• Home
  • Quem somos?
  • Contato
  • Lojinha
  • Exposições
  • Selo Literário
  • Apoiadores
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram

Carnavalize

Foto: Divulgação Pública/GettyImages | Arte: Vítor Melo/Carnavalize

Por Vítor Melo com colaboração de Juliana Yamamoto


Com a bipolaridade política latente de nosso país e o crescente desprezo pela cultura nacional, chancelado por demagogos chefes de estado, acostumamos-nos a ter de defender e de argumentar contra a visão estritamente mercadológica que atribuem ao carnaval e às escolas de samba. É natural ouvirmos, portanto, que o festejo de momo "não se paga" e deveria sobreviver pelas próprias pernas, mesmo que esse, a cada ano, supere as cifras investidas pela injeção direta do arrecadado durante os dias de festa na economia ativa dos municípios em que ocorre. As escolas, de fato, podem e deveriam conseguir articular mecanismos que as possibilitassem serem autossuficientes financeiramente, mas também não merecem ser utilizadas como objetos de discursos eleitorais, nem pintadas como algozes do povo e destino dos investimentos que não vão à saúde e à educação. À vista disso, elas são utilizadas por governantes com intuito de desviar a atenção de péssimas gestões e camuflar processos asfixiatórios à cultura popular - principalmente, a com vertentes afro-brasileiras, exatamente onde o carnaval se encontra enquanto manifestação.

Por outro lado, as escolas de samba são gigantescas instituições culturais com pujantes responsabilidade social e ofício humanitário. Em contramão ao viés econômico citado anteriormente, elas devem ser lembradas e reverenciadas pelas ações que democratizam o acesso ao lazer, à educação, à profissionalização e promovem um interessante universo de possibilidade às inferiores camadas sociais presentes nas comunidades em que muitas ainda mantêm suas quadras e/ou centros comunitários/olímpicos. Dessa forma, surge a ideia do presente texto que elenca as diversas ações que escolas de samba de todo Brasil vêm tomando a fim de dirimir o impacto desse contexto pandêmico em que estamos inseridos na luta contra o Coronavírus. Com todas as ações que citaremos ao longo dessas linhas, floresce o mais genuíno significado de solidariedade provindo desses grêmios recreativos e, mais do que nunca, reafirma-se a importância sociocultural das escolas dentro de um cenário nacional, tantas vezes deixada de lado pelo senso comum, privilegiando as incessantes narrativas ditas acima.

Obs.: se alguma das informações abaixo se encontrar defasada ou incorreta, por gentileza, entre em contato conosco por nossas redes sociais e corrigiremos brevemente. 


Rio de Janeiro

Mesmo sentenciadas ao esquecimento pelo bispo Marcelo Crivella, que está prefeito do Rio de Janeiro, as escolas de samba cariocas vêm dando um exemplo de organização e união em prol desse obstáculo coletivo que enfrentamos. Confecção de máscaras e aventais, arrecadação de donativos, doação de cestas básicas às comunidades e refeições a moradores de ruas são um pouco do que elas têm promovido durante essa quarentena. Começando pela campeã do último carnaval, a Viradouro foi uma das primeiras escolas a se mobilizarem. A vermelho e branco confeccionou aproximadamente 5 mil máscaras, que foram distribuídas inicialmente aos componentes que desfilaram em 2020, com tecidos remanescentes do desfile desse ano. Partindo pro terreiro de Tatalondirá, a Grande Rio arrecadou 2,2 mil kits com alimentos e materiais de higiene destinados à população caxiense, componentes da própria tricolor e da escola mirim Pimpolhos da Grande Rio que se encontram em situação de insegurança alimentar. Muitas celebridades vêm se engajando ao movimento, como a rainha de bateria Paola Oliveira, que enviou mil cestas básicas à quadra da escola como contribuição. Além dela, a musa Antônia Fontenelle intermediou a doação de 6,5 toneladas de alimentos, que virarão mais cestas básicas destinadas ao povo de Caxias.

Integrantes da harmonia e o mestre de bateria, Fafá, da Grande Rio com uma parte das cestas arrecadas. Foto: Reprodução escola

Chegando a Padre Miguel, a Mocidade Independente, na figura de seu departamento social (sigam-nos no Instagram, clicando aqui), tem promovido semanalmente arrecadações tanto de alimentos não perecíveis, como de agasalhos. A escola recebe os donativos toda segunda, quarta e sexta em sua quadra na Vila Vintém das 14h às 16h, localizada na Rua Coronel Tamarindo, nº 38. A distribuição é feita de forma previamente anunciada nas redes sociais da escola e é destinada a famílias da Vila Vintém. Pelas bandas de Nilópolis, a Beija-Flor, em parceria com mercados atacadistas do bairro, promoveu a entrega de diversas cestas às camadas nilopolitanas mais necessitadas. Já a Mangueira iniciou a campanha "#ficaemcasa", compartilhando dicas de prevenção do contágio e orientações de higiene pessoal em seu site e em suas redes sociais. Além disso, a verde e rosa segue a campanha de arrecadação, encabeçada por seu carnavalesco Leandro Vieira e por sua rainha de bateria Evelyn Bastos. A escola já contabiliza 3 mil cestas básicas, 12 mil máscaras e 2,5 mil ovos de páscoa doados à sua comunidade - a escola também doou mil aventais confeccionados por suas costureiras ao hospital da UFRJ, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ).








Ver essa foto no Instagram




Uma publicação compartilhada por GRES BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS (@beijafloroficial) em 20 de Abr, 2020 às 4:48 PDT


Chegando à rua Silva Teles, vamos falar do Salgueiro! A Academia do Samba iniciou a campanha "Salgueiro Solidário", recebendo doação de voluntários e parceiros comerciais desde a segunda quinzena de março, visando a doação de cestas básicas à sua comunidade - ultrapassando em meados de abril o número de 500 cestas básicas doadas. Além disso, a vermelho e branco da Tijuca lançou a #FiqueEmCasaComoSalgueiro. Aderindo à ideia das lives, a agremiação transportará a tradicional feijoada feita pelas baianas salgueirenses a cada um de nós nesse domingão pelo seu canal no Youtube. Inscreva-se clicando aqui. A transmissão servirá para arrecadar mais donativos para a confecção das cestas e promoveu a entrega de 2 mil refeições no último sábado (02/05) a moradores de rua - além de matar a saudade de curtir um sambinha que a gente tá! Continuando pelas redondezas, a Vila Isabel também está utilizando sua quadra como central de arrecadações de alimentos não perecíveis e materiais de higiene. As doações serão direcionadas ao bairro de Vila Isabel e adjacências. Além disso, a escola foi uma das que disponibilizou costureiras para produção, em parceria com a Prefeitura do Rio (quem diria!?), de capotes descartáveis utilizados por profissionais de saúde no combate ao COVID-19.


Salve o samba, salve a santa, salve ela! A Portela apresentou diversas ações desde o final de março capitaneadas pelos departamento social e de cidadania da escola. A escola distribuiu aprox. mil refeições a moradores de ruas de Oswaldo Cruz e Madureira no início de abril. Também lançou uma campanha, chamada "Águia Solidária", solicitando alimentos não perecíveis e materiais de higiene. As doações devem ser feitas de segunda a sexta das 09h às 16h na quadra portelense. Mais de 1 tonelada de alimentos e 300 cestas foram arrecadadas pelasa Majestade do Samba, ajudando mais de 130 famílias previamente cadastradas pelos departamentos citados. Além das parte alimentícia, a escola produziu no seu barracão cerca de 5 mil máscaras de tecidos, que foram doadas à sua comunidade e a profissionais de saúde de Madureira e vizinhança. Outrossim, a primeira porta-bandeira da escola doou 100 máscaras de tecido, direcionadas principalmente aos componentes da velha-guarda, baianas, bateria e velha-guarda show portelenses. Por fim, a Portela também criou o "Portela Por Todos", projeto em que vai abrir espaço em suas redes sociais para divulgar gratuitamente produtos e serviços de pequenos empreendedores de Madureira, Oswaldo Cruz e bairros vizinhos - dando uma força para quem teve suas vendas drasticamente reduzidas diante da pandemia do coronavírus. 





Ver essa foto no Instagram




Uma publicação compartilhada por Portela (de 🏠) (@oficialportela) em 17 de Abr, 2020 às 1:20 PDT

Unidos da Tijuca, não é segredo eu amar você! A escola do morro do Borel também cedeu costureiras à parceria com a prefeitura como a Vila. A amarelo-ouro e azul-pavão tijucana não parou por aí, a agremiação também distribuiu 1,1 tonelada de frango e linguiça às famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, repassou à Associação de moradores do Morro do Borel e Favela Indiana 200 cestas básicas doadas através do Vasco da Gama. Por fim, também doou 400 máscaras de proteção produzidas em seu barracão e estuda viabilizar doações que abranjam as comunidades do Santo Cristo (Morro do Pinto e Providência), bairro onde atualmente fica localizada a quadra de ensaios da escola. Chegamos à São Clemente! O ateliê da escola iniciou nesta última semana a produção de máscaras para distribuição e, em três dias, 4,5 mil unidades já foram produzidas, assim como a foram doadas 2,6 mil cestas básicas. Além disso, a escola continua arrecadando e tem data marcada para ajudar o morro do Santa Marta: 10 de maio. O "Amigos clementianos para o Santa Marta" ocorrerá na Praça Corumbá e tem foco de arrecadação de alimentos não perecíveis e material de higiene/limpeza. O Paraíso do Tuiuti também não ficou para trás! A escola de São Cristovão tem arrecadado desde o fim de março diariamente donativos em sua quadra, localizada no Campo de São Cristovão, nº 33 e também já produziu duas mil máscaras de tecido para doar à comunidade do morro do Tuiuti.

Doação das cestas arrecadadas pela Unidos da Tijuca no morro do Borel. Foto: Reprodução Escola

A Estácio de Sá conseguiu arrecadar e produzir aproximadamente 100 cestas básicas, direcionadas às famílias atendidas pelo projeto Reforço do Futuro, do Instituto Meta Educação. A escola ratifica que a quadra estará sempre aberta para doações durante os dias de semana dentro do horário comercial, localizada na Avenida Salvador de Sá, nº 206, Estácio de Sá. Ademais, a agremiação também aderiu à parceria com a Liesa e produziu 500 máscaras de pano que foram doadas em sua quadra junto de 500 quentinhas de feijoadas, feitas pelas mãos das baianas estacianas. A União da Ilha produziu cerca de 2 mil máscaras de tecido e 1,5 mil capotes descartáveis, doados a profissionais da saúde, moradores do bairro e adjacências e prestadores de serviços essenciais que se encontram pelas ruas da Ilha do Governador. A escola também promoveu até o dia 11 de abril arrecadação em sua quadra de de alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal a fim de doá-los aos integrantes da escola e de comunidade do bairro.

Entrega de máscaras e capotes a funcionária da Policlínica Newton Alves Cardozo (Combú). Foto: Reprodução Escola

São Paulo


Fizemos a ponte aérea e descemos na terra da garoa! Engana-se quem pensa que a onda solidária é exclusividade das escolas cariocas; as agremiações de São Paulo estão dando um show e também mostrando grande poder de mobilização e solidariedade. Começando também pela escola campeã, a Águia de Ouro contou com colaboração de parceiros comerciais e viabilizou a confecção de aprox. 2,5 mil máscaras de pano, destinadas a seus componentes e à sua comunidade. Além disso, a escola da Pompeia abriu as suas redes sociais para os comerciantes do bairro que tiveram de fechar seus empreendimentos, oferecendo propaganda gratuita, a fim de contrabalancear a redução das vendas. Chegamos à Mancha Verde! A agremiação se movimenta desde o fim do mês de março em busca de donativos e ações voluntárias. No início de abril, a Mancha produziu e entregou para pessoas em situação de rua do centro de São Paulo 350 quentinhas. Além disso, tem organizado um massivo processo de arrecadação e distribuição de cestas básicas, alcançando o incrível número de 70 toneladas de alimentos, destinados a variados bairros paulistas e também a coirmã Vai-Vai num belo ato promovido pela escola. Por fim, a Mancha Verde, na figura de seu diretor Emerson Dias, psicólogo (especialista em psicologia clínica comportamental pela USP), organizou um grupo de vinte psicólogos voluntários para oferecer atendimento psicológico gratuito a profissionais de saúde que trabalhem na linha de frente na contenção pandêmica contra o COVID-19. Bravo!

Componentes da Mancha Verde entregando cestas destinadas à escola do Bixiga. Foto: Reprodução Escola
No bairro do Limão, a mobilização continua! A Mocidade Alegre iniciou um financiamento coletivo para arrecadar mil cestas básicas, que, infelizmente, ainda está bem longe da meta - clique aqui para participar. Além disso, a escola disponibilizou as suas redes sociais para seus componentes e moradores do bairro que possuem a possibilidade de ofertar seus produtos/serviços de forma online e garantir a entrega. A quadra da Morada do Samba está disponível para quem quiser entregar doações pessoalmente. O horário de recebimento é das 10h às 20h. O Acadêmicos do Tatuapé promoveu, no dia de São Jorge, o padroeiro da agremiação, a doação de feijoada para a sua comunidade e famílias da região. Chegando à Vila Maria, a escola está com a quadra aberta para receber doações de alimentos e itens de higiene pessoal que serão entregues à comunidade. Além disso, o barracão da escola está sendo utilizado para a confecção de máscaras e aventais para o uso de profissionais da saúde. Aroximadamente 10 mil unidades de cada serão produzidos. Por fim, a agremiação se uniu a um grupo de psicólogas voluntárias que criaram o projeto “O abraço que faltava.” O intuito é oferecer acolhimento psicológico para familiares, responsáveis e cuidadores de pacientes graves ou falecidos pelo COVID-19. 


Em campanha desde o começo de abril, a Dragões da Real já arrecadou mais de 7 toneladas de alimentos em cestas básicas, distribuídas às pessoas mais necessitadas da Vila Anastácio, bairro que abriga a Caverna do Dragão e aos componentes que pediram auxílio para a agremiação. Para ajudar a campanha da escola, basta levar doações de alimentos não perecíveis, produtos de higiene e itens de higiene pessoal para a quadra, que fica na avenida Embaixador Macedo Soares, nº 1018. A Dragões recebe as doações de segunda a sexta, das 10h às 18h. Quem preferir, também pode ajudar com uma contribuição em dinheiro, pela conta na seção "Serviço" ao final do texto. Alô, Roseira! A Rosas de Ouro, na figura de seu projeto social, está arrecadando fraldas descartáveis (tamanhos P, M, G, GG e XG), lenços umedecidos e sabonetes, para ajudar no cuidado com as crianças atendidas. As doações devem ser entregues na sede do projeto, na quadra da Rosas de Ouro, que fica na rua Coronel Euclides Machado, nº 1066 das 7h às 11h. Além disso, a escola, em união com um de seus parceiros comerciais confeccionará 20 mil máscaras de tecido para serem doadas a entidades filantrópicas, a ONGs e à própria comunidade da agremiação. A escola Barroca da Zona Sul abriu a porta de sua quadra desde o início de abril em via de arrecadar donativos e cestas básicas, chegando aprox. ao número de 100 doações à sua comunidade.




Ver essa foto no Instagram




Uma publicação compartilhada por Sociedade Rosas de Ouro (@rosasdeouro) em 23 de Abr, 2020 às 4:38 PDT

Os Gaviões da Fiel além de distribuir cestas básicas para os mais afetados pelo isolamento social, também estão se preparando para oferecer marmitas às pessoas em situação de rua. Doações de arroz, feijão, macarrão, óleo, sal, molho de tomate, açúcar e sardinha em óleo são recebidas todos os sábados, das 10h às 15h, na quadra da agremiação, que fica na rua Cristina Tomás, nº 183, no Bom Retiro. Outra opção é o delivery, por meio de agendamento via Whatsapp, pelos telefones: (11) 98203-4963 / (11) 98382-6657 / (11) 98382-0741. Alô, X9! Para ajudar aos mais afetados pelo isolamento social como medida de prevenção contra o coronavírus, a X-9 Paulistana está arrecadando alimentos para doação. Basta agendar por pelo telefone (11) 99578-0976 ou pelas redes sociais da agremiação. A agremiação se responsabiliza por retirar os alimentos doados na casa do doador. O Vai-Vai, por meio da doação feita pela Mancha Verde citada anteriormente, doou 50 cestas básicas a famílias de sua comunidade. Chegamos à Mooca! A MUM, Mocidade Unida da Mooca distribuiu mil unidades de frascos de álcool gel para asilos da região e casa de atenção a crianças com necessidades especiais. Além disso, a escola arrecadou 500 kits com cestas básicas e itens de higiene, destinados à sua comunidade.





Ver essa foto no Instagram




Uma publicação compartilhada por ESCOLA DE SAMBA VAI-VAI (@vaivaioficial) em 24 de Abr, 2020 às 1:12 PDT

Com tantas demonstrações solidárias desse tipo, é difícil de dizer que o peito não enche de esperança que breve, breve poderemos voltar às nossas vidas cotidianas e estarmos perto daqueles que gostamos e encontramos nos sambas da vida. Nessa lista, apenas elencamos mobilizações das escolas dos grupos especiais do eixo Rio de Janeiro-São Paulo, mas temos plena consciência e convicção de que os atos solidários se estendem por muitas outras escolas, cidades e estados. De qualquer forma, listaremos abaixo as informações das campanhas que continuam em atuação para que você, caso interessado, possa participar.

Nota: gostamos sempre de lembrar que o Carnavalize é feito colaborativamente! Portanto, se você possui informações de mobilizações, campanhas e ações em prol da luta contra o Coronavírus que não estejam abaixo, enviem-nas pelas nossas redes sociais ou para o e-mail do autor do texto: vitormelo@carnavalize.com. 

Serviço

Rio de Janeiro

Mocidade Independente de Padre Miguel: recebe doações de alimentos não perecíveis, agasalhos e materiais de higiene toda segunda, quarta e sexta;
Endereço: Quadra Histórica da Vila Vintém, em frente à estação de trem;
Horário: das 14h às 16h;

Beija-Flor de Nilópolis: recebe doações de alimentos não perecíveis e materiais de higiene de segunda a sexta;
Endereço: tanto na quadra da escola (Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 - Centro, Nilópolis), como na Cidade do Samba (R. Rivadávia Corrêa, 60, Gamboa), no barracão da escola;
Horário: das 09h às 18h;

Acadêmicos do Salgueiro: recebe doações de alimentos não perecíveis e também doações em dinheiro para confecção de cestas básicas de segunda a sexta;
Endereço: quadra da escola, rua Silva Teles, nº 104, Andaraí;
Horário: das 13h às 17h;
Para doações em dinheiro: 
Banco: Caixa Econômica Federal 
Agência: 0211 / Operação: 003 / Conta: 2936-1
CNPJ: 42535807/0001-79 - GRES Acadêmicos do Salgueiro

Estação Primeira de Mangueira: recebe doações em dinheiro para aquisição das cestas básicas;
Banco: Bradesco 
Agência: 2819 / Conta: 46000-1
CNPJ: 08505606/0001-90 - Instituição Mangueira Esperança

Portela: recebe doações em dinheiro para aquisição das cestas básicas;
Banco: Bradesco 
Agência: 3469 / Conta: 026838-0
CNPJ: 42255075/0001-63 - GRES Portela
Link para doação pelo Picpay: Portela Picpay

Unidos de Vila Isabel: recebe doações de alimentos não perecíveis, remédios, roupas, materiais de higiene e produtos de limpezas de segunda a sexta;
Endereço: quadra da escola, Boulevard 28 de Setembro, nº 382;
Horário: das 09h às 17h;

São Clemente: O "Amigos clementianos para o Santa Marta" ocorrerá na Praça Corumbá e tem foco de arrecadação de alimentos não perecíveis e material de higiene/limpeza no dia 10 de maio;
Endereço: Praça Corumbá, Botafogo;
Horário: a partir das 10h;

Estácio de Sá: recebe doações de alimentos não perecíveis de segunda a sexta;
Endereço: quadra da escola, Avenida Salvador de Sá, nº 206, Estácio de Sá;
Horário: das 13h às 17h;

Imperatriz Leopoldinense: realiza a entrega de máscaras de pano à sua comunidade de segunda a sexta;
Endereço: quadra de ensaios da escola, Rua Professor Lacé, 235 - Ramos;
Horário: das 1h às 16h;
Pessoa responsável: Oscar

Império da Tijuca: recebe doações de alimentos não perecíveis e também doações em dinheiro para confecção de cestas básicas de segunda a sexta;
Endereço: quadra da escola, rua Medeiros Pássaro, nº 84, Tijuca;
Horário: das 09h às 17h;
Coleta de donativos: agenda a coleta de sua doação pelo número (21) 96404-3881;
Para doações em dinheiro: 
Banco: Itaú
Agência: 9350 / Conta: 31311-1
CNPJ: 27929896/0001-44 - Dutra Cesta
O valor unitário da cesta é de R$ 70,00. Ao efetuar a transferência ou depósito na conta do fornecedor, envie o comprovante para o número (21) 96404-3881 e a escola receberá a quantidade de cestas que você adquiriu.

São Paulo


Mancha Verde: recebe doações em dinheiro para aquisição de cestas básicas (valor unitário R$ 41,00);
Para doações em dinheiro: 
Banco: Itaú
Agência: 0064 / Conta: 50059-8
CNPJ: 00964741/0001-92 - GRCBC Mnacha Verde

Mocidade Alegre: a escola iniciou uma vaquinha online para arrecadar mil cestas básicas para a sua comunidade, você pode acessar o link, clicando aqui. A quadra da Morada do Samba também está aberta diariamente para o recebimento de donativos;
Endereço: Rua Samaritá, 1020 - Jardim das Laranjeiras
Horário: das 10h às 20h

Vila Maria: recebe doações de alimentos não perecíveis e também doações em dinheiro para confecção de cestas básicas;
Endereço: R. Cabo João Monteiro da Rocha, 448 - Jardim Japao;
Horário: diariamente das 12h às 17h;
Para doações em dinheiro: 
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0584-3 / Conta: 11153-8
CNPJ: 43156728/0001-10 - GRCSES Unidos de Vila Maria

Dragões da Real: recebe doações de alimentos não perecíveis, materiais de higiene pessoal e produtos de limpeza e também doações em dinheiro para confecção de cestas básicas;
Endereço: Av. Emb. Macedo Soares, 1018 - Vila Anastácio;
Horário: diariamente das 12h às 16h;
Para doações em dinheiro: 
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0386-7 / Conta: 61315-0
CNPJ: 03781090/0001-93 - GRCES Dragões da Real

Rosas de Ouro: recebe fraldas descartáveis (tamanhos P, M, G, GG e XG), lenços umedecidos e sabonetes;
Endereço:  R. Cel. Euclídes Machado, 1066 - Jardim das Gracas;
Horário: diariamente das 07h às 11h;

Gaviões da Fiel: doações de arroz, feijão, macarrão, óleo, sal, molho de tomate, açúcar e sardinha em óleo são recebidas todos os sábados;
Endereço: R. Cristina Tomás, 183 - Bom Retiro
Horário: aos sábados, das 10h às 15h;
Além da doações presenciais, a escola promove a coleta de donativos por delivery, agende via Whatsapp pelos telefones: (11) 98203-4963 / (11) 98382-6657 / (11) 98382-0741

X9-Paulistana: a escola está mobilizando uma campanha de doação não-presencial, agende via Whatsapp pelo número a seguir e a agremiação se responsabiliza pela coleta em sua residência: (11) 99578-0976. Além do número, você pode acionar a escola por suas redes sociais, são aceitos alimentos, produtos de higiene pessoal, material de limpeza e agasalhos.
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
A #SérieDécada traça um panorama de tudo que aconteceu nestes últimos anos, com texto novo todas as segundas, quartas e sextas-feiras. A segunda década desse século, iniciada em 2011 e finalizada no carnaval que acabou de terminar em 2020, trouxe muitas reviravoltas e transformações para a folia!  

Além disso, nos dias seguintes às divulgações dos textos - ou seja, terças, quintas e sábados - um podcast especial será lançado com nossos comentários em áudio sobre os desfiles, os bastidores das escolhas, e as nossas divergências de opiniões!

Como é impossível fazer uma seleção que agrade não só às leitoras e aos leitores, como também aos integrantes do Carnavalize de forma unânime, cada categoria também contará com menções honrosas que por pouquíssimo não entraram na listagem principal.



Texto: Leonardo Antan.
Revisão: Felipe Tinoco.
Visual e arte: Vítor Melo.

A nossa lista de hoje está afetiva! Só amorzinho!

Se o nosso balanço dos últimos dez anos já passou pelas apresentações mais marcantes da festa, os melhores sambas e as personalidades, e ainda lembrará os verdadeiros delírios coletivos que talvez devêssemos de fato esquecer, chegou a hora de relembrar ótimos desfiles desses últimos carnavais, mas com um toque diferenciado: eles acabaram passando mais despercebidos ao longo do tempo e se perderam nas memórias de alguns sambistas. 

São cortejos que podem estar longe da brigar pelo título, mas que reúnem uma série de qualidades que dão aquela graça e leveza que o carnaval precisa ter. Complementam o ano de suas apresentações como ninguém. Dignos de aquecer o coração de qualquer um, colecionam diversas qualidades como belos enredos, sambas simpáticos e plásticas criativas. Alguns deles, inclusive, mereciam até algumas posições melhores, enquanto outros acabaram sendo prejudicados por problemas de pistas. 

Quer saber quais as apresentações esquecidas, ou pouco lembradas, da década? Então vem com a gente nessa lista super graciosa!

Lembramos, novamente, que a ideia NÃO é criar um ranking, em uma listagem se hierarquia. Aqui, serão apresentados em ordem cronológica.


Porto da Pedra 2011
 (O sonho sempre vem para quem sonhar...)

Um dos componentes da comissão de frente daquele desfile. Foto: Adriana Lorete/Riotur.
Antes de beber um copo de iogurte amargo, a Porto da Pedra fez uma das suas melhores apresentações no Grupo Especial durante os onze anos ininterruptos que passou na elite da folia neste século. Dando sequência à parceria com o carnavalesco Paulo Menezes por mais um carnaval, a vermelho e branco de São Gonçalo homenageou uma das maiores autoras teatrais brasileira: Maria Clara Machado, ícone da dramaturgia infantil e criadora do Teatro Tablado. Foi a segunda vez que Menezes desenvolveu um tributo à artista. Em 2003, no Acesso, pela União da Ilha, no enredo "Chega em seu cavalinho azul uma bruxinha boa. A Ilha trouxe do céu Maria Clara Machado", ele já havia realizado uma apresentação alegre e marcante sobre a dramaturga.


A alegoria que lembrava a Arca de Noé com o colorido e a singeleza marcantes do desfile. Ao fundo, o inflável que trouxe o fantasminha Pluft. Foto: Adriana Lorete/Riotur.
Reunindo toda a delicadeza e leveza que o enredo pedia, a agremiação passeou pela obra de Maria Clara em alegorias coloridas e lúdicas. O abre-alas trouxe o símbolo da escola amadeirado; um belo tigre em meio a um teatro de marionetes. Outra grande imagem da apresentação foi um inflável que sobrevoou a bateria e trouxe uma acrobata estrangeira vestido como o fantasminha Pluft, de uma fofura sem igual! O samba-enredo foi outro trunfo da escola. A obra seguiu o tom singelo e tinha grande qualidade poética, além de ser muito bem defendido pelo intérprete Luizinho Andanças. A apresentação, que terminou com um belo e sugestivo tripé "Sonhou?", amargou apenas a 8ª colocação, em um ano em que apenas nove agremiações eram julgadas. Valia uma vaga nas campeãs. Fica a certeza que sonhamos, e muito, com essa bela apresentação da Porto da Pedra.


Imperatriz Leopoldinense 2013
(Pará - O Muiraquitã do Brasil)

Ainda perdida após o longínquo e frutífero casamento com Rosa Magalhães, dá pra dizer que a Imperatriz só conseguiu se reencontrar definitivamente em 2013, em uma apresentação caprichada como as dos tempos áureos da professora. Após três carnavais de altos e baixos sob o comando de Max Lopez, a Rainha de Ramos trouxe o carnavalesco Cahê Rodrigues para trabalhar ao lado dos cenógrafos Mário e Kaká Monteiro. A parceira rendeu um desfile CEP sobre um estado muito rico, o Pará. Sua diversidade cultural foi muito bem representada pela verde e branco naquele cortejo. A abertura já trouxe o capricho e bom gosto que marcariam o restante do desfile na bela comissão coreografada por Alex Neoral. Ela emulou a floresta amazônica e teve como destaque a aparição de Fafá de Belém empunhando a bandeira de seu estado natal. A presença da cantora, aliás, é digna de nota. Após passar na comissão de frente, Fafá voltou para a concentração e desfilou pela segunda vez, à frente do último carro, como uma romeira do Círio de Nazaré. Fez isso 4 anos antes da colega Ivete Sangalo!

A ala de baianas de temática indígena foi um dos destaques do belo conjunto estético. Foto: Alexandre Macieira/Riotur.
Voltando à qualidade do desfile, o que se viu foi um conjunto estético de alto nível, que aliou belas e requintadas fantasias, concebidas por Leandro Vieira, atuando na época como assistente de Cahê; Os figurinos já demonstravam o estilo que o carnavalesco viria a consolidar em sua carreira solo. O conjunto alegórico também foi muito bem concebido por Mário e Kaká, trazendo alegorias menores do que a volumetria habitual da festa costuma proporcionar, mas bastante cênicas e com propostas ousadas. Além do visual deslumbrante, a verde e branco também esteve mais uma vez bem servida de samba-enredo. A boa obra musical foi bem conduzida por Dominguinhos do Estácio e Wander Pires, que formavam uma peculiar parceria. Tantas qualidades fazem dessa não só uma das apresentações mais simpáticas daquele ano: valia um pouco mais do que o honesto 4º lugar alcançado por Ramos, e a memória contínua dos foliões.


Inocentes de Belford Roxo 2014
(O triunfo da América - O canto lírico de Joaquina Lapinha)

Um ano após fazer sua sonhada estreia no Grupo Especial, a Inocentes de Belford Roxo voltou ao Acesso de cabeça erguida, demonstrando qualidades que não apresentou na elite do carnaval, como ótimos enredo e samba. Quem ajudou na escolha desses elementos foi ninguém menos que Laíla. Ele chegou a ser anunciado como Diretor de Carnaval da agremiação, mas atuou apenas como uma espécie de conselheiro da tricolor da Baixada. O lendário nome ajudou indicando o excelente tema sobre a cantora lírica Joaquina Lapinha. Durante a disputa de samba, também fez mais uma de suas polêmicas junções, mas proporcionou uma obra musical de bastante qualidade. Apesar da batuta do mestre, quem comandou os trabalhos criativos da Inocentes foi o carnavalesco Wagner Gonçalves, continuando na agremiação após o rebaixamento.

Uma bela visão área do desfile da Inocentes e do trabalho de cor proposto por Wagner Gonçalves. Foto: Tata Barreto/Riotur.
O bem sacado enredo sobre a história pouco conhecida da negra mulher, que saiu de Vila Rica para conquistar Portugal, gerou um interessante conjunto visual. Como havia feito no ano anterior, Wagner tentou propor soluções criativas e com certa ousadia para o conjunto alegórico, o que funcionou nos dois primeiros carros da Caçulinha da Baixada. A estética do desfile como um todo apresentou altos e baixos, mas teve seu destaque no conjunto de fantasias, no qual se via referências de um visual africano mais arrojado. Outro ponto alto da apresentação foi sua comissão de frente, que lembrou as savanas africanas com o uso de engenhosos costeiros com palhas. Na abertura, apenas uma prévia do talento de Patrick Carvalho - quem teve na Inocentes, desde 2012, o início de uma carreira carnavalesca de grande sucesso. Quem também brilhou foi Ciganerey, em uma bela performance e usando seu talento para sustentar a canção da tricolor de forma valente. Valeu bem mais que o 10º lugar alcançado pela Inocentes, uma posição tão contestável que acabou afastando o presidente Reginaldo Gomes após aquela apresentação. É digna, de qualquer forma, de todas nossas afetuosas memórias.

Mocidade Independente de Padre Miguel 2014 
(Pernambucópolis)

Passando por uma crise política e de identidade que completava exatos dez anos naquele ano, a Mocidade teve bastante o que lamentar durante todo o conturbado pré-carnaval que viveu em 2014. Algo ainda mais fortificado após quase flertar com o rebaixamento em uma complicada apresentação sobre o Rock In Rio em 2013. Entretanto, ninguém podia imaginar que mesmo assim a Estrela Guia de Padre Miguel faria uma de suas mais simpáticas apresentações da década, revelando a força da agremiação mesmo em um momento difícil. Após passar por maus bocados na Portela, o carnavalesco Paulo Menezes também não teve sorte quando foi contratado pela verde e branco. O barracão sofreu com muitos atrasos e só começou a andar semanas antes do carnaval, quando finalmente o polêmico presidente Paulo Viana foi afastado por irregularidades. A decisão judicial marcou o retorno da família Andrade à escola, com Rogério Andrade coroado como patrono. As figuras que passaram a ditar as regras apoiaram a Mocidade e ajudaram a dar um gás para a produção da apresentação.

A explosão colorida e tropical deu o tom visual do enredo que lembrava o genial Fernando Pinto. Foto: Marco Antonio Cavalcante/Riotur.
Apesar de tantos problemas internos, a Mocidade tinha de saída um excelente enredo passeante pela cultura do estado de Pernambuco, por meio de Fernando Pinto, lá nascido. O lendário carnavalesco cacheado e tropicalista serviu de fio condutor da narrativa, em estrutura parecida com que Menezes usou na Portela em 2012 e 2013, nos enredos Clara-Bahia e Madureira-Paulinho da Viola. O enredo foi batizado com uma referência ao lendário carnaval de 1987 da escola da Zona Oeste. O desfile rendeu uma plástica surpreendente, que conseguiu aliar o estilo mais clássico e rococó de Menezes com a irreverência tropical de Pinto. Essa mistura já foi vista na comissão de frente de Sérgio Lobato, com Xuxas espaciais em referência ao enredo "Beijim, Beijim, bye, bye Brasil", de 1988. Naquele carnaval, a abertura da Mocidade também trouxe integrantes fantasiados de rainha dos baixinhos. Fernando, entretanto, não viu o desfile da escola e nem suas Xuxas, já que faleceu precocemente em novembro do ano anterior, 1987, após um acidente de carro. Do belo conjunto alegórico da agremiação, destacou-se a alegoria sobre o boi-bumbá e a enorme escultura de Pietá em sua versão de barro. Também simpático, o samba-enredo da parceira de Dudu Nobre, que retornava à sua escola de coração, conquistou fãs por seus versos alegres e bem sacados, embalando um desfile surpreendente. Deve ser recordado, mesmo tendo conquistado um 9º lugar. 

Imperatriz Leopoldinense 2014
(Arthur X – O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz)

Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, ôôô, o show começou! Depois da já aqui elogiada apresentação de 2013, a Imperatriz seguiu trilhando boas escolhas em seus carnavais. Apesar do ótimo fruto da parceira estabelecida em 2013, Mário e Kaká Monteiro se despediram da agremiação, deixando apenas Cahê Rodrigues na comando criativo. Acostumada a temas mais históricos, a Rainha de Ramos surpreendeu ao anunciar uma homenagem a um ícone popular do futebol: Zico. O grande trunfo da escola foi a boa condução do enredo, que poderia soar banal. Ele ganhou ares fantásticos ao transformar Arthur Antunes Coimbra (Zico) em Arthur X, traçando um paralelo com a figura celta de Rei Arthur e dando ao esportista um verdadeiro Reino do Futebol. Esse fio condutor possibilitou um ótimo passeio pela história do jogador, nascido na região da Leopoldina, vencedor de batalhas pelo Flamengo e ídolo no Japão. 

O grande homenageado desfilou no dia de seu aniversário no alto da coroa da Imperatriz. Foto: Marco Antonio Cavalcante/Riotour.
Assim como a condução do enredo, a plástica também surpreendeu. Quem esperava ver um visual composto apenas de meiões e bermudas acabou se decepcionando. A proposta épica possibilitou a criação de fantasias e alegorias requintadas no estilo ao qual a verde e branco estava acostumada. Cahê novamente contou com o auxílio de Leandro Vieira na concepção de fantasias e alegorias. Já na comissão de frente, Deborah Colker fez um caprichoso trabalho com seu já reconhecido estilo contemporâneo. A narrativa do grupo homenageou todos os meninos brasileiros que sonham ser jogadores de futebol, como um dia Zico o fez. Após muitos elogios e notas insatisfatórias em 2013, o casal Rafaela Theodoro e Phelipe Lemos também fez uma ótima apresentação e conquistou o reconhecimento do público e da crítica. Mais um trunfo para além da simpatia do homenageado foi o samba-enredo escolhido pela agremiação. A obra, defendida por Wander Pires, era animada e explodia em um refrão contagiante, que emulava os gritos de torcidas dos estádios de futebol. A composição era do cantor Elymar Santos, torcedor da alviverde e campeão da disputa de samba logo na sua estreia. Chegou-se a apontar a Imperatriz como uma das favoritas ao título nos primeiros minutos do cortejo, mas a chance de campeonato acabou sendo prejudicada por vários problemas de evolução. O abre-alas teve dificuldades de locomoção logo na primeira cabine de julgadores, quando uma chuteira que vinha à frente do carro travou. A última alegoria, com o homenageado, também empacou em frente ao Setor 1, gerando um problemático buraco. O resultado não foi injusto e a escola conquistou o 5º lugar em um carnaval para lá de disputado. 

Unidos de Vila Isabel 2016
(Memórias do Pai Arraia - um sonho pernambucano, um legado brasileiro)

Após o seu terceiro título, a Vila Isabel passou por altos e baixos na década. Depois da polêmica apresentação sem algumas fantasias em 2014, a azul e branco não conseguiu se restabelecer completamente, mesmo com o samba de 2015 prometendo a volta da "dignidade ao ninho". Enfrentando sérios problemas administrativos, o cenário continuava não sendo tão animador àquele carnaval que se desenhava. Na batuta criativa, a agremiação se reencontrou com Alex de Souza, retornando ao bairro de Noel após um bem sucedido casamento com a União da Ilha. Outro trunfo daquele ano foi a aproximação de Martinho da Vila. O compositor participou ativamente da escolha do enredo, em homenagem ao político pernambucano Miguel Arraes no ano de seu centenário.

O belo conjunto visual criado pelo carnavalesco Alex de Souza. Foto: Alexandre Macieira/Riotur.
O tema, a princípio espinhoso e de difícil materialização, desenhou-se com originalidade. Mais uma vez afiado em suas narrativas, Alex soube passear pela cultura de Recife e os aspectos políticos do homenageado sem cair no pieguismo. E mesmo enfrentando a falta de verbas e de estrutura que deram o que falar no pré-carnaval, a Vila Isabel surpreendeu a Sapucaí com um belíssimo trabalho estético do artista, tanto em alegorias como em fantasias. Outro trunfo da apresentação foi o ótimo samba que envolvia uma super parceria composta pelo próprio Martinho, Mart'nália, André Diniz, Leonel e Arlindo Cruz. Mesmo cheio de qualidades, o excelente samba-enredo acabou sem tanto destaque e com menos elogios do que merecia em uma safra repleta de grandes obras. Além de sua qualidade musical, o samba funcionou muito bem na apresentação oficial também graças à atuação de Igor Sorriso, que estreava na escola. Uma pena que a transmissão oficial do desfile cortou a apresentação ainda em andamento, não exibindo a última alegoria que lembrava o Galo da Madrugada. Mesmo com qualidades suficientes que valessem uma volta nas campeãs, a Vila ficou no 8º lugar. Seus torcedores, entretanto, devem sempre se orgulhar desse carnaval posicionado, ligado à tradição de pautas relevantes e à defesa de lutas sociais que permeiam a história de Miguel Arraes, de Martinho da Vila e de Vila Isabel, embora a escola esteja derrapando nas últimas temáticas.


Acadêmicos da Rocinha 2017
(No saçarico da Marquês, tem mais um freguês: 
Viriato Ferreira)

Assim como o caso da Vila Isabel em 2016 e da Mocidade em 2014, esse desfile da Rocinha também teve seus bastidores conturbados e foi marcado pela falta de verba. Foi, assim, também uma apresentação de afirmação e renascimento para a agremiação e para o seu carnavalesco. De um lado, a tricolor da Zona Sul buscava  estabilidade no grupo após o retorno de uma temporada na Intendente Magalhães. Do outro, o jovem João Vitor Araújo buscava se reafirmar na festa após um ano de hiato dos holofotes principais, quando trabalhou como figurinista para Paulo Barros na Portela em 2016. O casamento deu muito certo. Além disso, mais uma característica comum a outros desfiles citados dessa lista foi o excelente enredo proposto, que reverenciou uma figura de bastidor, pouco conhecida, mas que de enorme relevância: Viriato Ferreira.

A alegoria em homenagem aos carnavais de Viriato na Portela misturou o circo com o fundo do mar. Foto: Fernando Grilli/Riotur.
Escondido atrás de figuras mais midiáticas, como Joãosinho Trinta e Rosa Magalhães, Viriato deixou sua assinatura na festa em figurinos luxuosos e que dialogavam com o Teatro de Revista. Esteve por trás de grandes carnavais de João, como "O mundo é uma bola" e "Ratos e Urubus". Também assinou carnavais solo na Portela, quando foi campeão em 1980 com "Hoje tem marmelada". Em 1991, assinou o carnaval da Imperatriz. Já doente, foi o responsável por fazer a ponte que levou a contratação da professora Rosa pela escola de Ramos. Em 1993, quando auxiliava Rosa com desenhos de alguns figurinos no enredo sobre a história do carnaval, o artista nos deixou precocemente e ganhou uma homenagem da professora na última alegoria. A frase contida naquele carro batizou o enredo da Rocinha, que passeou por estas três agremiações nas quais Viriato foi ligado: Portela, Beija-Flor e Imperatriz. Afirmando seu bom gosto e requinte, João Vitor conseguiu driblar a falta de estrutura e verba da agremiação, apresentando um belíssimo show de fantasias e alegorias, bem coloridas e vibrantes. Para embalar o visual, um simpático samba ajudou a conduzir a boa apresentação. A Rocinha faturou um honroso 6º lugar e fez uma das mais simpáticas e agradáveis apresentações do trágico ano de 2017. Viva Viriato!

União da Ilha 2017
(Nzara Ndembu - Glória ao senhor tempo)


Eu vou incorporar, hein! Como não amar um desfile que rendeu um dos melhores memes recentes da folia? Após flertar com o rebaixamento com o seu segundo carnaval inspirado pelos jogos olímpicos na década, a União da Ilha fez uma aposta ousada para o carnaval de 2017, fugindo do seu famoso estilo de leveza e alegria. Buscando novos rumos, a tricolor contratou Severo Luzardo para fazer sua estreia no grupo principal, após bons serviços prestados na Série A. Deixando a tríade "bom, bonito e barato" de lado, a aposta foi em um enredo denso sobre o candomblé banto. Dessa forma, marcou o primeiro tema desenvolvido sobre um inquice na Sapucaí, explorando a rica cultura ancestral de Angola, diante de uma manifestação cultural - as escolas de samba - acostumada a narrativas religiosas ligadas ao tronco nagô-iorubá.

O gigantesco abre-alas tinha uma escultura de 18 metros de altura. Foto: Cezar Loureiro/Riotur.
Passeando por elementos da natureza e divindades bantas associadas a eles, Severo apostou em uma estética voluptuosa e requintada. A volumetria do conjunto alegórico chamou atenção já no abre-alas, que trouxe uma enorme escultura que alcançava 18 metros quando erguida. Os próximos carros mantiveram o alto nível, formando um belíssimo conjunto com as luxuosas fantasias da tricolor insulana. A comissão de frente foi assinada pelo experiente Carlinhos de Jesus, apostando em truque que parecia fazer levitar um dos bailarinos. O casal de mestre-sala  porta-bandeira também não ficou devendo na estreia de Phelipe Lemos e Dandara Ventapane na insulana. Tudo isso foi embalado por um dos grandes sambas da escola na década, mais uma vez defendido magistralmente por Ito Melodia. A grande atuação do cantor foi acompanhada muito bem pelo excelente trabalho de Mestre Ciça à frente dos ritmistas. Porém, se tantas qualidades podiam fazer a tricolor sonhar com uma vaga nas campeãs, problemas motores nas grandiosas alegorias acabaram prejudicando a evolução. As dificuldades geraram enormes clarões na pista e fiizeram a agremiação correr para encerrar o cortejo dentro do tempo previsto. Terminou em 8º lugar.


Imperatriz Leopoldinense 2017
(Xingu, o clamor que vem da floresta)

Mais um desfile da Imperatriz na lista e mais uma apresentação da parceria entre a escola e o carnavalesco Cahê Rodrigues. Durante seis carnavais, os dois passearam por uma gama de enredos variados. Após o Pará e o Zico já lembrados aqui, a escola ainda cantou a África Pop de Axé Nkenda e a dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Voltando a apostar em uma narrativa mais geográfica, "Xingu" fez uma homenagem aos povos indígenas que ocupam a área que corta o norte brasileiro. Além da natureza e dos saberes dos verídicos donos dessa terra, não faltou ainda  homenagem à atuação dos irmãos Villas-Bôas como defensores do local e da criação do Parque Indígena da região.

Os dançarinos da comissão de frente levitam entre os componentes de uma ala. Foto: Tata Barreto/Riotur.
Acostumada com a discrição, a Rainha de Ramos pisou na Avenida após ganhar visibilidade com uma série de polêmicas no pré-carnaval. A fantasia de uma ala que criticava o agronegócio repercutiu negativamente pelos ruralistas e fazendeiros, gerando polêmicas. Além disso, um verso do samba também gerou discussão ao citar o "Belo monstro que roubava a terra de seus filhos", em referência à construção da usina de Belo Monte. Apesar disso, a verde e branco passou na pista já superada de tantas polêmicas. A plástica assinada por Cahê Rodrigues se mostrou imponente, com interessantes escolhas visuais, apesar de problemas de acabamento em algumas alegorias.

O lendário Cacique Raoni não só se fez presente, como foi lembrado no samba-enredo da escola. Foto: Rodrigo Gorosito/G1.
A apresentação começou com uma bela comissão de frente coreografada por Claudia Motta, trazendo uma bonita coreografia e um tripé com uma coroa, símbolo da escola. Musicalmente, a verde e branco estava bem servida com uma obra poética e que marcou a estreia de Arthur Franco como intérprete. À época desconhecido, o cantor lírico gerou desconfianças, mas acabou tendo uma ótima atuação ao não deixar o longo e melodioso samba se arrastar na Avenida, como já havia acontecido em anos anteriores na agremiação. Para essa missão, ele contou com o excelente desempenho da bateria de Mestre Lolo. Mesmo com tantas qualidades, o ponto alto do desfile foi a presença emocionante do líder indígena Raoni, parte marcante não só da trajetória do Xingu mas da história recente do Brasil. Mesmo com um visual honesto e bem nos quesitos musicais, a Imperatriz não desfilou nas campeãs, quando muito defendiam sua volta entre as seis primeiras posições. Então, relembremos e relembremos esse gostoso desfile!

São Clemente 2019
(E o samba sambou...)

Frequentando o Grupo Especial de ponta a ponta nesta década, a São Clemente teve altos e baixos na busca por garantir essa vaga e essa estabilidade conquistadas dignamente em 2012. Os rumos da escola mudaram definitivamente com a chegada de Rosa Magalhães, que realizou bons carnavais, não tão bem avaliados. A falta de peso da bandeira também prejudicou a boa parceira entre a preto e amarela com Jorge Silveira, que cumpriu a difícil missão de substituir a professora em 2018. Marcada pelos enredos críticos nos anos 80, a escola da Zona Sul demorou a surfar na onda das narrativas sociais que marcaram a segunda metade da década. Após fazer uma ponte entre o estilo acadêmico de Rosa em homenagem à história da Escola de Belas Artes (EBA), Jorge resolveu resgatar a irreverência de Botafogo, com uma reedição do samba de seu carnaval mais famoso. 

Bem-humorado, o segundo carro alegórico criticou os camarotes barulhentos e cheios de celebridades.  Foto: Fernando Grilli/Riotur.
Reinterpretando o enredo de Carlinhos D'Andrade e Roberto Costa quase trinta anos depois, o carnavalesco atualizou com propriedade as críticas aos rumos das escolas de sambas. Seu característico traço cartunesco deu o tom a uma apresentação leve e divertida, que se comunicou com o público desde a comissão de frente coreografada por Junior Scapin. Relembrando as sucessivas viradas de mesas do carnaval nos anos anteriores, o grupo deu a tônica do desfile que seguiu falando de carnavalescos vaidosos, camarotes com músicas ensurdecedoras, os cartolas do samba e componentes robotizados. 

O último carro da São Clemente, que brincava com o corte de verbas, passa "incompleto" na Sapucaí. Foto: Rodrigo Gorosito/G1.
O bom trabalho estético foi coroado com uma das mais belas alegorias daquele ano. Uma estrutura vazada, com ferros em amarelo, representou um carro incompleto após o corte de verbas, trazendo como destaques os carnavalescos que batalhavam na Série A com a falta de grana. O famoso samba-enredo da escola, composto por Helinho 107 e seus parceiros, foi conduzido por Leozinho Nunes, Bruno Ribas e Larissa Luz. Ótimas bossas da Fiel Bateria também aconteceram no refrão do meio, em referência à hollywoodização da folia. Infelizmente, mesmo com um samba fácil de cantar e bastante conhecido, a harmonia da escola não se destacou mais uma vez e ficou devendo em animação. Isso não tirou o brilho de um desfile para lá de simpático que amargou um inexplicável 12º lugar, na beira do rebaixamento. O samba realmente sambou e a gente tenta se lembrar das memórias da melhor forma!

Menções honrosas

Como a gente sempre gosta de dizer, não é tarefa fácil a missão de escolher apenas um #TOP10 de presentações, ainda mais nessa lista de caráter tão subjetivo. Foi um debate intenso entre nossa equipe, mas que tentou mapear apresentações com muitas qualidades e de forte caráter afetivo. São os nossos xodózinhos da década e que acabaram ofuscados nas lembranças carnavalescas, perdendo espaço para as apresentações mais marcantes de cada ano - seja pro lado positivo ou negativo. Além dos citados na lista principal, separamos algumas menções honrosas de apresentações poucos lembradas mas que valem muito serem revistas ou conhecidas. Novamente, registramos que não há hierarquia nem lista principal, nem nas menções.

Corram para o Youtube para ver essas belezuras e depois nos agradeçam!


União da Ilha 2011 (O Mistério da Vida)

Mocidade Independente de Padre Miguel 2012 (Por ti, Portinari: rompendo a tela, à realidade)

Unidos de Padre Miguel 2013 (O reencontro entre o céu e a terra no Reino de Alá Àfin Oyó)

Acadêmicos da Rocinha 2013 (Mistura de sabores e raças: Uma feijoada à brasileira)

Acadêmicos do Grande Rio 14 (Verdes olhos sobre o mar, no caminho: Maricá)


Caprichoso de Pilares 2015 (Na minha mão é mais barato)

Unidos do Viradouro 2017 (... E todo menino é um rei)

Porto da Pedra 2018 (Rainhas do Rádio - Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as divas da canção!)


Renascer de Jacarepaguá 2019 (Dois de fevereiro no Rio Vermelho)


Paraíso do Tuiuti 2019 (O salvador da pátria) 

Fique à vontade para fazer sua lista e enviar para nós nas nossas redes sociais! Qual o seu #TOP10 de desfiles poucos lembrados do Rio de Janeiro dessa década?! Queremos saber!

Além dos textos com as listas, o #PodcastDoCarnavalize também retorna trazendo os bastidores de cada escolha, das decisões, do que discordamos e concordamos, um dia após a liberação de cada #TOP10! Os membros do Carnavalize, de quarentena, reviram vários desfiles e votaram pelos 10 destaques de sambas, desfiles, comissões de frente, personalidades… É óbvio que não faltou debate! É conteúdo pra ler e ouvir! Se liiiga e carnavalize conosco!
Share
Tweet
Pin
Share
1 Comments

Por Bernardo Pilotto:

Dos anos 1930 a meados dos anos 1960, duas escolas de samba rivalizavam para ser a maior da região da Leopoldina, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Além da grande rivalidade entre si, Aprendizes de Lucas e Unidos do Capela também disputavam de igual para igual com Portela e Mangueira, chegando a alguns vice-campeonatos (a Aprendizes foi vice-campeã em 1950, 1951 e 1960) e a dois títulos (a Unidos do Capela foi campeã em 1950 e 1960).

A ideia de unificá-las, seguindo o exemplo do que acontecera no Morro do Salgueiro, parecia certeza de sucesso. Mas não foi bem assim…

Fundada em 01º de maio de 1966, a Unidos de Lucas acabou nunca se firmando entre as grandes do carnaval, por vários motivos. A rivalidade pré-união acabava sendo motor para as duas escolas crescerem, assim como a violência urbana na localidade da agremiação era forte. A Unidos de Lucas, então, acabou sendo uma daquelas escolas que estão sempre lutando para não enrolar a bandeira, com alguns lampejos de bons momentos.

E alguns desses “bons momentos” foram, na verdade, gigantes. Em 1968, apenas no seu segundo desfile, a escola veio pra avenida com um dos grandes sambas-enredo da história: Sublime Pergaminho. Composto por Carlinhos Madrugada, Zeca Melodia e Nílton Russo para o enredo de Clovis Bornay, o samba tem passagens belíssimas, como a descrição do momento em que é assinada a Lei Áurea. Marcando os 80 anos da abolição formal da escravidão, esse desfile possui uma temática que pode servir de inspiração outros momentos da folia, como na apresentação da Mangueira em 1988 e do Paraíso do Tuiuti em 2018. 


 Depois de 1968, a Unidos de Lucas voltou a emplacar pelo menos mais 3 grande sambas: em 1976 (com “Mar Baiano em Noite de Gala”, que ganha destaque mesmo no ano de uma das melhores safras de sambas-enredo de todos os tempos), 1982 (com “Lua Viajante”, em homenagem a Luiz Gonzaga) e 1983 (com “Senta Que o Leão É Manso”, que acaba fazendo parte dos enredos críticos da década). Os dois últimos foram ganhadores do prêmio Estandarte de Ouro de melhor samba no Grupo 1B - a segunda divisão da época. Ainda nos anos 1980, a escola bateu na trave na busca de conquistar a vaga para o desfile principal.

Posteriormente, seguiu alternando desfiles nos grupos de acesso, chegando a desfilar na sexta (e última) divisão em 2011. De lá pra cá, a escola voltou a subir na escala de grupos, chegando a desfilar na Série B em 2019, então terceira divisão. Atualmente, integra a LIVRES, liga que reúne escolas insatisfeitas com a organização dos desfiles da Intendente Magalhães.
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Mais Recente
Mais Antigo

Visite SAL60!

Visite SAL60!

Sobre nós

About Me

Somos um projeto multiplataforma que busca valorizar o carnaval e as escolas de samba resgatando sua história e seus grandes personagens. Atuamos não só na internet e nas redes sociais, mas na produção de eventos, exposições e produtos que valorizem nosso maior evento artístico-cultural.

Siga a gente

  • twitter
  • facebook
  • instagram

Desfile das Campeãs

  • SINOPSE: Imperatriz Leopoldinense | "Me dá um dinheiro aí"
    JUSTIFICATIVA A ideia básica deste desfile, que abrange alguns assuntos mais graves, é tratá-los através de metáforas ou de forma...
  • Dossiê Carnavalize: O Carnaval das Organizadas, história que dá samba - Parte 1
    Por: Jéssica Barbosa Arte: Rodrigo Cardoso No carnaval de 2018, pela primeira vez, quatro escolas de samba oriundas de torcidas or...
  • #SérieCarnavalescos: Luiz Fernando Reis e a estética dos carnavais críticos
    Por Leonardo Antan A #SérieCarnavalescos segue valorizando nomes poucos reconhecidos da festa, com textos novos às segundas e quintas. ...
  • Viradouro escolhe seu samba para o carnaval 2018
    Por Beatriz Freire A torcida da parceria campeã na Viradouro (foto: site Carnavalesco) ⁠⁠⁠Inaugurando a temporada das primeiras finais...
  • Do Churrasco à Sapucaí: como o Marquês virou enredo da Beija-Flor
    por Guilherme Peixoto A família Dornas sempre foi apaixonada por carnaval. Por lá, todos os churrascos terminam em samba-enre...
  • #Colablize: Dona LigaSP, por favor não leve a mal, chegou a hora de rasgar o manual
      por Artur Paschoa Mais uma vez, o resultado final da apuração das notas dos desfiles das escolas de samba de São Paulo deixou aqueles que ...

Total de Carnavalizadas

Colunas/Séries

sinopse BOLOEGUARANÁ 7x1 carnavalize Carnavalizadores de Primeira Quase Uma Repórter 5x colablize série década artistas da folia giro ancestral SérieDécada quilombo do samba Carnavápolis do setor 1 a apoteose série carnavalescos série enredos processos da criação dossiê carnavalize Na Tela da TV série casais 10 vezes Série Batuques Série Mulheres Série Padroeiros efemérides minha identidade série baluartes série sambas

Carnavalizações antigas

  • ▼  2023 (38)
    • ▼  ago. (1)
      • Projeto "Um carnaval para Maria Quitéria" valoriza...
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (1)
    • ►  fev. (28)
  • ►  2022 (41)
    • ►  dez. (1)
    • ►  jul. (1)
    • ►  jun. (5)
    • ►  mai. (1)
    • ►  abr. (30)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (1)
  • ►  2021 (10)
    • ►  set. (4)
    • ►  jun. (1)
    • ►  mai. (1)
    • ►  mar. (2)
    • ►  fev. (2)
  • ►  2020 (172)
    • ►  dez. (8)
    • ►  nov. (17)
    • ►  out. (15)
    • ►  set. (13)
    • ►  ago. (19)
    • ►  jul. (16)
    • ►  jun. (15)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (11)
    • ►  mar. (10)
    • ►  fev. (33)
    • ►  jan. (5)
  • ►  2019 (74)
    • ►  dez. (2)
    • ►  nov. (5)
    • ►  ago. (4)
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (4)
    • ►  abr. (2)
    • ►  mar. (35)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (12)
  • ►  2018 (119)
    • ►  dez. (1)
    • ►  out. (6)
    • ►  set. (1)
    • ►  ago. (3)
    • ►  jul. (5)
    • ►  jun. (20)
    • ►  mai. (12)
    • ►  abr. (5)
    • ►  mar. (3)
    • ►  fev. (42)
    • ►  jan. (21)
  • ►  2017 (153)
    • ►  dez. (28)
    • ►  nov. (7)
    • ►  out. (8)
    • ►  ago. (5)
    • ►  jul. (12)
    • ►  jun. (7)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (7)
    • ►  mar. (7)
    • ►  fev. (49)
    • ►  jan. (13)
  • ►  2016 (83)
    • ►  dez. (10)
    • ►  out. (3)
    • ►  set. (9)
    • ►  ago. (22)
    • ►  jul. (39)

Created with by ThemeXpose