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Carnavalize

A Estação Primeira de Mangueira é tão grande que nem cabe explicação. O portelense Paulinho da Viola sintetizou bem a dimensão que a instituição cultural verde e rosa tem para si, diante de sua relevância para o carnaval e para o Rio de Janeiro. Cabe abrir, porém, exceções e tentar compreender e explicar as envergaduras da escola e da escolha de seu hino para o carnaval de 2019, definido sob quadra lotada na madrugada do último domingo, já dia 14 de outubro.

(Crédito: arte do logo oficial da escola adaptado para a capa desta matéria)


“História para ninar gente grande” é o tema autoral do carnavalesco Leandro Vieira para o desfile do ano que vem, propondo-se a exaltar outra faceta do país senão aquelas contadas nos livros de educação convencional, senão uma história que é majoritariamente branca, europeia, caucasiana, masculina, machista e normativa. Assim, uma história que demonstra a possibilidade de se conhecer Dandara e Luísa Mahin, mulheres negras fundamentais à luta abolicionista e contra a escravidão. História que revela os Malês, escravos negros de ascendência islâmica que proporcionaram uma revolta decisiva para o Brasil. Que exalta os índios Tamoios. Uma parte do país que enaltece os Cablocos de julho, símbolos da guerra tramada pela independência do país à nação lusitana, e os que resistiram aos anos de ferro como chumbos de tão fortes. E Marielle Franco, a personificação da luta pelos Direitos Humanos e por uma sociedade igualitária e emancipatória, vereadora negra, da favela, executada em 14 de março, com uma investigação que até hoje não achou quem mandou matá-la, nem quem matou Anderson e a vereadora.

Luiz Antônio Simas é historiador e escritor sobre o país, o Rio, o cotidiano, o samba, as macumbas e a folia - e tudo isso junto. Por isso, compartilha da visão e do discurso do Brasil que a Mangueira se dispõe a conceber e realizar. Para ele, a escolha da agremiação foi acertada:

“A vitória desse samba é uma prova que escola de samba é uma instituição que, ao mesmo tempo que negocia, resiste. Foi um samba que fugiu ao controle da própria Mangueira porque ele ultrapassou o limite da escola, ganhou as redes sociais, ganhou os fãs de samba-enredo e os fãs de MPB”, comenta.

Simas explana a ideia de que a excelência da obra não passa apenas por sua perspectiva social e política, mas também por sua riqueza como samba de enredo, denominando-o como brilhante. Lembra, também, das questões da torcida:

“Foi uma torcida espontânea. Nesse sentido, ele era um samba tão melhor que acabou se impondo à própria lógica das disputas. Tomara que ele seja uma referência. Nós temos hoje um grande samba, e esse samba é o pulo de virada para o carnaval 2019”, observa.

Perguntado sobre sua influência na temática da escola, Simas comenta que é amigo do Leandro e que dialogam, mas que o enredo e a perspectiva são do carnavalesco, descrito por Simas como um “intelectual do Rio de Janeiro e do Brasil da maior relevância”.

Leandro, à frente da Mangueira nos três últimos carnavais, é o responsável pela criação da sinopse e de toda estética da agremiação. Para o carnavalesco, o enredo tem muito a dizer, também, sobre a conjuntura do país:

“Se houver Brasil depois das eleições do segundo turno, o enredo da Mangueira é um enredo que dialoga com esse cenário. Ele seria o contrário do que chega ao poder”. E acrescenta: “Um país que não conhece sua história, ou ele repetirá a história ou ele não encontrará representatividade nunca na história que é contada. O enredo da Mangueira é um enredo de representatividade, um enredo que quer eleger pessoas, que quer eleger heróis populares, quer dar representatividade a alguma lutas, principalmente a lutas individuais”.

Leandro também exalta que o tom de tristeza não está presente no seu enredo, embora boa parte dos heróis homenageados tenham sido assassinados:

“É um olhar apaixonado para isso, é um protesto com alegria, não é um protesto triste”, diz. O artista conclui falando que o enredo “quer mostrar que a luta vale a pena, quer mostrar um Brasil que vale a pena, um Brasil que se orgulhe do Brasil. E um Brasil que possa lutar, um Brasil que possa resistir. A importância do enredo da Mangueira para esse cenário é mostrar que lutou, independente se a luta tenha dado certo ou não. Mas que houve alguém que tenha lutado”.

Enquanto o discurso de Luiz Antônio Simas é comprometido em exaltar outra faceta do país e enquanto Leandro Vieira criou “História para ninar gente grande”, Deivid Domênico é um dos autores da obra que tanto chamou atenção à verde e rosa. O compositor também observa a importância do posicionamento da Mangueira no olhar histórico:

“Em 1988, a Mangueira já falava sobre a realidade ou a ilusão sobre a escravidão. O Leandro propôs um enredo muito pertinente pro momento do país, que vive um momento muito odioso. E a gente sabia que a gente precisava ter muito cuidado para fazer esse samba porque a gente precisava falar de coisas sérias, de verdades que não foram ditas. Alertar que a História se repete, e que se a gente não tomar cuidado ela se repetirá, mas de uma maneira delicada, fraterna”, revela.

Além disso, acerca da necessidade de disseminar consciência de classes entre a sociedade, Domênico diz que “o samba, como instituição, é resistência, e precisa alertar isso; é a função dos artistas, é a função dos sambistas, é a função do carnavalesco Leandro Vieira, que é, pra mim, o maior inspirador disso tudo que está acontecendo”.

Mais do que a narrativa adotada nos discursos de Simas, mais do que a criação do enredo e do samba por Leandro e Domênico, o maior recado da noite de ontem está na escolha do samba pela Mangueira. Movida por apoio de formiga, de torcedor a torcedor, pelo reconhecimento de identidade por parte dos corpos que estavam ali presentes e dos avatares que disseminaram a mensagem e a qualidade do samba pelas redes sociais - em tempos que avatares propagam fakenews, correntes e boatos para tentar favorecer candidatos e mudar os rumos das eleições. Os corpos e os avatares fizeram a Mangueira escolher o samba que cita nominalmente as figuras que serão exaltadas, o samba de uma parceria não-hegemônica, o samba que pode ser fortemente adaptado à situação em que se colocam o país e o estado do Rio de Janeiro. O povo de lá clama, assim, que os corpos e os avatares escolham o ziringuidum da democracia no segundo turno. Sabem o retrato que quer ver no Brasil e nas urnas. 

E a agremiação faz ecoar, também, Marielle. Presente. Eternizada na história verde e rosa e na história da verde e rosa, no enredo da Mangueira. Hoje e sempre.

Ouça a gravação da parceria vencedora:

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Por Leonardo Antan



O enredo é o pontapé inicial para um desfile. Seu desenvolvimento afeta diversos outros setores no processo de uma agremiação; faz surgir o samba, a os elementos visuais e permeia todos os quesitos como um todo. Com o crescimento do espetáculo, em diversos sentidos, a necessidade do surgimento de um profissional específico para elaborar as narrativas carnavalescas se tornou uma demanda das últimas décadas. 

A função do chamado "enredista" não é absolutamente comum no ambiente das escolas, e ainda são pontuais os casos de carnavalescos que recorrem a esses profissionais. Além disso, são muitas as dúvidas dos apaixonados pela festa sobre essa temática. Como funciona as etapas de criação de um enredo? Como ele chega até nós - seja no formato da sinopse, seja traduzido na parte plástica? Motivado por essa indagação, o Carnavalize ouviu um especialista na área, que há mais de quinze anos assina enredos que já passaram pelo grupo especial e de acesso do Rio e de São Paulo.

João Gustavo Melo, jornalista e doutorando em Artes pela UERJ, foi convidado para uma conversa sobre a habilidade narrativa das escolas de samba. Vem com a gente para descobrir como foi esse papo no penúltimo texto da #SérieEnredos! 

A imagem de um carnavalesco autossuficiente e dono de todo o seu processo criativo ainda permanece firme no imaginário coletivo, mesmo que as diversas funções atribuídas aos grandes artistas da festa estejam se dissolvendo ao longo dos anos, por conta da demanda alta dessa jornada. Nesse sentido, o enredista seria mais um profissional possível nessa descentralização, assim como figurinistas ou projetistas. 

A diferenciação do processo criativo entre o enredista e o carnavalesco precisa ser nítida para compreender as etapas de construção de um desfile. Primeiramente, é preciso entender a área de atuação de cada um, e, sobre isso, Gustavo Melo cristalino: "Na verdade, é um trabalho auxiliar à pesquisa do carnavalesco. Não é algo uniforme. Cada um desses artistas tem competências específicas e, por isso, demandas específicas, o que existe em comum é que o trabalho do pesquisador deve ser de respeito à criação visual do carnavalesco". Para ele, o mais importante é uma sintonia e uma afinidade na criação do processo: "Os textos de sinopse e das defesas têm que amarrar os caminhos visuais traçados no enredo, criando um discurso e dando um tom ao trabalho dos artistas. Estamos a serviço deles."

A importância desse diálogo entre diferentes funções acaba sendo rica para toda formação de um carnaval, pois a criação coletiva aumenta as possibilidades artísticas, tornando o resultado final mais rico e plural. "Acredito que a importância do enredista é, em alguns momentos, tirar o carnavalesco da solidão criativa. É fazer a cabeça do artista ferver ainda mais. É puxar deles o melhor", defende Melo, que ressalta a mudança do resultado quando há um profissional da narrativa envolvido na geração do desenvolvimento do tema: "Apesar da relação de idas e vindas, a importância desses outros criadores de enredo se refletiram como um todo na produção dos carnavalescos, interferindo diretamente na qualidade de alguns carnavais. Toda a relação é de trocas."

Nesse ciclo, é importante diferenciar que o papel de autor da sinopse e do desenvolvimento do tema não está necessariamente ligado com o surgimento da ideia original. Toda a trajetória para o desenvolvimento da narrativa é muito coletiva, atravessando não só os profissionais de criação, já que também pode contar com os dirigentes e outras pessoas envolvidas. "A questão da autoria é algo muito delicado. Nesse processo de pesquisa, naturalmente vão surgindo ideias que são levadas ao carnavalesco. Mas não é uma trilha linear. Alguns enredos surgem da vontade do presidente, da possibilidade de patrocínios, da própria escolha do carnavalesco", alerta o jornalista.

O trabalho do enredista em meio a essas opiniões divergentes é ser uma espécie de guia: "O nosso trabalho é dar um nó literário e conceitual nessas histórias. Mas é fundamental ter em mente que, de uma forma ou de outra, os caminhos serão traçados pelo carnavalesco, que é o diretor geral do desfile", exemplifica. No carnaval, sempre tem algum diretor querendo dar pitaco na criação, e vários sentem a responsabilidade de ajudar de alguma forma. Mesmo com boa intenção, isso nem sempre é positivo: "O pior dos mundos é quando alguém de fora do universo criativo tenta mudar algo do texto simplesmente por mudar. A sinopse é uma estrutura. Muitas vezes se você retira, inclui, enfim, modifica algo, a obra desaba. Essa tensão é muito séria e também presente na preparação do carnaval. Mas faz parte do processo criativo", ameniza o enredista.


O enredo de 2003 sobre o cinquentenário do Salgueiro teve participação de Gustavo.

Cearense, formado em Jornalismo e atualmente doutorando em Artes, João Gustavo Melo já trabalhou para artistas consagrados da folia brasileira, como Renato Lage e Mauro Quintaes. A história que o fez chegar na função é inusitada: "Foi um acidente de percurso (risos). Nasceu de uma ajuda ao Mauro Quintaes no enredo sobre aviação, no Salgueiro, em 2002, com a equipe da diretoria cultural do Salgueiro. O Mauro pediu uma opinião sobre o último setor da escola, nós demos e ele gostou da sugestão. A partir daí eu passei a trabalhar com ele na pesquisa e lá se vão 18 anos."

A sua atuação mais marcante foi no Departamento Cultural do Salgueiro, onde participou na idealização de diversos grandes enredos que a escola apresentou na longa estadia do casal Lage na Academia. Enredos campeões do Estandarte de Ouro, como "Ópera dos Malandros", tiveram a interferência criativa preciosa de Gustavo: "No Salgueiro, esse trabalho foi feito com Renato Lage, Márcia Lage e com Eduardo Pinto e Paulo César Barros, da diretoria cultural. Essa parceria rendeu enredos muito bacanas com os quais a escola de identificava. De uma certa maneira, contribuímos para o carnaval da escola em mais de 10 enredos."

No entanto, é com o carnavalesco Mauro Quintaes sua parceria mais marcante. Desde o primeiro contato entre os dois na vermelho e branco da Tijuca, eles viraram parceiros em diversos trabalhos entre o Rio e São Paulo. Na passagem do carnavalesco por Viradouro, Mocidade, São Clemente, Curicica, Tom Maior e Peruche, foi Gustavo o responsável por desenvolver a narrativa de enredos marcantes como Bibi Ferreira e "Choque de ordem na folia". "Só não trabalhamos juntos  na Unidos da Tijuca, que tinha a própria equipe de pesquisa", conta o jornalista. 

A parceria Quintaes e Gustavo se iniciou no Salgueiro e seguiu pela Viradouro. (Foto do desfile de 2004, por Widger Frota)

A intimidade e longa trajetória que Quintaes e Gustavo têm juntos já estabelece os limites de atuação de cada artista. É comum a dúvida entre os menos iniciados em até que ponto exatamente delimita a literatura do enredo e sua transformação em aspecto plástico. Precisa ser uma sinergia, com muita conversa e troca de conhecimentos dos envolvidos. Para o ex-diretor cultural, trata-se de um relação que precisa ficar bem estabelecida: "A primeira coisa a pensar nesse processo é: o carnavalesco é o nosso cliente. O artista é uma marca à qual temos que atender com toda dedicação. Se ele for bem, o pesquisador, obviamente, também irá.". 

Evidentemente, às vezes nem tudo fica tão definido assim e o processos podem se tocar, existindo sempre respeito entre as partes. "Alguns carnavalescos  depositam em nós a confiança de poder sugerir elementos visuais. Outros preferem desenvolver por si só e com sua equipe de criação essa parte. Mas muitas vezes o texto da sinopse tem tantos elementos visuais presentes, que inspiram não só o compositor, mas também o carnavalesco. O visual também mora nas palavras", analisa. 

Uma história que ilustra bem isso envolve uma das imagens mais marcantes do carnaval campeão do Salgueiro, em 2009: "No enredo do Tambor, por exemplo, um poema que dizia que a batida dos elementos percussivos na pré-história era o grito do animal sacrificado nas caçadas. Esse texto deu a ideia para o carnavalesco Renato Lage criar a segunda alegoria da escola, que era de uma força estética impressionante. Quando há essa conexão entre o carnavalesco e o pesquisador, é gol certo", afirma Melo. O caso do enredo Tambor também demonstra as diferentes fontes de inspiração para o surgimento de um tema: a ideia original de uma narrativa sobre os instrumentos de percussão nasceu de uma sugestão de Haroldo Costa, depois desenvolvida pela diretoria da agremiação. 

A marcante alegoria do carnaval salgueirense de  2009.

Esse alinhamento entre os textos e as imagens do desfile é fundamental para o sucesso da narrativa na hora do desfile. Gustavo explica que às vezes é mais ousado, arriscando em sugestões que possibilitam um salto pro artista visual, mas que ao mesmo tempo não o aprisionem, tentando deixar um  espaço livre para a criação: "Eu procuro trabalhar com o carnavalesco uma forma de criar imagens poéticas para o enredo. É uma estratégia arriscada. Pode não dar certo. Mas na maioria das vezes a escrita de sinopses mais visuais tem se refletido em sambas condizentes com o enredo proposto."

A respeito do processo da transformação do assunto a ser desfilado na linguagem não-verbal das escolas de samba, como alegorias e fantasias, tudo pode variar caso a caso. Gustavo explica que a escolha de figuras relacionadas com o tema é uma fase crucial de todo o processo: "Essa definição da ordem dos elementos do desfile é fundamental para a composição de uma boa história a ser levada para a avenida." Ainda, ele lembra que "na fase de criação do enredo, o nosso trabalho também é de sugerir mudança de ordem de elementos para que essa sequência dramática seja respeitada. Uma mudança nesse roteiro pode atrapalhar o compositor na hora da elaboração do samba e também confundir o julgador. Por isso em alguns casos podemos sugerir alas ou mesmo fazer o roteiro, mas com todo o respeito à criação do carnavalesco."

Um aspecto menos feliz do ciclo de realização do enredo é a pouca valorização do profissional. Apesar da importância que ele assume em algumas escolas, a visibilidade do cargo e sua consequente remuneração ainda não são satisfatórias, assim como ocorre com outras funções da festa. Os desfiles, ao longo de sua história, são marcados por esbarrarem na barreira da profissionalização em diferentes cargos, e com um enredista não é diferente: "Pode parecer contraditório - e é - mas, no mundo do Carnaval, o que não é remunerado é desvalorizado. Ninguém respeita quem não ganha. O processo de construção do enredo é algo muito complicado. Um xadrez jogado coletivamente com o carnavalesco, com a direção da escola, com os compositores, enfim... É um trabalho que consome muito, porque não há um um 'expediente', você não se desliga daquela ideia nenhum minuto, nem na hora de dormir", estabelece o jornalista. 

Gustavo reafirma não só as dificuldades desse empreitada, mas também a cobrança em cima de um quesito tão importante: "Isso é um trabalho que começa lá atrás, na solidão do texto. Portanto, seria justa essa remuneração, uma espécie de indenização por você emprestar sua alma e repertório criativo num projeto que muitas vezes só beneficia algumas pouquíssimas pessoas.", diz se referindo aos patrocinadores beneficiados. 

Ele defende ainda que "os pesquisadores e carnavalescos ganhem um  percentual a mais por enredos patrocinados. Muitas vezes se transforma uma ideia tosca em algo mais palatável." E continua: "A defesa de quesito, por exemplo, pode destruir ou salvar uma nota de enredo. É muita responsabilidade, um trabalho artesanal que nos consome durante todo o processo de execução do desfile, junto ao carnavalesco, em cuja cabeça temos que morar durante um tempo até conhecer todo seu estilo e poder atender-lhe da melhor forma possível."

A longínqua parceria entre Mauro e Gustavo segue para o ano que vem, em SP.

Para 2019, João Gustavo está envolvido em projetos no Rio e São Paulo. Dá continuidade com a grande parceira com Mauro Quintaes na Dragões da Real, onde desenvolvem o enredo "A invenção do tempo. Uma odisseia em 65 minutos". Pelo Rio, é responsável pela sugestão que gerou o enredo "Salvador da Pátria", da Paraíso do Tuiuti, e também assinará a homenagem ao dramaturgo Dias Gomes, na Unidos de Padre Miguel, inaugurando uma parceira com João Vitor Araújo. 

Ser um enredista é estar responsável por uma das artes mais cativantes e relevantes de uma escola de samba: a capacidade de contar histórias e mexer com o público por meio delas. Atualmente, a função das agremiações em fazer refletir e emocionar as arquibancadas narrando histórias que dialoguem com nossa história e cultura é uma das possíveis salvações para que o país se conheça, reconheça e resista no que possui de melhor. Por isso, que contemos mais histórias de negros, malandros, índios e artistas, revelando as entranhas da arte mais brasileira de todas: o carnaval.

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Por Jéssica Barbosa
Colaboração de Guilherme Peixoto
Fala, sambista! O Carnavalize deu voz aos astros e estrelas que abrilhantaram o Anhembi no segundo dia de desfiles. Sete escolas desfilaram em busca do título, que ficou com a Acadêmicos do Tatuapé, entretanto, os segmentos nos passaram suas impressões da festa: 

X-9 Paulistana – Darlan Alves, intérprete
Darlan: Eu acho que o sábado geralmente é mais quente, a galera já está mais no clima do carnaval, o público mais animado, e o nosso samba tem isso dos ditos populares, então são frases que acabam fazendo parte do cotidiano de cada um de nós Tínhamos certeza que isso ia passar para a galera, e com certeza foi o que aconteceu.

Império de Casa Verde – Carlos Jr. intérprete
Carlos Jr: Eu adoro cantar enredo que fala de social. esse tem também um pouquinho de política, tem muito gente que é avesso à política. Eu não sou contra nem em cima do muro, mas por outro lado acho que tem a mensagem, acho que cantor serve pra isso, seja cantor de samba enredo, de MPB de rap, ele serve pra enviar mensagem, eu fico muito feliz quando eu pego um enredo que o compositor tem o prazer de escrever alguma coisa que vai trazer alguma mensagem pro adolescente, pro eleitor, pra pessoa de algum movimento social eu acho isso muito importante, coisas que mexem com o futuro de uma criança ou com a família, acho que esse enredo a proposta dele, ele fala de uma história da Revolução Francesa, de uma coisa de miserável, mas tem aquela coisa do povo no meio, a revolução ela sempre começou pelo povo então acho muito importante isso, pra mim uma honra ter tido a oportunidade de cantar um samba-enredo sobre manifestação do povo, fico muito feliz. Está marcado.
A gente fez um projeto para ser campeão, mas sabemos que hoje o carnaval de São Paulo está muito disputado, com várias escolas brigando. Esperamos que os jurados entendam a nossa proposta.


Mocidade Alegre – Karina, 1ª  porta-bandeira 
Karina: Minha fantasia representa a Alcione, a flor mais bela de uma imenso jardim, e o Emerson representa o samba. Estamos com as cores da escola: verde, vermelho e branco. Foi muito emocionante, porque a Alcione é uma das maiores sambistas que a gente tem no Brasil. Ela está super feliz e essa emoção transborda para a gente.

Vai-Vai -Ágata, 3ª porta bandeira
Ágata: Viemos representando a censura, uma época em que a gente se calava, por isso viemos na parte “negativa” da escola. O título vai ser nosso!


Gaviões da Fiel – Ernesto Teixeira, intérprete
Ernesto: O samba veio dentro do esperado da expectativa da gente, dos ensaios técnicos e dos ensaios da quadra. Ele foi cantado primeiramente pelos componentes da escola e a arquibancada também respondeu. Foi muito bom!

Dragões da Real – Rogério Félix, diretor de harmonia
Rogério: O projeto passou exatamente como a gente planejou, vínhamos fazendo isso nos ensaios técnicos. O trabalho passou como a gente tinha criado, representado com muita alegria e muita simplicidade esse homem do campo. A sensação é de dever cumprido. Se for para ser campeão, tudo bem. Se não, ver a nossa comunidade feliz já é um título.

Vila Maria – Clayton Reis, ala musical
Clayton: Foi um rendimento maravilhoso, que eu acho que quase ninguém esperava. Achavam que o samba estava muito ruim, que a Vila Maria tinha escolhido errado, mas acho que [o samba] caminhou bem na avenida. Agora é só esperar o resultado. Para quem sempre assistiu [Chaves] desde pequeno isso aqui foi um sonho maravilhoso, uma oportunidade única Sei lá quando vou poder cantar Bolaños de novo, mas foi maravilhoso.
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Por Juliana Yamamoto
Foto: Sintonia de Bambas
Olá, seguidores do Carnavalize, tudo bom? Faltando poucos dias para o nosso carnaval, o trabalho da quase repórter não para e hoje temos uma grande entrevista, direto do Jardim Japão para vocês! CADÊNCIA NÉ?!

Mestre Moleza, ou Rodrigo Neves, é uma das peças fundamentais da Unidos de Vila Maria e desde sua chegada, para o carnaval de 2013, a bateria da verde, azul e branco ganhou um novo estilo e ao longo dos anos evoluiu, tornando-se, atualmente, uma das grandes referências do carnaval de São Paulo. Sua carreira iniciou-se no Águia de Ouro, onde teve aulas na escolinha de bateria da Pompéia, a qual foi essencial em sua vida. Rodrigo, logo depois, foi pra Mocidade Alegre, tornando-se um dos ritmistas da Ritmo Puro, aprendendo muito ao lado do mestre Sombra e seus diretores. Sua vida de “mestre de bateria” começou a ganhar forma na Mancha Verde, onde começou a comandar a Puro Balanço ao lado do mestre Caju, fazendo inesquecíveis desfiles, principalmente nos anos de 2011 e 2012.


Em 2013, Moleza comandou a bateria da Vila Maria, implementando seu estilo mais cadenciado e começando uma grande história na agremiação que continua até os dias de hoje. Apesar do bom desempenho da bateria no ano de sua estreia, a Vila Maria amargou o descenso para o Grupo de Acesso. Mesmo com o resultado, Moleza continuou com seu trabalho na escola e também com a famosa escolinha de bateria, trazendo cada vez mais ritmistas. Um dos ápices da Cadência da Vila foi no ano de 2016, quando a bateria levou quatro notas 10, conquistando também o Troféu Nota 10, e sendo considerada uma das melhores no quesito. O ano de 2017 também foi inesquecível, principalmente para o mestre, com uma apresentação de encher os olhos e emocionar qualquer um que estava presente.

Numa entrevista muito proveitosa, tive a grande oportunidade de mergulhar e conhecer um pouco mais a carreira de Rodrigo Neves no mundo do samba. Um dos artistas mais respeitados do carnaval e que cada vez mais imprime seu estilo na bateria da Vila Maria. Além disso, conversamos sobre a criação das “bossas”, tão características da Cadência. Para quem gosta do trabalho do Rodrigo, vale separar um tempinho e ouvir!

Agradeço ao mestre Moleza por toda atenção e simpatia conosco. Muito sucesso a você e a todos seus parceiros ritmistas da Cadência da Vila! Também agradeço à assessoria de imprensa da Vila Maria, em especial Amanda e Kauê, que deram todo o suporte ao nosso site.

Espero que curtam a entrevista e bora esquentar os tamborins, porque o carnaval já está logo aí! Um beijo da quase repórter!

OUÇA A ENTREVISTA ABAIXO: 
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Por Juliana Yamamoto
Foto: Felipe Araújo
Olá, seguidores do Carnavalize! Faltando poucos dias para o nosso tão aguardado carnaval, enquanto as escolas de samba estão a vapor se preparando para o aguardado desfile, eu estou trabalhando e trazendo novas entrevistas a vocês!

Hoje a entrevistada também vem lá do Jardim Japão e faz parte da famosa Cadência da Vila. Sávia David, a nova rainha de bateria da 'Mais Famosa' deu uma incrível entrevista para o Carnavalize!

Sávia é carioca e desfila pela Beija-Flor, sendo a única destaque de chão da agremiação. Com o convite do seu amigo Fransérgio e o fato da bateria estar a procura de uma rainha, ela chegou para completar o escrete da escola!

Mesmo com a distância, Sávia sempre está presente nos ensaios da Vila, cada vez mais ansiosa para o desfile oficial! Numa conversa muito interessante, pudemos conhecer um pouco mais dela, figurinha nova no carnaval de São Paulo, além de seus preparativos para o desfile, a sua relação de paixão com a Vila e todo carinho que possui pela Cadência.

Além disso, Sávia deu um recadinho para todas que sonham ser musas ou rainhas de bateria de uma agremiação!  Para quem quer conhecer a nova rainha de bateria da Vila Maria, vale conferir a entrevista, que está imperdível! Agradeço à Sávia por toda atenção e simpatia conosco e também à assessoria de imprensa da escola que deu todo suporte.

Porque a cadência... é da VILA!

Espero que curtam entrevista! Um beijo da quase repórter!

OUÇA A ENTREVISTA ABAIXO:
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Por Juliana Yamamoto
Olá, seguidores do Carnavalize, tudo bom? A quase-repórter está de volta e a entrevistada de hoje vem lá da Escola do Povo! Tive o grande prazer e a honra de conversar um pouco com a primeira porta-bandeira do Vai-Vai, Paulinha Penteado! 

Paulinha é filha de Fernando Penteado, diretor de carnaval da Escola do Povo. Desde pequena, Paulinha frequentava os ensaios da escola, mas o seu destino já estava traçado para se tornar uma das maiores porta-bandeiras da história do Vai-Vai e da Terra da Garoa. 

No carnaval de 2005, defendeu o segundo pavilhão da agremiação, mas o futuro reservava grandes surpresas. Para o carnaval de 2006, após a saída do primeiro casal, Paulinha foi promovida e teve o grande desafio de defender o primeiro pavilhão. Em 2018, ela comemorará 12 anos como primeira porta-bandeira do Vai-Vai ao lado do seu mestre-sala, Pingo. 

Na entrevista, pude conversar um pouco sobre sua longa história, sua parceria ao lado de Pingo e também os desafios que enfrentou por ser da família Penteado e substituir Renatinho e Fabíola. Também conversamos sobre sua forte relação com o Vai-Vai e também seus desfiles mais marcantes. 

Numa entrevista bem proveitosa, pude perceber o quanto Paulinha é uma mulher incrível, de opinião forte e, sem dúvidas, muito dedicada e simpática - o pavilhão da Saracura não poderia estar em melhores mãos.

Agradeço a Paulinha por toda atenção ao site Carnavalize! Torcemos muito pelo seu sucesso ao lado do Pingo. Também agradeço a assessoria de imprensa do Vai-Vai, em especial ao Mauricio Coutinho, que deu toda assistência no dia da entrevista. 

Espero que curtam a entrevista. Quaisquer sugestões e críticas são bem-vindas! Um beijo da quase-repórter e até a próxima!

OUÇA A ENTREVISTA ABAIXO:
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Por Juliana Yamamoto
Olá, seguidores do Carnavalize, tudo bom? Estavam com saudades de mim, né? Hoje irei entrevistar mais uma revelação do carnaval de 2017! Voltei à escola de samba mais feliz do carnaval de São Paulo para poder conversar um pouquinho com a primeira porta-bandeira da Dragões da Real, Evelyn Silva.

Evelyn é uma das porta-bandeiras mais novas do Grupo Especial e, sem dúvidas, uma das grandes revelações do carnaval da Terra da Garoa! Com apenas 19 anos, Evelyn já defende o primeiro pavilhão da Dragões ao lado do seu mestre-sala Rubens.

A linda porta-bandeira é figurinha nova no Anhembi. Em 2016, foi segunda porta-bandeira da vermelho e branco e, para o carnaval de 2017, foi promovida, ocupando o lugar de Lyssandra, que a ajudou muito e foi essencial em sua estreia.

Até o desfile de 2017, a jovem com personalidade forte e marcante não era muito conhecida e, infelizmente, foi questionada por alguns, principalmente por sua idade. Surpreendendo muitos, Evelyn deu um show no Anhembi, conseguindo três notas 10 ao lado de Rubens! Logo após a apuração, a porta-bandeira soltou um desabafo na rede social sobre seu ano, as críticas e o alívio após as notas. Inclusive, durante a nossa conversa, ela comentou a respeito desse seu desabafo e as críticas.

Numa entrevista proveitosa, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais a história da Evelyn no carnaval, a sua chegada na Dragões da Real e toda sua trajetória dentro da agremiação, até seu samba-enredo mais marcante e favorito! Para quem não conhece e quer conhecer um pouco melhor a incrível Evelyn, dá um play no áudio que com certeza vai adorar!

Agradeço toda atenção e simpatia da Evelyn Silva! Com certeza vocês ainda irão vê-la por muitos anos no Anhembi! Um grande presente que o carnaval 2017 nos proporcionou!

Espero que curtam a entrevista! Um ótimo final de ano a todos que acompanham o nosso site e até Ianeiro porque o carnaval 2018 já está logo aí! Um beijo da quase-repórter!

OUÇA A ENTREVISTA ABAIXO:
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Por Juliana Yamamoto
Olá, seguidores do Carnavalize, tudo bom? Hoje a entrevistada do site é uma das maiores revelações do carnaval de 2017 e a voz oficial da Escola do Povo, Grazzi Brasil!

Eu sempre quis entrevistar a Grazzi e após muitos pedidos, finalmente consegui realizar esse desejo. Desde o momento que ela ganhou notoriedade nas eliminatórias do Vai-Vai pro carnaval 2017, eu já a admirava e considerava ela um talento nato. Tive a oportunidade de fazer uma mini entrevista após o desfile das campeãs e agora uma entrevista mais longa e sem dúvidas, melhor e mais completa. 

Grazzi Brasil iniciou no mundo do samba através do convite do seu amigo Jorginho Soares, o qual é muito grata. Fez parte do time de canto da parceria do Zeca do Cavaco nos sambas concorrentes nos anos de 2015 (Elis Regina) e 2016 (França). Desde 2017, ela faz parte do carro de som da Escola do Povo e em 2018, será a primeira mulher intérprete oficial na história da Saracura. Muita responsabilidade, né? Mas além disso, ela estará no carro de som do Paraíso do Tuiuti do Rio de Janeiro. Olha só que voos altos, a nossa querida vem fazendo. Durante a entrevista, Grazzi comentou tudo isso e também falou suas expectativas pra 2018. Também abordei sobre o machismo no mundo do samba - se a própria sentiu isso - e como ela se vê como exemplo para outras meninas que queiram ser intérpretes. A sua representatividade e imagem para outras mulheres alcançarem o seu espaço numa escola de samba. 

Também citou as referências que ela tem na função de intérprete! Tem Wander Pires, Nino do Milênio, Diego Nicolau... Agora, pra você saber melhor de tudo isso, só ouvindo a entrevista que me fez conhecer ainda mais de uma das maiores revelações do Carnaval brasileiro nos últimos anos. 

Quero agradecer a Grazzi e assessoria do Vai-Vai, Mauricio Coutinho, pela atenção comigo em nome do Site Carnavalize. Muito obrigada pelo carinho e pelo tempo disponibilizado!

"Saracura! A Vai-Vai do meu coração! Simbora, Escola do Povo".

OUÇA A ENTREVISTA ABAIXO:
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Por Juliana Yamamoto

Fotógrafo: Igor Cantanhende

Olá, seguidores do Carnavalize, adivinha quem está de volta? Isso mesmo, a quase repórter! Após uns meses descansando, estou de volta com as entrevistas que sei muito bem que vocês adoram. Para iniciar o nosso quadro com o pé direito, a entrevistada de hoje é uma das porta-bandeiras de uma das maiores escolas da terra da garoa. Esta porta-bandeira tem uma linda carreira no carnaval de São Paulo e faz história na atual agremiação que defende. De quem estamos falando? Karina Zamparolli! Primeira porta-bandeira da Mocidade Alegre desde o inesquecível ano de 2013 - a nossa pequena gigante!

Eu já conhecia a Karina quando fui num ensaio técnico para o carnaval de 2017 no Anhembi. Ela foi um amor, me tratou muito bem e foi super carinhosa e atenciosa. Por tudo isso, fazia tempo que queria entrevistá-la e a oportunidade finalmente veio no domingo passado. Antes de falar um pouco sobre a entrevista, queria agradecer à assessoria de imprensa da Mocidade Alegre, principalmente ao Fabico, com quem marquei a entrevista e no dia foi muito prestativo e simpático. Obrigada por ajudar os sites carnavalescos e tornar as matérias mais fáceis de serem realizadas, além de toda assistência necessária. Para uma principiante como eu, ter o apoio e a ajuda de vocês é realmente importante e gratificante!

Agora vamos falar da entrevista, que sem dúvidas foi uma das mais emocionantes que já fiz. Uma entrevista longa, mas com várias revelações e um relato emocionante que fez Karina chorar. Não soltarei spoiler, mas vale prestar muita atenção quando ela comenta sobre o carnaval de 2014. Uma história de garra e superação e que poucos sabem ou comentam.

Durante a entrevista - uma das mais longas - pude saber um pouco mais sobre a chegada da Karina na Mocidade Alegre, os frequentes ensaios com o Emerson para o carnaval de 2013, a sua expectativa na apuração e até o seu samba favorito da Morada. Inclusive, ela soltou a voz no final da entrevista, vocês não podem perder esse momento. Porta-bandeira e intérprete, que pisão! Ah, ela também contou uma coisa que bom eu até então não sabia. Uma agremiação da Série A convidou ela e o Emerson para desfilar em um ano! Qual será que foi? Façam suas apostas! 

Fotógrafo: Armando Bruck
Na minha opinião não tinha pessoa melhor para retomar o quadro! Eu já gostava da Karina anteriormente, mas depois de bater um papo com ela, gosto muito mais. Ademais, a minha admiração pela sua pessoa aumentou, por todas as batalhas que passou e dificuldades que enfrentou.

Quem me acompanhou nessa jornada foi um dos novos integrantes da equipe do Carnavalize, Bruno Malta. Torcedor da Morada do Samba, Bruno não conseguiu conter a emoção quando chegou na escola do Limão e conheceu a sua porta-bandeira favorita. Imagina um fã conhecendo seu ídolo? Foi ele mesmo. Até ele ficou emocionado com as palavras da Karina! Brincadeiras à parte, a entrevista foi muito proveitosa. No fim, tivemos a alegria de ver Karina cantando o refrão do samba de 2018, inclusive ela já pode dividir o carro de som com o Tiganá; hein!? E tiramos algumas fotos com seu inseparável pavilhão.

Espero que curtam a entrevista, com certeza, depois de ouvirem, certamente vocês vão gostar ainda mais da maravilhosa porta-bandeira da Morada do Samba! Uma mulher maravilhosa, doce, talentosa e que literalmente veste a camisa. Já estou ansiosa para ver o show que ela dará com o Emerson na avenida.

Um beijo da quase-repórter e até a próxima!

OUÇA A ENTREVISTA:



Ouça o samba da Mocidade Alegre para o carnaval 2018:

(versão concorrente)

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Por Beatriz Freire, Felipe de Souza e Vitor Melo



Pai
Aquele que tem um ou mais filhos.
Gerador; genitor; progenitor. Criador; autor. Protetor, benfeitor.
Pai, a essência humana na forma de homem. De surdo, repique e tamborim. De escolas, de samba e, até mesmo, de sangue. Hoje é dia de homenagear aquele que, por muitas vezes, nos levou pros ensaios e desfiles, apresentou-nos ao amor de nossas vidas e, hoje, comemora mais um dia com aquele churrascão ao som de muito samba-enredo.


Para exaltar, é preciso muitas vezes se recordar de pais que lá de cima olham por nós. Igor Vianna, intérprete da Alegria da Zona Sul e filho do inigualável Ney Vianna, conta como a influência de seu pai o levou para o mundo do samba, além de reverenciar a figura daquele que defendeu o pavilhão da Mocidade Independente de Padre Miguel por duas décadas.

Igor conta que a relação com seu pai era boa e que Ney não queria que o filho se inserisse no mundo do samba, apesar de perceber que ele teria futuro. Quando ele se foi, no ano de 1989, Igor tinha apenas 10 anos mas já enxergava no pai uma fonte de inspiração, diz ele. "No pouco tempo que ele teve, ele me ensinou tudo que podia ensinar", completa.


Sobre o questionamento de ter sido influenciado ou ter resistido ao samba em algum momento, o intérprete conta que o pai não o instigava a gostar de carnaval, pois não queria os filhos neste meio; "ele achava que era um mundo cruel e não queria para os filhos os sofrimentos pelos quais ele passou". O resultado disso foi que todos os filhos, exceto Igor, terminaram afastados do mundo do samba. Com quase 15 anos de carreira, ele relembra que seu maior exemplo veio de casa, embalado pela voz de Ney cantando: "ao ver o meu pai no microfone, eu, ainda criança, descobri que era aquilo que eu queria".

Recordando-se de alguns bons momentos na companhia de seu pai, ele cita os momentos em que estava no bar cujo Ney era dono, ao lado da quadra da Mocidade, e quando ia aos ensaios às quartas-feiras, pois "começava mais cedo", adiciona o cantor; Já emocionado, recorda-se também de músicas que o pai gostava de ouvir, como "São José de Madueira" e "Todo Menino é um Rei". "Lembro dele quando toca uma música do Almir Guineto que diz: 'Ô Zé, deixa estar no candeeiro/que o terreiro está/iluminado pela lua/pela lua, Zé, pela lua'. Lembro dele quando escuto Beto Sem Braço, que era muito amigo do meu pai".

Concluindo, Igor destaca a saudade de seu pai, aquele que lhe transmitiu o dom de cantar e encantar na Sapucaí, "sempre me vem uma lembrança acompanhada de uma saudade boa. Ele estaria orgulhoso, pois quando viu que eu seguiria seus passos, me ensinou tudo que podia e por isso sou muito grato por tudo que ele fez por mim. Sinto muito a falta dele."
O grande intérprete Ney Vianna.

Saindo da voz e da harmonia, com destino traçado ao baticum inconfundível de uma escola de samba, aterrissamos na batida furiosa do morro do Salgueiro, mais precisamente, na ala de chocalhos, considerada, por muitos, a melhor do carnaval carioca, da Academia do Samba.

O embalo da alvirrubra é comandado com maestria por Mestre Marcão e pelo swing inconfundível das tranças de Markinhos, que nos contará um pouquinho de sua trajetória e de sua relação com aquele que o gerou.

Quando criança, Markinhos desfilava pela Aprendizes do Salgueiro, escola mirim da vermelha e branca tijucana, seus primeiros passos no universo momesco. Para ele, aquilo tudo não passava de diversão, o que era natural para uma criança de 6 anos. Foi com pouca idade, entretanto, que se deu conta de que se interessava pelo universo dos paetês e purpurinas. Em 2006, já nos preparativos para o desfile de Candaces, Markinhos se viu frequentando assiduamente a comunidade e a quadra de seu torrão amado. Embora já vislumbrasse desfilar na Furiosa e contasse com o apoia das diretoras da ala de chocalhos à época, contava com a resistência do pai e mestre Marcão.



"As diretoras chocalho eram todas a favor de que eu desfilasse, queriam que eu saísse na ala com elas e foi uma confusão muito grande porque justamente e apenas ele, a pessoa principal, era contra e no final era ele quem mandava, já que era o mestre."

E o tempo passou, até que os dias da folia estavam se aproximando... "No dia de entrega das fantasias eu peguei meu saco e levei pra casa, muito feliz. Quando abri, era uma fantasia da ala das crianças da escola, não era uma roupa de ritmista da bateria, o que foi uma frustração muito grande para mim." Mas isso não ficaria assim depois de uma pirraça, com direito a "auê pelo telefone", como disse ele, saiu o mestre de bateria e entrou o paizão. "Liguei para o meu pai, até que finalmente me falou para ir buscar minha roupa da bateria porque eu não desfilaria mais na ala das crianças depois do auê que fiz pelo telefone" - risos.



Além de ceder à vontade do filho e de suas diretoras, a relação entre os dois foi fortificada e estreitada com a entrada de Markinhos na bateria. "Foi a partir disso que nossa relação ficou mais forte e que o samba deixou de ser uma diversão e virou trabalho; As diretoras saíram após o carnaval de 2011 e em 2012 eu assumi o comando da ala." Houve aquela resistência por parte de Markinhos, que acabou aceitando no final. "A princípio, eu não queria concordar mas a escola precisava de alguém, então me pediram e eu acabei aceitando o cargo de diretor." E pra separar a figura de pai para mestre da Furiosa? Será que foi fácil no início? "Dentro da quadra ele me trata como faz com todo mundo; se tiver que dar esporro, ele vai dar e se tiver que elogiar, ele vai elogiar. No começo, foi complicado separar meu pai do Mestre Marcão." e completa "sabemos separar bem a vida profissional da pessoal, isso é o mais importante e fundamental!"

Nem tudo são só rosas, ou, melhor dizendo, notas dez! Markinhos lembra do momento "mais memorável", como disse ele, ao lado do pai: "em 2015, quando saíram as notas e a bateria levou 9.9.  Quando veio a justificativa, tiraram um décimo do chocalho. Ele me ligou, dizendo que tudo estava tranquilo, que o trabalho que eu tinha feito tinha sido 100%, enfim... disse que era esquecer o que aconteceu e pensar no próximo ano!". Foi o lado pai do mestre Marcão entrando em cena naquele momento! Tirou dez, hein, mestre!?



Com certeza, não foi a primeira vez em que Markinhos ouviu esse questionamento, mas também queríamos saber... Será que ele pensa em seguir a trajetória do pai até ao posto de ser mestre da bateria? "Eu espero que o futuro me surpreenda, pode ser que eu fique no lugar dele, como pode ser que não. Eu não tinha o intuito de fazer do samba uma coisa profissional, mas aconteceu... se tiver que ser, será!".

No mais, apenas um recado no de pai pra filho, isto é, de Markinhos pra Marcão: "eu sou seu maior fã!" (Como ele disse sempre dizer ao mestre). Só pra deixar claro, também somos, Marcão!
Sabemos da existência de diversas outras histórias de pais e filhos do mundo do carnaval, esperamos que consigamos homenageá-las, assim como todos os pais que nos acompanham.

O Carnavalize deseja um feliz dia dos pais a todos;
Aos de sempre,
aos de samba,
aos de sangue.
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O Carnavalize compareceu à Carnavália Sambacon e ficou levemente perdido em meio a tantas celebridades e figuras importantes do samba. A feira, nas suas últimas edições, se firmou como ponto de encontro de quem faz a festa nos mais diversos segmentos, num ambiente descontraído, fora da tensão dos desfiles oficiais. Aproveitando isso, fizemos uma série de entrevistas com diferentes segmentos das escolas e as dividimos em grupos. Para finalizar a série, saiba mais sobre a trajetória e o que estão preparando grandes coreógrafos de Comissões de Frente.

Primeiro, a renomada dupla Priscilla Motta e Rodrigo Negri revela um pouco do impacto do corte de verba no seu trabalho e comenta sobre a sua trajetória e fixação como grandes nomes da festa no quesito de abertura nos últimos anos. Logo depois, o também renomado Marcelo Misailidis se posiciona a partir do corte de verba e como isso afeta seu quesito.

Priscilla e Rodrigo fizeram história na Tijuca e estão há três carnavais na Grande Rio.

- CARNAVALIZE: Vocês foram os responsáveis pela Comissão de Frente que revolucionou o quesito, em 2010, na Unidos da Tijuca. A partir daí, as aberturas dos desfiles viraram um verdadeiro show. Como o corte de verba acerta diretamente o espetáculo, o trabalho de vocês, para o próximo carnaval?

- PRISCILLA MOTTA: Realmente, o quesito cresceu, dentro do carnaval, com certeza, foi o quesito que mais evoluiu. O que temos que fazer é usar a criatividade e pensar o que ela pode nos proporcionar com o recurso financeiro ou não. Claro que com o orçamento menor somos obrigados a dar um passo atrás, mas ainda temos que fazer um adaptação para manter o nível técnico. 

- RODRIGO NEGRI: Eu acho que o principal é a questão da valorização do profissional. Inclusive, os nossos bailarinos são remunerados; para a gente exigir, a gente precisa retribuir. Então, a parte da remuneração dos nossos bailarinos é uma parte que fica complicada. Temos que nos adaptar, é claro que o projeto não pode ser comprometido, mas precisamos apertar, de repente, o número de ensaios, a carga horária...  tudo ajusto à nossa realidade. 

- CARNAVALIZE: vocês trabalham sempre com grupos grandes, que envolvem cerca de 30 pessoas que se revezam e fazem trocas nas apresentações. Acaba sendo um setor da escola muito autônomo e as pessoas muitas vezes não sabem da antecedência que vocês têm em relação ao início e rotina de ensaios. Vocês ficaram um pouco à sombra do Paulo Barros, mas, mesmo depois da saída da Tijuca, ainda mostraram a autonomia, criatividade e competência que têm no trabalho. Gostaríamos que falassem um pouco sobre a profissionalização dessa área. 

- PRISCILLA: Normalmente, a comissão de frente é atrelada ao desfile como um todo; ela é um segmento do desfile, tem a ver com o enredo e a gente busca muito isso. Nossas comissões são de leitura fácil e diretamente ligadas ao que será apresentado no enredo. É muito bom quando temos o carnavalesco ao nosso lado, e esse ano faremos nosso primeiro trabalho ao lado do casal Lage e estamos recebendo um apoio super bacana. Cada carnavalesco gosta de trabalhar de uma maneira e, realmente, na Grande Rio conseguimos uma liberdade muito bacana; a gente pôde levar na íntegra os nossos projetos e isso foi muito bom pra gente. Quando o carnavalesco vem pra somar com o nosso trabalho o resultado é excepcional. 

- RODRIGO: Com relação aos ensaios, normalmente definimos o projeto e lá para outubro ou novembro começamos a ensaiar com os bailarinos cerca de três vezes na semana até dezembro. Em janeiro e fevereiro, são todos os dias, de segunda a sexta e vai dependendo da necessidade do projeto. Às vezes, precisamos trabalhar de 5 a 6 horas dentro dos horários malucos da madrugada para proteger e guardar o segredo, para que no momento da Avenida consigamos explodir e contagiar o público. 

As comissões da dupla são famosas pelos truques de mágica e surpresas inesperadas.

- CARNAVALIZE: Como funciona essa pesquisa de referências a respeito do que será apresentado? Vocês se inspiram em show de mágica, espetáculos ou algo do tipo? De onde vocês tiram o coelho da cartola? 

- PRISCILLA: É curioso porque cada ano é um projeto e no ano do segredo todo mundo falou "ah, eles fazem mágica!", e estávamos fazendo mágica, mas naquele ano específico. Depois, ficamos atrelados a essa etiqueta do ilusionismo, mas, na verdade, somos artistas, viajamos, vamos a museus, assistimos peças, musicais, e claro que isso tem uma influência. Mas o que a gente busca mesmo é criar algo em cima do enredo proposto; não é que a gente pegue uma ideia e tente encaixar naquilo a ser apresentado, normalmente não é assim que funciona. Mas é bom quando temos uma referência e podemos usar no carnaval, sabendo que é um fator complicador, porque é a céu aberto; pode chover, pode ventar, as pessoas veem de todos os ângulos, de longe, de perto, de cima, de baixo, é um espetáculo televisionado. A gente se preocupa muito com isso e, claro, não para de trabalhar. 

- RODRIGO: A gente pensa sempre em trazer uma novidade, de alguma forma, se comunicar diretamente com o público. E é um trabalho que a gente termina e já emenda no outro, é só questão de esperar a escola anunciar o enredo e a gente já começa a pensar de uma forma bem tranquila. Conversamos com carnavalesco, vamos pegando ideias e referências e outubro é o limite para fecharmos o projeto. 

- CARNAVALIZE: Para encerrar, como foi trabalhar com a Ivete num 'casamento' de coreógrafos tão renomados com uma artista e homenageada tão conhecida e aclamada pelo público?

- PRISCILLA: nos demos muito bem, porque ela é louca, insana por trabalho, assim como nós (risos). A gente se deu muito bem, logo de cara, e a primeira coisa que ela fez foi chamar a gente para ir na casa dela. Aí nosso primeiro ensaio foi com a família toda dela assistindo, tomamos um chá da tarde e ficamos até dez da noite conversando. Quando pensamos que íamos pro hotel descansar, ela jogou a gente numa van e fomos parar num show dela, então foi incrível. Ficamos amigos, nos falamos até hoje e estamos com projetos para o futuro. 




Marcelo Misailidis se destacou em suas coreografias nos últimos anos, o profissional deu expediente na Vila Isabel no começo dessa década, sendo responsável pelas belas aberturas dos desfiles de 2012 e 2013 da azul e branco de Noel. Nos últimos anos, ele se transferiu para Nilópolis e vem realizando mais belos trabalhos na soberana, como as comissões de 2016 e 2017. 

- CARNAVALIZE: Você foi um dos primeiros nomes do mundo do samba que manifestaram o descontentamento com o prefeito a partir da notícia da redução da subvenção. Essa é uma medida, claramente, que afeta o carnaval como um todo em sua questão cultural, mas, dentro dos setores de uma escola de samba, como esse corte afeta diretamente o seu trabalho enquanto coreógrafo?

- MARCELO: O carnaval como um todo vem se tornando cada vez mais caro, naturalmente, pela questão inflacionária, pela questão da profissionalização de diversos setores das escolas e a subvenção, há anos e mais anos, permanece sempre a mesma. Naturalmente, já sofríamos uma perda no sentido da possibilidade da queda da quantia subsidiada; o corte afeta a questão de uma forma mais aguda. A questão, agora, é planejamento, elaborar como vai contornar a situação tendo que manter a qualidade do espetáculo mediante ao potencial do investimento. O maior perigo é que o potencial da qualidade do que vai ser apresentado cai. 

- CARNAVALIZE: Por fim, há algo que possa adiantar a respeito do enredo da Beija-Flor e do que você vai preparar com a comissão para 2018? Já há algo fechado?

- MARCELO: Ainda não sabemos de nada. A situação fica complicada até mesmo por conta desse corte, e estamos esperando o máximo possível para que talvez consigamos uma ajuda financeira para o ano que vem. 


A Beija-Flor de Nilópolis anunciou que o seu enredo será lançado no próximo dia 30, domingo.
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por Equipe Carnavalize


O Carnavalize compareceu à Carnavália Sambacon e ficou levemente perdido em meio a tantas celebridades e figuras importantes do samba. A feira, nas suas últimas edições, se firmou como ponto de encontro de quem faz a festa nos mais diversos segmentos, num ambiente descontraído, fora da tensão dos desfiles oficiais. Aproveitando isso, fizemos uma série de entrevistas com diferentes segmentos das escolas e as dividimos em grupos. Hoje será a vez dos casais, depois vocês vão conferir carnavalescos e coreógrafos de Comissão de Frente, dando seu depoimento de como está a preparação para 2018. 

Conversamos com dois casais de mestre-sala e porta-bandeira que formarão novos pares, para 2018, na Sapucaí. O primeiro deles, Amanda Poblete, a mais nova contratada da São Clemente, e Fabricio Pires, que já era mestre-sala da escola. Os dois falaram sobre o entrosamento na dança e, também, sobre o trabalho com o carnavalesco Jorge Silveira, que, assim como Amanda, estreará pela preto-e-amarelo da zona sul no ano que vem:

Amanda Poblete e Fabrício Pires (Foto: Rafael Arantes)

Carnavalize: Qual é a expectativa pela estreia com o Fabrício, seu novo par, numa escola como a São Clemente?
Amanda Poblete: A princípio já posso dizer que estou muito feliz, estamos caminhando bem com o trabalho, já estamos vendo um resultado legal e há uma sintonia. Estamos ensaiando desde a semana seguinte que fomos anunciados e nossa expectativa é a melhor possível. Queremos fazer um trabalho diferente, mas que, ao mesmo tempo, não fuja do tradicional, então estamos com planos bem bacanas. 

Carnavalize: O Jorge também estreará na São Clemente em 2018. Já houve alguma conversa ou definição sobre sua fantasia? Como está sendo trabalhar com ele?
Amanda Poblete: a roupa está linda! E pro próximo ano, ele fez uma fantasia que é literalmente pra mim e pro Fabrício, qualquer outra pessoa não poderia vestir. Ficamos muito realizados e felizes, foi uma surpresa maravilhosa, porque até então ele não tinha nos deixado ver nada, e um dia ele abriu o desenho e ficamos muito surpresos. Fomos ensaiar logo depois e ficamos 1 hora namorando o desenho porque estava lindo demais! O desenho já está no ateliê e espero que a confecção comece logo; estou ansiosa. Quero ver de perto, de verdade, tudo está muito legal. Não só a nossa fantasia, mas todo o carnaval. Cada vez que vou na sala do Jorge no barracão tem uma coisa diferente, uma pesquisa nova... é um cara talentosíssimo, então toda a São Clemente está muito feliz. 


Carnavalize: E pra você, Fabrício? Como está sendo receber a Amanda, sua nova parceira, e o Jorge na São Clemente, já que você está há mais tempo na escola? O que podemos esperar desse novo casal?
Fabrício: Então, a chegada de ambos trouxe uma nova motivação e uma maneira nova de desenvolvermos o trabalho. O Jorge idealizou para nós um figurino que é exatamente nossa cara e representa muito bem a nova São Clemente que estará na avenida em 2018. Tenho absoluta convicção que todos poderão ver na avenida um casal leve, moderno e muito aguerrido de acordo com que nosso enredo promete.

(Foto: Divulgação/Cubango)
Já na Série A, Thais Romi e Diogo Jesus formam o novo casal da Acadêmicos do Cubango, que anunciou o casal há pouco mais de uma semana. Thais teve um ano sabático em 2017, ficando de fora da passarela do samba; já Diogo, foi mestre-sala da campeã Mocidade Independente de Padre Miguel. Os dois formam o novo casal da verde-e-branco niteroiense e contaram sobre as expectativas da volta e da nova parceria:

Carnavalize: Como é estrear a dupla na Cubango? Como funcionará o trabalho de vocês? Já há algo preparado? 
Diogo: Estamos contando com o respaldo do nosso coreógrafo João Paulo Machado, que vem nos ajudando e ensaiando desde o começo dessa nossa loucura. Estamos pegando também uma Cubango que passou por uma renovação da diretoria, contando com um novo presidente. Na verdade, ele já era da escola, mas presidindo há uma visão diferente e é uma parceria nova, muito envolvente e com muita ousadia. Tenho certeza que vai dar muito certo. 

Diogo Jesus permaneceu os últimos três carnavais na Mocidade Independente. (Foto Rogério Neves)

Carnavalize: Thais, como foi a experiência de ficar de fora do último carnaval e qual é a felicidade de estar de volta, ainda mais em uma escola que está crescendo? 
Thais: Não foi uma experiência tão boa porque eu gosto de dançar, é algo que faz parte de mim. Por outro lado, amadureci muito comentando a respeito dos casais nos ensaios técnicos em um site de carnaval; assim, pude observar melhor e ter uma visão diferente. Agora, voltar em uma escola nova, com uma parceria diferente, é um recomeço, ainda mais porque fiquei muito tempo dentro da mesma escola. Estou muito animada, a parceria está dando muito certo, nossos ensaios estão sendo muito produtivos e acredito que o resultado será muito bom.
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Olá, seguidores do Carnavalize!


Hoje vamos voltar a terra da garoa e a entrevistada dessa semana é a rainha de bateria da Mocidade Alegre, Aline Oliveira.

Aline é rainha de bateria da Mocidade desde o carnaval de 2012 e é considerada uma das melhores de São Paulo; pelo seu samba no pé, carisma, simpatia, beleza e a forte ligação que tem com a comunidade. 

A história da Aline na Morada do Samba é muito interessante; Moradora do bairro do Limão, Aline antes de se tornar rainha foi da comissão de frente, destaque de carro e ritmista, que incrível, não!?

A entrevista aconteceu na quadra da Mocidade, que, até então, não conhecia. Aline estava me aguardando e fiquei surpresa ao vê-la com a roupa que costuma utilizar nos ensaios e maquiagem, ela se produziu toda para a entrevista... que mulher maravilhosa! Aline é muito simpática, atenciosa e fofa. Eu me senti tão confortável ao lado dela e sua assessora - outro amor de pessoa - que não fiquei nervosa na entrevista e tudo fluiu muito bem. 


Na entrevista conversei um pouco sobre a sua extensa história na Morada, de como ela começou a frequentar a quadra, suas passagens pela comissão de frente, destaque e bateria até chegar ao posto de rainha. Aline também se destaca muito durante os desfiles além do samba no pé. Em 2013 tocou três surdos e em 2015 trocou de roupa durante o desfile e é claro que tive que perguntar de onde surgem essas ideias e olha... Vocês irão se surpreender com a resposta!

Foi sem dúvidas uma entrevista muito descontraída, me senti a vontade e a Aline também foi muito paciente e simpática. Após a gravação tirei algumas fotos dela - que estão nessa matéria - e aproveitei para conversar um pouco mais com ela e também conhecer a quadra da Morada.

Quero agradecer a Aline e sua assessoria pela disponibilidade comigo, por terem sido tão acessíveis e atenciosas. Aline você é uma rainha maravilhosa, desejo todo sucesso do mundo e que você reine por muitos anos na frente da Ritmo Puro, não só eu mas todos queremos ver por muitos e muitos o seu brilho e carisma únicos. E a assessoria da Aline, também agradeço toda atenção e carinho comigo!


Aos que acompanham a minha coluna eu só tenho a agradecer, muito obrigada por lerem, me incentivarem e estarem sempre aqui presentes. Espero que curtam a entrevista e conheçam um pouco como é a vida de uma rainha de bateria, que está longe de ser somente glamour e brilho!

Um beijo da sua, da nossa Quase Repórter!

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