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Carnavalize

por Beatriz Freire e Leonardo Antan
Revisão: Felipe Tinoco
Artes e visual: Vitor Melo

O Carnavalize está de volta a pleno vapor! Após um breve descanso e uma diminuição de ritmo, nossa produção de conteúdo retorna com um quadro que estávamos super ansiosos para fazer: a #SérieDécada! A segunda década desse século, iniciada em 2011 e finalizada no carnaval que acabou de terminar em 2020, trouxe muitas reviravoltas e transformações para a folia! Para traçar um panorama de tudo que aconteceu nestes últimos anos, tem texto novo todas as segundas, quartas e sextas-feiras.

Além disso, nos dias seguintes às divulgações dos textos - ou seja, terças, quintas e sábados - um podcast especial será lançado com nossos comentários em áudio sobre os desfiles, os bastidores das escolhas, e as nossa divergências de opiniões!

Como é impossível fazer uma seleção que agrade não só às leitoras e aos leitores, como também aos integrantes do Carnavalize de forma unânime, cada categoria também contará com menções honrosas que por pouquíssimo não entraram no ranking principal.

No texto de hoje, falaremos das escolas do segundo grupo da Marquês de Sapucaí. O Acesso passou por uma forte transformação durante a década, após uma série de polêmicas nos resultados dos carnavais da Lesga. Recém-criada em 2009, a nova liga para gerir as apresentações durou apenas quatro anos. Em 2013, um novo formato surgiu com a fundação de outra liga, a Lierj, e a junção os antigos grupos A e B em apenas um: a Série A. Até então, ela conta com dois dias de desfiles, transmitidos pela TV Globo. No último ano, outros acontecimentos políticos também movimentaram o liga da Série A e as escolas envolvidas, com direito ao surgimento de outros coletivos.

Inicialmente com o número de 19 escolas integrantes, a desregularidade entre as agremiações da Série A foi forte. Com o aperfeiçoamento do grupo ao longo da década, essa impressão foi se amenizando. Vale lembrar que, das grandes missões do grupo de acesso, a de impulsionar novos talentos e personalidades aconteceu em diversos segmentos: carnavalescos, casais, coreógrafos. Dessa forma, algumas apresentações históricas aconteceram.

Então chega de papo e vamos conferir o segundo #TOP10 da #SérieDécada: os desfiles mais marcantes do Acesso carioca. (A gente lembra sempre que a lista é escrita SEM ordem hierárquica, disposta de forma livre, e não em forma de ranking.)

Ps.: se quiser ver lindas fotos de cada um dos desfiles, clique nas primeiras palavras de suas análises. Com exceção do ano 2016, que não possui álbum, todos os outros desfiles possuem fotos, disponibilizadas pela Riotour sejam em álbuns individuais, sejam em uma galeria compartilhada do dia de desfiles.


Império Serrano 2012 
(Dona Ivone Lara: o enredo do meu samba)

Lindos acontecimentos do carnaval, e futuras belas memórias, ocorrem quando uma escola valoriza sua própria história na figura de algum de seus principais baluartes. E se tratando de Império Serrano, a verde e branco não deve nada em personalidades icônicas. Naquele ano, a rainha Dona Ivone Lara completava 90 anos em plena atividade. Para sorte dos sambistas a Serrinha escolheu a simbólica data para materializar a homenagem a uma de suas principais torcedoras. No bastidores, a agremiação passava por mais uma de suas eleições conturbadas. Desta vez, o ex-mestre de bateria da escola Átila assumiu a presidência no pré-carnaval prometendo retornar às origens da histórica agremiação. 

A Dama do Samba, Ivone Lara, no desfile imperiano em sua homenagem. Foto: Raphael David/Riotour


Para comandar a parte visual, o já consolidado Mauro Quintaes foi contratado, e para criar um clássico musical necessário para esta compositora histórica, ninguém menos que uma parceria liderada por um outro sambista de peso: Arlindo Cruz. Ele assinou o samba ao  lado de Arlindo Neto e Tico do Império e a obra foi conduzida na avenida por Freddy Vianna e Tiãozinho Cruz. Sua letra traduziu com a delicadeza e beleza a vida da homenageada, passeando por sua herança ancestral africana, sua ligação com Heitor Villa-Lobos, sua obra musical e o clássico hino “Os cinco bailes da história do Rio de Janeiro”. Com problemas estruturais nos bastidores da folia, a plástica da apresentação se mostrou mais singela, mas a Serrinha não ficou devendo em emoção. A alegoria mais bonita da apresentação foi justamente a que veio a homenageada, lembrando o desfile imperiano Mãe Baiana Mãe, de 1983. Outro trunfo da Serrinha foi a experiência de Carlinhos de Jesus no comando da Comissão de Frente. Mesmo com a apresentação mais emocionante do grupo, o Império terminou em 2º lugar e ficou atrás da Inocentes de Belford Roxo. Os boatos de manipulação do resultado foram fortes e aquele ano marcou a última apresentação do acesso comandada pela LESGA. 


Império da Tijuca 2013 
(Negra, pérola mulher)

No primeiro ano do atual formato do Acesso, foi com uma dose de favoritismo – devido à competência do trabalho impecável de um ano inteiro – que o Império da Tijuca encerrou os trabalhos inaugurais da Série A. O desfile marcou a estreia do carnavalesco Júnior Pernambucano pelo carnaval carioca, e foi apenas o início de um casamento com a escola da Formiga que durou cinco anos. Em reverência e exaltação às mulheres pretas, a escola desfilou toda a ancestralidade e legado de guerreiras, rainhas, quilombolas e artistas. A ideia principal do desfile era exaltar estas mil facetas de mulheres que protagonizaram suas próprias histórias, investidas no papel de representantes da força criadora e transformadora de todas as coisas. 

Visão panorâmica do belo desfile do Império da Tijuca no carnaval 2013. Foto: Raphael David/Riotour
O samba-enredo da turma de Samir Trindade embalou as grandes expectativas que se tinha para aquela noite, já que era considerado por muitos como o grande destaque da safra. A linha de início foi cruzada pelas mulheres da comissão de frente de Junior Scapin, representando as feiticeiras em culto à Eleyé. As vestes em tons escuros e saias alaranjadas contrastavam lindamente com a enorme entidade de asas pretas, figura central do grupo, em uma fortíssima apresentação que emanou muito axé na abertura da passagem do Imperinho. Esteticamente, o conjunto assinado por Pernambucano tinha lindas soluções de fantasias e alegorias. Um imponente trio de rostos trazia mulheres em cima de cada um deles e foi uma das imagens mais marcantes e, por que não?, simbólicas da apresentação da escola. Todo a força da aura feminina conduziu uma passagem sem defeitos da escola, que homenageou até Xica da Silva à frente dos ritmistas da Sinfonia Imperial. Com tamanha emoção, não tinha como ser diferente: a escola foi campeã com a pontuação máxima dos quesitos e entrou para a história dos grandes carnavais do Acesso.

Viradouro 2014 
(Sou a Terra de Ismael, 'Guanabaran' eu vou cruzar... Pra você tiro o chapéu, Rio eu vim te abraçar)

Niterói já foi capital estadual e não fica para trás quando o assunto é excelência no mundo do samba. A competência do município se reflete não apenas nos desfiles das agremiações de origem na cidade, como também já foi enredo. Orgulhosamente, a Viradouro contou a história de sua região natal em um carnaval desenvolvido pelo jovem carnavalesco João Vitor Araújo. Ele estreou no posto após assessorar o trabalho de Max Lopes na vermelho e branco no anterior.

Início do desfile da vermelho e branco de Niterói em 2014. Foto: Gabriel Santos/Riotour
Já na comissão de frente, coreografada por Luciana Yegros, era trazida a imagem de Araribóia, o chefe dos temiminós, que ajudou os portugueses na conquista da Baía de Guanabara na disputa contra tamoios e franceses. Como recompensa, a terra logo próxima lhe foi dada - hoje chamada de Niterói. Dali pra frente, o desfile seguiu pela história da Cidade Sorriso, em conexões por diversos momentos com o próprio Rio de Janeiro, sua cidade vizinha. Mesmo que João Vitor ainda estivesse em fase inicial de sua construção como artista da festa, a agremiação apresentou um conjunto alegórico e de fantasias para nenhum carnavalesco experiente – tampouco o júri – colocar defeito. E se o visual brilhou, o que dizer do chão da escola? Na icônica paradinha de Mestre Pablo, dava para se escutar “canta, Viradouro!”, como gritavam os componentes, do outro lado da ponte. O orgulho de contar a história de seu chão transcendeu os limites físicos da Sapucaí e foi coroado com a conquista do tão sonhado campeonato da alvirrubra, que conquistou o direito de retornar ao Grupo Especial.

Unidos de Padre Miguel 2015 
(O Cavaleiro Armorial mandacariza o carnaval)

Uma das escolas que mais se destacou após a criação da Série A, a Unidos de Padre Miguel começou a mostrar sua envergadura no primeiro ano do novo formato ao trazer um enredo africano que mostrou a força do chão da Zona Oeste. No ano seguinte, em 2014, a vermelho e branco mais uma vez surpreendeu o público com seu carnaval grandioso e o belo trabalho estético de Edson Pereira no tema sobre charadas. Ainda distante dos primeiros lugar até então, a vermelho e branco mostrou que já estava pronta para sua consolidação definitiva em 2015, em um desfile que confirmou a sinergia desse casamento tão marcante da década.  

Clique da torre fotográfica da Sapucaí do carnaval da Unidos de Padre Miguel no carnaval 2015. Foto: Alexandre Macieira/Riotour
No enredo em homenagem ao movimento armorial, simbolizado pela figura de Ariano Suassuna, Edson confirmou todas as características que se fixaram no imaginário popular de sua estética: o luxo, as grandiosas esculturas articuladas e o apuro estético aplicados em belas fantasias e alegorias. Com uma grande atuação, o intérprete Marquinhos Art’Samba defendeu muito bem o simpático samba-enredo da escola, cantado a plenos pulmões pela comunidade de Padre Miguel. Ainda assim, mesmo com tantas qualidades, o desfile não foi considerado o campeão pelo júri, faturando o vice-campeonato após ficar apenas três décimos atrás da Estácio de Sá.

Paraíso do Tuiuti 2016 
(A farra do boi)

E falando em casamento entre agremiação e escola que marcou a década, saímos da Zona Oeste em direção a São Cristóvão para lembrar de outra parceria para lá de frutífera. Depois de alguns desfiles nem tão expressivos, a Paraíso da Tuiuti surpreendeu em 2015 ao trazer um enredo divertido e inventivo do carnavalesco Jack Vasconcelos sobre a obra de Hans Staden. Depois da 5ª posição alcançada, a parceria seguiu para mais um carnaval. Com a liberdade que precisava para desenvolver seus temas na escola, Jack mostrava sua maturidade artística naqueles carnavais depois de quase dez anos em atividade.

A deslumbrante apresentação da Tuiuti, assinada por Jack Vasconcelos. Foto: Wigder Frota


O enredo escolhido para 2016 já trazia a crítica e a irreverência que ficariam marcados entre o casamento dos dois para os próximos anos. Em “A Farra do Boi”, uma fábula nordestina sobre a história do Boi Mansinho, o artista falou da comercialização da fé de modo bem-humorado e cheio de brasilidade. O desfile começou com uma abertura negra impactante, com uma excelente comissão coreografada por Junior Scapin. O casal de irmãos Vinícius e Jackeline Pessanha também brilhou logo na cabeça da amarela e azul, trajando um figurino ousado e uma maquiagem arrepiante. O único senão do ótimo trabalho estético foi o curto nas duas primeiras alegorias que desfilaram sem iluminação, mas o que em nada prejudicou o conjunto geral. Para fechar o time campeão, a bateria SuperSom garantiu mais uma vez a nota máximo sob a batuta do mestre Ricardinho. Tanta qualidade técnica teve apenas um resultado possível: um título que ganhou todos os dez possíveis na apuração e fechou em impressionantes 270 pontos, garantindo a vaga no especial que o Tuiuti ocupa até hoje.  

Unidos de Padre Miguel 2017 
(Ossain: o poder da cura)

Primeiro ano da gestão do prefeito-bispo, inimigo declarado das escolas de samba, 2017 foi uma temporada marcada por aflições inimagináveis vividas dentro e fora da pista da Marquês de Sapucaí. A Unidos de Padre Miguel, sempre favorita na Série A pelos seus ótimos desfiles, preparou o enredo “Ossain: o poder da cura”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira. Com um samba elogiadíssimo e muito bem defendido por Pixulé, por mais um ano muito se aguardou a passagem da agremiação da Vila Vintém. 

O impactante abre-alas da escola no carnaval 2017. Foto: Fernando Grilli/Riotour
Aparentemente, a agremiação estava pronta para ascender ao Especial. O samba empolgava seus componentes e a escola pulsava, enquanto se via um arrebatador espetáculo visual. Após alguns minutos de desfile, a porta-bandeira Jéssica, durante sua apresentação, tropeçou e torceu o joelho. Rapidamente auxiliada pelo apoio da escola e pelo seu mestre-sala, Vinícius, a porta-bandeira se viu fisicamente impedida de continuar o desfile. Em um clima de tensão, Cássia, segunda porta-bandeira da escola, foi levada à frente das alas para se apresentar ao lado de Vinícius. A espera do mestre-sala, até que a substituição fosse feita, rendeu uma das imagens mais fortes daquele carnaval: sozinho, portou e protegeu seu pavilhão em posição de reverência, sem sua porta-bandeira. À época, o historiador Luiz Antônio Simas lembrou que, em alguns poemas de Ifá, Ossain é o orixá que tem apenas uma perna. Coincidência?

Vinicius segurando o pavilhão da escola após recém-lesão de sua porta-bandeira. Foto: Gabriel Monteiro/Riotour
Apesar de terem seguido firmes e cumprido muitíssimo bem seus deveres, a queda do casal ocorreu diante do módulo duplo, que ficava no Setor 6, gerando doloridos decréscimos. Além disso, a evolução da escola também acabou prejudicada. O desfile seguiu e a exuberância visual da UPM saltou aos olhos: todos os carros contaram com grandiosas esculturas articuladas e riqueza de detalhes cenográficos. As fantasias traziam uma sequência de orixás e a realização delas foi outro ponto alto da apresentação. Uma das primeiras alas trazia o iroko, com a árvore-orixá como elemento cenográfico, enredo da escola para o carnaval 2021. Ao fim daquela quarta de cinzas, a agremiação não ganhou o título, apenas um 5º lugar e um digno Estandarte de Ouro de melhor escola. Ainda que o resultado tenha sido justo, se o título não veio, novamente frustrando as expectativas do público, a UPM já tinha conquistado as páginas da história do carnaval com um desfile pulsante e inesquecível. 

Império Serrano 2017 
(Meu quintal é maior que o mundo)

Em seu oitavo carnaval longe do Grupo Especial, o Império Serrano vinha de bons resultados, com exceção de 2014, mas não conseguia desencantar. Em 2017, depois de duas boas apresentações assinados por Severo Luzardo, a escola apostou no jovem carnavalesco Marcus Ferreira para desenvolver uma homenagem à vida e à obra de ninguém menos que o poeta Manoel de Barros. A abertura da escola com um abre-alas metade dourado, metade barroso, fazendo alusão ao Eldorado e ao Pantanal, foi uma belíssima primeira imagem de desfile. Ela trazia uma escultura segurando a coroa, símbolo maior da Serrinha, e foi o ponto de partida para um conjunto alegórico de ótimo nível.

O inexorável símbolo do Império Serrano: a coroa imperial. Foto: Paula Portilho/Riotour
Ainda que pudesse haver discussão sobre ser ou não o melhor samba do ano, a letra e melodia entoadas pela Serrinha tinham versos inspirados que propiciaram um canto orgulhoso dos componentes e das arquibancadas. Um dos grandes destaques daquela apresentação, vale ressaltar, foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Feliciano Junior e Raphaela Caboclo. Em vestes sem as tradicionais penas utilizadas, mas feitas de capim seco, os dois jovens e experientes talentos representavam o índio e a perdiz, personagens de “O primeiro poema” - curiosamente o último poema do livro “Menino do mato” de autoria do homenageado. Como o que não podia faltar era a aura da poesia, o Império Serrano foi catártico e fez uma excelente apresentação. “Pelo toque do agogô”, já sabíamos que a possibilidade de gritar “é campeã” na quarta-feira era grande. Não deu outra: no seu 70° ano de vida, o Menino de 47 soltou o grito entalado e explodiu Madureira, já que a Portela também havia conquistado o caneco do Grupo Especial naquela tarde. 

Unidos do Viradouro 2018 
(Vira a cabeça, pira o coração - Loucos, gênios da criação)

Unidos da Expectativa poderia substituir muito bem o nome da Viradouro em 2018 até os últimos segundos antes do desfile. No ano anterior, a escola ganhou uma injeção de dinheiro a pouquíssimos dias do desfile desenvolvido por Jorge Silveira, que terminou com o vice-campeonato. Para o carnaval em questão, depois da chegada da família Calil à gestão da agremiação e de todo um planejamento de reestruturação, a Viradouro possuía boas credenciais no pré-carnaval. Com o enredo sobre figuras geniais, Edson Pereira tinha a missão de fazer jus e representar muito bem os versos do samba que diziam “sou Viradouro, sou paixão”, em alusão a um famoso samba de outros carnavais. 

O imponente abre-alas da escola foi uma das marcas da grandiosidade daquele desfile. Foto: Raphael David/Riotour
O orgulho de ser viradourense, naquele momento, significava tanto a força da comunidade em abraçar a escola e os feitos de sua diretoria quanto a demonstração a todo o público de que o projeto da Viradouro era a aliança entre uma boa administração e uma comunidade forte que rasgava a pista. Com um barracão adiantadíssimo e grandioso, a agremiação pisou forte na Marquês para contar as invencionices e loucuras de grandes mentes criadoras da humanidade, e apresentou um carnaval de alto nível. Longe de ser uma obra-prima, mas contagiante, o samba foi fortemente comunicado pela sempre ativa comunidade da escola, muitíssimo identificada com o intérprete Zé Paulo Sierra. Começou aí o primeiro dos grandes passos da Viradouro na história recente dos desfiles: deu Niterói nas cabeças e a escola foi consagrada a grande campeã da Série A naquele ano. A apresentação marca a retomada da vermelho e branco de maneira poderosa que a levou para o título conquistado esse ano no grupo Especial. 

Acadêmicos do Cubango 2018 
(O rei que bordou o mundo)

Resgata, Cubango! Depois de brigar fortemente pelo título do Acesso no início da década, a verde e branco de Niterói acabou patinando entre desfiles menos impactantes nos anos seguintes. Com uma apresentação problemática em 2017, a má-fase gerou uma eleição agitada no pré-carnaval para o ano seguinte. A chapa Resgata Cubango fez forte oposição ao grupo liderado pelo então presidente Pelé, o qual acabou deixando o comando da escola após quatorze anos. Rei morto, rei posto. A nova direção decidiu apostar em uma dupla de estreantes na Sapucaí: Leonardo Bora e Gabriel Haddad. Eles tinham dado o título da Série B de 2016 para a vizinha Acadêmicos do Sossego.

A história de Bispo do Rosário foi contada de forma espetacular pela dupla de carnavalescos. Foto: Gabriel Monteiro/Riotour
Após a especulação sobre um enredo acerca da cidade de Nova Friburgo, a dupla conseguiu propor um tema sobre Arthur Bispo do Rosário, dialogando com a tradição de enredos negros da agremiação. A inovação se dava ao exaltar uma personalidade pouco conhecida no senso comum, ainda que badalada no circuito das artes visuais. Embalados por um ótimo samba-enredo que captou da linha poética do enredo, os estreantes conseguiram carnavalizar de modo brilhante a estética do homenageado. As alegorias e fantasias não mostraram uma simples cópia de suas obras, mas reinventaram-nas na linguagem carnavalesca. Com momentos emocionantes, o destaque vai para a última alegoria do desfile, que trouxe uma reprodução gigantesca e artesanal do Manto de Apresentação, uma das obras mais marcantes de Bispo do Rosário, criada pelo artista para seu encontro com o criador. A apresentação marcou o renascimento da escola de Niterói e o talento de Leonardo e Gabriel, numa estreia brilhante. O desfile acabou no 5º lugar do grupo, após apresentação canetada em harmonia e evolução. 

Imperatriz Leopoldinense 2020 
(Só dá Lalá)

Após uma apresentação complexa em 2019, a Imperatriz surpreendentemente compôs a dupla de escolas rebaixada do Grupo Especial. Sua diretoria bem que tentou aplicar a terceira virada de mesa seguida no carnaval carioca, mas não conseguiu, então tratou de se reforçar. Ela decidiu contratar o carnavalesco mais badalado do momento, Leandro Vieira, quem já havia dando expediente na agremiação como figurinista nos belos desfiles de 2013 e 2014. Com o atraso da escola em se preparar para o carnaval depois dos imbróglios jurídicos-liesáticos, a solução foi apostar em uma reedição. Com isso, a canção escolhida foi a apresentada em 1981, em homenagem ao compositor Lamartine Babo. Batizado originalmente de “O teu cabelo não nega”, o enredo foi alterada para “Só dá Lalá”.

Abre-alas que iniciou o primoroso conjunto alegórico da escola. Foto: Wigder Frota

Reinterpretando o desfile antes assinado por Arlindo Rodrigues, Leandro Vieira deu mais uma aula estética, apostando na singeleza e no colorido das alegorias e fantasias. A Imperatriz desfilou de forma leve e vibrante na pista, passeando por antigas carnavais, pelas festas juninas e pelos times de futebol para os quais Lamartine compôs seus hinos. A comissão de frente também contou com um reforço poderoso: a dupla Beth e Hélio Bejani fez um excelente trabalho visual. No microfone, a nostalgia falou alto no retorno de Preto Joia para dividir a condução da clássica obra de Zé Katimba com Arthur Franco, embalados pela ótima bateria de mestre Lolo. Esta contou com ninguém menos que a badalada cantora Iza reinando à frente dos ritmistas. Diante de uma apresentação impecável e arrebatadora, a Rainha de Ramos se reencontrou na pista, faturando inquestionavelmente o título com a pontuação máxima.


Menções honrosas: 

Haja desfile bom! Para conseguirmos chegar a esses dez, muitos ficaram de fora! Mas não tema: separamos algumas outras grandes apresentações que deixaram seu lugar no coração do sambista e ganham nossa menção honrosa. 


Paraíso do Tuiuti 2015 (Curumim chama cunhantã que eu vou contar…)

Caprichosos de Pilares 2015 (Na minha mão é mais barato)

Porto da Pedra 2016 (Palhaço Carequinha, paixão e orgulho de São Gonçalo. Tá certo ou não tá?)

Rocinha 2017 (No saçarico do Marquês, tem mais um freguês)

Unidos de Padre Miguel 2018 (Eldorado submerso: Delírio Tupi-Parintintin)

Cubango 2019 (Igbá Cubango, a alma das coisas e a arte dos milagres)

Estácio de Sá 2019 (A fé que emerge das águas)

Inocentes de Belford Roxo 2020 (Marta do Brasil - Chorar no começo para sorrir no final)

O Carnavalize, a partir de seus critérios, fez essa seleção, estimulando a pensarmos o que foram esses últimos 10 anos. Fique à vontade para fazer seu ranking e enviar para nós nas nossas redes sociais! Qual o seu #TOP10 dos seus desfiles marcantes do Acesso?! Queremos saber!

Além dos textos com as listas, o #PodcastDoCarnavalize também retorna trazendo os bastidores de cada escolha, das decisões, do que discordamos e concordamos, um dia após a liberação de cada #TOP10! Os membros do Carnavalize, de quarentena, reviram vários desfiles e votaram pelos 10 destaques de sambas, desfiles, comissões de frente, personalidade… É óbvio que não faltou debate! É conteúdo pra ler e ouvir durante as próximas três semanas! Se liiiga e carnavalize conosco!

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Por Leonardo Antan


Depois de uma primeira noite abaixo da expectativa, as escolas da Série A se dividiram de maneira bem delimitadas em diferentes níveis de apresentações. Enquanto algumas escolas sobraram na disputa, outras apresentaram problemas em vários quesitos. Assim como na sexta, a chuva oscilou a noite toda e caiu apenas timidamente em algumas ocasiões, prejudicando pouco os cortejos.

A Acadêmicos do Sossego abriu a noite com uma apresentação irregular. Com um mal desenvolvido enredo sobre Os Tambores de Olokun, a escola teve ainda uma plástica da azul e branco que oscilou durante seu desfile. Se destacou o bom trabalho da bateria do mestre Laion, que manteve a levada corretamente. Logo depois, a Sapucaí levou um grande sacode com a surpreendente apresentação da Inocentes de Belford Roxo. Depois de vários anos com desfiles mornos, a tricolor empolgou a plateia numa simpática homenagem a jogadora Marta. O samba chiclete foi entoado com empolgação, além de um criativo e competente trabalho nos aspectos visuais do talentoso Jorge Caribé. 

A noite seguiu com a Bangu, mais uma apresentação marcada por problemas no grupo. Com um enredo inexpressivo e batido sobre a África, a escola apresentou um conjunto alegórico fraco e onde se repetiram grandiosas esculturas mal-acabadas. A bateria do mestre Capoeira foi um quesito que destacou na vermelho e branco, uma pegada forte e uso de atabaques. O nível voltou a subir com a correta apresentação da Santa Cruz. Com um enredo leve sobre a cultura nordestina, o carnavalesco Cahê Rodrigues conseguiu construir um interessante conjunto alegórico que foi prejudicado apenas pelos erros de evolução da verde e branco da Zona Oeste. 

O meu sonho de ser feliz, vem de lá... Depois de uma longa estadia no grupo especial, a Imperatriz Leopoldinense voltou a reencontrar sua boa forma em uma apresentação quase irretocável. Apesar de pequenos defeitos em alegorias, a escola fez um belíssimo desfile que contou com o já conhecido bom-gosto do bicampeão Leandro Vieira. A escola de Ramos sobrou na pista em comparação com todas as outras apresentações. 

Sem deixar o nível cair, a Unidos de Padre Miguel provou sua força mais uma vez. A escola com o enredo sobre a capoeira teve um trabalho plástico inspirado, mas cometeu pequenos deslizes que a afastam de uma briga pelo título. O samba-enredo da vermelho e branco também deixou a desejar e é outro quesito onde ela pode perder décimos. Encerrando a noite, o Império da Tijuca fez um belo enredo sobre edução. O trabalho estético oscilou entre excelentes alegorias e fantasias mais fracas, que prejudicaram a força da escola, assim como seu samba-enredo burocrático. 

Após um ano de superação, as escolas de samba da Série A se dividiram em grupos bem definidos daquelas que brigam pelo rebaixamento, o meio da tabela e o campeonato. Mostrando assim uma disputa desequilibrada e problemática. Apesar disso, a importância da resistência dessas agremiações é vital para manutenção da arte carnavalesca. 

Confira como foram as apresentações em detalhes



#Carnaval2020 - Em desfile irregular, Sossego apresenta enredo confuso mas bateria se destaca



#Carnaval2020 - Simpática homenagem à Marta empolga na Inocentes



#Carnaval2020 - Unidos de Bangu: com enredo africano, bateria se destaca em desfile mediano



#Carnaval2020 - Santa Cruz: escola faz desfile surpreendente com animado enredo nordestino



#Carnaval2020 - Imperatriz: Rainha de Ramos brilha em apresentação irretocável



#Carnaval2020 - Unidos de Padre Miguel: apesar de pequenos deslizes, escola ginga na Sapucaí com bela plástica



#Carnaval2020 - Império da Tijuca: escola encerra Série A com bela mensagem sobre educação

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Por Leonardo Antan


E começou a festa! A abertura dos desfiles da Série A aconteceu após uma forte chuva no Rio de Janeiro. Durante os desfiles, entretanto, a aguaceira deu uma amenizada e caiu tímida ao longo da noite. Numa série de apresentações problemáticas, a maioria das agremiações deixou a desejar em alguns quesitos, sejam plásticos ou de pista. Desta forma, apresentou-se uma noite de cortejos muito abaixo do esperado, mesmo sabendo de todas as dificuldades que a Série A teve durante o pré-carnaval.

A noite começou com uma agradável surpresa, vindo da Intendente Magalhães, a Vigário Geral fez uma apresentação simpática para abrir os trabalhos. O enredo crítico e jocoso foi bem desenvolvido e se mostrou claro num conjunto de fantasias que se destacou na noite como um todo. A escola da Zona Norte viralizou ainda nas redes sociais com um tripé que trazia um palhaço criticando o presidente da república, a caricatura dividiu opiniões dos internautas, se mostrando uma crítica exitosa.

Se a primeira escola a se apresentar deixou a desejar apenas em seu irregular conjunto alegórico, não foi o que aconteceu com a Acadêmicos da Rocinha. O trabalho do carnavalesco Marcus Paulo se destacou pela criatividade e bons usos de materiais numa bela apresentação da tricolor da Zona Sul. Na sequência, a Unidos da Ponte cantou a eternidade num desfile burocrático que teve seus altos e baixos.

As duas melhores escolas da noite vieram na sequência, Porto da Pedra e Acadêmicos do Cubango, que ocuparam ano passado a terceira e segunda posição na tabela respectivamente. A agremiação de São Gonçalo tinha um ótimo enredo que acabou sendo mal aproveitado, mas gerou um desfile agradável nos quesitos plásticos. O único porém foi o problema de pista que a escola apresentou, prejudicando uma boa nota em evolução.  Evolução que também se complicou durante a apresentação da Cubango, principalmente quando o abre-alas da escola de Niterói se desacoplou diante ao primeiro módulo de julgadores e seguiu o desfile assim. Apesar disso, a verde e branco apresentou o trabalho plástico mais interessante da noite e deve brigar por posições melhores que suas co-irmãs.

Também com problemas em sua apresentação, a Renascer de Jacarepaguá apresentou um trabalho que não brilhou nos quesitos plásticos, oscilando em alegorias e fantasias que mal concebidas. O destaque da escola foi o competente casal de mestre-sala e porta-bandeira. Para encerrar a noite, o tradicional Império Serrano também entrou na lista de escolas que tiveram desfiles marcados por falhas. O Reizinho viveu momentos tristes em seu desfile, como a falta das saias na ala das baianas e na ausência de acabamento no seu símbolo maior: a coroa imperial. Uma trágica apresentação da escola de Madureira, infelizmente, encerrou a noite de desfiles abaixo da expectativa, marcando negativamente a grandiosa história da agremiação.

Confira como foram as apresentações em detalhes: 



#Carnaval2020 - Vigário surpreende com crítica contundente



#Carnaval2020 - Rocinha incorpora força de Maria Conga em bela apresentação



#Carnaval2020 - Ponte derrapa e corre risco de não se eternizar na Série A



#Carnaval2020 - Com problemas de evolução, Porto da Pedra faz desfile aguerrido



#Carnaval2020 - Apesar da bela estética, Cubango enfrenta problemas na pista



#Carnaval2020 - Renascer de Jacarepaguá: com desfile irregular, escola brigará pela permanência no grupo



#Carnaval2020 - Serrinha não honra sua tradição em problemática apresentação

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Sem a forte chuva que abateu o Rio de Janeiro na sexta-feira, o segundo dia de desfiles da Série A teve um clima mais seco, com apenas pequenos focos de chuva, que não fizeram volume. Com apenas seis escolas se apresentando, se viu um nível mais alto entre as agremiações que desfilaram na Sapucaí nesse segundo turno do grupo. 

Abrindo os cortejos, a Unidos de Bangu fez um desfile com altos e baixos. Apesar de uma boa abertura, a escola pecou num conjunto alegórico irregular, com diversos problemas de acabamento em seus carros. Diferente do que foi visto nas fantasias, que apresentaram mais regularidade. Logo depois, a Renascer de Jacarepaguá fez uma simpática apresentação com o enredo "Dois de fevereiro no Rio Vermelho", a escola apresentou um conjunto plástico bonito e simples, sem grandes falhas. Embalados por um grande samba, os componentes da alvirrubra brincaram na pista e mantiveram uma boa harmonia. Foi uma grata surpresa da noite.

Pisando forte com toda sua tradição, o Estácio de Sá mostrou porque é uma das grandes escolas da história do carnaval. Com um desfile opulento e acima das concorrentes, a agremiação do São Carlos fez uma apresentação emocionante, que teve como um dos seus pontos altos a sua Comissão de Frente, que resumiu o enredo sobre o Cristo Negro de maneira emocionante. A escola se firmou como franca favorita ao título do grupo. 

A pista da Sapucaí permaneceu vermelho e branco com a entrada da Porto da Pedra, que homenageou os oitenta anos de Antônio Pitanga, um dos grandes atores do cinema nacional. Mantendo a cartilha dos seus últimos carnavais, a escola fez um cortejo alegre e leve, com fantasias e alegorias de fácil leitura, que contaram muito bem o enredo. Correta em vários outros quesitos, a evolução foi um dos pontos fracos da alvirrubra, abrindo vários buraco durante a pista.

Na sequência, o Império da Tijuca foi mais uma das escolas que pisou forte na Sapucaí. A escola contou com um excelente conjunto de alegorias para ilustrar a história do Vale do Café. Com bons quesitos, a escola do Morro da Formiga deve brigar pelas primeiras posições com folga. Encerrando a noite, a Acadêmicos do Cubango também fez uma excelente apresentação. O criativo enredo sobre os objetos da fé se materializou de maneira brilhante, num dos melhores conjuntos de fantasias que passaram pela Sapucaí neste dois dias. Outros quesitos como Comissão de Frente e bateria também se destacaram, credenciando a escola de Niterói na briga pelo título. Os únicos senão do desfile foi o inexperiente casal de mestre-sala e porta-bandeira e a terceira alegoria, que apesar de bonita, passou apagada.

Jogo feito, banca forte. Os envelopes agora vão selar os destinos das treze agremiações do grupo na quarta-feira de cinza. Verdade que os dois dias de desfiles do grupo foram bastante desnivelados, o que não apagou, entretanto, o brilho e a garra das comunidades de cada agremiação. Superando as adversidades, as escolas da Série A fizeram grandes apresentações e mostraram toda sua importância para a cultura carioca no momento atual. Evoé! 


Saiba mais detalhes de cada apresentação da noite: 


Batata assa e Bangu faz desfile irregular


Exaltando a cultura baiana, Renascer é agradável surpresa


Na briga pelo título, Estácio emociona com Cristo Negro


Tigre exalta Antônio Pitanga com bela exibição

Morro da Formiga desce e mira retorno ao Grupo Especial

Cubango encerra Série A com requinte e capricho






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Uma forte chuva caiu no Rio de Janeiro nesta sexta-feira de carnaval e prejudicou o primeiro dia de desfile da Série A. Horas antes do início da festa, a avenida alagou em diversos pontos, demonstrando falta de cuidado com a estrutura da Sapucaí. Tais fatores acabaram atrasando o início das apresentações em pouco mais de meia-hora. 

Reeditando um clássico do seu repertório, a Unidos da Ponte surpreendeu e fez uma ótima abertura dos cortejos, surpreendendo nos quesitos plásticos. A escola da Baixada animou a Sapucaí esvaziada, sob uma chuva que ainda caia insistente. Logo depois, a Alegria da Zona Sul fez uma apresentação marcada por problemas nos quesitos visuais, devendo brigar para permanecer no grupo. 

A terceira escola a entrar na Sapucaí foi a Rocinha, que também fez uma apresentação morna e marcada por problemas de fantasias e alegorias. Na sequência, a Santa Cruz rendeu homenagem a atriz Ruth de Souza, que esteve presente no abre-alas da escola. Tendo como trunfo um dos grandes sambas do ano, a verde e branco também fez uma apresentação irregular. 

Sempre favorita ao título da Série A, a Unidos de Padre Miguel fez o melhor desfile da noite, mas  também marcados por fortes erros, que deixaram a alvirrubra quase irreconhecível na pista. Se o samba e a bateria se destacaram, aliado ao forte canto dos componentes, as alegorias, apesar de bem concebidas, possuíam vários problemas de acabamento. Outro boa apresentação desse primeiro dia da Série A foi a da Inocentes de Belford Roxo, que fez um desfile agradável. A tricolor passou bem nos quesitos plásticos, mas fez uma apresentação morna e não empolgou tanto, com problemas de harmonia.

Encerrando a noite, a Sossego foi mais uma das escolas que tiveram vários problemas em sua apresentação, principalmente nos quesitos visuais, marcando uma noite de desfiles bem irregular e abaixo da expectativa. Apesar da chuva e das dificuldades em colocar seu carnaval na rua, as escolas do grupo superaram as adversidades. Mostrando que o carnaval vive a cima de tudo. Axé!

Confira as análises de cada escola:



 Ponte pisa forte e, apesar de chuva, abre bem a noite de desfiles


Apresentação problemática gera riscos para Alegria da Zona Sul

Desfile morno marca apresentação da Acadêmicos da Rocinha


Com altos e baixos, Santa Cruz reverencia Ruth de Souza


Problemas em alegoria e evolução se mesclam com criatividade e brilho da UPM

Apesar de correta, Inocentes não empolga com temática nordestina

Para buscar permanência, Sossego passa tímida pela Sapucaí

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