecendo a festa do carnaval paulistano!
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Em mais um dia de forte chuvas no Rio de Janeiro, foi dada a largada do principal grupo das escolas de samba com pouco mais de meia hora de atraso. Com sete escolas se apresentando, se viu uma forte crise criativa na festa nos quesitos de enredo e alegorias, com passagens muito aquém do esperado em alguns aspectos. Das narrativas que passaram, poucas se destacaram por sua clareza e bom desenvolvimento, mostrando que faltou discurso nesse primeiro dia de apresentações.

Abrindo os cortejos, o Império Serrano fez um desfile que arriscou desde a adaptação da música de Gonzaguinha até o elemento cenográfico que serviu de palco para apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Com claros problemas de barracão, o enredo sobre a Vida se mostrou um enigma e muito abstrato, não rendendo alegorias e fantasias de fácil leitura. A explosão esperada no canto da escola com a famosa canção da MPB também não aconteceu. Colocando a Serrinha como favorita ao rebaixamento.

Segunda escola a se apresentar, a Viradouro mostrou a força de sua comunidade e se destacou com folga nessa primeira noite de desfiles irregulares. Com um excelente trabalho estético de Paulo Barros, a escola passou bem em vários quesitos, só deixando a desejar em enredo e samba-enredo. O tema sobre mundos imaginários não teve um bom desenvolvimento, ao contrário da furacão vermelho e branco comandada por Mestre Ciça. Mais uma escola que teve problemas em tecer um enredo bem amarrado foi a Grande Rio, a escola falou do jeitinho brasileiro numa narrativa confusa e sem pontos altos. Com uma plástica comprometida e pouco inspirada do casal Lage, a escola teve como seu único destaque a comunidade de Caxias que entoou o seu samba-enredo duvidoso de maneira valente. 

Louvando o orixá Xangô, o Salgueiro pisou forte na avenida e fez um desfile sem grandes sustos. A escola foi uma das poucas que não apresentou grandes problemas em enredo, mostrando um conjunto de alegorias e fantasias que começou bem e deixou a desejar nos últimos setores. Com um samba explosivo, a vermelho e branco enfrentou ainda problemas de evolução que podem fazê-la perder décimos preciosos na briga pela vaga nas Campeãs. Na sequência, a Beija-Flor passou irreconhecível na pista. Mais uma vez apostando em uma estética cênica e mais simples, a escola não se comunicou tão bem com o público através de um enredo confuso e mal amarrada. Dos quesitos visuais, apenas as fantasias se destacaram. O samba mediano da Soberana foi bem cantada pelo componentes, mas sem explodir. 

Em mais uma apresentação marcada por altos e baixos, a Imperatriz causou apreensão na pista ao apresentar problemas em colocar seu abre-alas no desfile. A verde e branco abriu um grande buraco em seu início, o que acabou prejudicando toda a evolução da agremiação. Mais uma escola que apostou em alegorias cênicas e compactas, que se comunicaram bem com um enredo simples e contado de maneira adequada. A bateria de mestre Lolo foi o ponto alto do cortejo.

Encerrando a noite, a Unidos da Tijuca fez um desfile que divide opiniões. Fato é que a escola que contou com o talento de Laíla para fazer um desfile técnico, que apostou na emoção e em alegorias e alas coreografadas. O samba-enredo foi muito bem cantado por Wantuir e pela comunidade do Borel. Apesar disso, os quesitos de enredo, fantasias e comissão de frente deixaram a desejar. 

Da primeira noite de desfiles, o que se viu foram muitas escolas tentando inovar e usando da cartilha que fez a Beija-Flor ser campeã no ano passado: um linguagem visual simples e teatral com forte comunicação com o público. Apesar das tentativas, nenhuma escola conseguiu alcançar excelência na proposta, muito por conta da falta das boas narrativas da noite. Dentre todas, a Viradouro e Unidos da Tijuca se destacaram em diversos quesitos e podem brigar pelas primeiras posições. Resta saber como os jurados vão interpretar o que se passou na pista e como serão as apresentações de segunda-feira. 



Saiba como foram cada apresentação em detalhes:

Dúvida, Império Serrano não responde aos mistérios da vida na Avenida.

Viradouro reafirma sua força em apresentação lúdica.

Mesmo com o chão de Caxias, quem nunca fez um desfile mediano?

Evolução compromete saudação a Xangô, mas Salgueiro briga pelo sábado das campeãs

Fábulas não convencem e Beija-Flor faz desfile sem moral da história

Clarões no chão e excelente bateria marcam passagem de Ramos.


Unidos da Tijuca: Pão sai quente do forno com passagem técnica da escola


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Sem a forte chuva que abateu o Rio de Janeiro na sexta-feira, o segundo dia de desfiles da Série A teve um clima mais seco, com apenas pequenos focos de chuva, que não fizeram volume. Com apenas seis escolas se apresentando, se viu um nível mais alto entre as agremiações que desfilaram na Sapucaí nesse segundo turno do grupo. 

Abrindo os cortejos, a Unidos de Bangu fez um desfile com altos e baixos. Apesar de uma boa abertura, a escola pecou num conjunto alegórico irregular, com diversos problemas de acabamento em seus carros. Diferente do que foi visto nas fantasias, que apresentaram mais regularidade. Logo depois, a Renascer de Jacarepaguá fez uma simpática apresentação com o enredo "Dois de fevereiro no Rio Vermelho", a escola apresentou um conjunto plástico bonito e simples, sem grandes falhas. Embalados por um grande samba, os componentes da alvirrubra brincaram na pista e mantiveram uma boa harmonia. Foi uma grata surpresa da noite.

Pisando forte com toda sua tradição, o Estácio de Sá mostrou porque é uma das grandes escolas da história do carnaval. Com um desfile opulento e acima das concorrentes, a agremiação do São Carlos fez uma apresentação emocionante, que teve como um dos seus pontos altos a sua Comissão de Frente, que resumiu o enredo sobre o Cristo Negro de maneira emocionante. A escola se firmou como franca favorita ao título do grupo. 

A pista da Sapucaí permaneceu vermelho e branco com a entrada da Porto da Pedra, que homenageou os oitenta anos de Antônio Pitanga, um dos grandes atores do cinema nacional. Mantendo a cartilha dos seus últimos carnavais, a escola fez um cortejo alegre e leve, com fantasias e alegorias de fácil leitura, que contaram muito bem o enredo. Correta em vários outros quesitos, a evolução foi um dos pontos fracos da alvirrubra, abrindo vários buraco durante a pista.

Na sequência, o Império da Tijuca foi mais uma das escolas que pisou forte na Sapucaí. A escola contou com um excelente conjunto de alegorias para ilustrar a história do Vale do Café. Com bons quesitos, a escola do Morro da Formiga deve brigar pelas primeiras posições com folga. Encerrando a noite, a Acadêmicos do Cubango também fez uma excelente apresentação. O criativo enredo sobre os objetos da fé se materializou de maneira brilhante, num dos melhores conjuntos de fantasias que passaram pela Sapucaí neste dois dias. Outros quesitos como Comissão de Frente e bateria também se destacaram, credenciando a escola de Niterói na briga pelo título. Os únicos senão do desfile foi o inexperiente casal de mestre-sala e porta-bandeira e a terceira alegoria, que apesar de bonita, passou apagada.

Jogo feito, banca forte. Os envelopes agora vão selar os destinos das treze agremiações do grupo na quarta-feira de cinza. Verdade que os dois dias de desfiles do grupo foram bastante desnivelados, o que não apagou, entretanto, o brilho e a garra das comunidades de cada agremiação. Superando as adversidades, as escolas da Série A fizeram grandes apresentações e mostraram toda sua importância para a cultura carioca no momento atual. Evoé! 


Saiba mais detalhes de cada apresentação da noite: 


Batata assa e Bangu faz desfile irregular


Exaltando a cultura baiana, Renascer é agradável surpresa


Na briga pelo título, Estácio emociona com Cristo Negro


Tigre exalta Antônio Pitanga com bela exibição

Morro da Formiga desce e mira retorno ao Grupo Especial

Cubango encerra Série A com requinte e capricho






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Por Alisson Valério e Juliana Yamamoto

A noite de sexta-feira no Anhembi foi repleta de grandes momentos, mas de acordo com a perspectiva da nossa equipe apenas três escolas entraram na briga pela taça na noite de ontem e têm chances de disputar o ponto mais alto do pódio: Mancha Verde, Tatuapé e Tom Maior. Confira nosso resuminho das 7 escolas que passaram pela pista!


Colorado do Brás

A Colorado do Brás abriu a primeira noite de desfiles com um desfile bastante colorido e bem animado. Além do belo samba, que deu o tom para sua passagem, a comissão de frente foi um quesito de destaque da apresentação. No restante dos quesitos a escola apresentou altos e baixos durante toda sua exibição pelo sambódromo. 

Império de Casa Verde

A Império de Casa Verde transformou o Anhembi num verdadeiro cinema na estreia de Flávio Campello. O enredo autoral trazia famosos filmes da cinematografia internacional. A escola trouxe para avenida o seu já costumeiro gigantismo nas alegorias e brindou o público com um desfile bastante agradável. O ponto alto da apresentação foi a sua bateria, que apresentou várias bossas. A escola sofreu bastante com alguns quesitos, entretanto: além dos problemas de evolução, correndo muito para fechar o tempo no limite, fantasias e enredo tiveram desenvolvimento aquém do esperado. 


Mancha Verde

O desfile da Mancha Verde gerava expectativa pela estreia do premiado carnavalesco Jorge Freitas na escola e logo de cara ficou óbvio que seria mais um show do artista. A agremiação mostrou que não veio para brincadeira e fez um verdadeiro show de técnica em forma de quesitos. O conjunto alegórico e comissão de frente foram alguns dos pontos altos da passagem da Mancha. O único porém fica por conta de deslizes de evolução, mas nada que possa atrapalhar a possibilidade de briga pelo título ou que prejudicasse o desfile como um todo. 



Acadêmicos do Tucuruvi 

Com um enredo de forte apelo, a Tucuruvi entrou na avenida para tentar a sua sorte no carnaval na estreia de Dione Leite. A comissão de frente, impactante, o seguro casal de mestre-sala e porta-bandeira e a excelente bateria, com ótimas bossas, seguraram muito bem a apresentação da agremiação. No que diz respeito ao restante dos quesitos, a Tucuruvi foi irregular, apresentando oscilações nos pontos do Anhembi observados pela nossa equipe.  


Acadêmicos do Tatuapé

A bicampeã do carnaval paulistano entrou na pista para lutar pelo tricampeonato e trouxe para avenida seus bravos guerreiros. Ninguém conquista dois campeonatos consecutivos à toa -  e isso ficou cristalino no desfile de ontem. A Tatuapé deu um banho de quesitos, aliados à força e à emoção da sua comunidade. Não será surpresa para ninguém falar que a harmonia foi o destaque do desfile, com mais um excelente canto de seus componentes. A agremiação sofreu com problemas com alguns carros, como uma aparente falha na tela de LED da última alegoria e a dificuldade na entrada de uma alegoria na pista. Os deslizes nestes quesitos podem ameaçar o tri, mas a agremiação está na disputa.


X-9 Paulistana

A homenagem da X-9 a Arlindo Cruz, com a presença do homenageado, foi um momento inesquecível para a história do samba. O fator emoção entre em cena como um quesito adicional, com um momento de muita comoção. A Pulsação Nota Mil, nesta apresentação, se firmou como uma das melhores do grupo, além do destaque para o casal de MS/PB, com uma belíssima fantasia. Além do bom samba, também brilhou a comissão de frente, considerada a melhor da noite. Ao observar os quesitos restantes, porém, a X-9 fez uma apresentação irregular, intercalando momentos bons e ruins. 


Tom Maior

A Tom Maior fechou a primeira noite de desfiles, assim como em 2018, e fez mais uma vez uma excelente apresentação. A escola teve o melhor combo de harmonia e evolução da noite, deslizando na avenida e cantando em ótimo nível. Além desses dois quesitos, sua bateria Tom 30 novamente fez mais uma grande apresentação, animando a todos no amanhecer do dia. O desfile foi bastante coeso do início ao fim, sem cair em nenhum momento, reafirmando o crescimento e a força da Tom Maior. A escola entra mais uma vez na briga pelos G-5 e, por que não, pelo título do carnaval de São Paulo.


Por fim, a noite também foi marcada por festejadas comissões de frente, com ótimas apresentações em diversas escolas. 

E aí, curtiu? Hoje à noite teremos a segunda noite de desfiles, com cobertura exclusiva pelo nosso Twitter, e amanhã voltaremos com a nossa análise sobre o sábado de carnaval. Nos acompanhe em tempo real pelo @carnavalize e vem conosco!
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Por Redação Carnavalize

Após o “O que esperar?” das escolas de samba da Série A, o Carnavalize apresenta a versão do Grupo Especial!  Agora, pretendemos fazer nossas apostas, previsões, memes e adesivos para as escolas de samba que pisarão na Sapucaí no domingo e na segunda de carnaval.

Em um dos anos mais abertos e sem favoritismos de toda história do Sambódromo, há uma série de dúvidas sobre quais as duas escolas que serão rebaixadas, quem fará parte do disputado sábado das campeãs e quem conseguirá o tão almejado caneco do carnaval carioca!

As “crises” financeira e contextual das escolas, alinhadas com ensaios técnicos muito regulares vistos nos últimos finais de semana, geram um clima de bastante imprevisão e abrem um leque de possibilidades para que a curva mágica da Sapucaí seja soberana na decisão do que passará por lá e do resultado que será visto na quarta-feira de cinzas. É nessas condições que nossa equipe se apoia nas constelações e encarna os analistas dos astros para dar o parecer final desse pré-carnaval! Se liga aí!

DOMINGO

Império Serrano

No geral: Após se beneficiar com a virada de mesa que rolou ano passado, o Império Serrano resolveu partir para o tudo ou nada para tentar ficar no grupo e apostou na adaptação da música "O que é, o que é?", de Gonzaguinha, para inspirar seu enredo e virar seu samba-enredo do ano. Para isso, a música recebeu algumas adaptações de andamento e faz a pergunta valer: pulmões preparados?

Pontos extras: A bateria Sinfônica do Samba, do mestre Gilmar, é um dos pontos altos da Serrinha, não restam dúvidas. A escola se reforçou também no quesito comissão de frente, recontratando a coreógrafa Cláudia Mota, o que pode ser um bom trunfo.

Perdeu décimos: A aposta em uma música que não foi concebida para ser cantada em coro e para uma apresentação de escola de samba pode ocasionar externalidades negativas. Além disso, a plástica da escola, afetada pela falta de tempo e de verba, também preocupou os torcedores nos últimos meses.  

Barracão Tour: Passando por problemas financeiros, o Império tem um dos barracões mais atrasados da Cidade do Samba e segue correndo contra o tempo para entregar seu desfile! O carnavalesco Paulo Menezes aposta em carros alegóricos com tom cenográfico, algumas estruturas vazadas e de diferentes formas, com uma alegoria simbolizando o jogo de xadrez!

De 1 a 4 balões de oxigênio, qual a chance do Império descer para a Série A:



Viradouro

No geral: Após um título soberano, a Viradouro voltou para o principal grupo do samba com marra, estrutura e grana para investir no seu carnaval e tentar figurar em uma parte alta da tabela. A vermelho e branco se reforçou como pôde, montou uma equipe estrelar e, dentre os últimos anos, é a escola que sobe com mais chances de permanecer - e permanecer bem! - no Especial.

Pontos extras: Embora não tenha recebido notas tão boas no carnaval de 2018, a grife de Paulo Barros é querida pelo júri e esperada pelo público. Além disso, o ousado mestre Ciça retornará para a agremiação após uma longa passada pela Grande Rio e um intervalo de sucesso na Ilha. Não só a bateria promete ousar nas bossas, como também o casamento entre Paulo e Ciça pode voltar a gerar bons frutos.

Perdeu décimos: O enredo fala sobre algumas histórias fictícias - e parece ficar lá, no mundo imaginário. A alvirrubra pode ter problemas com a ausência de uma costura melhor definida de seu tema e dos elementos visuais escolhidos a dedo pelo carnavalesco. Além disso, o samba está longe de ser uma unanimidade, apesar de abraçado pela comunidade alvirrubra.

Barracão Tour: A Viradouro está pronta! Com bastante organização, a escola teve um dos barracões mais adiantados do grupo e deve apostar em coreografias e truques surpreendentes, no melhor estilo Paulo Barros. Além disso, figuras da Disney, Michael Jackson e outros signos pop estarão presentes entre alas e alegorias.

De 1 a 3 truques paulobarrianos que se repetem ano a ano, o quanto a Viradouro deve ficar com folga no Especial: 



Grande Rio

No geral: Ah, vira, virou, a Grande Rio chegou! Não, nosso estagiário não enlouqueceu: não estamos falando da Mocidade! A tricolor caxiense foi responsável por uma virada de mesa para assegurar sua permanência no Grupo Especial após um desfile repleto de problemas por conta da quebra de um carro alegórico. Infiltrada, agora brinca com a própria situação para jogar um “eu nunca” com o público da Sapucaí e perguntar coisas como “quem nunca sorriu da desgraça alheia?” para lembrar os jeitinhos que a sociedade dá no cotidiano - ou na plenária da Liesa.

Pontos extras: Hélio Bejani chega para reforçar a escola e assinar sua comissão de frente. Além disso, a comunidade caxiense costuma comprar a briga dos seus sambas e cantar bem - agora, acompanhada pela estreia de Evandro Malandro, que brilhava na Série A.

Perdeu décimos: O enredo. Atire a primeira pedra aquele que acha que precisa explicar o porquê.

Barracão Tour: Mais uma vez o experiente casal Lage apresenta um carnaval com diversas formas grandiosas. O alto barracão da Grande Rio surpreende a quem passa pela escola, com dimensões para deixar todo torcedor caxiense sorrindo de barriga cheia. Resta saber se o enredo de difícil materialização será bem executado por esses grandes artistas da nossa festa. 

De 1 a 4 enredos polêmicos da Grande Rio, o quanto esse promete ser ainda mais: 
  


Salgueiro

No geral: A escola mais regular da década vai entrar na Marquês de Sapucaí com sua maior insegurança dos últimos anos. Após uma longa disputa judicial pelo comando de sua direção, o Salgueiro ainda é enorme, mas balançou bastante e deixa um clima de incógnita sobre seu resultado. De qualquer forma, não se pode descartar a agremiação que fará um enredo que sempre esperou: uma homenagem ao seu padroeiro Xangô!
               
Pontos extras: A escola segue com uma das grandes comunidades do carnaval que cantará um samba de aguerrida melodia. E o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcella Alves e Sidclei, coleciona sucessos na pista.

Perdeu décimos: A saída do coreógrafo Hélio Bejani, que estava há mais de uma década na tijucana, pode prejudicar o quesito que era um dos seus carros-chefes. Sérgio Lobato, o novo comandante da cabeça da escola, não apresenta regularidade entre suas notas, apesar do bom trabalho realizado ano passado. A bateria também está sob nova direção e passará por sua prova de fogo na Avenida.

Barracão Tour: Expectativa e realidade? A conferir. Quem nunca teve problemas de executar os protótipos que atire a primeira pedra. Opa, esse é outro enredo! O visual afro e com forte vermelho segue o esperado na Academia do Samba, mas o trabalho teve que ser terminado às pressas pelo carnavalesco Alex de Souza. Será que a qualidade artística de seu projeto conseguirá ser transmitida no desfile com tantas dificuldades nos bastidores?

De 0 a 3 martelos famosos, o quanto o Salgueiro pode voltar a incorporar na Avenida:
 


Beija-Flor

No geral: Rendendo uma homenagem aos seus setenta anos de história, a Beija-Flor aposta em um tema nostálgico e repleto de lembranças dos seus desfiles marcantes para conquistar o público e os jurados. Após a saída de Laíla, que capitaneou os trabalhos da escola durante décadas, a agremiação quer buscar a briga pelo bicampeonato afirmando suas origens e os principais momentos de sua história.

Pontos extras: Além do lendário casal que defende o pavilhão da Deusa da Passarela, Claudinho e Selminha, a agremiação conta "apenas” com a comunidade nilopolitana. Como se costuma dizer que essa gente aguerrida, o povo canta a plenos pulmões até “parabéns a você” na Avenida.

Perdeu décimos: Ainda que seja para comemorar seus setenta aninhos, o samba da Beija-Flor não é nenhum “parabéns a você”, mas também está muito longe de ser A Criação do Mundo na Tradição Nagô, Áfricas, ou outro grande clássico da azul e branco. Além da obra não empolgar, preocupa a maneira como a comissão de carnaval encaixou a temática das Fábulas de Esopo para exaltar a agremiação.

Barracão Tour: Após um desfile controverso ano passado, a comissão de carnaval, que conta com nomes como Marcelo Misailidis e Cid Carvalho, agora aposta em um desfile mais carnavalizado e menos realista, mas ainda investindo em coreografias nos carros alegóricas. Ainda tentam, porém, inovar e gerar atrativos visuais diferenciados para o grande público.  

De 1 a 4 homenagens históricas da Beija-Flor, o quanto a escola deve continuar entre a metade de cima da tabela:


Imperatriz Leopoldinense

No geral: Após carnavais que figuram na meiuca de tabela, a Imperatriz, que está acostumada com temas mais culturais e historicamente densos, tenta se renovar e apostar em uma temática mais ácida e divertida com o enredo “Me dá um dinheiro aí”. Entretanto, a tentativa de reinvenção não figura entre as principais apostas nas loterias carnavalescas.

Pontos extras: Apesar de criticado, a escola tem um samba-enredo animado e que pode levantar a Sapucaí. A excelente bateria do mestre Lolo deve ser o ponto mais alto de seu desfile, que ainda possui uma comissão de frente que promete alguns truques tecnológicos.

Perdeu décimos: O desenvolvimento do enredo e a qualidade do samba são pontos de incerteza nas bandas de Ramos e podem gerar a derrapagem de alguns décimos. A Rainha de Ramos também vem sendo canetada em quesitos de chão, distante daquela Imperatriz técnica de outrora.

Barracão Tour: Figuras bissextas no carnaval, Mário e Kaká Monteiro projetaram um desfile com barracão novo e estruturas distintas do que a agremiação está acostumada, por meio de uma linguagem mais ousada e moderna. Com encenações, telões de LED e alegorias baixas, a plástica da Imperatriz gera dúvidas sobre como será encarada na apresentação oficial.

De 1 a 3 Tio Patinhas, o quanto a agremiação tem chances de sair da zona intermediária e ter grandes emoções durante a apuração:


Unidos da Tijuca

No geral: Hora de pão fresquinho! Com a chegada de Laíla e Fran-Sérgio na escola, a agremiação do Borel parece ter conglomerado sua já famosa perfeição técnica com os demais atributos aperfeiçoados pelo diretor de carnaval e com a estética do carnavalesco em seus tempos de Beija-Flor. Gostando ou não, o resultado dessa receita é só um: pão!

Pontos extras: O chão da Unidos da Tijuca apresenta uma regularidade gigantesca, assim como sua excelente orquestra comandada pelo consagrado mestre Casagrande. Após o acidente de 2017, a escola provou em 2018 que tem sua força em evolução, harmonia e bateria imbatíveis, formando um chão potente.

Perdeu décimos: O enredo sobre o carboidrato mais adorado do país pode gerar problemas pelos devaneios que deverão ser criados pela comissão de carnaval para que consigam fechar 5 carros, 5 atos e 28 alas. Também geram dúvidas a estreia do talentoso Jardel Lemos na comissão de frente e a estreia de Raphaela Cabloco junto a Alex Marcelino no comando do pavilhão amarelo ouro e azul pavão.

Barracão Tour: Bastante voluptuoso e confiando em diversas esculturas, o barracão da Tijuca é imponente, mas foi taxado de brega e poluído nos burburinhos carnavalescos. Independentemente das qualificações, o fato é que a escola conseguiu se sistematizar e finalizar um carnaval de grandes formas e, por que não, impressionante. O trunfo da escola é um desfile cênico, que emocione e passe a mensagem buscada. 

De 1 a 3 saquinhos de pães de fôrma, a chance da escola fazer um café da manhã feliz na quinta-feira pós-cinzas: 



SEGUNDA-FEIRA

São Clemente

No geral: Após ficar um décimo à frente da Grande Rio no carnaval passado e quase ser rebaixada, a São Clemente resolveu apostar em uma de suas conhecidas canções, reeditando “E o samba sambou” para tentar se fincar no Grupo e tirar as sombras do perigo do rebaixamento. A metalinguagem desenvolvida pelo carnavalesco Jorge Silveira faz críticas muito pontuais e assertivas à espetacularização das escolas de samba e ao descaso público com essas instituições.

Pontos extras: O enredo promete fazer comentários muito propícios com a realidade social, financeira e identitária das escolas de samba, apostando em um discurso que tem tudo para conquistar o público - e incomodar figurões do poder! 

Perdeu décimos: Ainda que tenham se animado em um ensaio embaixo de uma chuva torrencial, a comunidade clementiana precisa comprar o samba na avenida para fazer com que o desfile da escola desponte. Além disso, há uma expectativa para saber como será a primeira parceria de Giovanna Justo, em seu retorno ao carnaval, com outro mestre-sala, Fabrício Pires.

Barracão Tour: A São Clemente prepara um carnaval alegre e divertido com fácil leitura, além de um conjunto alegórico e de fantasias repletos de cor. Para driblar a crise, o carnavalesco procurou outros recursos que não prejudicassem o seu projeto de desfile e apostou em um viés irreverente, resgatando o estilo da preta e amarela da Zona Sul.

De 1 a 3 selfies de carnavalescos vaidosos, o quanto o público irá se identificar com o desfile clementiano: 



Vila Isabel

No geral: Depois da promessa de um grande carnaval que não aconteceu após um forte investimento, a Vila vem mordida querendo recuperar as boas posições que conquistou no início da década. Trazendo o celebrado Edson Pereira para a agremiação, a escola tem um enredo histórico e burocrático em homenagem à cidade de Petrópolis, no melhor estilo CEP. 

Pontos extras: Muito bem assessorada, a escola de Noel promoveu mudanças em vários quesitos para poder brigar pelo campeonato. A bateria parece ter se acertado com a chegada do mestre Macaco Branco e a cabeça da escola conta com a concepção do coreógrafo Patrick Carvalho, que arrancou lágrimas e prêmios pela Tuiuti no último carnaval.

Perdeu décimos: O samba não é dos melhores, apresenta algumas frases genéricas e vai precisar ser cantado com muita garra pela comunidade da Vila para acontecer. O enredo também possui uma linha de carnaval que a escola, marcada por temáticas culturais fortes e relevantes socialmente, não está habituada.

Barracão tour: A Vila também tá pronta! Com um barracão imponente e que aposta em uma estética neoclássica, misturando adereços muito bem-acabados até luzes de LED. Os carros são luxuosos, enquanto as fantasias, que sofreram algumas críticas dos componentes, podem ser exageradamente pesadas. Aguardemos o conjunto!

De 1 a 3 países socialistas no mundo, o quanto a princesa Isabel era de esquerda e o quanto esse enredo tem a cara da Vila:


Portela

No geral: A águia altaneira chega para o carnaval de 2019 orgulhosa de suas origens e de cantar na Avenida uma de suas figuras mais relevantes: Clara Nunes. Pelas mãos da professora Rosa Magalhães, a estrela portelense finalmente receberá a honra de ser o tema de sua escola do coração com um desfile que promete emocionar e, quem sabe, dar para a Portela seu segundo campeonato na década.

Pontos extras: O entrosamento entre o emocionante samba, o excelente carro de som e a incrível comunidade de Oswaldo Cruz e Madureira é uma das forças motoras que deixam altas as expectativas para o desfile da agremiação e a credencia como favorita ao título.

Perdeu décimos: O entrelaçar entre o Rio moderníssimo de Tarsila do Amaral com a história da cantora e a pegada escolhida por Rosa para os caminhos do enredo são dúvidas para os apaixonados pelo carnaval. A comissão de frente tirou o título da escola no último desfile e também requer atenção - agora, sob responsabilidade de Carlinhos de Jesus.

Barracão Tour: A estética modernista de Tarsila dá o tom a alguns momentos do desfile da Portela, que ainda conta com passagens de visual afro, o qual a carnavalesca não está habituada a fazer. Se algumas fotos que circularam mostravam um barracão mais simples, a professora deve ter como trunfo seu conhecido capricho no visual, principalmente nos figurinos que a azul e branca tão gosta de vestir!

De 1 a 3 adjetivos do samba, o quanto os portelenses se emocionarão no cortejo para Clara:
 



União da Ilha

No geral: Após um carnaval irregular, a Ilha tenta retornar as esperanças de ascender a boas posições no grupo especial, com apresentação assinada pelo renomado figurinista Severo Luzardo. O desafio da escola de tentar ficar em uma posição tranquila é grande e ela confia em um tema sobre Ceará, com enfoque nos escritores Rachel de Queiroz e José de Alencar.

Pontos extras: O microfone comandado por Ito Melodia é sempre uma atração à parte dos desfiles da União. Também é aguardada mais uma bela apresentação do casal Phelipe Lemos e Dandara Ventapane, uma dupla pra lá de premiada!

Perdeu décimos: O casamento dos escritores dentro do enredo CEP é uma das questões da Ilha para esse desfile, que também tem um nome estreante no Grupo Especial no comando de sua comissão de frente. Além disso, o samba da escola é um dos menos festejados do grupo.

Barracão Tour: A estética nordestina e cearense dá o tom a todo o barracão da Ilha, que trará alguns carros tão grandiosos quanto a cultura local. Além disso, a vivacidade das cores e o uso de peças originais do estado cantado pela Ilha também marcam o trabalho de Severo e sua equipe. 

De 0 a 4 novelas da Record, o quanto a Ilha tem que ficar com grande expectativa para quarta-feira: 


Paraíso do Tuiuti

No geral: Após o apoteótico desfile de 2018, o Tuiuti tenta repetir a explosão do ano passado para continuar nas posições de maior destaque no grupo. Atual vice-campeã, a escola traz um enredo sobre o bode Ioiô, animal eleito vereador em Fortaleza, recheado de críticas e sátiras políticas preparadas pelo conceitual carnavalesco Jack Vasconcelos.

Pontos extras: O animado samba do Tuiuti promete agitar a arquibancada e os componentes junto com imagens e momentos do desfile que remetam ao cenário político-social conservador do país - o que faz do enredo mais que adequado; fundamental.

Perdeu décimos: A escola também conta com uma dupla estreante nas comissões de frente do Grupo Especial, o que proporciona certa incerteza sobre o quesito. 

Barracão Tour: Com visíveis influências da região em que Ioiô surgiu, no nordeste brasileiro, o Tuiuti tem um barracão que aposta em figuras que devem ser facilmente interpretadas pelo público e diverti-lo, trazendo um Ceará nada tradicional para a Avenida. Figurinos e carros possuem alguns conceitos ácidos que devem causar risadas e desconfortos!

De 1 a 3 desfiles sobre animais, o quanto o tema do Tuiuti será considerado oportuno pelo júri: 


Estação Primeira de Mangueira

No geral: A verde e rosa quer emocionar a avenida com o enredo autoral do carnavalesco Leandro Vieira, intitulado “História para ninar gente grande”. Causando uma reflexão sobre os verdadeiros heróis e figuras de destaque que conceberam o Brasil e suas potências, a Mangueira pretende redesenhar noções convencionais da história ao exaltar figuras populares que fizeram a diferença nas causas sociais para continuar nas primeiras posições e, quem sabe, beliscar o título.

Pontos extras: O excelente e relevante enredo proporcionou à Mangueira um belíssimo samba que foge da receita convencional e se torna uma verdadeira aula de Brasil. A cabeça da escola agora conta com uma parceria que não mais envolve apenas o carnavalesco e Squel Jorgea e Matheus Olivério, defensores do pavilhão bicolor, como também com os aclamados coreógrafos Priscilla Mota e Rodrigo Negri.

Perdeu décimos: A bateria verde e rosa está sob novo comando: mestre Wesley, cria da casa. As notícias do desempenho do grupo são boas, mas toda mudança proporciona incertezas. Será que a Tem que respeitar meu tamborim alcançou um nível de excelência que não foi visto nos últimos carnavais?

Barracão Tour: Com uma estética diferenciada dos carnavais que já realizou, os carros alegóricos de Leandro apostam em imagens fortes e de grande comoção. O apuro entre as alegorias e fantasias, no entanto, deve ser mantido por lá em busca de mais um belo desfile visual.

De 1 a 3 heróis mangueirenses, o quanto os torcedores ficarão orgulhosos do carnaval da escola:



Mocidade Independente de Padre Miguel

No geral: Após faturar o sexto lugar no carnaval de 2018, a Mocidade conta com poucas alterações na equipe em busca de mais um resultado satisfatório, visando o topo do pódio. Ao fazer uma oração ao tempo, a agremiação vem para a Avenida com um enredo lúdico e diferentão, concebido pelo Alexandre Louzada.

Pontos extras: A escola conta com um bom samba que causa uma representatividade genuína e espontânea à comunidade da estrela-guia. Os coreógrafos da comissão de frente, Jorge Teixeira e Saulo Finelon, estão há dois anos fazendo trabalhos unânimes entre público e o corpo de júri e prometem continuar encantando no trem do carnaval!

Perdeu décimos: No último ano, a Mocidade contou com problemas na parte plástica no seu desfile, tanto com equívocos na realização de fantasias quanto no acabamento de alguns carros, que ainda desfilaram sob a luz do sol. Para esse ano, encerrando os desfiles, novamente ensolarada, surge a dúvida de como a escola passará na Avenida. Também se quer saber mais sobre como se desdobrará esse tema tão subjetivo que é o tempo!

Barracão Tour: Confiando em um início de neon, a agremiação novamente apresentará alguns carros grandiosos. Como a maioria dos barracões, o tempo tempo tempo foi um desafio, mas não necessariamente inimigo da perfeição!

De 1 a 3 relógios do Faustão, o quanto de chances a Mocidade tem de ficar muito bem colocada para o carnaval que se aproxima: 


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