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Carnavalize


Por Juliana Yamamoto
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira tem a responsabilidade de defender o maior símbolo de uma escola de samba, o pavilhão, e trazer a nota máxima, ajudando-a no tão sonhado título. Esse quesito que exala arte, parceria e dança é composto por apenas dois integrantes, e são eles que se dedicam em constantes ensaios em prol do pavilhão e da sua enorme comunidade que está sendo carregada pela porta-bandeira em giros e minuetos e na proteção e cortejo do mestre-sala. Juntos, transmitem dedicação e amor. 

Para o carnaval paulistano de 2020, houve a promoção e a aposta em novos casais de mestre-sala e porta-bandeira nos grupos Especial e Acesso I. Muitos farão sua estreia como primeiro mestre-sala ou primeira porta-bandeira. Está cada vez mais evidente um novo ciclo no quesito embalado pelo surgimento de novas estrelas.


Foto: André Murrer
Abrindo os desfiles do Grupo Especial, o Barroca Zona Sul irá apostar num jovem mestre-sala para o carnaval 2020, Igor Sena. 

Igor possui 10 anos no carnaval, sendo 7 como mestre-sala. Já teve passagem pelo Águia de Ouro, escola pela qual dançou por 3 anos. Ganhou ainda mais destaque na Dragões da Real, ficando por 2 anos como segundo mestre-sala. Para 2020, fará sua estreia ao lado da porta-bandeira Lenita Magrini, que já teve passagens pela Independente Tricolor e no próprio Barroca em anos anteriores.


Foto: Felipe Araújo
A primeira escola a adentrar a pista do Anhembi no sábado de carnaval é a Pérola Negra. A agremiação da Vila Madalena também aposta numa jovem promessa com muita experiência no quesito, Arthur Santos.

Arthur tem 19 anos e começou a sua trajetória cedo, aprendendo essa nobre arte desde criança. Sua história na dança de mestre-sala e porta-bandeira se iniciou na Nenê de Vila Matilde, mais especificamente na Nenê do Amanhã, escola-mirim da águia paulistana.

Em 2019, ao lado da porta-bandeira Beatriz Teixeira, estreou como primeiro mestre-sala na escola. Com seu talento e se destacando cada vez mais na dança, Arthur estreará como primeiro mestre-sala na elite do carnaval ao lado da porta-bandeira Eliana, que está desde o carnaval de 2018 na escola.


Foto: Sergio Cruz
Já os alvinegros dos Gaviões da Fiel resolveram apostar em uma prata da casa para o quesito, marca registrada da escola. 

Gabriela Mondijan foi promovida para primeira porta-bandeira e dançará ao lado de Wagner Lima, que já era da escola e tinha uma parceria de sucesso com a Adriana Mondijan, a Drika. 

Nascida e crescida nos Gaviões, a nova primeira porta-bandeira já dança há 11 anos e iniciou a sua trajetória na própria escola em 2011, quando assumiu o quarto pavilhão. Adriana, antiga primeira porta-bandeira, sua maior inspiração, irá acompanhar todo o processo da transição ao lado do mestre-sala Wagner. 


Foto: Henrique Barbosa
Após a saída de Emerson Ramires, a Mocidade Alegre decidiu promover um de seus mestres-sala, Uilian Cesário, antigo quarto mestre-sala da agremiação. O novato no posto estreará no Anhembi ao lado de Karina Zamparolli, primeira porta-bandeira da Morada desde 2013.

Com 24 anos, Uilian iniciou sua trajetória na Mocidade Alegre após o carnaval de 2015, com uma parceria ao lado de Natália Lago. Antes, fazia parte do Acadêmicos do Tatuapé, escola em que se destacou por seu elegante bailado. O mestre-sala também se mostrava muito empenhado e dedicado, sempre aprimorando a arte através de cursos. 

Na Morada do Samba, Uilian Cesário cresceu e ganhou seu espaço, adquirindo a admiração da comunidade. Em 2020, terá a grande honra e responsabilidade de defender o tradicional pavilhão vermelho, verde e branco ao lado de Karina.


Foto: Paulo Sadão
Após a saída do primeiro casal da escola, a Unidos de Vila Maria decidiu investir numa nova dupla para o quesito. Brunno Mathias e Tatiana dos Santos formarão o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vila Mais Famosa para o carnaval de 2020.

Com uma trajetória extensa, iniciada em 1999, Brunno, de 31 anos chegou à escola em 2010 como quinto mestre-sala, e de lá nunca mais saiu. Foi ganhando espaço e admiração pela comunidade através do riscado característico e por sua evolução na dança. A cada ano, o menino de Jundiaí crescia na arte e com seu talento ganhou maior notoriedade. Em 2018 desfilou como primeiro mestre-sala do Morro da Casa Verde. No mesmo ano, na Vila Maria, precisou assumir o pavilhão oficial ao lado da porta-bandeira Jéssica Passos, demonstrando muita responsabilidade e força. Para 2020, Brunno terá um dos maiores desafios de sua vida.

Já sua porta-bandeira, Tatiana dos Santos, é experiente, possuindo passagem em várias agremiações, como Leandro de Itaquera, X-9 Paulistana e Morro de Casa Verde, já tendo ocupado o posto de primeira porta-bandeira. No último carnaval, desfilou com o segundo pavilhão da Nenê de Vila Matilde. Muitos não sabem, mas Tatiana já participou do quadro de casais da Vila Maria, de 2006 a 2009, sendo terceira porta-bandeira. Agora retorna à verde, azul e branco como primeira, estreando nessa função no Grupo Especial, e também com um novo parceiro na dança.


Foto: Anju Fotografia
No Grupo de Acesso I, também teremos novos nomes no Sambódromo do Anhembi. A Nenê de Vila Matilde decidiu apostar em uma porta-bandeira já muito conhecida no carnaval paulistano e que fará a sua estreia como primeira no grupo da Liga das Escolas de Samba de São Paulo: Monalisa Carmo Bueno.

Monalisa tem 28 anos e começou a dançar aos 7, como porta-bandeira mirim do Barroca Zona Sul. No mesmo ano, recebeu o convite para participar do quadro de casais do Vai-Vai. Em 2000, estreou como porta-bandeira nas duas agremiações. Seu currículo é de peso, com passagens por Imperador do Ipiranga, Tradição Albertinense e Dragões da Real. Em 2007, foi porta-bandeira oficial do GRES Quilombo e no mesmo ano retornou ao Vai-Vai, ganhando maior notoriedade através do seu bailado e talento. Para 2020, atravessará a passarela do samba como primeira porta-bandeira da Nenê, ao lado do mestre-sala Cley Ferreira, que possui passagens pelo Barroca e Independente Tricolor.


Foto: Acadêmicos do Tucuruvi
O Acadêmicos do Tucuruvi anunciou no último sábado (2) seu novo primeiro mestre-sala após o desligamento de Kawan Alcides. O novo parceiro de Waleska Gomes será Luan Caliel!

Luan tem 20 anos e ganhou notoriedade no Águia de Ouro, desfilando como terceiro mestre-sala até o carnaval de 2019. Através do seu riscado característico, ganhou destaque. O jovem teve aulas com a sua própria porta-bandeira no curso da Amespbeesp nos anos de 2018 e 2019. Para 2020, fará sua estreia como mestre-sala oficial ao lado da experiente Waleska.


Foto: Felipe Araújo
Dedicação, empenho, ensaios e muito amor ao pavilhão não faltarão aos novos casais de mestre-sala e porta-bandeira que se formaram para o carnaval 2020. Novas estrelas estão surgindo para abrilhantar o Anhembi e encantar com seu bailado. Que venham os desfiles!
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Por Juliana Yamamoto e Alisson Valério
As escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo fizeram um lindo espetáculo no Sambódromo do Anhembi. Com um carnaval competitivo, as agremiações mostraram toda sua força nas duas noites de desfile. Para destacarmos ainda mais essa festa, a equipe do site Carnavalize, que esteve presente no Anhembi nos dias de desfiles do carnaval paulistano, selecionou os melhores de cada quesito.

Para começar, vamos ao quesito samba-enredo. O grande samba do carnaval de São Paulo em 2019 foi dos Gaviões da Fiel. Com uma reedição de 1994, a alvinegra teve a melhor comunicação com o público durante todo desfile. Além disso, o samba - considerado um dos melhores da cidade - foi entoado a plenos pulmões pela arquibancada. Com um excelente desempenho da bateria e um ótimo carro de som liderado pelo intérprete Ernesto Teixeira, a obra ficou ainda melhor durante o desfile e sacudiu o Sambódromo como nunca visto antes. Uma apresentação inesquecível e um samba-enredo que será eternamente lembrado pelos sambistas.

Mestre Moleza, da Cadencia da Vila, trouxe os 40 pontos para a escola! (foto: Recordar É Viver)
Já em bateria, várias apresentações se destacaram ao longo das duas noites de desfile. Muitas escolas ousaram em bossas e paradinhas que levantaram o público. Neste ano, o quesito teve como destaque a Cadência da Vila, comandada pelo Mestre Moleza. Desde 2013 na verde, azul e branco, Moleza transformou a bateria da Unidos de Vila Maria em uma das melhores da cidade. Com bons desempenhos nos últimos anos, a Cadência se destacou em 2019 com excelentes bossas, além de uma “paradinha” que levantou a arquibancada Monumental durante sua passagem. O interessante desta bateria é a capacidade de ouvir perfeitamente todos os instrumentos. Além disso, o entrosamento entre o carro de som e a Cadência era mais que evidente. 


Ernesto Teixeira brilhou e foi escolhido por nossa equipe como melhor intérprete (Foto: site Carnavalesco)
Não faz parte do julgamento oficial da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, mas é de extrema importância para uma agremiação e principalmente para seus componentes: o intérprete. Ele precisa mostrar toda sua força e fazer com que o samba-enredo tenha um desempenho de alto nível na avenida. O grande destaque foi Ernesto Teixeira, dos Gaviões da Fiel. Com uma apresentação memorável, o veterano cantor deu um show no Anhembi e levantou a arquibancada. Apesar de sua idade, Ernesto mostrou que continua o mesmo de anos anteriores e comandou o carro de som com maestria. Além disso, seus cacos característicos tornaram-se ainda mais marcantes durante o desfile. Trata-se um patrimônio do carnaval de São Paulo, que merece todo nosso respeito e admiração. Sarava, saravá salve o santo guerreiro! 


A comunidade guerreira da Zona Leste cantou (e muito) sua história, a melhor do carnaval paulistano (Foto: G1/Fabio Tito)
A harmonia de uma escola de samba é um dos quesitos mais importantes. Muitas apresentaram um belíssimo canto durante sua apresentação, mas o grande destaque fica com o Acadêmicos do Tatuapé. A Qualidade Especial ousou em “paradinhas” que evidenciaram o canto dos componentes. A azul e branco sempre se destacou por desfiles técnicos e, principalmente, pelo chão. E, em 2019, não foi diferente. O canto nas alas era constante e o intérprete Celsinho Mody podia parar de cantar em qualquer parte do samba-enredo pois a comunidade seguraria. Isso mostra a força de uma escola de samba e de seus componentes. Com isso, a Tatuapé fica com a melhor harmonia do Grupo Especial.


Na estreia de Jorge Freitas, a Mancha Verde mostrou a grandeza de seu carnaval (Foto: LigaSP/Marcelo Messina)
As alegorias são de extrema importância e dão a “tônica” de um desfile. Em 2019, o conjunto alegórico de grande destaque foi o da campeã Mancha Verde. Com alegorias grandiosas e luxuosas, a alviverde trouxe os melhores carros do Grupo Especial. Além de uma excelente concepção, estavam bem acabadas e eram de fácil leitura. O grande destaque fica por conta do abre-alas da verde e branco, que impressionou pelo tamanho e detalhes. 


De muito bom gosto, a Mancha desfilou com fantasias opulentas (Foto: LigaSP/Marcelo Messina
As fantasias também são importantes para dar um belo “visual” ao desfile. Além disso, precisam manter uma regularidade desde o primeiro até o último setor. O grande destaque no quesito foi, novamente, a Mancha Verde. A escola teve o visual como ponto alto do desfile. As fantasias eram de extremo bom gosto, além de estarem muito bem acabadas. Outro ponto positivo é que eram de fácil leitura e também não caíram de nível nos últimos dois setores. Jorge Freitas, que assinou um enredo de temática afro pela primeira vez na carreira, acertou em cheio.

O enredo também é essencial para o sucesso de um desfile. O tema que será contado na avenida precisa ser de fácil assimilação não só para os jurados, mas para o público em geral. Novamente, a Mancha Verde acertou no quesito. O tema, sobre a história de Aqualtune, avó dos Zumbi dos Palmares, foi muito bem desenvolvido por Jorge Freitas. 


A polêmica comissão de frente dos Gaviões foi destaque no carnaval de SP! (Foto: LigaSP/Felipe Araújo)
A comissão de frente é o primeiro “grupo” a adentrar na pista no desfile de uma escola de samba. Uma boa e impactante apresentação logo no início ajuda no decorrer do desfile. Em 2019, a grande comissão de frente foi dos Gaviões da Fiel. O destaque fica por conta do componente que representava a serpente e sua encenação com o tripé. Além disso, a indumentária utilizada pelos componentes e a densa coreografia ajudaram na incrível apresentação.

Emerson e Karina foram as estrelas do desfile da Morada do Samba! (Foto: LigaSP/Felipe Araújo)
Um quesito com grandes apresentações esse ano foi mestre-sala e porta-bandeira. Os dois possuem muita responsabilidade, pois, juntos, precisam trazer a tão sonhada nota 10. O grande casal de 2019 é da Mocidade Alegre. Emerson Ramires e Karina Zamparolli dançam juntos desde 2013 e colecionam notas máximas. A dupla fez uma apresentação arrebatadora e mostrou toda a sintonia que possuem. Além disso, a indumentária de ambos era incrível. Karina vinha de “lua” e Emerson, de “sol”. O casal se destaca por apresentar uma regularidade em todos os anos. Desde 2013 são nota máxima no quesito. E em 2019 não foi diferente. Apesar de muitos casais terem feito grandes apresentações e mostrarem seu talento no Sambódromo do Anhembi, o destaque fica por conta da Morada do Samba, que mostrou elegância, sintonia e um lindo bailado na avenida.

O penúltimo quesito é um dos mais temidos por muitas das escolas de samba: a famosa evolução. Em 2019, a grande vencedora do quesito foi a Dragões da Real. Prezando pela técnica, a agremiação surpreendeu com uma evolução que beirou a perfeição. Com nenhum “anda e para”, efeito-sanfona nas alas ou buracos,  a vermelho e branco mostrou o quanto domina esse quesito. Os componentes estavam soltos, alegres e deslizavam na pista. Além, o último setor da Tricolor passou com 45 minutos de desfile no setor H. Isso só evidencia o quanto a escola manteve seu andamento durante toda apresentação e terminou seu desfile com uma grande tranquilidade. Avante, Dragões! Chegou sua hora! 

Para fechar o "Carnavalize de Ouro", falaremos da melhor escola do Grupo Especial de São Paulo. Além dos quesitos pertencentes ao julgamento, também foi levada em consideração a comunicação com o público durante o desfile. 

Comunicação, plástica, samba... Os Gaviões fizeram bonito no Anhembi, reeditando um clássico! 
Para o site Carnavalize, a melhor escola de samba de 2019 em São Paulo foram os Gaviões da Fiel. Com um desfile que já está na memória dos torcedores e, principalmente, dos sambistas, a alvinegra levou um samba conhecido e aclamado que ajudou a potencializar ainda mais sua apresentação. Com uma arquibancada polvorosa do início ao final e o samba sendo entoado a plenos pulmões, os Gaviões elevaram o Anhembi a um nível até então nunca visto. 

As bandeirinhas ajudaram a inflamar ainda mais o público presente e o show da bateria e do carro de som contribuiu ainda mais. Quem esteve presente pode sentir o clima que aquele desfile proporcionou e a sensação de que a alvinegra tinha voltado aos velhos tempos. Memorável, inesquecível e impactante. 


O Grupo de Acesso de São Paulo a cada ano vem crescendo e evoluindo. Para destacar e premiar o Grupo, selecionamos dois quesitos.

A MUM trouxe os pavilhões para a Avenida, um hino de samba! (Foto: LigaSP/Felipe Araújo)
O primeiro quesito é samba-enredo. Em 2019, a grande vencedora foi a Mocidade Unida da Mooca, que estreou no Grupo de Acesso. A bela obra cresceu na pista e ajudou a escola a passar pelo Anhembi, abrindo em alto nível o domingo de carnaval.

A Pérola Negra fez um grande desfile, ascendeu ao Grupo Especial e conquistou nossa equipe! (Foto: LigaSP/Marcelo Messina)
O nosso segundo e último quesito é de melhor escola. Em um ano equilibrado e cheio de surpresas, a melhor escola do Grupo de Acesso de 2019 foi o Pérola Negra. Com um desfile regular na maioria dos quesitos, a agremiação da Vila Madalena mostrou um belo conjunto visual. O carnavalesco Anselmo Brito, mais uma vez, mostrou seu talento e levou um enredo de fácil assimilação para avenida. Outros pontos positivos foram a comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira e a bateria. Ademais, a evolução não apresentou percalços. Com uma apresentação técnica, o Pérola Negra se retornou ao Grupo Especial como campeão da divisão de acesso. 

No carnaval de 2020 estaremos de volta com mais desfiles e elencando os melhores do ano, sempre enaltecendo a festa do carnaval paulistano!
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Acadêmicos do Tatuapé é a atual campeã da elite paulistana (foto: SASP)

Por Juliana Yamamoto
O carnaval de 2019 está chegando e as escolas de samba de São Paulo se preparam para o grande teste antes da folia: os ensaios técnicos, que começam nesta sexta-feira (11), no Sambódromo do Anhembi. Quatorze agremiações entram na disputa com o objetivo de conquistar a tão sonhada taça de campeão. Duas delas, porém, vão ser rebaixadas para o Grupo de Acesso; caminho que ninguém quer trilhar. Abaixo, traçamos um panorama do histórico de cada agremiação no Grupo Especial.

A Acadêmicos do Tatuapé, atual bicampeã do carnaval, está no grupo desde 2013. A escola já fez passagens pela primeira divisão em outros anos. Primeiro entre 1970 e 1974; depois, uma curta passagem em 1977, além de um breve retorno de 2004 a 2006. Em 2013, o Tatuapé teve a árdua missão de permanecer no Grupo Especial abrindo os desfiles de sexta-feira. Parecia impossível, mas a comunidade da Zona Leste mostrou toda sua força e conseguiu um honroso 11° lugar. Em 2015, a alviazul estourou o tempo e brigou para não cair. A volta por cima veio nos anos seguintes e o resto é história!

A Mocidade Alegre é uma das escolas de samba mais estáveis do Grupo Especial desde sua fundação. A Morada do Samba está na elite do carnaval desde 1971, e o pior resultado da história foi o 8° lugar em 2002. A agremiação nunca apareceu na parte de baixo da tabela, o que mostra a força e a imponência de sua comunidade. Outro fato importante a se mencionar é que, de 2003 a 2010, a escola sempre voltou no desfile das campeãs, feito que, nesta década, não aconteceu apenas em 2011 e 2017. Trata-se, portanto, de uma das maiores escolas de samba da cidade.

A Mancha Verde está no Especial desde 2017. A escola disputou a divisão principal entre 2005 e 2013, quando foi rebaixada. No retorno, dois anos, apesar do esforço, não conseguiu se manter no grupo. Em 2017, contudo, a história foi diferente: a Mancha assegurou a permanência e tomou fôlego para o honroso 3° lugar da temporada passada.

A Tom Maior, que em 2018 conseguiu a melhor posição da sua história - terminou a apuração em 4° -,, possui altos e baixos no Grupo Especial paulistano. A escola, que voltou ao grupo em 2017, já participou dos desfiles principais nos anos de 1977, 1978, 1996, 1997, 2000 e 2005 a 2015. A agremiação teve o desafio de abrir o carnaval no ano retrasado e, mesmo com problemas no seu segundo carro, escapou do rebaixamento.

A Dragões da Real é uma das escolas de samba mais jovens presentes no Grupo Especial. Fundada em 17 de Março de 2000, chegou à elite 12 anos depois, conquistou um surpreendente 7° posto e se firmou entre as grandes do carnaval paulistano. De 2013 a 2015 a escola participou do desfile das campeãs e em 2017 brigou nota a nota pelo título com o Acadêmicos do Tatuapé. Hoje, a Dragões é um exemplo de administração e de estabilidade.

O Império de Casa Verde, assim como a Dragões da Real, é outro exemplo de juventude e organização. Com apenas 24 anos de existência, a agremiação já possui três títulos em sua história. Tudo começou em 2003, quando a escola iniciou sua trajetória no grupo. Desde aquele ano, a azul e branco é presença confirmada na primeira divisão. Nos anos de 2005 e 2006, a escola consagrou-se bicampeã com desfiles luxuosos para a época. Em 2016, sob a batuta do carnavalesco Jorge Freitas, a Casa Verde conseguiu seu terceiro título. 

Os Gaviões da Fiel formam uma das escolas de samba mais importantes para o carnaval de São Paulo. Nascidos em 1969, os Gaviões iniciaram sua trajetória no Grupo em 1990, fazendo uma curta passagem. Foi em 1992 que a escola, no retorno ao Grupo, iniciou uma história de sucesso e títulos. Em 1995, 1999 (divido com Vai-Vai), 2002 e 2003 a alvinegra mostrou toda sua grandeza e foi merecidamente campeã. Em 2004, um acidente ocorrido com o último carro da escola, impediu o tricampeonato e fez a escola despencar na tabela rumo ao Grupo de Acesso. Em 2006, apesar do seu grande esforço, 4 escolas eram rebaixadas e os Gaviões não conseguiram se manter. O ano de 2008 foi o retorno, para dali ficar. Com 11 anos de Grupo Especial ininterruptos, os Gaviões desejam voltar aos seus áureos tempos.

O Rosas de Ouro, assim como a Mocidade Alegre, é uma das agremiações mais estáveis do Grupo Especial. Fundada em 1971, a azul e rosa estreou no Grupo em 1975, já com o vice-campeonato, e lá ficou. Os títulos começaram a vir alguns anos depois, em 1983 e 1984. A década de 90 foi de ascensão ainda maior para a escola, com os títulos de 1990, 1991 (dividindo com Camisa Verde e Branco), 1992 e 1994. Seu último título foi em 2010. O ano em que a agremiação esteve mais perto do rebaixamento foi em 2016, quando terminou em 11° lugar, a pior posição da sua história.

A Unidos de Vila Maria está presente no Grupo desde 2015. A escola foi fundada em 1954 e iniciou sua trajetória no Especial no ano de 1969 com um surpreendente 4° lugar. Em 1973 a agremiação foi desclassificada e acabou automaticamente rebaixada para o Grupo de Acesso. A verde, azul e branco só retornou ao principal Grupo 39 anos depois. Com desfiles grandiosos como 2005 e 2007, onde a escola obteve a melhor colocação da sua história, um vice campeonato e 2008, a agremiação vinha sempre retornando nas campeãs e disputando título. Em 2013, com um enredo sobre a Coréia, a agremiação foi rebaixada na última colocação. Retornando em 2015, a agremiação do Jardim Japão mostrou a força e o contingente de sua comunidade e permaneceu-se no Grupo Especial. 

O Vai-Vai, uma das escolas de samba mais tradicionais de São Paulo foi fundada em 1 de Janeiro de 1930. No Grupo Especial, a Saracura estreou em 1973 e permanece até os dias de hoje. A Escola do Povo é a maior campeã da cidade, com 15 títulos - o último em 2015. A pior colocação da sua história foi em 2004, quando a agremiação ficou em 11° lugar. Uma das escolas mais tradicionais da capital, a Saracura mostra a cada ano a sua força e a sua presença essencial no Especial.

A X-9 Paulistana, fundada em 1975, iniciou sua trajetória no Grupo Especial em 1995, com um significativo 5° lugar. Dois anos depois, a agremiação da Parada Inglesa ganhou seu primeiro título. Em 2000, a X-9 abocanhou a sua segunda taça, dividindo com Vai-Vai. A escola permaneceu no grupo até 2016, quando foi rebaixada. A agremiação deu a volta por cima em 2017 e retornou ao grupo principal no ano de 2018.

O Águia de Ouro, campeão da divisão de acesso, abrirá o sábado de carnaval. A escola que foi fundada em 1976, iniciou sua trajetória no principal grupo em 1984, onde fez uma rápida passagem. Também esteve presente nos anos de 1987 e 1988, 1991 e 1997. 1999 foi a virada na história da escola da Pompéia, que permaneceu no grupo até o ano de 2008, fazendo um grande desfile no ano de 2007. Quando retornou, em 2010, a escola se manteve até 2017. Vale destacar o desfile de 2013, quando o Águia deixou o título escorrer de suas mãos por conta de problemas com o cronômetro.

O Colorado do Brás reestreia no principal grupo de São Paulo após 25 anos. A escola iniciou sua trajetória no Especial em 1986. Após idas e vindas, com uma breve aparição nos a agremiação chegou a fazer parte do Grupo 3 da UESP em 2011. Após um terceiro lugar no Grupo de Acesso de 2017, a comunidade se uniu e mostrou toda sua força para voltar ao Grupo Especial, terminando com o vice campeonato em 2018. Agora, a Colorado tem a missão de se manter no Especial e continuar trilhando sua história no carnaval paulistano.

Para terminar nossa análise, vamos falar do Acadêmicos do Tucuruvi. A escola, que surgiu no ano de 1976, iniciou no Especial em 1987 onde permaneceu até 1989. Após um tempo de passagem tanto no grupo Especial como no Acesso, o “Zaca” como é conhecido por muitos, firmou-se no Especial a partir do ano de 1998 até os dias de hoje. Após Vai-Vai, Mocidade Alegre e Rosas de Ouro, é a escola de samba com mais tempo de Grupo Especial. Em 2011 com um surpreendente desfile, a escola ficou em segundo lugar, a melhor colocação da sua história. Apesar de alguns resultados não tão bons, é uma das mais estáveis e sempre presentes na elite paulistana.
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Foto: Luciana Bonadio/G1
Por Alisson Valério
Esse é um debate muito comum no Rio de Janeiro, onde nos últimos anos só a Unidos da Tijuca, em 2010, conseguiu o feito de conquistar o título do carnaval carioca desfilando no domingo, primeiro dia de desfiles; de 2011 até 2018 todas as outras campeãs saíram dos desfiles de segunda-feira. 

Resolvemos fazer essa ponte para o Carnaval de São Paulo com um levantamento dos últimos dez anos de desfiles na Terra da Garoa para ver se os dias de apresentação também revelam discrepância ou equilíbrio entre as campeãs. 

Começamos com a campeã de 2009:q Mocidade Alegre. A Morada do Samba conquistou o título com enredo “Da Chama da Razão ao Palco das Emoções... Sou Máquina, Sou Vida... Sou Coração Pulsando Forte na Avenida!!!” dos carnavalescos Fábio Lima, Flávio Campello, Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO.

1x0 SÁBADO
 
A segunda campeã é a Sociedade Rosas de Ouro em 2010. A Roseira levou o título daquele ano com o enredo “Cacau: um grão precioso que virou chocolate, e sem dúvida se transformou no melhor presente!”, do carnavalesco Jorge Freitas. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: AgNews
1x1 EMPATE 

 

A terceira escola campeã é o Vai-Vai, em 2011. A Escola do Povo ergueu o seu décimo-quarto título na elite do carnaval paulistano com o enredo “A música venceu!” do carnavalesco Alexandre Louzada. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Raul Zito/G1
2x1 SEXTA 


A quarta escola campeã é a Mocidade Alegre, em 2012. A Morada do samba voltou a levantar o caneco em São Paulo, dessa vez com o enredo “Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Alexandre Schneider/UOL
2x2 EMPATE
 
A quinta escola campeã é novamente a Mocidade Alegre, em 2013. A agremiação conquistou o bicampeonato com o enredo “A Sedução me fez provar, me entregar a tentação...Da Versão Original, qual será o final?” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Raul Zito/G1
3x2 SÁBADO

A sexta escola campeã é, mais uma vez, a Mocidade Alegre, em 2014. A escola conquistou o tricampeonato na elite paulistana com o enredo “Andar Com Fé Eu Vou...Que a Fé Não Costuma Falhar” dos carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: Flávio Moraes/G1
4x2 SÁBADO
A sétima escola campeã é o Vai-Vai, em 2015. O Bixiga abriu vantagem na liderança de títulos do carnaval de São Paulo com a sua décima quinta taça que veio com o enredo “Simplesmente Elis - A Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo” dos carnavalescos Alexandre Louzada, Eduardo Caetano e André Marins. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 
  

Foto: Flávio Moraes/G1
5x2 SÁBADO
 
A oitava escola campeã é o Império de Casa Verde, em 2016. A Casa Verde voltou a erguer a taça em São Paulo depois de 10 anos em grande estilo com o enredo “Império dos Mistérios” do carnavalesco Jorge Freitas. O desfile campeão aconteceu no SÁBADO. 

Foto: André Penner/AP
6x2 SÁBADO
 
A nona escola campeã é a Tatuapé. A escola conquistou o primeiro título de sua história no Grupo Especial do carnaval paulistano com o enredo “Mãe África conta a sua história: do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do grande Zimbábue” do carnavalesco Flávio Campello. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Flávio Moraes/G1
6x3 SÁBADO
 
A décima e última escola campeã é novamente a Tatuapé. A escola que gostou desse negócio de ganhar carnaval conquistou o seu bicampeonato com o enredo “Maranhão: Os Tambores Vão Ecoar Na Terra da Encantaria” do carnavalesco Wagner Santos. O desfile campeão aconteceu na SEXTA. 

Foto: Fábio Tito/G1

PLACAR FINAL: 6x4 SÁBADO!

O que parecia ser uma goleada, no final das contas, acabou em uma vantagem de dois títulos para o sábado sobre a sexta, vantagem que se deve aos 4 títulos da Mocidade Alegre na sua posição tradicional como terceira escola do sábado. E, claro, o crescimento da sexta-feira como amuleto de sorte está diretamente ligado à chegada da Tatuapé ao protagonismo do rol das principais escolas do carnaval de São Paulo. 

O que ficou claro é que não existe uma grande vantagem em relação a título em um dos dois dias. Existem escolas que preferem um dia e escolas que preferem o outro. Vai de cada uma no final das contas. Então, se você leu esse texto na expectativa de saber se a sua escola tem chances em 2019, pode ficar tranquilo. Ao menos nos últimos 10 carnavais existe um equilíbrio entre os dias de folia. Prepare-se, pois assim como nos últimos anos poderemos ter uma apuração com emoção até a última nota, independente do dia de apresentação.

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Por Juliana Yamamoto | Foto de capa: Walber Silva
Olá, seguidores do Carnavalize. Tudo bem?

Olha quem está de volta após um, digamos, bom tempo sumida, hein? A quase-repórter retoma o seu quadro trazendo um dos maiores intérpretes da atualidade, Igor Sorriso!

Fazendo uma visita na quadra da Mocidade Alegre, uma das principais escolas de samba de São Paulo, fomos recebidos por Fernando Estima, que faz parte do departamento de comunicação. Agradeço por toda assessoria pela atenção e simpatia conosco na visita à Morada do Samba! 

A entrevista com o Igor Sorriso foi uma das mais gratificantes que pude fazer. Conhecer um pouco mais sobre a sua relação com a Mocidade Alegre, que não é de agora, foi especial. Igor, iniciou sua parceria com a escola do bairro do Limão nas eliminatórias para o carnaval de 2011, onde defendeu o samba-concorrente vencedor. A partir dali, a linda história começou a surgir. Após ter estreado em São Paulo como intérprete oficial em 2013, pelo Acadêmicos do Tucuruvi, onde fez um excelente trabalho, o destino queria que ele voltasse a Morada, agora como intérprete, ficando até o ano de 2016. 

Mesmo dois anos fora, Igor Sorriso ainda estava presente na Mocidade durante as eliminatórias de samba-enredo. Entretanto, parecia que a vida de Igor Sorriso estava traçada a vermelha, verde e branco. Após o carnaval de 2018, Igor, que estava na Vila Isabel, desligou-se da agremiação e voltou para a sua Morada, agora, de maneira exclusiva. Querido e admirado por muitos torcedores, Igor é a essência da Mocidade Alegre. Representa a síntese da escola, e através da entrevista que vocês escutarão, irão entender um pouco o grande amor e carinho que ele tem por essa escola de samba. 


Agradeço também ao Bruno Malta, torcedor da escola e grande fã do Igor Sorriso por ter participado da entrevista, tendo-a tornado ainda melhor! 

Igor Sorriso, nós do Carnavalize, desejamos muito sucesso e muitos anos na Morada do Samba! O carnaval de São Paulo agradece por ter um dos maiores intérpretes da atualidade conosco! 

Aí sim, meus pretinhos!

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA ABAIXO:

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Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.


"A Voz Marrom Que Não Deixa o Samba Morrer"
Mocidade Alegre
"Não deixe o samba morrer,
não deixe o samba acabar.
Na Mocidade vem ver o nosso povo cantar
a poesia sorriu ao falar de emoção
em sua voz, Marrom"
A Mocidade Alegre fez um dos mais bonitos desfiles de sua história contando o cinquentenário da escola em 2017. Infelizmente, não tivemos a sorte de tê-la entre as cinco que voltam na sexta-feira, entretanto, para 2018, voltar nas campeãs será pouco para a Morada do Samba. A escola de Solange Bichara contará a história da cantora Alcione, no enredo "A voz marrom que não deixa o samba morrer", assinado pela comissão de carnaval da escola.

Com Leandro Vieira na direção artística, a Mocidade tem como membros da comissão Paulo Brasil, Carlinhos Lopes e Neide Lopes. A equipe é a mesma que assinou o desfile do último carnaval da escola, trazendo uma 6ª colocação. Mantendo também Tiganá e Ito Melodia como interpretes oficiais, chegou a hora da maior campeã da década voltar aos bons resultados.

O samba: 
Com alguns membros da parceria conquistando o tricampeonato, Biro Biro, Gui Cruz e cia são os autores da obra que a Morada levará para o Anhembi em 2018. O samba foi aclamado durante a disputa da escola, sendo eleito com larga vantagem pelos segmentos da escola.

Na gravação oficial para o CD, entretanto, houve pequena queda no samba. Apesar da correta gravação da bateria Ritmo Puro e dos intérpretes, a percepção é de que o samba perdeu um pouco do brio, mas cabe o registro: os compositores capricharam na letra; destaca-se a sequência de versos "Mulher,/ toda forma de amar se traduz em você,/ o dom de tocar corações, encantar, provocar emoções/ 'À flor da pele' declama 'delírios de amor'".

A Mocidade Alegre é a terceira escola a cruzar o sambódromo do Anhembi no sábado de carnaval. Confira um trechinho da apresentação da escola no lançamento do CD:


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Foto: Alexandre Schneider/UOL
Por Bruno Malta
O Carnaval Paulistano do Grupo Especial é feito por 14 escolas em todos os anos desde 2007. Embora todas as escolas tenham brilhado, sempre temos os destaques de cada ano. Este texto, além disso, vai apresentar as melhores escolas em cada quesito nos últimos cinco anos. Portanto, apesar da divisão clássica de nove quesitos, o Carnaval pode ser dividido em três blocos de quesitos. Os quesitos musicais e de canto (Bateria, Samba e Harmonia), os quesitos que envolvem a dança (Evolução, Comissão de Frente e Mestre-sala e Porta-bandeira) e os quesitos que envolvem a plástica e o tema da escola (Enredo, Alegorias e Fantasias). Além disso, ao longo dos anos, os critérios de julgamento são modificados e atualizados para beneficiar o espetáculo que as escolas proporcionam no Anhembi em todos os anos. Não iremos julgar as escolas pelos blocos de quesitos, apenas vamos utilizar para uma melhor organização e para deixar a apuração mais interessante e melhor de entender. Iremos mostrar apenas as cinco melhores colocadas de cada quesito, fazendo assim uma alusão ao Desfile das Campeãs do Carnaval de São Paulo.

Se você pensa que sabe muito bem o que vai acontecer nessa apuração, só posso falar uma coisa: Amigo, o nota a nota pode te surpreender. Olha, se uma apuração já é emocionante imagina quando a gente junta cinco em uma só? Jesus! Prepara a água com açúcar, as orações e vamos lá que o Zulu vai começar a chamar as notas. Aguenta coração!


Fantasias

1 - Mocidade Alegre - 149,8
2 - Tatuapé - 149,4
3 - Rosas de Ouro - 149,4
4 - Vai-Vai - 149,3
5 - Tucuruvi - 149
Foto: Paulo Pinto/LIGASP/Fotos Públicas
Vestir uma escola com mais de 3000 componentes com elegância e beleza é tarefa árdua. Ainda receber uma pontuação perto da perfeição ao longo dos últimos anos mesmo com tantas mudanças em critérios é uma missão ainda mais complexa. Por tudo isso, o mérito da Mocidade Alegre é gigantesco. A escola do bairro do Limão mesmo com duas mudanças de carnavalescos ao longo dos últimos cinco anos jamais deixou a peteca cair e perdeu apenas dois décimos nesse difícil quesito. O quesito fantasias é uma marca registrada dos desfiles da Morada do Samba, tendo como as suas principais características o capricho, luxo e o acabamento impecável de suas fantasias, ajudando e muito nas conquistas dos títulos de 2013 e 2014, e também do vice-campeonato em 2015. Além dela, citamos que Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi com altas pontuações merecem destaque e mostram que a beleza de uma fantasia também é um segredo de um bom Carnaval.


Alegorias e Adereços

1 - Dragões da Real - 149,8
2 - Mocidade Alegre - 149,4
3 - Tatuapé - 149,4
4 – Gaviões da Fiel - 149,4
5 - Vai-Vai - 149,2
Foto: Alan Morici/G1
E quem venceu aquele quesito tão temido por todos e tão complicado de gabaritar, Alegorias e Adereços, foi a Dragões da Real, perdendo apenas dois décimos. Apesar de ainda não possuir título no Grupo Especial a escola sempre apresenta trabalhos de ótimo nível quando se fala de carros alegóricos, sempre sendo citada entre as escolas de melhor conjunto alegórico do ano. Tendo os seus últimos cinco carnavais assinados por André Cezari (2013), Rosa Magalhães (2014), Alex Fão, Dione Leite, Flávio Campello, Jorge Silveira, Júnior Schall e Rogério Félix (2015), Dione Leite, Flávio Campello, Jorge Silveira, Júnior Schall e Rogério Félix (2016) e Dione Leite, Jorge Silveira, Márcio Gonçalves e Rogério Félix (2017) não poderia ser diferente, não é mesmo? O que não falta nessa lista é gente competente. Em segundo lugar temos a Mocidade Alegre, outra escola bastante competente nesse quesito, tendo dois títulos e um vice-campeonato dentro desses cinco anos. Tatuapé, Gaviões da Fiel e Vai-Vai fecham o top 5 mostrando também a sua força nesse quesito durante os anos.


Enredo

1 - Mocidade Alegre - 150
1 - Tatuapé - 150
3 - Vai-Vai - 149,9
4 - Dragões da Real - 149,8
5 - Império de Casa Verde - 149,8
6 - Águia de Ouro - 149,8
Fotos: Mocidade Alegre - Caio Kenji/G1
Acadêmicos do Tatuapé - Raul Zito/G1




Um grande enredo também é fundamental para um desfile atraente para comunidade e público. Muitas histórias de qualidade e de grande relevância são contadas ao longo dos anos no Anhembi. Sendo assim, não é surpresa a Mocidade Alegre liderar este quesito ao lado da Tatuapé. Marília Pêra, a lenda que deu origem ao Samba, Beija-Flor, Beth Carvalho...são obras de grande relevância que essas duas escolas trouxeram ao público do Anhembi nos últimos cinco anos. Irretocáveis no quesito, a dupla passou com clareza a mensagem de que enredo bom é algo essencial para um bom desfile. Além delas, é preciso citar que Vai-Vai, Império de Casa Verde, Dragões da Real e Águia de Ouro completam o nosso top-5 (6) de maneira muito honrosa. Isso mostra que o quesito enredo é tão bom e necessário que precisamos de 6 escolas ao invés de 5 dessa vez.



Comissão de Frente


1 - Dragões da Real - 149,9
2 - Nenê - 149,9
3 - Tatuapé - 149,7
4 - Mocidade Alegre - 149,7
5 - Rosas de Ouro - 149,7
Foto: Flávio Moraes/G1
Numa disputa acirrada e decidida apenas no desempate, a Dragões da Real venceu o quesito Comissão de Frente perdendo apenas um décimo. Quando o assunto é Comissão de Frente a Dragões não costuma mesmo brincar em serviço. Foram grandes momentos marcantes nos últimos cinco anos de desfiles: como esquecer do Thriller em 2014? E da linda e emocionante comissão de 2017? Todos os trabalhos foram de excelente qualidade, todos com assinatura do coreógrafo Anderson Rodrigues, apresentando comissões que sempre agradaram não só os jurados, mas o público também. Surpreendendo a muitos a Nenê de Vila Matilde ficou em segundo lugar, tendo um aproveitamento igual a Dragões, mas perdendo décimo justamente em seu desfile de 2017 acabou perdendo o título do quesito, mas mostrou a sua força no mesmo, sendo que não obteve uma posição melhor que o sétimo lugar (2015) nos desfiles, só mostra o excelente trabalho de Marcio Telles (2013-2015) e Nildo Jaffer (2013-2017) a frente desse quesito na escola. Tatuapé, Mocidade Alegre e Rosas de Ouro, também empatadas, fecham o top 5 do quesito. Afirmando o equilíbrio e o sucesso das comissões de frente na avaliação dos jurados em São Paulo.


Mestre-sala e porta-bandeira

1 - Mocidade Alegre -150
1 - Dragões da Real -150
1 - Águia de Ouro -150
4 – Império de Casa Verde -149,7
4 - Tucuruvi -149,7
4 - Nenê -149,7
Fotos: Dragões e Águia - Amantes do Carnaval de São Paulo
Mocidade Alegre - André Penner/AP
O casal de mestre sala e porta bandeira é um exemplo de beleza, elegância e carisma na dança clássica. Apesar disso, é um quesito de extrema responsabilidade para apenas duas pessoas. Pouco mais de 10% da nota total da escola está nas mãos, ou melhor, nos pés e na dança de um casal de pessoas. Com isso, o desempenho irrepreensível dos casais de Mocidade Alegre (Émerson Ramires e Karina Zamparolli), Dragões da Real (Rubens de Castro e Lyssandra Grooters e Rubens de Castro e Evelyn Silva) e Águia de Ouro (David Sabiá e Ana Paula, Kawan Alcides e Ana Paula e João Carlos e Ana Paula) merecem um destaque maior. Com muita beleza, elegância e muita técnica, essas três escolas representadas por seus casais obtiveram apenas notas 10 entre as válidas. Brilhante! Além deles, também temos que destacar também destacamos Império de Casa Verde (Marquinhos e Jennifer, Marlon Lamar e Jéssika Barbosa, Marlon Lamar e Iasmin Remello, Marlon Lamar e Jéssica Gioz e Rodrigo Antônio e Jéssica Gioz), Acadêmicos do Tucuruvi (Robinson e Thaís Paraguassu, Renatinho e Fabíola Andrade, Kawan Alcides e Waleska Gomes) e Nenê de Vila Matilde (Gentil Titio e Rúbia Angélica, André Guedes e Janny Moreno, Jefferson Gomes e Janny Moreno). Essas três escolas só perderam três décimos nos últimos cinco anos e completam nosso top 5 (seis) desse quesito pra lá de fundamental em nosso Carnaval.


Evolução

1 - Mocidade Alegre -149,2
2 - Águia de Ouro - 149,1 
3 - Império de Casa Verde - 149 
4 - Dragões da Real - 148,6 
5 - Rosas de Ouro - 148,6 
Foto: Junior Lago/UOL
E no quesito Evolução, que foi o mais descontado pelos jurados nos últimos cinco anos, a grande vencedora foi a Mocidade Alegre, com um décimo de vantagem sobre a Águia de Ouro e perdendo oito décimos no total. Tendo como sua principal característica a técnica em seu desfile, a Morada do Samba costuma ousar no que diz respeito a sua evolução, sempre com um grande número de alas coreografas. A maior ousadia pode-se dizer que veio em 2014 quando a escola uniu um paradão da Bateria a uma performance da sua comunidade que se ajoelhou durante todo esse momento, sem dúvidas um momento marcante e emocionante para todos, além de uma grande ousadia da escola, ousadia essa que foi muito bem recompensada com o título daquele ano. Completando esse top 5 temos Águia de Ouro, Império de Casa Verde, Dragões da Real e Rosas de Ouro, escolas que tem como característica a técnica aliada a força de suas comunidades e que assim conquistaram esse rígido júri do quesito Evolução.


Harmonia 

1 - Império de Casa Verde - 149,9
2 - Mocidade Alegre - 149,8
3 - Nenê -149,8
4 - Vai-Vai -149,8
5 - Rosas de Ouro -149,8
Foto: Alan Morici/G1
Tendo um carro de som liderado pelo excelente intérprete Carlos Júnior e, apesar da pouca idade, um "chão" de escola grande, o Império de Casa Verde vence no quesito Harmonia. Em que pese da troca na direção do quesito há quatro anos, a azul e branca que, desde 2016, conta com o auxílio luxuoso de Jorge Freitas, manteve a regularidade e só perdeu um décimo nos últimos carnavais. Impossível também não destacar as fortes comunidades de Mocidade Alegre, Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai e Rosas de Ouro, que fecham com classe o top-5 do quesito. A regularidade dessas escolas mostra a força de suas comunidades que conseguiram se adaptar a constante mudança nos critérios e no júri.


Samba 

1 - Mocidade Alegre -149,9
2 - Nenê -149,8
3 - Vai-Vai -149,8
4 - Tatuapé -149,8
5 - Dragões da Real -149,7
Foto: SASP
Ter um samba-enredo de qualidade é o combustível primordial para um bom desfile. Talvez isso explique o sucesso da Mocidade Alegre nos últimos anos. Liderando o nosso quadro do quesito nos últimos cinco anos, a Morada do Samba mostra que o samba (bom) também mora no Limão. Com apenas 1 décimo perdido, a verde e vermelha é a primeira colocada do ranking. As obras de Rodrigo Minuetto e Cia (2013, 16 e 17) e Ana Martins e cia (2014 e 2015) mantiveram regularidade na pontuação e favoreceram os grandes desempenhos da escola no todo. Além do destaque para a Morada, também vale registrar a força dos sambas de Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai, Acadêmicos do Tatuapé e Dragões da Real. Com ótimos desempenhos no quesito, essas cinco escolas mostram que samba bom também é uma marca registrada do Carnaval do Anhembi.


Bateria

1 - Império de Casa Verde - 149,7
2 – Gaviões da Fiel - 149,6
3 - Águia de Ouro - 149,6
4 - Tucuruvi - 149,4
5 - Tatuapé - 149,3
Foto: Flavio Moraes/G1
E com a sua Barcelona do Samba, o Império de Casa Verde venceu o quesito Bateria, perdendo apenas três décimos nos últimos cinco carnavais. Comandada pelo icônico Mestre Zoinho, a "Barcelona" acumula prêmios e elogios a cada carnaval. É apontada por muitos como a melhor bateria do carnaval de São Paulo e tem como característica ter grandes músicos e instrumentistas fazendo parte da sua batucada. Gaviões da Fiel, Águia de Ouro, Tucuruvi e Tatuapé completam o Desfile das Campeãs do quesito Bateria. É interessante notarr que todas as cinco baterias apresentam características e estilos bem diferentes, o que mostra a diversidade de gosto do júri do carnaval paulistano. 
  

Ranking de Quesitos

Mocidade Alegre – 5
Dragões da Real – 3 
Império de Casa Verde – 2
Tatuapé – 1
Águia de Ouro – 1 

A Mocidade Alegre venceu cinco quesitos e foi a grande vencedora, mostrando assim a força dos seus carnavais nos últimos cinco anos. Parabéns! 



Resultado Geral

1 - Mocidade Alegre – 1.346,5 
2 - Dragões da Real – 1.345,0
3 - Império de Casa Verde – 1.344,9
4 - Rosas de Ouro – 1.344,4
5 - Vai-Vai – 1.344,4


E o resultado final não poderia ser diferente, não é mesmo? Foi um domínio da Mocidade Alegre na maioria dos quesitos nesses cinco anos. Dragões (vice em 2017), Império de Casa Verde (campeã em 2016), Rosas de Ouro (vice em 2013 e 2014) e Vai-Vai (campeã em 2015) completam o top 5 no ranking geral. Para fechar o levantamento, um fato: o equilíbrio dá o tom da disputa em São Paulo.
Foto: Wagner Campos/G1
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