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Carnavalize


Foto: Luciana Bonadio/G1
Por Alisson Valério
Esse é um debate muito comum no Rio de Janeiro, onde nos últimos anos só a Unidos da Tijuca, em 2010, conseguiu o feito de conquistar o título do carnaval carioca desfilando no domingo, primeiro dia de desfiles; de 2011 até 2018 todas as outras campeãs saíram dos desfiles de segunda-feira. 

Resolvemos fazer essa ponte para o Carnaval de São Paulo com um levantamento dos últimos dez anos de desfiles na Terra da Garoa para ver se os dias de apresentação também revelam discrepância ou equilíbrio entre as campeãs. 

Começamos com a campeã de 2009:q Mocidade Alegre. A Morada do Samba conquistou o título com enredo “Da Chama da Razão ao Palco das Emoções... Sou Máquina, Sou Vida... Sou Coração Pulsando Forte na Avenida!!!” dos carnavalescos Fábio Lima, Flávio Campello, Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO.

1x0 SÁBADO
 
A segunda campeã é a Sociedade Rosas de Ouro em 2010. A Roseira levou o título daquele ano com o enredo “Cacau: um grão precioso que virou chocolate, e sem dúvida se transformou no melhor presente!”, do carnavalesco Jorge Freitas. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: AgNews
1x1 EMPATE 

 

A terceira escola campeã é o Vai-Vai, em 2011. A Escola do Povo ergueu o seu décimo-quarto título na elite do carnaval paulistano com o enredo “A música venceu!” do carnavalesco Alexandre Louzada. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Raul Zito/G1
2x1 SEXTA 


A quarta escola campeã é a Mocidade Alegre, em 2012. A Morada do samba voltou a levantar o caneco em São Paulo, dessa vez com o enredo “Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Alexandre Schneider/UOL
2x2 EMPATE
 
A quinta escola campeã é novamente a Mocidade Alegre, em 2013. A agremiação conquistou o bicampeonato com o enredo “A Sedução me fez provar, me entregar a tentação...Da Versão Original, qual será o final?” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Raul Zito/G1
3x2 SÁBADO

A sexta escola campeã é, mais uma vez, a Mocidade Alegre, em 2014. A escola conquistou o tricampeonato na elite paulistana com o enredo “Andar Com Fé Eu Vou...Que a Fé Não Costuma Falhar” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Flávio Moraes/G1
4x2 SÁBADO
A sétima escola campeã é o Vai-Vai, em 2015. O Bixiga abriu vantagem na liderança de títulos do carnaval de São Paulo com a sua décima quinta taça que veio com o enredo “Simplesmente Elis - A Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo” dos carnavalescos Alexandre Louzada, Eduardo Caetano e André Marins. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 
  

Foto: Flávio Moraes/G1
5x2 SÁBADO
 
A oitava escola campeã é o Império de Casa Verde, em 2016. A Casa Verde voltou a erguer a taça em São Paulo depois de 10 anos em grande estilo com o enredo “Império dos Mistérios” do carnavalesco Jorge Freitas. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: André Penner/AP
6x2 SÁBADO
 
A nona escola campeã é a Tatuapé. A escola conquistou o primeiro título de sua história no Grupo Especial do carnaval paulistano com o enredo “Mãe África conta a sua história: do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do grande Zimbábue” do carnavalesco Flávio Campello. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Flávio Moraes/G1
6x3 SÁBADO
 
A décima e última escola campeã é novamente a Tatuapé. A escola que gostou desse negócio de ganhar carnaval conquistou o seu bicampeonato com o enredo “Maranhão: Os Tambores Vão Ecoar Na Terra da Encantaria” do carnavalesco Wagner Santos. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Fábio Tito/G1

PLACAR FINAL: 6x4 SÁBADO!

O que parecia ser uma goleada, no final das contas, acabou em uma vantagem de dois títulos para o sábado sobre a sexta, vantagem que se deve aos 4 títulos da Mocidade Alegre na sua posição tradicional como terceira escola do sábado. E, claro, o crescimento da sexta-feira como amuleto de sorte está diretamente ligado à chegada da Tatuapé ao protagonismo do rol das principais escolas do carnaval de São Paulo. 

O que ficou claro é que não existe uma grande vantagem em relação a título em um dos dois dias. Existem escolas que preferem um dia e escolas que preferem o outro. Vai de cada uma no final das contas. Então, se você leu esse texto na expectativa de saber se a sua escola tem chances em 2019, pode ficar tranquilo. Ao menos nos últimos 10 carnavais existe um equilíbrio entre os dias de folia. Prepare-se, pois assim como nos últimos anos poderemos ter uma apuração com emoção até a última nota, independente do dia de apresentação.

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Por Alisson Valério e Bruno Malta
Ganhar o título de campeã de um carnaval não é fácil e no final das contas só uma vai vencer, mas isso não impede que nós tenhamos outros desfiles inesquecíveis naquele mesmo ano. Esse texto tem o propósito de exaltar desfiles que não venceram, muito pelo mérito das escolas que conquistaram os seus campeonatos merecidamente, mas que merecem ser lembrados e exaltados.

Preparados? Então partiu viajar por esses grandes desfiles que deixaram a sua marca no Carnaval de São Paulo.

Império de Casa Verde 2007 
Foto: Mastrangelo Reino/Folha Imagem
Vindo de dois títulos consecutivos o Império de Casa Verde entrou no Anhembi em busca do tricampeonato e levou para o sambódromo paulistano o enredo “Glórias e Conquistas – A Força do Império está no salto do Tigre”, da comissão de carnaval liderada por Renato e Márcia Lage. O enredo falava e contava a história dos grandes Impérios da história da humanidade e terminava no Império do Samba para celebrar uma era de conquistas. O desfile já começou de forma arrebatadora com a comissão de frente, que virou uma marca da escola nos carnavais dessa época, com uma fantasia luxuosa, impactante e com uma coreografia de muito bom gosto que foi executada perfeitamente. Isso se estendeu a toda parte plástica da escola, que contou com fantasias com requintes de luxo, sendo muito bem-acabadas, além dos carros gigantes, um show à parte. O samba, que tinha a cara da escola e do enredo, funcionou perfeitamente. Claro que isso se deve também a garra da comunidade da escola, da sua bateria fora de série e do interprete Carlos Junior, que deu um show com o seu time de canto. O título e o tricampeonato não vieram, por todos os méritos do desfile campeão da Mocidade Alegre naquele ano, mas a escola fez um desfile inesquecível para muitos e conquistou a quinta posição no Carnaval daquele ano.



Vai-Vai 2009
Foto: Sebastião Moreira/Efe
O Vai-Vai foi de corpo, alma e mente pura para o carnaval de 2009 em busca do bicampeonato. A escola levou para o Anhembi o enredo “Mente sã e corpo são”, assinado pelo carnavalesco Chico Spinoza, que contava a história da saúde mundial, mas que também criticava a falta de saúde no nosso país: “Acorda, meu Brasil, a coisa por aqui já vai pra lá de mal...” como dizia o samba daquele ano. Samba que causou um verdadeiro sacode no Anhembi, de ponta a ponta, com o auxílio da pegada forte da bateria do Bixiga e do seu time de canto liderado por Carlos Junior. A comunidade não ficou atrás e deu o seu show característico, foi um banho de harmonia do Vai-Vai, como já é costumeiro.

O desfile chamou muita atenção pelo enredo crítico e pela mensagem forte, muito bem apresentada na avenida. Chico Spinoza esteve muito inspirado na parte plástica também, dando um toque especial ao desfile da escola. O título quase veio na última nota, mas a escola acabou ficando com o segundo lugar. A Mocidade Alegre foi a campeã dando aquele show particular que ela sabe fazer como ninguém. Antes mesmo do desfile, Spinoza já tinha dito que havia vencido o carnaval só de ter conseguido levar o enredo para a comunidade e passado várias informações sobre saúde. E o fato de ter feito isso com louvor no desfile também, apesar de não ter vencido, tornam esse desfile inesquecível na história do Carnaval de São Paulo. 



Acadêmicos do Tucuruvi 2013
Foto: Flávio Moraes/G1
Desde a chegada de Wagner Santos para a função de carnavalesco, o Acadêmicos do Tucuruvi vinha numa evolução gradativa em busca do sonho de ser campeão. Em 2013, a azul e branca encantou o Anhembi com seu belíssimo desfile sobre Mazarropi. O enredo que falava do eterno caipira era muito delicado na abordagem e deixou o público boquiaberto pela sensibilidade. Com lindas alegorias e fantasias, a escola da Zona Norte emocionava quem assistia. Além do bom enredo e do ótimo conjunto visual, o samba conduzido pela primeira - e única vez na escola - por Igor Sorriso era brilhante. Com versos doces e divertidos, a obra ainda fazia referência a Dona Edna, esposa do presidente da escola, que faleceu na preparação do Carnaval daquele ano. Era de arrepiar! A Mocidade Alegre, com todos os seus méritos e sua competência habitual nos quesitos, venceu o campeonato de maneira justa, mas a lembrança eterna do Carnaval 2013 é do Zaca! A escola encontrou o seu final feliz.



Mocidade Alegre 2015
Foto: Caio Kenji/G1
Tricampeã entre 2012 e 2014, a Mocidade Alegre entra em 2015 diferente do que estava acostumada. Com muita expectativa e o sonho do inédito tetra, a Morada apostou em Marília Pêra para seu enredo, sendo uma aposta certeira. Com muita beleza, os carnavalescos Sidnei França e Márcio Gonçalves apresentaram um dos mais brilhantes trabalhos plásticos que o Anhembi já viu. O enredo foi brilhantemente contado não apenas na plástica, mas também no ótimo samba da escola que foi defendido com a competência habitual pelo intérprete Igor Sorriso e por toda comunidade do bairro do Limão. O tetra escapou nos detalhes e a escola terminou em segundo, o que reafirma o mérito da grande campeã Vai-Vai que levou uma belíssima homenagem a Elis Regina para o sambódromo naquele ano, emocionando, inclusive, Marília Pêra. Por tudo isso, temos que aplaudir essa mulher guerreira que fez a Mocidade ser Marília Pêra.

https://www.youtube.com/watch?v=DiRljDoAox8


Dragões da Real 2017

Foto: Alan Morici/G1
A Dragões da Real é a escola mais jovem do Grupo Especial. Fundada em 2000 e integrante da elite desde 2012, a Tricolor só evolui desde então e sonha com o inédito título que bateu na trave em 2017. Com um enredo sobre a música "Asa Branca" de Luís Gonzaga, a escola da Vila Anastácio fez um verdadeiro espetáculo no Anhembi. A história proposta pela escola era bem elaborada e foi muito bem retratada pelos belos carros e fantasias que faziam parte do conjunto plástico da escola. Ademais, o samba da escola, defendido por Renê Sobral e seu carro de som, era lindíssimo e encantava o público que cantava junto dos componentes ao som da cadenciada bateria Ritmo que Incendeia, que deu um show na apresentação da escola. O resultado da apuração apontou um empate entre Tatuapé e Dragões, onde a primeira se sagrou campeã no quesito desempate samba-enredo. Por ter feito uma apresentação irretocável, os méritos da inédita campeã são enormes e merecem ser exaltados, mas o empate na pontuação mostra que a Dragões fez uma apresentação fantástica. 



Além das apresentações citadas que marcaram a história do Anhembi, também temos as duas "quase-campeãs" na era do sambódromo. Em 2002, a X-9 Paulistana, falando sobre o papel, fez uma apresentação irretocável e conseguiu a pontuação máxima do júri. Só que a escola da Parada Inglesa estourou o tempo e perdeu 6 pontos, terminando, apenas, em 9º lugar na classificação final. Sem o estouro, a X-9 seria a campeã dividindo o título com os Gaviões da Fiel com 200 pontos. Em 2013, algo parecido aconteceu com o Águia de Ouro. A escola da Pompeia, que levou João Nogueira para a pista. fez uma incrível apresentação e conseguiu uma pontuação perto da perfeição para o júri (269,8 de 270 possíveis), mas o estouro de 1 minuto e a punição em 1,1 fizeram a escola da Zona Oeste terminar em terceiro lugar atrás da campeã Mocidade Alegre por dois décimos. Sem o estouro, o Águia teria vencido o Carnaval com nove décimos de vantagem para a segunda colocada.

Falar de outros desfiles que marcaram um Carnaval mesmo sem vencer só mostra e exalta o equilibro do Carnaval de São Paulo e não desmerece aquele desfile que venceu aquela disputa, mas sim reafirma a força e competência da apresentação do desfile campeão daquele ano. A coluna de hoje termina aqui, mas fique de olho no site para conhecer ainda mais do Carnaval do Anhembi nas próximas semanas!

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Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"O Povo, a Nobreza Real"
Império de Casa Verde
"Meu Império é amor, tem a força pra vencer.
Tigre guerreiro não cansa, 
vai à luta de novo.
Teu sangue azul é a cara do povo"
Alô Tigre! Quarto colocado em 2017, o Império de Casa Verde manteve a base de sua equipe para o carnaval 2018. Capitaneada por Jorge Freitas, a escola quer brigar novamente pelo título.

Sem ter divulgado a sinopse ao público, a azul e branca traz o enredo "O povo: a nobreza real", que conta a história da Revolução Francesa, movimento que teve participação central da burguesia e dos menos abastados em busca da equidade entre as classes. Como fio condutor do enredo, a revolução deságua no Brasil, em meio ao caos político.

O samba:
No Império, 14 parcerias se inscreveram para a disputa de samba para o próximo carnaval. Os vencedores foram Jairo Roizen, Thiago Sukata, Godoi, Luciano Godoi, Claudio Mattos, Tavares, Tubino, William Lima, Meiners e Victor Alves, com um samba com belíssimos momentos. A melodia agradável também é um ponto positivo da obra escolhida pelo Tigre para o próximo cortejo.

A gravação do CD, comandada por Carlos Júnior, em grande fase, teve a participação de Edi Rock, do Racionais MC's na introdução. Com atuação correta da Barcelona do Samba, o samba teve uma crescente em relação às disputas. Destaco, na obra, os versos "No 'Reino das Regalias'/ A poesia é nossa arma pra lutar/ Contra o carrasco da injustiça", que reflete muito bem a proposta do enredo.

O Império de Casa Verde será a segunda escola a desfilar no sábado. O Tigre guerreiro vai à luta de novo. Será que chegou a hora?!
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Foto: Alexandre Schneider/UOL
Por Bruno Malta
O Carnaval Paulistano do Grupo Especial é feito por 14 escolas em todos os anos desde 2007. Embora todas as escolas tenham brilhado, sempre temos os destaques de cada ano. Este texto, além disso, vai apresentar as melhores escolas em cada quesito nos últimos cinco anos. Portanto, apesar da divisão clássica de nove quesitos, o Carnaval pode ser dividido em três blocos de quesitos. Os quesitos musicais e de canto (Bateria, Samba e Harmonia), os quesitos que envolvem a dança (Evolução, Comissão de Frente e Mestre-sala e Porta-bandeira) e os quesitos que envolvem a plástica e o tema da escola (Enredo, Alegorias e Fantasias). Além disso, ao longo dos anos, os critérios de julgamento são modificados e atualizados para beneficiar o espetáculo que as escolas proporcionam no Anhembi em todos os anos. Não iremos julgar as escolas pelos blocos de quesitos, apenas vamos utilizar para uma melhor organização e para deixar a apuração mais interessante e melhor de entender. Iremos mostrar apenas as cinco melhores colocadas de cada quesito, fazendo assim uma alusão ao Desfile das Campeãs do Carnaval de São Paulo.

Se você pensa que sabe muito bem o que vai acontecer nessa apuração, só posso falar uma coisa: Amigo, o nota a nota pode te surpreender. Olha, se uma apuração já é emocionante imagina quando a gente junta cinco em uma só? Jesus! Prepara a água com açúcar, as orações e vamos lá que o Zulu vai começar a chamar as notas. Aguenta coração!


Fantasias

1 - Mocidade Alegre - 149,8
2 - Tatuapé - 149,4
3 - Rosas de Ouro - 149,4
4 - Vai-Vai - 149,3
5 - Tucuruvi - 149
Foto: Paulo Pinto/LIGASP/Fotos Públicas
Vestir uma escola com mais de 3000 componentes com elegância e beleza é tarefa árdua. Ainda receber uma pontuação perto da perfeição ao longo dos últimos anos mesmo com tantas mudanças em critérios é uma missão ainda mais complexa. Por tudo isso, o mérito da Mocidade Alegre é gigantesco. A escola do bairro do Limão mesmo com duas mudanças de carnavalescos ao longo dos últimos cinco anos jamais deixou a peteca cair e perdeu apenas dois décimos nesse difícil quesito. O quesito fantasias é uma marca registrada dos desfiles da Morada do Samba, tendo como as suas principais características o capricho, luxo e o acabamento impecável de suas fantasias, ajudando e muito nas conquistas dos títulos de 2013 e 2014, e também do vice-campeonato em 2015. Além dela, citamos que Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi com altas pontuações merecem destaque e mostram que a beleza de uma fantasia também é um segredo de um bom Carnaval.


Alegorias e Adereços

1 - Dragões da Real - 149,8
2 - Mocidade Alegre - 149,4
3 - Tatuapé - 149,4
4 – Gaviões da Fiel - 149,4
5 - Vai-Vai - 149,2
Foto: Alan Morici/G1
E quem venceu aquele quesito tão temido por todos e tão complicado de gabaritar, Alegorias e Adereços, foi a Dragões da Real, perdendo apenas dois décimos. Apesar de ainda não possuir título no Grupo Especial a escola sempre apresenta trabalhos de ótimo nível quando se fala de carros alegóricos, sempre sendo citada entre as escolas de melhor conjunto alegórico do ano. Tendo os seus últimos cinco carnavais assinados por André Cezari (2013), Rosa Magalhães (2014), Alex Fão, Dione Leite, Flávio Campello, Jorge Silveira, Júnior Schall e Rogério Félix (2015), Dione Leite, Flávio Campello, Jorge Silveira, Júnior Schall e Rogério Félix (2016) e Dione Leite, Jorge Silveira, Márcio Gonçalves e Rogério Félix (2017) não poderia ser diferente, não é mesmo? O que não falta nessa lista é gente competente. Em segundo lugar temos a Mocidade Alegre, outra escola bastante competente nesse quesito, tendo dois títulos e um vice-campeonato dentro desses cinco anos. Tatuapé, Gaviões da Fiel e Vai-Vai fecham o top 5 mostrando também a sua força nesse quesito durante os anos.


Enredo

1 - Mocidade Alegre - 150
1 - Tatuapé - 150
3 - Vai-Vai - 149,9
4 - Dragões da Real - 149,8
5 - Império de Casa Verde - 149,8
6 - Águia de Ouro - 149,8
Fotos: Mocidade Alegre - Caio Kenji/G1
Acadêmicos do Tatuapé - Raul Zito/G1




Um grande enredo também é fundamental para um desfile atraente para comunidade e público. Muitas histórias de qualidade e de grande relevância são contadas ao longo dos anos no Anhembi. Sendo assim, não é surpresa a Mocidade Alegre liderar este quesito ao lado da Tatuapé. Marília Pêra, a lenda que deu origem ao Samba, Beija-Flor, Beth Carvalho...são obras de grande relevância que essas duas escolas trouxeram ao público do Anhembi nos últimos cinco anos. Irretocáveis no quesito, a dupla passou com clareza a mensagem de que enredo bom é algo essencial para um bom desfile. Além delas, é preciso citar que Vai-Vai, Império de Casa Verde, Dragões da Real e Águia de Ouro completam o nosso top-5 (6) de maneira muito honrosa. Isso mostra que o quesito enredo é tão bom e necessário que precisamos de 6 escolas ao invés de 5 dessa vez.



Comissão de Frente


1 - Dragões da Real - 149,9
2 - Nenê - 149,9
3 - Tatuapé - 149,7
4 - Mocidade Alegre - 149,7
5 - Rosas de Ouro - 149,7
Foto: Flávio Moraes/G1
Numa disputa acirrada e decidida apenas no desempate, a Dragões da Real venceu o quesito Comissão de Frente perdendo apenas um décimo. Quando o assunto é Comissão de Frente a Dragões não costuma mesmo brincar em serviço. Foram grandes momentos marcantes nos últimos cinco anos de desfiles: como esquecer do Thriller em 2014? E da linda e emocionante comissão de 2017? Todos os trabalhos foram de excelente qualidade, todos com assinatura do coreógrafo Anderson Rodrigues, apresentando comissões que sempre agradaram não só os jurados, mas o público também. Surpreendendo a muitos a Nenê de Vila Matilde ficou em segundo lugar, tendo um aproveitamento igual a Dragões, mas perdendo décimo justamente em seu desfile de 2017 acabou perdendo o título do quesito, mas mostrou a sua força no mesmo, sendo que não obteve uma posição melhor que o sétimo lugar (2015) nos desfiles, só mostra o excelente trabalho de Marcio Telles (2013-2015) e Nildo Jaffer (2013-2017) a frente desse quesito na escola. Tatuapé, Mocidade Alegre e Rosas de Ouro, também empatadas, fecham o top 5 do quesito. Afirmando o equilíbrio e o sucesso das comissões de frente na avaliação dos jurados em São Paulo.


Mestre-sala e porta-bandeira

1 - Mocidade Alegre -150
1 - Dragões da Real -150
1 - Águia de Ouro -150
4 – Império de Casa Verde -149,7
4 - Tucuruvi -149,7
4 - Nenê -149,7
Fotos: Dragões e Águia - Amantes do Carnaval de São Paulo
Mocidade Alegre - André Penner/AP
O casal de mestre sala e porta bandeira é um exemplo de beleza, elegância e carisma na dança clássica. Apesar disso, é um quesito de extrema responsabilidade para apenas duas pessoas. Pouco mais de 10% da nota total da escola está nas mãos, ou melhor, nos pés e na dança de um casal de pessoas. Com isso, o desempenho irrepreensível dos casais de Mocidade Alegre (Émerson Ramires e Karina Zamparolli), Dragões da Real (Rubens de Castro e Lyssandra Grooters e Rubens de Castro e Evelyn Silva) e Águia de Ouro (David Sabiá e Ana Paula, Kawan Alcides e Ana Paula e João Carlos e Ana Paula) merecem um destaque maior. Com muita beleza, elegância e muita técnica, essas três escolas representadas por seus casais obtiveram apenas notas 10 entre as válidas. Brilhante! Além deles, também temos que destacar também destacamos Império de Casa Verde (Marquinhos e Jennifer, Marlon Lamar e Jéssika Barbosa, Marlon Lamar e Iasmin Remello, Marlon Lamar e Jéssica Gioz e Rodrigo Antônio e Jéssica Gioz), Acadêmicos do Tucuruvi (Robinson e Thaís Paraguassu, Renatinho e Fabíola Andrade, Kawan Alcides e Waleska Gomes) e Nenê de Vila Matilde (Gentil Titio e Rúbia Angélica, André Guedes e Janny Moreno, Jefferson Gomes e Janny Moreno). Essas três escolas só perderam três décimos nos últimos cinco anos e completam nosso top 5 (seis) desse quesito pra lá de fundamental em nosso Carnaval.


Evolução

1 - Mocidade Alegre -149,2
2 - Águia de Ouro - 149,1 
3 - Império de Casa Verde - 149 
4 - Dragões da Real - 148,6 
5 - Rosas de Ouro - 148,6 
Foto: Junior Lago/UOL
E no quesito Evolução, que foi o mais descontado pelos jurados nos últimos cinco anos, a grande vencedora foi a Mocidade Alegre, com um décimo de vantagem sobre a Águia de Ouro e perdendo oito décimos no total. Tendo como sua principal característica a técnica em seu desfile, a Morada do Samba costuma ousar no que diz respeito a sua evolução, sempre com um grande número de alas coreografas. A maior ousadia pode-se dizer que veio em 2014 quando a escola uniu um paradão da Bateria a uma performance da sua comunidade que se ajoelhou durante todo esse momento, sem dúvidas um momento marcante e emocionante para todos, além de uma grande ousadia da escola, ousadia essa que foi muito bem recompensada com o título daquele ano. Completando esse top 5 temos Águia de Ouro, Império de Casa Verde, Dragões da Real e Rosas de Ouro, escolas que tem como característica a técnica aliada a força de suas comunidades e que assim conquistaram esse rígido júri do quesito Evolução.


Harmonia 

1 - Império de Casa Verde - 149,9
2 - Mocidade Alegre - 149,8
3 - Nenê -149,8
4 - Vai-Vai -149,8
5 - Rosas de Ouro -149,8
Foto: Alan Morici/G1
Tendo um carro de som liderado pelo excelente intérprete Carlos Júnior e, apesar da pouca idade, um "chão" de escola grande, o Império de Casa Verde vence no quesito Harmonia. Em que pese da troca na direção do quesito há quatro anos, a azul e branca que, desde 2016, conta com o auxílio luxuoso de Jorge Freitas, manteve a regularidade e só perdeu um décimo nos últimos carnavais. Impossível também não destacar as fortes comunidades de Mocidade Alegre, Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai e Rosas de Ouro, que fecham com classe o top-5 do quesito. A regularidade dessas escolas mostra a força de suas comunidades que conseguiram se adaptar a constante mudança nos critérios e no júri.


Samba 

1 - Mocidade Alegre -149,9
2 - Nenê -149,8
3 - Vai-Vai -149,8
4 - Tatuapé -149,8
5 - Dragões da Real -149,7
Foto: SASP
Ter um samba-enredo de qualidade é o combustível primordial para um bom desfile. Talvez isso explique o sucesso da Mocidade Alegre nos últimos anos. Liderando o nosso quadro do quesito nos últimos cinco anos, a Morada do Samba mostra que o samba (bom) também mora no Limão. Com apenas 1 décimo perdido, a verde e vermelha é a primeira colocada do ranking. As obras de Rodrigo Minuetto e Cia (2013, 16 e 17) e Ana Martins e cia (2014 e 2015) mantiveram regularidade na pontuação e favoreceram os grandes desempenhos da escola no todo. Além do destaque para a Morada, também vale registrar a força dos sambas de Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai, Acadêmicos do Tatuapé e Dragões da Real. Com ótimos desempenhos no quesito, essas cinco escolas mostram que samba bom também é uma marca registrada do Carnaval do Anhembi.


Bateria

1 - Império de Casa Verde - 149,7
2 – Gaviões da Fiel - 149,6
3 - Águia de Ouro - 149,6
4 - Tucuruvi - 149,4
5 - Tatuapé - 149,3
Foto: Flavio Moraes/G1
E com a sua Barcelona do Samba, o Império de Casa Verde venceu o quesito Bateria, perdendo apenas três décimos nos últimos cinco carnavais. Comandada pelo icônico Mestre Zoinho, a "Barcelona" acumula prêmios e elogios a cada carnaval. É apontada por muitos como a melhor bateria do carnaval de São Paulo e tem como característica ter grandes músicos e instrumentistas fazendo parte da sua batucada. Gaviões da Fiel, Águia de Ouro, Tucuruvi e Tatuapé completam o Desfile das Campeãs do quesito Bateria. É interessante notarr que todas as cinco baterias apresentam características e estilos bem diferentes, o que mostra a diversidade de gosto do júri do carnaval paulistano. 
  

Ranking de Quesitos

Mocidade Alegre – 5
Dragões da Real – 3 
Império de Casa Verde – 2
Tatuapé – 1
Águia de Ouro – 1 

A Mocidade Alegre venceu cinco quesitos e foi a grande vencedora, mostrando assim a força dos seus carnavais nos últimos cinco anos. Parabéns! 



Resultado Geral

1 - Mocidade Alegre – 1.346,5 
2 - Dragões da Real – 1.345,0
3 - Império de Casa Verde – 1.344,9
4 - Rosas de Ouro – 1.344,4
5 - Vai-Vai – 1.344,4


E o resultado final não poderia ser diferente, não é mesmo? Foi um domínio da Mocidade Alegre na maioria dos quesitos nesses cinco anos. Dragões (vice em 2017), Império de Casa Verde (campeã em 2016), Rosas de Ouro (vice em 2013 e 2014) e Vai-Vai (campeã em 2015) completam o top 5 no ranking geral. Para fechar o levantamento, um fato: o equilíbrio dá o tom da disputa em São Paulo.
Foto: Wagner Campos/G1
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Foto extraída do site Folia do Samba

Por Alisson Valério
Se no texto anterior, falamos que sem samba não tem escola de samba. O que seria do samba, sem seu cantor? Portanto, se prepare agora para conhecer um pouco mais sobre cinco nomes marcantes na arte de conduzir samba-enredo no último texto da série "Os Cinco Mais". 

E aí, preparados? Então vamos lá que o cavaco já está chorando e é hora de soltar a voz!

Daniel Collête – Mocidade Alegre, X-9, Dragões da Real, Leandro de Itaquera e Pérola Negra
 "Maraviiiiiiiiiiilha! Alô você! Bate no peito e diz: Eu sou Mocidade!"

Foto: Samba Rio Carnaval
Nascido em Nilópolis, no estado do Rio, Daniel Collête acabou fazendo a sua carreira de intérprete na cidade de São Paulo. Entrou no Carnaval como cantor de apoio na X-9 Paulistana nos anos de 98 e 99. No ano seguinte, migrou para a Mocidade Alegre, ainda na mesma função. Em 2001, no entanto, Collête assumiu o microfone principal da escola do bairro do Limão e começou a fazer história. Mesmo com a Morada do Samba não fazendo grandes apresentações, o intérprete já se destacava e ganhava reconhecimento no meio. Entretanto, o auge aconteceria em 2003. Cantando um samba afro e vestido a caráter para o enredo, o cantor deu um show no Anhembi e ajudou a escola a voltar à disputa pelo título após mais de 10 anos. O título não veio em 2003, mas não demoraria muito.

Em 2004, outra fantástica apresentação no comando do carro de som unida a mais um grande desfile levou a taça de campeão para o Limão após 24 anos. Nos anos seguintes, Collête manteve o alto nível e ajudou a verde e vermelha a ser campeã novamente em 2007. Naquele ano, o enredo que falava do riso, teve o cantor vestido de palhaço. Em 2008, Daniel se mudou para a X-9 e, apesar de não ter conseguido levar a escola a briga pelo título nos três anos que esteve por lá, se destacou pelo talento inegável e pelas fantasias maravilhosas que usava. Em 2011, Daniel foi para a Dragões da Real e ajudou na construção de uma escola que se tornou a mais nova potência do Carnaval Paulistano. Com muita alegria e a potência na voz de costume, Collête se tornou uma marca na tricolor. Após seis anos na escola, ele deixou a agremiação rumo a Leandro de Itaquera no Carnaval de 2017. Nesse ano, cantou o histórico "Babalotim", considerado por muitos, o melhor samba da história do Carnaval Paulistano. Apesar da boa apresentação dele no comando do carro de som, Collête e Leandro optaram por não renovar o vínculo. Com isso, em 2018, Collête acertou com o Pérola Negra, que busca o Acesso ao Grupo Especial. Conhecendo seu talento e sua fama de pé quente, temos certeza que lá na Vila Madalena já tem gente batendo no peito e dizendo que o Pérola Negra vai subir. Maraviiiiiiiiiiilha...



Thobias da Vai-Vai – Vai-Vai
"Alô Nação Alvinegra!"

Foto: Revista Paulista
Tido por muitos como um dos maiores interpretes da história do Carnaval de São Paulo, Thobias teve o início da sua carreira no samba de uma forma um pouco curiosa. Vindo de uma família sem ligação com o samba foi nos anos 80, quando ainda trabalhava como entregador de contas da Sabesp que ele começou a frequentar rodas de samba e em um concurso promovido pela empresa que ele trabalhava, não é que se sagrou vencedor como melhor intérprete?, chamando, ainda, a atenção dos Gaviões da Fiel, na época ainda bloco, e se tornando o cantor principal em 1983. A voz de Thobias acabou despertando a galera do Bixiga, do Vai-Vai, que não perdeu tempo e o colocou como interprete oficial da escola no carnaval de 1986 e que história os dois escreveriam juntos a partir daquele momento... Foram oito títulos (86, 87, 88, 93, 96, 98, 99 e 2000) durante os anos dessa parceria inesquecível para o samba. Thobias foi a voz principal do Vai-Vai de 86 até 2000, sendo que em 1994 ele passou o posto para Agnaldo Amaral, quando decidiu se dedicar a carreira de cantor, mas logo voltou ao posto de intérprete oficial no ano seguinte. Além disso, nos seus dois últimos anos pela Saracura, ele dividiu o microfone com Wantuir (1999) e Agnaldo Amaral (1999 e 2000).

Mas quem pensa que a história do Thobias na escola chegou ao fim, enganou-se. Em 2006, ele foi eleito presidente da escola por aclamação, após a renúncia do antigo presidente Sólon Tadeu Pereira e conquistou também um título pela escola no ano de 2008, totalizando, assim, nove conquistas na sua passagem pela alvinegra. O bordão “Sob nova direção” virou marca da sua gestão, que chegou ao fim após o desfile de 2010. No ano de 2014, Thobias assumiu a vice-presidência da escola, cargo que exerce até os dias de hoje. Foram tantas performances marcantes e inesquecíveis ao longo dos anos que ele foi (e sempre será!) a voz do Vai-Vai. Fica até difícil escolher uma performance dentre todas. Entretanto, é mais difícil ainda imaginar a Saracura campeã sem as atuações do cantor.

Em 1996 e 1998, brilhou e fez sucesso com os sambas sobre Lílian Gonçalves e o inesquecível Japão. Além disso, deu um show em 99 e 2000.  Fez, também, uma participação pra lá de especial em 2003, no carro de som liderado por Renê Sobral, e em 2005, junto de Agnaldo Amaral. Em 2014, esteve presente na faixa do CD com a categoria de sempre e fez companhia a Márcio Alexandre, apadrinhado pelo mestre, na defesa do samba sobre a cidade de Paulínia. Por tudo isso, o grito de "Alô Nação Alvinegra" ficou marcado nos sambistas da cidade e confirmou que Thobias é um cantor de categoria e classe. Sem a menor dúvida, é uma das vozes mais marcantes da história do Carnaval de São Paulo!


Royce do Cavaco – Águia de Ouro, X-9, Tom Maior, Nenê e Rosas de Ouro
 "Alô Nação azul e rosa, canta, canta, caaaaaaaaaaaaanta Roseira..."
  
Foto: SASP
Nascido em São Paulo, Royce do Cavaco é um nome marcante no Carnaval Paulistano. Intérprete oficial desde 1982, quando entrou no Águia de Ouro, Royce se consagrou a partir de 83, quando começou a cantar no Rosas de Ouro. Na escola da Freguesia do Ó, fez sucesso cantando sambas como “De Piloto de Fogão a Chefe da Nação”, “Non Ducor Duco", "Qual é a Minha Cara?” e “Sapoti”. Após 11 anos de sucesso na azul e rosa, Royce se transferiu para a recém-promovida, X-9 Paulistana. Na escola da Parada Inglesa, construiu outra carreira de muitos títulos e sucesso. Em 1997, ajudou a escola a ser campeã pela primeira vez com uma atuação irretocável cantando “Amazônia, a Dama do Universo”. Em 2000, repetiu o feito cantando o samba que falava sobre o café e o período de domínio do café na cultura e na economia brasileira. Além dos títulos, ficou marcado pelas ótimas atuações tanto em 2002 no enredo “Aceito tudo, quem sou eu?... O Papel!” e em 2005 com o tema “Nascidos para Cantar e Também Sambar”.

Após 10 carnavais, Royce foi para a Tom Maior em 2006. Ganhou, ao lado de Renê Sobral, o troféu Nota 10 de melhor intérprete. No ano seguinte, se transferiu para a Nenê de Vila Matilde. Na Águia da Zona Leste, conseguiu conquistar o prêmio de melhor intérprete em outras duas oportunidades (2009 e 2011). Além das duas atuações premiadas, Royce ficou marcado pela ótima apresentação no ano de 2007, com a temática sobre o fundador do Grupo Bandeirantes, João Jorge Saad. Em 2011, Royce deixou a Nenê e retornou a X-9. Na nova passagem pela verde e vermelha, Royce mostrou a categoria de sempre e brilhou cantando o bom samba sobre a chuva em 2015. Em 2016, por conta de incidentes com carros alegóricos, a X-9 acabou rebaixada ao Grupo de Acesso. Entretanto, Royce permaneceu no Grupo Especial. Isso aconteceu devido a saída dele rumo à Roseira. Após 22 anos, o “Sabiá”, apelido dado ao cantor em virtude do consagrado samba de 1992, retornava a escola da Freguesia do Ó. Na azul e rosa, Royce teve ótima atuação cantando o samba do enredo “Convivium - Sente-se à mesa e saboreie”. Em 2018, o intérprete segue na Roseira mais querida e cantará a obra que fala sobre a vida dos caminhoneiros. Com o grito de guerra clássico, Royce vai pedir para a Roseira fazer o que melhor sabe fazer: cantar! 


Ernesto Teixeira – Gaviões da Fiel
"Alô Nação Corintiana!"

Foto: SRZD – Cláudio L. Costa
A voz da Fiel. Ernesto Teixeira é, com certeza, a voz mais identificada com uma única escola no Grupo Especial de São Paulo. Nascido em São Paulo, o, hoje, senhor Ernesto está nos Gaviões da Fiel desde que a escola se tornou escola de samba em 1989. Contando os anos de bloco, Ernesto tem 34 anos ininterruptos sem deixar o posto de cantor oficial da Torcida que Samba. Além de cantor oficial com apresentações destacadas, Ernesto é compositor consagrado dentro da agremiação. Com seus parceiros, a voz em destaque da alvinegra conseguiu sete vitórias dentro da escola. Apesar disso, uma curiosidade é que Ernesto nunca viu um samba seu campeão do Carnaval. Mesmo com essa “falta”, a voz corintiana, como ele gosta de se denominar, teve apresentações irretocáveis nos campeonatos da escola. Em 1995, Ernesto brilhou conduzindo o ótimo e inesquecível “Coisa boa é para sempre”. Em 99, foi a vez de cantar o samba que contava a história do enredo “O Príncipe Encoberto ou a Busca de Dom Sebastião na Ilha de São Luís do Maranhão”. Mesmo sendo a última escola a desfilar, graças a maravilhosa interpretação de Ernesto, os Gaviões levantaram o Anhembi e saíram da pista consagrados campeões do Carnaval. Em 2002, a consagração definitiva! Com um enredo sobre o jogo de Xadrez misturado a realidade do mundo naquele momento, a Torcida que Samba brilhou e foi tricampeã. Ernesto, obviamente, foi um destaque da escola. Em 2003, o tetracampeonato veio com mais um show do cantor.

Mas além das apresentações campeãs, a voz alvinegra brilhou cantando os sambas de 2000 (Um Voo Para a Liberdade), 2001 (Mitos e Magias na Triunfante Odisseia da Criação) e 2015 (No jogo enigmático das cartas, desvendem os mistérios e façam suas apostas, pois a sorte está lançada!). Isso só para ficar em alguns anos.. A carreira de Ernesto é recheada de apresentações inesquecíveis! Além da consagrada carreira de intérprete, o cantor dos Gaviões é responsável pela contratação de Jorge Freitas pela alvinegra no ano de 2000. Isso poderia ser pouco, mas o carnavalesco fez história no Carnaval de São Paulo com seu estilo único. Com talento e forma única de fazer Carnaval, Jorge mudou a cara do cortejo momesco paulistano como um todo. Isso, também, é um mérito de Ernesto que viu lá atrás, o potencial desse grande artista. Por tudo isso, é impossível não ver a carreira desse cantor fantástico como um patrimônio da cultura carnavalesca da Terra da Garoa. Sendo assim, é muito bom abrir a faixa dos Gaviões no CDs de Samba-enredo e ouvir o inconfundível Alô Nação Corintiana!


Carlos Jr – Camisa Verde e Branco, Vai-Vai e Império de Casa Verde
 "Alô Nação Imperiana! Alô Tigre! O mundo te espera, e aqui tem, hein?! Fooooooooogo neeeeeeeeeles!"

Foto: SRZD
Carlos Júnior é um dos cantores com mais história no Carnaval Paulistano. Ao longo dos 17 anos de carreira, compôs e defendeu obras de muita qualidade que marcaram a "era Anhembi". Em 2000, estreou como intérprete oficial no Trevo da Barra Funda. No ano seguinte, defendeu o ótimo samba sobre Heitor Villas-Boas. Em 2002, Carlos Júnior ajudou a escola alviverde a ter o melhor resultado desde 1993. Com um samba de sua autoria, o Camisa terminou em segundo lugar na defesa do enredo sobre o número 4. Esse desfile, apesar do vice, foi considerado um marco para a tradicional escola que vinha perambulando no meio da tabela. Em 2003, na sua última apresentação pela agremiação, Carlos Júnior defendeu maravilhosamente a obra que falava sobre João Cândido. Um lindo gran finale para uma passagem marcante. Em 2004, sua estreia pelo Tigre Guerreiro foi impactante! Cantando com garra e muita alegria o samba, a escola bateu na trave na busca pelo campeonato, terminando num honroso terceiro lugar. Em 2005 e 2006, Carlos Júnior ajudou a então Caçula do Samba a se sagrar bicampeã. Suas apresentações, em especial no ano de 2005, contribuíram para carnavais marcantes e inesquecíveis. Em 2007, cantando o samba que tinha como enredo “Glórias e Conquistas - A Força do Império está no salto do Tigre”, o cantor mostrou que estava consolidado entre os grandes intérpretes do Carnaval.

Após o Carnaval de 2007, Carlos se transferiu para o Vai-Vai. Na alvinegra, dois anos e dois shows de interpretação, garra e alegria. Em 2008, segundo ele, teve sua melhor e mais emocionante atuação da carreira na defesa do enredo “Vai-Vai Acorda Brasil! A saída é ter esperança”. Em 2009, outra participação destacada no Carnaval, que tinha como tema a saúde do corpo humano. No ano de 2010, Carlão voltou ao Império de Casa Verde para, até o momento, não sair mais. Se até 2015, as colocações da escola eram modestas, o mesmo não dá para dizer das atuações do intérprete. O cantor brilhava e era o destaque absoluto dos desfiles da azul e branco. Em 2016, com a chegada de Jorge Freitas e com o samba de autoria do próprio cantor, o Império voltou a comemorar um título e Carlos Júnior foi agraciado com uma premiação de melhor intérprete do grupo. Em 2017, o título não veio, mas Carlos Júnior deixou sua marca no Anhembi com mais uma atuação de categoria. Pela carreira fantástica tanto como cantor quanto como compositor, Carlos Júnior é um patrimônio do nosso Carnaval. E quem for contra? Vai chorar...


Contar a história desses intérpretes é uma forma de reverenciar todos os intérpretes que passam pelo sambódromo ao longo dos anos sejam ele de apoio ou oficial. E esse também foi o espírito da série. Falar dos casais, das comissões de frente, das baterias, dos sambas, dos intérpretes.... Foi uma forma de valorizar e reconhecer o trabalho de todos os sambistas ao longo dos 26 anos do sambódromo do Anhembi. Por tudo isso, esperamos que a série fique marcada como uma valorização do Carnaval Paulistano. Carnaval que, assim como a co-irmã carioca Acadêmicos do Salgueiro, não é melhor, nem pior, apenas diferente, meu!

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Foto: Flávio Morais/G1
Por Alisson Valério
Um desfile de escola de samba tem vários quesitos fundamentais. Comissão de Frente, Bateria, Mestre sala e porta-bandeira..., mas o nome "escola de samba" tem um motivo primordial: o samba! Sendo assim, é bem difícil escolher apenas cinco grandes sambas para retratar os mais de 25 anos de história do sambódromo do Anhembi. Por isso, dessa vez temos os cinco mais marcantes e um extra que não poderia faltar. Abaixo, você confere os cinco + um dos sambas inesquecíveis do Carnaval Paulistano.

E aí, preparados? Então vamos lá que o esquenta terminou e está na hora do samba começar.


Mancha Verde – 2006
(Compositores: Vaguinho, Douglinhas e Jaú)
Foto: Almeida Rocha/Folha Imagem
A Mancha Verde entrou na avenida em 2006 para falar sobre os injustiçados e perseguidos na humanidade em geral e foi embalada pelo samba dito por muitos como o melhor samba de sua história. O ano foi repleto de adversidades para a escola, incluindo um incêndio as vésperas do desfile, mas a Mancha não se abateu e foi para a luta. O que falar desse samba? É um daqueles sambas que te conquistam e emocionam desde a primeira ouvida e ficou ainda mais bonito sendo entoado por todos no amanhecer do dia no Anhembi. Contando com uma performance inspirada da bateria, do canto forte e aguerrido da comunidade e uma performance digna de aplausos do time de canto liderado pelo interprete Vaguinho o samba cresceu ainda mais ao vivo. Foi realmente um desfile inesquecível e emocionante que contou com a ajuda de um samba que entrou para a história do Carnaval de São Paulo. O mundo não vai me calar, injustiças não vão me deter, das cinzas se renasce para a vitória, na adversidade se aprende a crescer, são fatos que descrevem nossa história, o verde é a razão do meu viver! A Mancha Verde vestiu a camisa do samba na avenida, perseverou, lutou, não desistiu... resistiu!    
A ópera vai começar ô ô ô
Bem-aventurada, guerreira
A Mancha chegou!


Mocidade Alegre – 2012
(Compositores: Vitor Gabriel, Fernando, Renato Guerra, Leandro Poeta, Thiago e Rodrigo Minuetto)
Foto: AFP
A Mocidade Alegre em 2012 resolveu homenagear Jorge Amado através do livro Tenda dos Milagres que falava sobre a cultura afro-brasileira e tinha como foco principal Ojuobá. Com o tema escolhido, a escola teve uma disputa de samba-enredo de alto nível que culminou na escolha da obra que tinha no refrão, o trecho “o rufar do tambor vai ecoar, tenho sangue guerreiro, sou Mocidade” que se encaixou perfeitamente com o momento que passava a escola do bairro do Limão naquele Carnaval. 40 dias antes do desfile, a agremiação teve um incêndio em seu barracão que levou parte de suas alegorias e fantasias para o Carnaval. Um mutirão entre componentes e torcedores da escola tentou remediar o prejuízo daquele dia em diante, mas muita gente duvidava do que a escola seria capaz de fazer no Anhembi. Quando, o povo do Limão entrou na pista, o Anhembi foi tomado em transe junto da comunidade da escola e isso não teria acontecido sem a força do samba. Com uma composição extremamente forte do começo ao fim e que fazia inúmeros jogos de palavras com marcas registradas da escola e o tema do enredo, a trilha-sonora do desfile funcionou perfeitamente naquela noite. A bateria Ritmo Puro valorizou e muito a obra da escola e ajudou a contagiar a arquibancada. Com tudo isso, a Mocidade Alegre não podia ter outro resultado a não ser o campeonato que foi confirmado numa apuração tumultuada. Entretanto, isso só aconteceu graças ao belíssimo samba, um dos maiores da história do Anhembi. Na morada dos milagres, um verdadeiro milagre da Morada do samba...

O rufar do tambor vai ecoar
Tenho sangue guerreiro, sou Mocidade

A luz de Ifá vai me guiar
Ojuobá espalha axé, felicidade


Vai-Vai – 2011
(Compositores:Zeca do Cavaco, Ronaldinho FQ, Fábio Henrique e Afonsinho)
Foto: Fernando Donasci/UOL
Quando a Escola do Povo resolve fazer uma homenagem é bom se preparar que vem coisa muito boa por aí e não foi diferente em 2011 quando o Vai-Vai decidiu fazer uma merecida homenagem ao grande maestro João Carlos Martins. Uma história regada de superação e talento merecia ser contada em forma de desfile e a escola do Bixiga apostou nisso para partir em busca da conquista de mais um título. A obra escolhida para entoar esse desfile foi uma das mais lindas da história da escola, coisa que não é fácil de se fazer, pois o Vai-Vai tem uma extensa coleção de grandes sambas, mas esse em particular mexeu e mexe até hoje com o coração e a emoção de todos, com uma combinação perfeita entre letra e melodia o resultado não poderia ser diferente. Um grande samba não é nada sozinho e contando com uma bateria inspiradíssima sob o comando do Mestre Tadeu, um carro de som afinadíssimo liderado pelo interprete Wander Pires e a garra já característica da comunidade da escola ele se tornou ainda mais bonito. O desfile foi emocionante do começo ao fim, emocionando a todos no Anhembi, inclusive o maestro João Carlos Martins e não tinha como ser diferente. Um momento inesquecível não só para o homenageado, mas para todos os amantes do Carnaval de São Paulo. O título foi conquistado com louvor e merecimento, sem a menor dúvida. Da emoção o Vai-Vai resplandeceu...

Feliz da vida lá vem o Bixiga
Exemplo de comunidade
A Música Venceu
O dom é luz que vem de Deus
Da emoção, Vai-Vai resplandeceu
 


Gaviões da Fiel – 1995
(Compositor: Grego)
Foto: Ouro de Tolo
Vindo de um segundo lugar no ano anterior, os Gaviões da Fiel vinham em busca de algo mais no ano seguinte. Com um enredo que falava das coisas boas dos tempos de criança que ficam para sempre gravados na nossa memória e que se juntava a comemoração de 25 anos da escola de samba parecia ser a receita perfeita para o sucesso. E o samba? Ah, o samba fez muito sucesso antes mesmo do desfile e foi entoado fervorosamente pela arquibancada antes mesmo do desfile iniciar e quando o desfile começou foi arrebatador, com a ajuda de uma bateria afinada e mais uma performance especial do interprete Ernesto Teixeira abrilhantaram ainda mais o samba fazendo um verdadeiro sacode no Anhembi. O resultado foi o primeiro campeonato dos Gaviões da Fiel de forma incontestável com um samba que assim como o desfile também ficou para sempre gravado na memória. Levantaram a taça com muito orgulho para delírio da Fiel.    

Me dê a mão, me abraça
Viaja comigo pro céu
Sou gavião, levanto a taça
Com muito orgulho, pra delírio da Fiel
 


Império de Casa Verde – 2005
(Compositores: Vaguinho, Carlos Junior e Raphael)
 
Foto: Keiny Andrade/Folha Imagem
Após o terceiro lugar de 2004, a então caçula do Grupo Especial resolveu levar para a avenida o enredo “Brasil: Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Esse enredo tinha o versículo bíblico como título, mas levava ironicamente tudo o que acontecia no mundo como uma alerta ao que futuro nos reservava. O futuro, entretanto, tinha uma terra prometida que na visão do enredo era o nosso próprio Brasil. A partir daí, era como se o desfile mostrasse tudo que há de ruim ao redor de nós, só que apesar disso, o Brasil tinha o potencial de ser totalmente diferente do que víamos até então. Com esse enredo, muita gente imaginaria um samba complicado e confuso. Mas o que a escola da Zona Norte levou para a avenida foi um dos maiores sambas da história do Anhembi. Já no amanhecer e encerrando o primeiro dia de desfiles daquele ano, a composição que tinha muita beleza de letra e uma melodia simplesmente fantástica fez um verdadeiro estrago no Anhembi. A obra encantava a cada verso quem ouvia antes, durante e depois do desfile. Além da beleza irrepreensível do samba, a condução de bateria e do intérprete Carlos Júnior ajudaram ao samba fazer ainda mais sucesso naquela manhã de Sábado. O resultado, certamente, não poderia ser diferente de o primeiro campeonato para a azul e branca. Por tudo isso, a obra de 2005 da caçula do Samba é um dos cinco maiores sambas que o Anhembi já viu. Afinal, o samba foi a verdadeira estrela desse Carnaval...

Amanheceu
Desperta amor, é novo dia
E com o Sol vem meu Império
Nesse sagrado paraíso da alegria
 




Bônus: Rosas de Ouro – 2005
(Compositores: Emerson de Paula, Osmar Costa, Dema de Deus)

Foto: Jefferson Coppola/Folha Imagem
Em 2005, a Sociedade Rosas de Ouro levou para o sambódromo do Anhembi, um enredo que tinha tudo a ver com sua história. Intitulado com o nome de “Mar de Rosas”, o tema apresentado falaria sobre todos os tipos de Rosas que a humanidade já viu, terminando, obviamente, na escola. A escola entrou na avenida de forma diferenciada. Além do fato do enredo ter a conexão natural com o espírito da escola, o céu estava azul e rosa (cores da escola) esperando a Roseira passar. Era emocionante. Junte ao enredo e ao céu propícios para um desfile fantástico, um samba histórico e temos tudo que o Anhembi viveu naquela manhã de sábado. O samba da escola da Freguesia do Ó contava com uma belíssima letra unida a uma das melodias mais fantásticas que o Carnaval Paulistano já viu. Mesmo com a beleza natural do samba, a performance da bateria com uma cadência espetacular e do time de intérpretes liderados por Polenghe do Cavaco - este substituiu Darlan Alves em cima da hora por conta do regulamento – fez o samba ficar ainda mais bonito em sua performance no desfile. Por tudo isso, é impossível falar dos grandes sambas da história do Anhembi sem citar o inesquecível samba de 2005 da Roseira. Iemanjá, abra os caminhos que a Roseira vai passar...

Um mar de rosas
De ouro pra entregar
Iemanjá, abra os caminhos minha escola vai passar...

Esses foram apenas alguns dos grandes sambas que ficaram para a história do Anhembi como tantos outros que infelizmente ficaram de fora dessa lista, mas que também estão vivos na nossa memória. Para continuar conhecendo mais do Carnaval de São Paulo acompanhe a série "Os 5 mais".
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