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Carnavalize



Por Leonardo Antan


Depois de uma primeira noite abaixo da expectativa, as escolas da Série A se dividiram de maneira bem delimitadas em diferentes níveis de apresentações. Enquanto algumas escolas sobraram na disputa, outras apresentaram problemas em vários quesitos. Assim como na sexta, a chuva oscilou a noite toda e caiu apenas timidamente em algumas ocasiões, prejudicando pouco os cortejos.

A Acadêmicos do Sossego abriu a noite com uma apresentação irregular. Com um mal desenvolvido enredo sobre Os Tambores de Olokun, a escola teve ainda uma plástica da azul e branco que oscilou durante seu desfile. Se destacou o bom trabalho da bateria do mestre Laion, que manteve a levada corretamente. Logo depois, a Sapucaí levou um grande sacode com a surpreendente apresentação da Inocentes de Belford Roxo. Depois de vários anos com desfiles mornos, a tricolor empolgou a plateia numa simpática homenagem a jogadora Marta. O samba chiclete foi entoado com empolgação, além de um criativo e competente trabalho nos aspectos visuais do talentoso Jorge Caribé. 

A noite seguiu com a Bangu, mais uma apresentação marcada por problemas no grupo. Com um enredo inexpressivo e batido sobre a África, a escola apresentou um conjunto alegórico fraco e onde se repetiram grandiosas esculturas mal-acabadas. A bateria do mestre Capoeira foi um quesito que destacou na vermelho e branco, uma pegada forte e uso de atabaques. O nível voltou a subir com a correta apresentação da Santa Cruz. Com um enredo leve sobre a cultura nordestina, o carnavalesco Cahê Rodrigues conseguiu construir um interessante conjunto alegórico que foi prejudicado apenas pelos erros de evolução da verde e branco da Zona Oeste. 

O meu sonho de ser feliz, vem de lá... Depois de uma longa estadia no grupo especial, a Imperatriz Leopoldinense voltou a reencontrar sua boa forma em uma apresentação quase irretocável. Apesar de pequenos defeitos em alegorias, a escola fez um belíssimo desfile que contou com o já conhecido bom-gosto do bicampeão Leandro Vieira. A escola de Ramos sobrou na pista em comparação com todas as outras apresentações. 

Sem deixar o nível cair, a Unidos de Padre Miguel provou sua força mais uma vez. A escola com o enredo sobre a capoeira teve um trabalho plástico inspirado, mas cometeu pequenos deslizes que a afastam de uma briga pelo título. O samba-enredo da vermelho e branco também deixou a desejar e é outro quesito onde ela pode perder décimos. Encerrando a noite, o Império da Tijuca fez um belo enredo sobre edução. O trabalho estético oscilou entre excelentes alegorias e fantasias mais fracas, que prejudicaram a força da escola, assim como seu samba-enredo burocrático. 

Após um ano de superação, as escolas de samba da Série A se dividiram em grupos bem definidos daquelas que brigam pelo rebaixamento, o meio da tabela e o campeonato. Mostrando assim uma disputa desequilibrada e problemática. Apesar disso, a importância da resistência dessas agremiações é vital para manutenção da arte carnavalesca. 

Confira como foram as apresentações em detalhes



#Carnaval2020 - Em desfile irregular, Sossego apresenta enredo confuso mas bateria se destaca



#Carnaval2020 - Simpática homenagem à Marta empolga na Inocentes



#Carnaval2020 - Unidos de Bangu: com enredo africano, bateria se destaca em desfile mediano



#Carnaval2020 - Santa Cruz: escola faz desfile surpreendente com animado enredo nordestino



#Carnaval2020 - Imperatriz: Rainha de Ramos brilha em apresentação irretocável



#Carnaval2020 - Unidos de Padre Miguel: apesar de pequenos deslizes, escola ginga na Sapucaí com bela plástica



#Carnaval2020 - Império da Tijuca: escola encerra Série A com bela mensagem sobre educação

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Por Leonardo Antan


E começou a festa! A abertura dos desfiles da Série A aconteceu após uma forte chuva no Rio de Janeiro. Durante os desfiles, entretanto, a aguaceira deu uma amenizada e caiu tímida ao longo da noite. Numa série de apresentações problemáticas, a maioria das agremiações deixou a desejar em alguns quesitos, sejam plásticos ou de pista. Desta forma, apresentou-se uma noite de cortejos muito abaixo do esperado, mesmo sabendo de todas as dificuldades que a Série A teve durante o pré-carnaval.

A noite começou com uma agradável surpresa, vindo da Intendente Magalhães, a Vigário Geral fez uma apresentação simpática para abrir os trabalhos. O enredo crítico e jocoso foi bem desenvolvido e se mostrou claro num conjunto de fantasias que se destacou na noite como um todo. A escola da Zona Norte viralizou ainda nas redes sociais com um tripé que trazia um palhaço criticando o presidente da república, a caricatura dividiu opiniões dos internautas, se mostrando uma crítica exitosa.

Se a primeira escola a se apresentar deixou a desejar apenas em seu irregular conjunto alegórico, não foi o que aconteceu com a Acadêmicos da Rocinha. O trabalho do carnavalesco Marcus Paulo se destacou pela criatividade e bons usos de materiais numa bela apresentação da tricolor da Zona Sul. Na sequência, a Unidos da Ponte cantou a eternidade num desfile burocrático que teve seus altos e baixos.

As duas melhores escolas da noite vieram na sequência, Porto da Pedra e Acadêmicos do Cubango, que ocuparam ano passado a terceira e segunda posição na tabela respectivamente. A agremiação de São Gonçalo tinha um ótimo enredo que acabou sendo mal aproveitado, mas gerou um desfile agradável nos quesitos plásticos. O único porém foi o problema de pista que a escola apresentou, prejudicando uma boa nota em evolução.  Evolução que também se complicou durante a apresentação da Cubango, principalmente quando o abre-alas da escola de Niterói se desacoplou diante ao primeiro módulo de julgadores e seguiu o desfile assim. Apesar disso, a verde e branco apresentou o trabalho plástico mais interessante da noite e deve brigar por posições melhores que suas co-irmãs.

Também com problemas em sua apresentação, a Renascer de Jacarepaguá apresentou um trabalho que não brilhou nos quesitos plásticos, oscilando em alegorias e fantasias que mal concebidas. O destaque da escola foi o competente casal de mestre-sala e porta-bandeira. Para encerrar a noite, o tradicional Império Serrano também entrou na lista de escolas que tiveram desfiles marcados por falhas. O Reizinho viveu momentos tristes em seu desfile, como a falta das saias na ala das baianas e na ausência de acabamento no seu símbolo maior: a coroa imperial. Uma trágica apresentação da escola de Madureira, infelizmente, encerrou a noite de desfiles abaixo da expectativa, marcando negativamente a grandiosa história da agremiação.

Confira como foram as apresentações em detalhes: 



#Carnaval2020 - Vigário surpreende com crítica contundente



#Carnaval2020 - Rocinha incorpora força de Maria Conga em bela apresentação



#Carnaval2020 - Ponte derrapa e corre risco de não se eternizar na Série A



#Carnaval2020 - Com problemas de evolução, Porto da Pedra faz desfile aguerrido



#Carnaval2020 - Apesar da bela estética, Cubango enfrenta problemas na pista



#Carnaval2020 - Renascer de Jacarepaguá: com desfile irregular, escola brigará pela permanência no grupo



#Carnaval2020 - Serrinha não honra sua tradição em problemática apresentação

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Por Redação Carnavalize


Búzios e patuás na mão? Pedindo as bençãos aos nosso orixás, vamos dar a melhor combinação de palpites com bom-humor para aliviar a TPC. Errar ou acertar? A gente nunca sabe como prever, mas a torcida é que a Série A mostre sua garra mais uma vez.

O grupo enfrenta mais dificuldades do que nunca, sem apoio da prefeitura e com um orçamento curtíssimo para colocar o carnaval na rua. Os barracões são precários, mas a aposta é em novos talentos: quase metade do grupo aposta em nomes que irão estrear como carnavalescos este ano, logo, a vibe é de renovação. 

Quem sobe? E quem desce? E o grupo da meíuca? Vem com a gente descobrir

SEXTA-FEIRA

1- Acadêmicos de Vigário Geral - "O Conto do Vigário"


No geral: Não é conto do vigário! A novata agremiação da Zona Norte carioca furou o bolão de todo mundo e faturou a Série B ano passado. Depois do feito, estreia com louvor na Série A e parece apostar num carnaval crítico e bem-humorado. Apesar do mesmo título que o enredo da São Clemente, as narrativas são completamente diferentes. 

Pontos extras: A escola escolheu um samba vibrante para sua estreia no grupo. Com divertidas sacadas, a obra musical conta bem o enredo e tem momentos de explosão que podem fazer a Sapucaí começar a sexta-feira animada.

Perdeu décimos: É a escola que subiu. Só copiar o texto dos últimos anos: as mesmas dificuldades de sempre. O agravante é que esse ano foi ainda mais puxado para o grupo... Então, a Vigário terá que lutar para apresentar uma plástica digna na Avenida para se firmar. 

De 1 a 3 escolas que subiram e ficaram, o quanto a Vigário Geral chegou pra ficar:


2- Acadêmicos da Rocinha - "A guerreira negra que dominou dois mundos"


No geral: Vou incorporar! A macumba na Série A está garantida como sempre! Felizmente! Depois de desfiles problemáticos, a Borboleta Encantada foi buscar reforço nas áreas tijucanas. Com bons serviços prestados ao Borel, Marcus Paulo assina seu primeiro desfile solo.

Pontos extras: Com um belo enredo sobre Maria Conga (heroína africana escravizada no Brasil e depois alçada a categoria de entidade da Umbanda), a tricolor tem um samba para lá de valente com assinatura de Cláudio Russo e cia. A obra (acreditem!) foi composta em três dias, e ainda sim é uma das melhores do grupo.

Perdeu décimos: Problemas de barracão têm sido o grande calcanhar de aquiles da escola da Zona Sul. Fantasias incompletas e alegorias com problemas de acabamentos foram recorrentes nos dois últimos anos. A torcida é para que Marcus Paulo consiga resolver esse problema.

De 1 a 5 Itos Melodias, o quanto vamos todos incorporar e cair na gira com a Rocinha:



3- Unidos da Ponte - "Elos da eternidade"



No geral: Eternizou na Série A? A Ponte chegou batendo no peito com a reedição de Oferendas, fazendo um ótimo desfile. A escola meritiense garantiu com folga sua permanência na Série A por mais um ano. O que teremos para esse carnaval?

Pontos extras: Para comandar os trabalhos no barracão, a escola trouxe de volta o novato carnavalesco Lucas Milato. O jovem, que assinou o título da escola na Série B, desenvolve o enredo sobre a eternidade. Além disso, outros bons quesitos da escola foram a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que devem apresentar segurança à escola. 

Perdeu décimos: Se ano passado a azul e branco animou a Sapucaí com um samba que estava na ponta de língua de qualquer sambista, o mesmo trunfo não acontece esse ano. Apesar de contar bem o enredo, a obra musical pode não ajudar na busca por voos mais altos. 

De 1 a 3 pontes para mostrar que a escola não quer pegar o caminho de volta para a Intendente:


4- Porto da Pedra - "O que é que a baiana tem? Do Bonfim à Sapucaí"


No geral: Terceiro lugar garantido? A Porto da Pedra é uma das escolas mais estáveis do grupo. Apresentando sempre desfiles competentes, ela chega de mansinho na apuração e quando vê, ocupa o terceiro lugar. Mas não passa daí. O que será que falta para o título da vermelho e branco?

Pontos extras: Depois do excelente casamento com Jaime Cezário, o Tigre aposta na novidade. A carnavalesca Annik Salmon assina seu primeiro carnaval solo, trazendo um enredo sobre as baianas. Nada mais justo do que uma mulher trazendo a essência do carnaval para a Sapucaí. Novidade mais que bem-vinda!

Perdeu décimos: Sempre fazendo seu dever de casa, o Tigre segue com um time competente: boa comissão de frente, bateria competente e enredo e samba que dão liga. Os quesitos que não faturaram dez ano passado foram o casal de mestre-sala e porta-bandeira polêmica e evolução. 

De 1 a 3 baianas tradicionais, quanto a Porto da Pedra pode sonhar com o top-3 da Série A esse ano:


5- Acadêmicos do Cubango - "A voz da liberdade'


No geral: Eita escolona, hein? Vice-campeã no ano passado, a Acadêmicos do Cubango deve pisar forte mais uma vez na Sapucaí. O enredão e o sambão já estão garantidos para animar a Sapucaí.

Pontos extras: Depois de revelar os atuais carnavalescos da Grande Rio, a Cubango trocou a dupla Boraddad (Leonardo Bora e Gabriel Haddad) por Torrangel (Raphael Torres e Alexandre Rangel). A jovem dupla que já fazia bonito na Renascer não deve deixar o nível cair, trazendo um enredo identificadíssimo com a escola niteroiense, sobre Luis Gama. 

Perdeu décimos: A comissão de frente foi um dos quesitos que tirou o sonhado título da verde e branco no carnava passado. Para esse ano, a promessa é a chegada do premiado coreógrafo Patrick Carvalho. Agora vai, Cubango!

De a 1 a 3 abolicionistas, quanto a Cubango pode brigar pela vaga no Grupo Especial:
 


6- Renascer de Jacarepaguá - "Eu que te benzo, Deus que te cura"


No geral: Tá subindo, Renascer! Nos últimos três anos, a vermelho e branco tem garantido posições cada vez melhores na classificação geral. Logo, a expectativa desse ano é não deixar cair! Literalmente.

Pontos extras: Vamos de sambão mais um ano! Desde 2014, a obra musical da escola foi encomendada e garantiu o bom nível. Para 2020 não é diferente. O enredo também manteve o nível cultural: uma bela homenagem às rezadeiras.

Perdeu décimos: Esfriou? Apesar das obras sempre elogiadas, a falta de harmonia da escola é um recorrente problema da Renascer. Ano passado o jogo virou na simpática apresentação sobre Iemanjá. Como será em 2020?

De 1 a 4 objetos pra reza, quanto a Renascer deve brigar no pelotão de cima:
 


7- Império Serrano - "Lugar de mulher é onde ela quiser"


No geral: Estamos de volta! Depois de uma temporada maior do que o esperado no Especial (obrigado, virada de mesa), o Reizinho está de volta à Série A. A novidade é que, diferentemente dos péssimos enredos que apresentou na elite, a escola aposta num bom enredo para esse ano: homenagear as matriarcas imperianas.

Pontos extras: É "nove títulos" que fala, né? Uma das maiores campeãs do carnaval, o Império sempre tem sua tradição ao seu favor. Nada como uma comunidade que abraça a escola. Além disso, conta com a elogiadíssima chegada do mestre-sala Matheus Machado, neto do compositor Aluísio Machado, para fazer dupla com Verônica Lima.

Perdeu décimos: A grande questão do Império é como Junior Pernambucano se virará nos 30 no barracão. Como é recorrente lá por Madureira, parece que a grana segue escassa. E para além da crise financeira, a escola não tem uma obra de grande nível como em outros anos no Acesso, sendo apenas regular.

De a 1 a 3 mulheres imperianas, o quanto o Império volta a brilhar com louvor na Série A:



SÁBADO

1- Acadêmicos do Sossego - "Os tambores de Olokun"


No geral: Balança mas não cai? Desde 2017, quando chegou no grupo, a Sossego está tentando se estabilizar. Depois dos desfiles irregulares, a expectativa é que a azul e branco consiga sossegar no grupo.

Pontos extras: Samba foi o que não faltou para a escola nos últimos anos. E para esse carnaval não será diferente: um excelente samba deve ser cantado pelo povo de Niterói. 

Perdeu décimos: A plástica tem sido o principal calcanhar de aquiles da agremiação. E pré-carnaval foi nada sossegado nesse quesito. A escola começou o trabalho com Marco Antonio Falleiros, depois mudou de carnavalesco em janeiro e agora há poucos dias da festa anunciou a dupla Rodrigo Marques e Guilherme Diniz para comandar os trabalhos no barracão... Haja mudança! 

De 1 a 5 escolas de Niterói, o quando a Sossego também quer brilhar igual as co-irmãs:


2- Inocentes de Belford Roxo - "Marta do Brasil - Chorar no começo para sorrir no fim"


No geral: Tradicional hora do lanche, a Inocentes resolveu apostar no carisma da nossa Rainha do Futebol para 2020. Sempre apresentando desfiles medianos, a escola da Baixada quer tentar virar o jogo cantando. 

Pontos extras: O sempre competente Jorge Caribé largou os enredos afro e nesse ano aposta numa temática nova. O samba é uma boa É A MARTA, É A DEUSA farofa, que pode fazer a arquibancada vibrar: 

Perdeu décimos: Os dribles que a Inocentes precisa dar não são muito diferentes do que a média das co-irmãs. Falta à Inocentes um pouco mais garantir os quesitos de pista e surpreender a Sapucaí. Será Marta e Jorge Caribé as peças que faltavam à escola?

De a 1 a 3 Martas recebendo a Bola de Ouro da FIFA, o quanto a Inocentes pode empolgar e subir na tabela:
 


3- Unidos de Bangu - "Memórias de um Griô: a diáspora africana numa idade nada moderna e muito menos contemporânea”


No geral: Será que a batata assou em 2019? Depois de apostar em alguns bonecões, tal qual a Mãe Natureza, para se garantir no grupo por mais um ano, vamos ao bom e velho enredo afro para se firmar de vez na Sapucaí.

Pontos extras: A aposta no Afro que ajudou a agremiação a permanecer no grupo parece certeira. Mas será que um raio cai duas vezes no mesmo lugar? #Dúvidas

Perdeu décimos: De título confuso, o enredo não parece se definir muito bem. Para complicar, a escola ainda trocou de carnavalescos quando já era outubro. Saiu a dupla Rodrigo Marques e Guilherme Diniz e entrou o estreante Bruno Rocha. Vamos ver como tudo acontecerá na Sapucaí!

De 1 a 5 enredos afro, quanto a Bangu deve se segurar na negritude:


4- Acadêmicos de Santa Cruz - "Santa Cruz de Barbalha: um conto popular no Cariri cearense"


No geral: Renasce a Santa Cruz?! Depois de desfiles para lá de medianos, a Santa Cruz despertou graças ao talento de Ruth de Souza. Com um sambão e um desfilaço, a escola figurou na parte de cima da tabela. Repetiremos a dose? Será?

Pontos extras: O ótimo samba, que foi um destaque no desfile passado, está garantido. Outro trunfo é a experiência de Cahê Rodrigues, que vai para seu segundo ano na escola, tentando garantir uma boa plástica em meio às dificuldades naturais do grupo. 

Perdeu décimos: A escola precisa, mais um ano, que sua comunidade abrace o samba para fazê-lo render. Os quesitos de pista ainda são uma incógnita. Qual Santa Cruz desfilará em 2020?

De 1 a 3 desfiles com enredos nordestinos, quanto a Santa Cruz deve melhorar o resultado de 2019:



5- Imperatriz Leopoldinense - "Só dá Lalá"


No geral: A mesa não virou, apesar da Imperatriz tentar. Mas a multicampeã não quis ficar para trás e abandonar a má fase... Vamos ao requisitos? 

Pontos extras: Ninguém menos que o bicampeão Leandro Viera dará duplo expediente, então, quesitos plásticos, garantídissimos. A outra aposta é a reedição do clássico Só dá Lalá, conhecido pelos sambistas e que deve garantir também a harmonia, problemática à escola no Especial. Apostando forte, a verde e branco trouxe nada menos que Beth e Hélio Bejani para a comissão de frente, uma ótima escolha. 

Perdeu décimos: Perder décimos? A Imperatriz não deve perder um sequer: bateria, casal e comissão. Tá tudo garantido para Ramos voltar ao Especial. Pelo menos é o que se espera...

De 1 a 3 Rosa Magalhães deve dar suas bençãos para a escola deve voltar a fazer um bom desfile esse ano:



6- Unidos de Padre Miguel - "Ginga"


No geral: Lá vem UPM! O texto a gente pode reciclar: será que vai esse ano? Sempre favorita e sempre boicotada, o povo de Padre Miguel volta após um ano sabático para ver se esse título saí finalmente. Com Fábio Ricardo, a escola traz o enredo que poderia ser uma música da Iza, mas é a história da capoeira.

Pontos extras: As credenciais também são as de sempre: comunidade incorporada, enredo afro, ótimo samba e grana para uma plástica luxuosa.

Perdeu décimos: O dever de casa a vermelho e branco faz, falta garantir um bom trabalho com os orixás. Salvo alguma intempérie como já aconteceu outros anos, a briga é pelas primeiras posições.

De 1 a 3 desfiles que deviam ter sido campeãs, quanto a UPM deve bater na trave mais um ano:
 


7- Império da Tijuca - "Quimeras de um eterno aprendiz"


No geral: Para finalizar a Série A, o sempre competente Império da Tijuca promete mostrar que o quarto lugar do ano passado não foi por acaso. A escola trará a luta pela educação como tema para a grande apoteose do Acesso. 

Pontos extras: Apostando na revelação Guilherme Estevão, o Império garantiu um bom enredo e tem a seu favor sua famosa organização para driblar as dificuldades financeiras. 

Perdeu décimos: O samba apenas burocrático pode ser um dificultador para sonhos mais altos. Vamos aguardar para ver com a escola da Formiga irá encerrar o grupo.

De 1 a 4 universidades públicas cariocas, quanto o Império da Tijuca pode fazer um ótimo desfile: 


Verdades inabaláveis caem por terra quando a sirene toca, então é só esperar. Em meio a um cenário complicado, a gente só torce que a escolas do acesso surpreendam e mandem recados para certos prefeitos, já que nossa festa continua pra lá de viva. Amém, Rosa!



OUÇA NOSSO PODCAST COM AS PREVISÕES PARA A SÉRIE A:
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