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Carnavalize

 



Por Redação Carnavalize

Serrinha custa, mas vem! Após a permanência na Série Ouro, apesar de um trágico desfile, em 2020, o Império Serrano recebeu investimento de peso em seus sonhos dourados de retornar ao Grupo Especial. A contratação de Leandro Vieira, Patrick Carvalho, Nêgo e Igor Vianna reforçaram a escola para desenvolver o enredo “Mangangá”, uma homenagem ao capoeirista baiano Besouro Mangangá.

A comissão de frente, assinada por Patrick Carvalho, trouxe o homenageado já na cabeça do desfile, representado por Rodrigo Silva. Besouro é o personagem central do número, que conta com um elemento cenográfico rústico e um corpo de dança formado por diversos oguns. O ponto alto da apresentação foi o momento em que um capataz sai do elemento e mata o capoeirista, que ressurge na figura do besouro animal, um drone que sobrevoou o cortejo. Cabe sinalizar que o drone acabou, por algum problema, não voando na apresentação para o segundo módulo de julgadores. O que não tirou, de forma alguma, o brilho de uma comissão de nível de Grupo Especial, marcada pela coreografia vigorosa dos componentes, um traço característico dos trabalhos do coreógrafo. Por sua vez, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Matheus Machado e Verônica Lima, representou Exú de Oxalá. A dupla dançou bem e apostou na encenação, sem deixar de cumprir o seu papel. Pode-se dizer que foi a dose certa de teatralização. Verônica, porta-bandeira experiente, se destacou pelo jeito de segurar o mastro, vez que ela o segura com o punho, não apoiando dorso e palma de mão.

Corpo de baile da Comissão da Serrinha (Foto: Thomas Reis)

A grife Leandro Vieira foi percebida nos figurinos da Serrinha. Chamaram a atenção a sobreposição de tecidos e a estamparia. As fantasias formaram um tapete belíssimo, integrado com as alegorias. É como se o carnavalesco pintasse o carro alegórico com as fantasias. Sem dúvidas, o que se viu foi um conjunto redondo, simples e bastante honesto. Não há luxo, o que não é a proposta em questão. Ainda vale dizer que as alegorias tinham formas compactas, mas bem sustentadas em acabamento. O enredo, como de costume, foi contado com maestria por Vieira.

Um dos belos carros alegóricos da escola (Foto: Vítor Melo)

Mestre Vitinho e seus ritmistas “tiraram onda” com uma bateria cheia de balanço. Os figurinos da ala mereceram elogios pela beleza e funcionalidade. O todo musical foi consistente, sendo a escola embalada por um samba valente, que rendeu e fez os componentes quicarem na Sapucaí.

Com uma passagem tranquila, sem perrengues na evolução, e, ao mesmo tempo, vibrante, o Império Serrano se credenciou ao título, sendo difícil perceber onde a agremiação pode sofrer grandes descontos na terça-feira.


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Por Redação Carnavalize

Após uma estreia confortável pelo Império da Tijuca em 2020, o carnavalesco Guilherme Estevão e a agremiação decidiram dar um passo maior, rumo à briga direta por uma vaga na elite do carnaval carioca. O enredo escolhido foi intitulado “Samba de Quilombo”, uma homenagem ao G.R.A.N.E.S Quilombo, fundado pelo lendário Candeia, com o intuito de resgatar e preservar as raízes ancestrais do samba.

A consistente comissão de frente, comandada por Lucas Maciel, “Ancestralidade e raiz”, apresentou uma sequência de atos na avenida, incluindo uma troca de figurinos pelos seus componentes e a exaltação da arte negra. O ponto alto foi justamente o momento em que o corpo de baile, prestando homenagem ao Quilombo do Samba, assume os papéis de personagens de uma escola de samba. No geral, a comissão estava bem ensaiada e foi bastante agradável. Por sua vez, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Renan Oliveira e Laís Lúcia, juntos pelo segundo ano, exibiu entrosamento e não teve desencontro. A dupla esbanjou belos figurinos, em amarelo. Com giros leves, Laís foi cortejada com categoria por Renan. Por fim, o casal ainda usou satisfatoriamente o espaço cenográfico.

Competente primeiro casal do Império (Foto: Vítor Melo)

Luxuosa, a agremiação contou com algumas das melhores alegorias do grupo, com destaque para a segunda, uma das mais bonitas que passou pelo Sambódromo. Trata-se de um trabalho primoroso de acabamento, materiais, volumetria, cor. Já as fantasias deixaram um pouco a desejar, em termos de soluções e cromática. Contudo, os figurinos passam longe de serem fracos. Cabe ressaltar ainda que o enredo é desenvolvido com clareza e concisão, ao narrar a história do Quilombo. 

Detalhes de bela alegoria da escola (Foto: Vítor Melo)

A bateria de Mestre Jordan empolgou e sustentou com tranquilidade o elogiado samba-enredo, entoado com maestria por Daniel Silva. A parte musical não ficou devendo, de modo que o samba se provou um dos melhores da Série Ouro, culminando também em uma forte harmonia. 

Mesmo com problemas pontuais de evolução, como a correria diante de alguns setores, já mais pro final do cortejo, o Império da Tijuca arrebatou e tem quesitos para disputar nas cabeças. 


 

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Por Redação Carnavalize


Sexta escola a se apresentar, a Vigário Geral escolheu falar da Pequena África, região de formação majoritariamente negra, assim batizada por Heitor dos Prazeres, e que ajuda a contar a história da diáspora africana no Brasil, sendo, sobretudo, um berço cultural e de resistência. O trio de carnavalescos, formado por Marcus do Val, Alexandre Costa e Lino Sales, intitula o enredo por “Pequena África: Da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro”.

Na comissão de frente de Handerson Big, “Histórias negras importam”, os componentes representavam pessoas negras que, ao chegarem ao Rio de Janeiro, foram escravizadas na região do Cais do Valongo. Sem elemento alegórico, a apresentação teve como ponto alto o momento em que os objetos carregados pelos integrantes, nas mãos, retratam figuras que sofreram a violência racista. Forte na mensagem, a comissão se destacou pela correção, em que pese a simplicidade, o que não foi necessariamente um problema. Por sua vez, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Diego Jenkins e Thainá Teixeira, representou, respectivamente, o Brasil e o continente africano em laços de amor e dor. Thainá veio com uma fantasia avermelhada, em tons quentes, com uma estampa africana impressa na parte de cima da saia. Diego com uma indumentária de base branca e detalhes em verde e amarelo. O único “porém” foi a discrepância significativa entre o tom das cores dos figurinos. A dupla dançou segura, exibindo uma coreografia bonita, com giros perfeitos da porta-bandeira.

Parte da apresentação da Comissão de Frente da escola (Foto: Thomas Reis)


A crítica social proposta pelo enredo se mostrou excessivamente genérica, de forma que a narrativa não fugiu dos clichês e não se provou durante o cortejo. O conjunto de figurinos, apesar de completo, não teve brilhantismo, sendo simples demais. No geral, não houve a preocupação em torno de um trabalho cromático. As alegorias deixaram a desejar, sobretudo, na qualidade das esculturas, trazendo alguns elementos de gosto duvidoso.

Detalhes de alegoria da Vigário (Foto: Vítor Melo)

Sob o comando de Mestre Luygui, os ritmistas da bateria executaram ótimas bossas e sustentaram o bom samba-enredo. Em alguns momentos, foi notada, porém, uma aceleração. De qualquer maneira, os dois quesitos foram os destaques positivos da Vigário, que teve, entretanto, uma harmonia bastante razoável.

A abertura de alguns clarões comprometeu a evolução da escola, que, considerando a fragilidade da maioria dos quesitos, deve brigar para não ser rebaixada, nas últimas colocações da Série Ouro.


 

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Por Redação Carnavalize


Uma das escolas que mais brigou pelo título da Série Ouro nos últimos anos foi a Unidos de Padre Miguel. Com o retorno do carnavalesco Edson Pereira, responsável por grandes carnavais à frente do boi vermelho, a escola de Padre Miguel se colocou novamente na disputa pela vaga no Grupo Especial. Com o enredo “Iroko, é tempo de xirê”, a agremiação optou por uma abordagem da árvore-orixá, que muito dialoga com o desfile “Ossain”, assinado pelo mesmo carnavalesco, em 2017. 

A comissão de frente de David Lima representou os guardiões do tempo, os quais, durante a performance, se integravam com um gigantesco e belíssimo elemento cenográfico, em forma de árvore sagrada. Ela executava, inclusive, diversos movimentos, encantando o público. Em síntese, uma comissão digna de Grupo Especial, com figurinos e coreografia de primeira categoria. Por sua vez, o experiente casal de mestre-sala e porta-bandeira, Vinicius Antunes e Jéssica Ferreira, mostrou grande sintonia, desde a forma como se olhavam. A indumentária era exuberante, em tons claros. A coreografia limpa, perfeitamente executada, contendo uma variedade de passos e giros alternados. A dupla ocupou todo o espaço da pista, sendo, ainda, significativamente aplaudida. Definitivamente, uma das melhores da Série Ouro e do carnaval carioca.

Parte da apresentação da Comissão de Frente da escola (Foto: Thomas Reis)

Esbanjando requinte, o conjunto visual da UPM impressionou. A escola deu uma aula de figurinos, que eram extremamente ricos em formas, cores, materiais, volumetria. Soluções variadas foram adotadas pelo carnavalesco. O conjunto alegórico, do mesmo modo, não deixou a desejar, se demonstrando coeso, criativo e bem acabado. O enredo, todavia, ficou um pouco abaixo do conjunto plástico, se perdendo enquanto uma narrativa afro que não se aprofunda em determinados conceitos. Assim, termina apelando à tradicional lista de chamada de orixás.

Uma das belas alegorias da UPM (Foto: Vítor Melo)

A bateria de Mestre Dinho sustentou brilhantemente o belíssimo samba-enredo da escola. O reforço de Guto no microfone de Diego Nicolau ressaltou a qualidade da elogiada obra, construída em tom menor, com um refrão explosivo em tom maior. A transição dos últimos versos da segunda parte do samba para o refrão principal foi um verdadeiro show. E os componentes da agremiação abraçaram o seu hino, cantando e dançando com entusiasmo. Ou seja, o que se viu foi uma harmonia robusta.

O único destaque negativo da UPM foi a evolução, vez que a escola acabou, infelizmente, abrindo um clarão bem no meio da pista do Sambódromo. Mesmo assim, com uma apresentação consistente em praticamente todos os quesitos, a agremiação entrou com força na briga pelo título da Série Ouro.



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Por Redação Carnavalize

Apesar da considerável permanência da Santa Cruz no grupo de acesso do carnaval carioca, a agremiação tem revelado, nos últimos tempos, a sede pela competição por melhores posições no grupo, principalmente após a passagem do carnavalesco Cahê Rodrigues pela escola. Desta vez, ela contou com a condução artística de Cid Carvalho para dar continuidade à sequência de bons desfiles da agremiação, com o enredo “Axé! Milton Gonçalves no catupé da Santa Cruz”, em homenagem ao ator e diretor mineiro.

A dupla de Marcelos - Chocolate e Moragas - foi a responsável pelo comando da comissão de frente, que, diferentemente da maioria das escolas da Série Ouro, não trouxe elemento alegórico, apostando na dança e na encenação dos integrantes. Intitulada “A dança do catupé e a coroação dos reis negros”, a agradável apresentação fez referência ao congado, essa manifestação artístico-cultural típica de Minas Gerais. Em suma, uma comissão simples, mas bastante funcional e interessante. Por sua vez, o entrosado casal de mestre-sala e porta-bandeira, Mosquito e Roberta Freitas, exibiu uma coreografia marcada em cima da letra do samba. A dupla gesticulou e dançou de acordo com o que estava sendo cantado. Bem ensaiado, o casal se destacou pela tranquilidade e pelos movimentos limpos e perfeitamente executados.

Comissão dançou o tempo inteiro no chão (Foto: Thomas Reis)


O importante enredo não foi desenvolvido com grande criatividade. O cortejo tratou de vários orixás, sendo que cada setor se pautou basicamente em algum deles. As fantasias remetiam, no geral, a obras do homenageado, oscilando consideravelmente. O conjunto alegórico não apresentou grandes problemas, mas também se mostrou inferior ao de outras agremiações que passaram pela Sapucaí. A plástica apenas regular teve como destaque positivo o tripé de Oxumaré. 

Segunda alegoria da Santa Cruz (Foto: Vítor Melo)


A bateria do Mestre Riquinho foi o grande trunfo da Santa Cruz, que mereceu muitos elogios no quesito. Com relação ao samba-enredo, interpretado por Roninho, pode-se dizer que a obra musical passou sem brilho, não favorecendo a harmonia da escola, que teve um canto insuficiente.

Com uma evolução bem lenta em alguns momentos e alguns buracos na parte final do desfile, a Santa Cruz briga por lugares no meio da tabela, devendo permanecer na Série Ouro sem dor de cabeça. 


 

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Por Redação Carnavalize

As arquibancadas da Sapucaí se coloriram de vermelho, branco e… preto (!) pra Estácio de Sá desfilar nas cores do Flamengo, um dos maiores clubes esportivos do Brasil. Trata-se, na verdade, da reedição de um desfile apresentado pela própria escola em 1995, que celebrou a história e conquistas rubro-negras. Com a volta da escola à Série Ouro, o desenvolvimento do carnaval foi assumido pela dupla de carnavalescos formada por Mauro Leite e Wagner Gonçalves.

Na comissão de frente, a coreógrafa Ariadne Lax trouxe um elemento cênico simbolizando um vestiário de futebol, com algumas cabines. A representação dos jogadores não foi tradicional, optando-se por uma pegada street, que foi vista nos passos do corpo de dança, que incorporou, inclusive, o passinho. O ponto alto foi quando um componente se ergueu, pegando o manto do Flamengo, que, depois, é exibido em um drone. O efeito, contudo, não gerou tanta comoção, como se pretendia. No final da apresentação, algumas bolas ainda são chutadas em direção à arquibancada. Com relação ao casal, a veterana porta-bandeira Alcione recebeu um novo par, Feliciano Júnior, para defender as cores da Estácio de Sá na Avenida. A indumentária se destacou pela beleza, em tons de vermelho e alaranjado. A dupla estava bem ensaiada e a exibição foi correta, apesar de algumas entregas de bandeira para o mestre-sala terem sido levemente descuidadas, diante do primeiro módulo de julgamento. Ademais, faltou verticalizar um pouco mais o pavilhão.

A beleza do casal da Estácio (Foto: Thomas Reis)


O enredo, infelizmente, não contou com um fio condutor, se mostrando sem tanto brilhantismo. O desenvolvimento em fantasias e alegorias foi caracterizado pela ausência de coesão. Os figurinos oscilaram bastante, entre alas superiores e inferiores, dependendo da solução escolhida. Por sua vez, as alegorias tiveram propostas muito diferentes. O primeiro carro era vazado. O segundo mais voluptuoso. E o terceiro cênico, sendo que este último apresentou problemas gravíssimos de acabamento, com ferros expostos. 

Detalhes de alegoria da escola (Foto: Vítor Melo)

A bateria do Mestre Chuvisco, com o tradicional andamento mais pra frente, segurou bem o samba, que foi um destaque do cortejo, na interpretação de Serginho do Porto. Por ter momentos de explosão, nos dois refrões, a harmonia foi bastante favorecida. Em evolução, a Estácio não enfrentou perrengues, passando tranquilamente pela Marquês de Sapucaí.

Com um visual oscilante, mas também com um chão forte, a escola não deve brigar na cabeça e nem correr riscos na terça-feira. 







 

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Por Redação Carnavalize

Segunda escola do último dia de desfiles da Série Ouro, a Inocentes de Belford Roxo tinha a responsabilidade de contagiar tanto quanto fez no seu desfile de 2020, quando botou a Sapucaí para dançar ao homenagear a jogadora Marta. Para 2022, sob o comando de Lucas Milato, a escola optou por contar o enredo “A meia-noite dos tambores silenciosos”, sobre a festa pernambucana que ocorre no Pátio do Terço e tem mais de cinco décadas de tradição.

A comissão de frente, coreografada por Juliana Frathane, trouxe o ritual do Pátio do Terço à meia-noite, no qual os ancestrais são louvados. Bem vestido, o corpo de baile apresentou uma dança aguerrida, bem forte, no primeiro momento. Na sequência, de dentro de um elemento alegórico, surgiu uma Oyá. Embaixo, a capa dos bailarinos se transformou em uma saia branca com os dizeres: “Vidas negras importam”. Vários personagens negros da história também foram retratados. O único “porém” da comissão foi o problema de acabamento na decoração do elemento alegórico. No mais, a abertura da escola foi bastante satisfatória. Já o entrosado casal, composto por Douglas Valle e Jaçanã Ribeiro, representou a penumbra da meia-noite, o contraste entre Orum e Aiyê. A indumentária toda preta era bem bonita. Contudo, o LED, no adereço de cabeça, acabou tirando um pouco da beleza da fantasia. Com relação à dança, a dupla optou por uma coreografia simples, mas muito bem executada, com movimentos muito limpos. Eles estavam seguros e tranquilos.

Performance da Comissão da Inocentes (Foto: Thomas Reis)


O enredo da Inocentes, além de interessante, era denso e envolveu um trabalho sofisticado de pesquisa. Ele foi bem contado em fantasias de fácil leitura, acabamento de qualidade e eficiente uso de materiais. O trabalho cromático se destacou, pelo começo no preto e o desdobramento posterior em outras cores, dos orixás, dos santos. As alegorias não trouxeram tantos elementos, mas são bem acabadas e satisfatórias. No geral, o conjunto plástico é regular e competente.

Detalhes de alegoria da escola (Foto: Vítor Melo)


A bateria de Mestre Juninho, por sua vez, fez bonito e apostou em muitas bossas. Apesar do bom samba-enredo, conduzido pelo trio de intérpretes formado por Tem Tem Sampaio, Silas Leléu e Luizinho Andanças, a escola não comprou a obra musical. A harmonia foi um quesito em que a Inocentes poderia ter sido muito melhor. 

Também pecando na evolução, que foi comprometida por um buraco enorme na altura do setor 10 e pelo ritmo instável do desfile, que ficava parado por muito tempo e depois se convertia em correria, a Inocentes deve brigar na meiuca. 


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Por Redação Carnavalize


Pertencimento e popularidade deram o tom na homenagem que a Lins Imperial, de volta à segunda divisão do carnaval carioca, fez a um dos seus mais célebres frutos: Antônio Carlos Bernardes Gomes, ou apenas Mussum, o eterno trapalhão do Brasil. Com o enredo “Mussum pra sempris! Traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé”, assinado pelos carnavalescos Eduardo Gonçalves e Ray Menezes, a escola rememorou a vida do humorista, ator e sambista, criador de inconfundíveis expressões e sucessos que caíram no gosto popular.

A comissão de frente contou com a direção coreográfica de Carlos Bolacha e trouxe um volumoso elemento alegórico representando o Morro da Cachoeirinha, de onde o homenageado é originário. O corpo de dança apareceu vestido de Mussum, em tons de verde e rosa. A simpática e correta apresentação empolgou o público. Por sua vez, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, formado por Jackson Senhorinho e Manoela Cardoso, demonstrou uma evolução em relação ao ensaio técnico. Estavam bem vestidos, apesar da disparidade entre as nuances de verde nas fantasias dos dois. No geral, se apresentaram sem maiores problemas. Cabe destacar, porém, que a porta-bandeira deu algumas ajeitadas no mastro denunciando certas escorregadas. Por fim, o mestre-sala se mostrou especialmente elegante.

Simpática Comissão de Frente da Lins (Foto: Thomas Reis)

Apostando em um enredo leve e popular, a escola fez um desfile bastante claro, com ótima leitura. As fantasias refletiram tal proposta, materializada em figurinos leves, que permitiram a brincadeira dos componentes. A cromática, marcada pelo abuso do verde e do rosa, em contraste forte, casou perfeitamente com o tom descontraído do desfile e com o homenageado. As alegorias eram, em grande medida, bem solucionadas, apesar de apresentarem alguns problemas de formas. O último carro, porém, passou abaixo dos demais, em termos de acabamento.

Detalhes de tripé da escola (Foto: Vítor Melo)

A bateria do Mestre Átila teve alguns problemas durante o cortejo, como uma pequena atravessada, sendo que o samba-enredo também não ajudou. O rendimento foi um pouco abaixo do esperado e a obra musical não animou tanto o desfile. Isso culminou em uma harmonia irregular, que deixou a desejar.

O calcanhar de Aquiles da Lins foi mesmo a evolução, que ficou bastante comprometida. Além de correr para cumprir o tempo regulamentar, a escola abriu diversos buracos na Marquês de Sapucaí. 

Considerando os altos e baixos do desfile, a Lins não deve brigar por muita coisa e figurar na segunda metade da classificação. 



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FINALMENTE, CHEGOU O CARNAVAL! Depois de dois longos anos de espera, muitos adiamentos, estamos nos preparando para pisar novamente na nossa amada Marquês de Sapucaí! E, já que os desfiles tão de volta, nossas famosas "previsões" não podiam ficar de fora!

Búzios e patuás na mão? Pedindo as bençãos aos nosso orixás, vamos dar a melhor combinação de palpites com bom-humor para aliviar a TPC. Errar ou acertar? A gente nunca sabe como prever, mas a torcida é que a Série A mostre sua garra mais uma vez. Mesmo com um orçamento curtíssimo e barracões precários, as agremiações e seus artistas se renovam e surpreendem a cada ano!

Quem sobe? E quem desce? E o grupo da meíuca? Vem com a gente descobrir mais sobre os cortejos da divisão de Acesso do Carnaval carioca, que serão realizados nos próximos dias 20 e 21, quarta e quinta-feira dessa semana. Confiram a ordem de desfile e nossas expectativas para os desfiles da Série Ouro?

ORDEM DE DESFILE:



QUARTA-FEIRA: DIA 20 DE ABRIL

1. EM CIMA DA HORA:


No geral: Após uma passagem pelo grupo de acesso recentemente, entre 2014 e 2015, a tradicional Em Cima da Hora retorna ao carnaval da Sapucaí e, assim como fez antes, aposta em clássico do seu repertório para garantir a permanência. Depois de "Os sertões", agora vamos poder ouvir novamente o imortal "33 - Destino D. Pedro II".

Ponto extras: Muito que bem, já que falamos dele, o grande trunfo da azul e branco é, sem dúvidas, seu samba. Um clássico do gênero composto por Guará e imortalizado por Jovelina Pérola Negra. Trata-se de uma obra incrível, narrando de forma poética e crítica a vida nos trilhos cariocas, a obra continua super atual! 

Perdeu décimos: É a escola que subiu... Só copiar o texto dos últimos anos: as mesmas dificuldades de sempre. O agravante é que esse ano foi ainda mais puxado para o grupo... Então, a azul e branco de Cavalcanti terá que lutar para apresentar uma plástica digna na Avenida e se firmar no grupo de acesso, considerando seu pré-carnaval marcado por várias mudanças em seu time técnico. 

Ficha técnica:

2. CUBANGO:


Pontos gerias: Atotô! Uma das grandes agremiações da Série Ouro, a Cubango chega numa posição menos nobre de desfile, mas com grandes credenciais para mais uma vez se colocar na disputa para o seu sonhado título, rumando ao Grupo Especial. Versando mais uma vez com a cultura afro-brasileira, a escola de Niterói parte para uma emocionante homenagem à atriz e mãe de santo Chica Xavier.

Pontos extras: A verde e branco tem como carnavalesco o experiente João Vitor Araújo, conhecido por seu bom gosto e apuro estético. Então, beleza não vai faltar! Outro trunfo, o samba-enredo, de extrema qualidade e será defendido pelo grande intérprete Pixulé.

Perdeu décimos: Sem dúvidas, ser a segunda a desfilar na quarta-feira pode ser uma empecilho para a agremiação, pegando uma Sapucaí ainda fria.

Ficha técnica:

3. UNIDOS DA PONTE:


Pontos gerais: Indo para o seu terceiro ano no grupo, a Unidos da Ponte aposta em um enredo religioso, homenageando a freira brasileira, Irmã Dulce, beatificada pelo Vaticano. Após apresentações irregulares, a azul e branco deve lutar por boas posições no Carnaval desse ano.

Pontos extras: A comunicação pode ser um trunfo da escola de São João de Meriti, ao homenagear a primeira santa brasileira, ela promete emocionar e comover o público presente na Sapucaí. 

Perdeu pontos: Assim como outras escolas da Série Ouro, resta conferir se os carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques terão condições de realizar um bom trabalho plástico. O samba-enredo da escola também não é dos melhores e pode não render como o esperado.

Ficha técnica: 
 

4. PORTO DA PEDRA: 


Ponto gerais: Sempre garantido bons resultados nos últimos anos, a vermelho e branco de São Gonçalo chega com um samba forte e a promessa de mais um bom trabalho da carnavalesca Annik Salmon. Dessa vez, uma homenagem à ialorixá Mãe Stella de Oxósssi. É uma das favoritas do grupo? Quem sabe...

Pontos extras: Para além do gabaritado samba-enredo, fruto de um excelente enredo com fortes bases culturais. A Portona tem como trunfo uma das comunidades mais forte da Série Ouro. Outro quesito favorável para o Tigre é o casal formado por Rodrigo França e Cintya Santos, que sempre riscam o chão com muita competência. Por fim, a Comissão de Frente será comandada por Paulo Pinna, que garantiu um belo trabalho no último carnaval com o Império Serrano e tem tudo para garantir bons décimos mais uma vez.

Perdeu décimos: Sempre fazendo seu dever de casa, o Tigre tem a sua disposição um time bastante competente. O olhar atento fica disposto na bateria do Mestre Pablo que no último carnaval perdeu décimos importantes, algo que tente a não ocorrer novamente considerando toda a experiência e trabalho exercido pelo comandante. Okê arô! 

Ficha técnica:

5. UNIÃO DA ILHA:


Pontos gerais: Após uma grande estadia no Especial (2010-2020 a Ilha retorna à Série Ouro. A escola perdeu recentemente um de seus carnavalescos, o artista Severo Luzardo, que desenvolvia o Carnaval da Tricolor em parceria com Cahê Rodrigues. O último ficou responsável em dar continuidade ao trabalho e colocar na Sapucaí o enredo sugerido pelo amigo que partiu, uma homenagem ao artista que tanto contribuiu com a nossa festa. Salve, Severo! 

Pontos extras: Para produzir seu carnaval, a escola seguiu seus trabalhos na Cidade do Samba, um diferencial e tanto, considerando as condições precárias que grande parte das coirmãs da Série Ouro enfrentam. Outro pronto forte é que a Comissão de Frenteque tem a estrelada assinatura de Rodrigo Negri e Priscilla Mota, popularmente conhecidos como Casal Segredo, sinônimos de boas apresentações e excelentes notas.

Perdeu décimos: Durante a temporada de ensaios técnicos, a tricolor fez um treino forte, destaque para o canto da comunidade. Apesar disso, o samba-enredo da agremiação pode ser um ponto negativo considerando sua qualidade técnica e pode deixar alguns décimos pelo caminho. 

Ficha técnica:

6. UNIDOS DE BANGU: 


Pontos gerais: Com desfiles abaixo da expectativa nos últimos anos, a Unidos de Bangu vem apostando na simpatia da figura controversa de Castor de Andrade para conquistar a Avenida. Será que vai dar Bangu na cabeça?

Pontos extras: O enredo pode ter um forte apelo popular ao passear pela cultura carioca, com aportes  no samba e no futebol. Tudo isso sob a visão plástica do experiente Marcus Paulo, que por anos trabalhou na Unidos da Tijuca e pode garantir um bom visual, caso tenha boas condições de trabalho.

Perdeu décimos: Outro samba que também não se destaca na boa safra da Série Ouro, a obra musical da agremiação pode ser um obstáculo na busca por melhores resultados.

Ficha técnica:


7. ACADÊMICOS DO SOSSEGO:


Pontos gerais: Encerrando o primeiro dia de cortejo, a Sossego segue para o seu quinto ano na Série Ouro, oscilando entre carnavais irregulares. Para este ano, aposta na estreia de André Rodrigues como carnavalesco solo em uma narrativa de temática indígena.

Pontos extras: Partindo com um grande enredo que aborda as visões de um pajé, a escola tem no talento do seu carnavalesco a promessa de um trabalho plástico diferenciado e que pode se destacar no desfile, diferente dos últimos anos da escola onde o visual deixou a desejar.

Perdeu décimos: Encerrar um dia de desfile pode ser uma tarefa difícil, pegando menos público que o habitual. Vai ser necessário muita raça e força da comunidade do Largo da Batalha para segurar o astral da Avenida.

Ficha técnica:


QUINTA-FEIRA - DIA 21 DE ABRIL

1. LINS IMPERIAL:


Pontos gerais: Escola tradicional do Rio, a Lins volta ao acesso da folia apostando na leveza e bom humor do ator Mussum, uma homenagem mais que merecida a um artista que nasceu na comunidade verde e rosa. No time da escola está o experiente carnavalesco Edu Gonçalves, que deve apostar numa estética mais leve e jocosa.

Pontos extras: O samba da agremiação tem tudo para ser uma deliciosa farofa e abrir com um clima leve à noite, resta saber se é o suficiente para a agremiação se manter no grupo.

Perdeu décimos: Vindo da Intendente Magalhães, resta conferir como a escola vai conseguir ganhar corpo e apresentar um bom trabalho na Avenida... 

Ficha técnica:

2. INOCENTES DE BELFORD ROXO:


Pontos gerais: Após surpreender a Sapucaí com um desfile animado em 2020, a Inocentes vai desenvolver um carnaval mais denso e um enredo bem interessante sobre a cultura popular pernambucana, proposto pelo carnavalesco Lucas Milato.

Pontos extras: Com um samba-enredo encomendado, a Caçulinha da Baixada tem uma das mais belas obras do grupo e pode se garantir em quesitos musicais. Além disso, conta com um experiente casal formado por Douglas Valle e Jaçanã Ribeiro.

Perdeu décimos: Em sua estreia na folia, no último carnaval, o jovem Lucas Milato deixou a desejar no desenvolvimento da sua narrativa sobre a "eternidade". Apesar da boa premissa desse ano, resta ver como isso se desenvolverá nas alegorias e fantasias.

Ficha técnica:


3. ESTÁCIO DE SÁ:


Pontos gerais: Outra escola que está retornando à Série Ouro, a Estácio também aposta numa reedição. Buscando uma comunicação com o público, a escola vai homenagear o Flamengo, em enredo originalmente apresentado em 1995. No time que cuidará do visual, fazem dupla o experiente Wagner Gonçalves e Mauro Leite, que por décadas foi assistente de Rosa Magalhães.


Ponto extras: Assim como a Ilha, a alvirrubra contou com a especial estrutura da Cidade do Samba para desenvolver seu trabalho, contando ainda com um time experiente em vários segmentos. É uma escola com muita força, sem dúvidas!

Perdeu pontos: A comunicação com o público é um elemento fundamental do desfile do Estácio. Se a escola não entrar bastante animada na pista, pode complicar inclusive o seu samba, que não é dos melhores, apesar de bastante conhecido. O andamento dado pela bateria do mestre Chuvisco também é um ponto de atenção. 

Ficha técnica:


4. ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ:


No geral: Uma escola em franca recuperação, a Santa Cruz conseguiu se destacar nos últimos carnavais quando esteve sob a batuta do carnavalesco Cahê Rodrigues. Para esse ano, aposta na experiência de Cid Carvalho para seguir brilhando no grupo.

Pontos extras: O enredo é, sem dúvidas, um dos principais trunfos da verde e branco. A homenagem ao ator e diretor Milton Gonçalves tem tudo para emocionar e se comunicar com o público, além de já ter gerado um excelente samba-enredo que pode embalar o cortejo.

Perdeu décimos: Para isso, a escola precisa, mais um ano, que sua comunidade abrace o samba para fazê-lo render. E outro porém são as condições a Cid Carvalho de desenvolver boas alegorias e fantasias, quesitos que tiraram pontos importante da escola na última folia.

Ficha técnica:

5. UNIDOS DE PADRE MIGUEL:


No geral: Sempre favorita? Eterna vice-campeã da Série Ouro, a UPM aposta numa fórmula que já deu certo: homenagear a religiosidade afro-brasileira. Neste ano, tudo fica ainda mais forte com a volta de Edson Pereira, que fez grandes trabalhos plásticos na agremiação. Será que agora vai?

Pontos extras: A força da comunidade de Padre Miguel é sempre um imponente elemento para desfiles arrebatadores da alvirrubra. Além disso, há expectativa de um ótimo trabalho visual do carnavalesco, numa temática que ele domina muito bem.

Perdeu décimos: Dando expediente há alguns anos na escola, o coreógrafo David Lima já deixou escapar alguns pontos preciosos em Comissão de Frente em anos anteriores. A torcida é que seu trabalho fature boas notas, como foi no último ano.

Ficha técnica:


6. VIGÁRIO GERAL:


No geral: Novata na Série Ouro, a Vigário surpreendeu em sua estreia com um desfile político e de grande comunicação com o público. Para esse ano, aposta outra vez num tema cultural que aborda a “Pequena África” e a resistência negra na cidade carioca.

Pontos extras: O conjunto de fantasias da tricolor surpreendeu em 2020, portanto, a expectativa é que a comissão formada por Marcus do Val, Alexandre Costa e Lino Sales mantenha o bom nível.

Perdeu décimos: No ensaio técnico da agremiação, os quesitos de pista prejudicaram um melhor desempenho. Apesar do ótimo samba, com assinatura do grande compositor Xande de Pilares, é preciso que a comunidade da Zona Norte dê o nome, ainda mais por estar numa posição nobre de desfile, entre outras co-irmãs com mais experiência.

Ficha técnica:

7. IMPÉRIO DA TIJUCA:


No geral: Tá chegando o primeiro império do samba! Sempre grandiosa, a verde e branco do morro da Formiga renovou a parceria com o carnavalesco Guilherme Estevão, que preparou um excelente enredo sobre a GRANES Quilombo, fundado pelo compositor Candeia, na década de 1970.

Pontos extras: Se o enredo foi o quesito mais despontuado da agremiação em 2020, para esse ano, a excelente narrativa proposta é, sem dúvidas, uma das grandes cartas na manga. Contando com um carnavalesco talentoso, a alviverde tem ainda um melodioso samba embalado por um ótimo intérprete.

Perdeu décimos: No último carnaval, o estreante casal Renan Oliveira e Laís Ramos perdeu importantes décimos, mas era apenas a primeira apresentação como parceiros dos dançarinos. Desde então, eles têm se preparado e fizeram uma ótima apresentação no ensaio técnico.

Ficha técnica:


8. IMPÉRIO SERRANO: 


No geral: Após um desfile desastroso na última folia, o Império chega completamente renovado para esse ano. A nova direção, comandada por Sandro Avelar, contratou ninguém menos que o badalado carnavalesco Leandro Vieira, que irá homenagear o capoeirista Besouro Mangangá.

Pontos extras: Um time fortíssimo foi formado para a verde e branco, além do renomado artista que também comanda a verde e rosa, estão o experiente coreógrafo Patrick Carvalho e o casal formado por Matheus Machado e Veronica Lima. Junte-se a isso um grande samba e uma comunidade aguerrida, pronta para voltar à Elite. Favoritaça, né?

Perdeu décimos: Ela tem tudo! O Império se desenha até aqui como o grande favorito da Série Ouro, é só conferir os mistérios e segredos que a pista da Sapucaí reserva. Então, nada de perder décimos para a Serrinha. Custa, mas vem!

Ficha técnica:


Verdades inabaláveis caem por terra quando a sirene toca, então é só esperar. Em meio a um cenário complicado, a gente só torce que a escolas do acesso surpreendam e mandem recados para certos prefeitos, já que nossa festa continua pra lá de viva. Amém, Rosa!


OUTRAS INFORMAÇÕES:

🗓: Quarta-feira (20) e quinta-feira (21)
🕘 Previsão de inicio: 21h00
⏱️ Tempo de desfile: 45-55min
📺 Transmissão: Globo (RJ) a partir das 00h05/23:50, G1 e Globoplay (todo Brasil).


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