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Carnavalize

Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?!"
Paraíso do Tuiuti
"Não sou escravo de nenhum senhor.
Meu Paraíso é meu bastião,
Meu Tuiuti, o quilombo da favela
é sentinela da libertação."
Depois de um 2017 para se esquecer, a Paraíso do Tuiuti manteve Jack Vasconcelos em seu elenco na busca de ficar no Grupo Especial em 2018. Com um enredo crítico tratando sobre a escravidão e sua persistência na pós-modernidade, a escola acerta em cheio na escolha do tema. 

Apesar da manutenção do carnavalesco, algumas peças do escrete da escola de São Cristóvão se alteraram. No microfone da amarela e azul, Wantuir deixou o cargo para, primeiramente, Nino do Milênio. Meses depois do anuncio de Nino, Grazzi Brasil e Celsinho Mody, revelações do carnaval paulistano, foram contratados para reforçar o carro de som da escola. Além disso, houve a chegada de Danielle Nascimento e Marlon Flores, preenchendo o quesito mestre-sala e porta-bandeira nas vagas deixadas por Giovanna e Marquinhos. 

O samba:
A Tuiuti foi, certamente, muito feliz ao escolher encomendar seu samba para esse carnaval. Apesar das críticas por conta da falência da ala de compositores da escola, é notória a superioridade do hino da escola para 2018 em relação ao do ano anterior. 

Tendo como autores Moacyr Luz, Cláudio Russo, Dona Zezé, Aníbal e Jurandir, a escola tem um samba digno de Estandarte de Ouro, sendo, também, um dos mais comentados desse pré-carnaval. Aliás, é impossível destacar apenas um trecho do hino da amarela e preta, pois todos passam lindamente a mensagem que o enredo busca: a escravidão não acabou!

No domingo de carnaval, a Tuiuti será a quarta escola a desfilar. Vale a pena conferir o desfile pela mensagem do enredo, pelo samba, pela festa! 
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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Um coração urbano: Miguel, o Arcanjo das Artes, saúda o povo e pede passagem"
Unidos da Tijuca
"O povo do samba chamou
e fez de você um poema de amor.
Na minha bandeira azul e amarela,
mais uma estrela, Miguel Falabella"
Depois de um triste carnaval em 2017, a Unidos da Tijuca tenta dar seus passos para seguir em frente, rumo a uma nova página para o desfile de 2018. Em um ano que parece ser o momento da escola se reencontrar, o pavão amarelo e azul  homenageará Miguel Falabella na Sapucaí. A trajetória do artista parte da sua infância, passa pelo teatro, pelos seis grandes papeis e criações e se relaciona até mesmo com o carnaval, já que foi carnavalesco do Império da Tijuca por dois anos da década de 90. A dança das cadeiras promoveu duas alterações: Mauro Quintaes se despediu da Comissão de Carnaval, que agora conta com Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo. A segunda mudança foi a saída de Julinho e Rute, casal que defendeu a agremiação por quatro carnavais, e a chegada de Alex Marcelino, vindo da Portela, e Jack Pessanha, que era segunda porta-bandeira do Salgueiro e também já foi a segunda porta-bandeira da Unidos da Tijuca. A expectativa fica pelo que a escola vai propor na Avenida, depois de um carnaval de tristezas, e por ser a agremiação que abrirá a segunda noite de desfiles do Grupo Especial carioca. 


O samba:

Há alguns bons anos, com exceção de 2016, a Unidos da Tijuca apresenta os chamados sambas funcionais. Sempre muito ligados às sinopses e buscando descrever de forma básica o enredo, a Unidos da Tijuca chegou a conquistar notas dez no quesito com obras que não eram suas melhores, mas que rendem muito na Avenida, principalmente pela força do canto da comunidade. Em 2018, a disputa foi vencida pela parceria de Totonho, Mart'nália e seus amigos. Mais uma vez, é um samba cheio de referências aos feitos do homenageado e não consegue uma posição entre os melhores e mais elogiados da safra do próximo carnaval. De toda forma, a comunidade parece dar conta do recado em seus ensaios de rua, e algumas passagens, como o refrão do meio, ganham destaque no conjunto do samba. 

A Unidos da Tijuca, como dito anteriormente, será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval.
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Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"O Brasil de Duas Imperatrizes: de Viena para o Novo Mundo, Carolina Josefa Leopoldina; de Ramos, Imperatriz Leopoldinense"
Tom Maior
"Vem festejar, coroar essa paixão, 
Imperatriz num só coração.
É carnaval, o meu sonho verdadeiro.
Sou Tom Maior, me orgulho de ser brasileiro"
Após conseguir se manter na elite do carnaval cantando Elba Ramalho, a Tom Maior foi a primeira escola de São Paulo a definir enredo, ainda em março. O tema escolhido foi “O Brasil de Duas Imperatrizes: De Viena para o Novo Mundo. Carolina Josefa Leopoldina, de Ramos, Imperatriz Leopoldinense”, que irá abordar toda a trajetória de vida da Imperatriz Leopoldina e como ela dá nome a uma das mais tradicionais escolas de samba carioca, a Imperatriz Leopoldinense.

O enredo é de autoria do carnavalesco Claudio Cavalcante, o “Cebola”. que estava na escola desde 2016. Em setembro, contudo, todos foram pegos de surpresa com a notícia da saída do profissional. Segundo a escola, a decisão foi do prório Cebola, que diz ter sido demitido e proibido de entrar no barracão. Polêmicas à parte, a Tom Maior não perdeu tempo e rapidamente anunciou um novo carnavalesco: o escolhido foi o carioca André Marins, que está tendo a missão de dar continuidade a um projeto já iniciado.

O samba:
Para embalar seu desfile, a Tom Maior escolheu a obra da parceria de Turko, Maradona, Rafa do Cavaco, Celsinho Mody, Ricardo Mandú, Léo Reis e Tinga. Apesar de confuso em alguns momentos, o samba é leve e fácil de ser cantado componente. O trecho mais inspirado é o que diz “É ela rainha da passarela/ vem da Leopoldina a mais bela/ celereiro de bambas, reduto do samba/ O meu sonho de ser feliz/ vem de lá sou Imperatriz.” Bruno Ribas, em seu segundo ano como voz oficial da escola, foi muito bem na gravação do CD.

A Tom Maior encerra o primeiro dia de desfiles no Anhembi. 
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Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Peruche Celebra Martinho - 80 anos do Dikamba da Vila"
Unidos do Peruche
"Vai ter Kizomba e Axé
Peruche é samba no pé
é tradição, celeiro de bambas.
Oitenta fevereiros a cantar
Deixa a tristeza pra lá"
Após um bom desfile sobre a Bahia, a Unidos do Peruche resolveu homenagear o dikamba Martinho da Vila em 2018, com o enredo “Peruche Celebra Martinho – 80 Anos do Dikamba da Vila”. O tema está sendo desenvolvido pelo recém chegado do Rio de Janeiro Mauro Quintaes, que fazia parte da comissão de carnaval da Unidos da Tijuca.

O enredo vai contar a vida e carreira de um dos sambistas mais queridos do Brasil, além de exaltar seus antepassados e suas raízes africanas, no que promete ser um desfile certamente muito rico em história e cultura. Pelos “pilotos” que já foram divulgados, podemos esperar uma Peruche com uma plástica mais requintada, o que gera uma expectativa para que a escola consiga se firmar no Grupo Especial e sonhar com posições além do meio da tabela.

O samba:
A Peruche levou para sua final de samba enredo duas obras, mas a grande preferência da comunidade por uma delas era inegável. Na hora de anunciar a parceria vencedora, o presidente Sidney de Moraes deixou todos surpresos ao noticiar a junção dos dois sambas, decisão questionada pelo fato dos sambas serem completamente diferentes.

A “colagem” deu origem a um belo samba contando a ancestralidade de Martinho, sua vida e algumas de suas obras. Destaque para a parte final da letra, que canta: “Sonhos vão além da quarta feira/A liberdade é raiz verdadeira/Martinho da o tom/ Na filial é pra lá de bom”.

O samba é assinado por uma longa lista de autores: Toninho Penteado, Émerson Brasa, Nando do Cavaco, André Filosofia, Diley Machado, Alcides Júnior, Sérgio VJS, Marcelo Vila Isa, Leandro Bata’s – calma que ainda tem mais – Jairo Roizen, Ronny Potolski, Sukata, Morganti, Claudinho, Tavares, Valêncio, Butti, Evandro Malandro, Tubino, Alberjan, Jr Fragga, Leo Rodrigues, Rogério Acioli, Meiners e, por fim, Victor Alves.

Toninho Penteado, que comanda o carro de som do Peruche desde 2013, gravou o samba com correção e firmeza. Ele, que também é um dos compositores da obra, vem se firmando como uma das grandes vozes do carnaval paulistano.
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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Corra que o futuro vem aí"
Unidos de Vila Isabel
"O Povo do Samba é vanguarda popular,
mora nos Macacos e no Boulevard.
Vem aqui aprender, 'minha Vila tá legal',

'o moderno e o tradicional'" 
Caminhando para as terras de Noel, chegamos ao bairro das calçadas musicais. A Vila Isabel está de cara nova, sob o comando de Paulo Barros, campeão do último carnaval com a Portela, e que retorna à escola da Zona Norte. Paulo terá seu xará, Paulo Menezes, ao seu lado para desenvolver o enredo "Corra que o futuro vem aí". As mudanças da escolas também passaram pela bateria, regida agora por Mestre Chuvisco, que substituirá Wallan na condução da Swingueira. O mestre-sala Raphael ganhou uma nova companheira também: Denadir, que até 2017 desfilou pela São Clemente, assumiu o lugar de Amanda Poblete, que defenderá o antigo pavilhão de Denadir. Com um enredo futurístico, a Vila Isabel gera grandes expectativas para o carnaval de 2018 por despertar a curiosidade do público acerca do enredo que parece ter a cara e a receita campeã de Paulo Barros, apesar de tantas estreias na agremiação. Pelas pequenas revelações do barracão, a escola parece seguir o cronograma dentro do tempo e ter um bom encaminhamento de seu projeto para o desfile.

O samba:
A Vila Isabel não teve uma safra de grande destaque em sua disputa, que consagrou a parceria de Pinguim como a campeã. O samba, que tem a participação especial de André Diniz, foi alterado em diversos versos e contou com um resultado final superior ao que tinha anteriormente. Apesar do samba da escola se manter do meio para a parte de baixo da maioria dos rankings, inegavelmente, na gravação do CD, Igor Sorriso mostrou que faz jus aos elogios que recebe e abrilhantou a faixa, que ganhou tons melódicos mais interessantes e uma bela interpretação. Tudo isso permitiu uma identificação maior do ouvinte com a faixa, que, em questão de letra, não é das mais interessantes. Ainda assim, é certo que o chão da escola abraçará o samba, como já tem feito em seus badalados ensaios no Boulevard 28 de setembro. 

E aí? A Vila tá legal ou não tá?! A escola será a escola a desfilar no domingo de carnaval.
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Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"A Amizade: A Mancha agradece do Fundo do Nosso Quintal"
Mancha Verde
"Nesse terreiro de bamba, quero mais é sambar.
Sou Mancha Verde, o show vai continuar
Sua história é o meu carnaval, 
obrigado do Fundo do nosso Quintal"
Após um ótimo desfile sobre os "Zés do Brasil " e a conquista da permanência no Grupo Especial para 2018, a Mancha Verde, buscando alçar voos mais altos, renovou o contrato do carnavalesco Pedro Alexandre, o Magoo. O enredo “A Amizade, a Mancha Agradece do Fundo do Nosso Quintal” celebrae a vida e carreira de um dos grupos de samba mais tradicionais e queridos do Brasil, o Fundo de Quintal, que completa quarenta anos de existência no próximo ano.

O tema, que agradou sambistas por todo o Brasil, é o fio condutor de um dos desfiles mais aguardados pelos amantes do carnaval paulistano.

O samba:

Dos autores Marcelo Casa Nossa, Rodrigo Minuetto, Darlan Alves, Sereno, R. Silva, Gui Cruz e Vitor Gabriel, o samba que a Mancha escolheu para seu desfile faz uma brincadeira relacionando os títulos das músicas do Fundo de Quintal à carreira do grupo sem cair nos clichês óbvios que um enredo do tipo poderia proporcionar. A melodia agradável e a emocionante letra remontam às grandes obras apresentadas pela Mancha ao longo de sua história. O trecho “quero chorar o seu choro/ e ver lá do céu seu sorriso/ valeu por você existir amigo” faz uma homenagem ao fundador da agremiação, Moacir Bianchi, que morreu neste ano.

Freddy Viana, como de costume, conduz muito bem na interpretação da faixa no CD.

Acertando em cheio no enredo e na escolha do samba, a Mancha Verde promete um desfile vibrante e emocionante. A alviverde será a 4ª escola a desfilar na sexta-feira, dia 09 de fevereiro.
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Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Guarus - Na Aurora da Criação, a Profecia Tupi... Prosperidade e Paz aos Mensageiros de Rudá"
Gaviões da Fiel
"Anauê, sou índio guerreiro, sou Gavião (eu sou)
Linda Jaci que clareia a tribo alvinegra
em sagrada missão"
Tentando voltar aos áureos tempos após um desfile fraco e decepcionante em 2017, a Gaviões da Fiel contratou um dos melhores carnavalescos da nova geração: Sidnei França. Para 2018, a Torcida que Samba levará ao Anhembi a história “ Guarus – Na Aurora da Criação, a Profecia Tupi... Prosperidade e Paz aos Mensageiros de Rudá”, uma lenda que conta a história dos índios Guarus, povo que foi enviado com a missão de resgatar a paz e o amor entre os homens que habitavam a região que hoje conhecemos por Guarulhos. Sidnei deixa claro que o enredo não é sobre a cidade de Guarulhos em si, e sim sobre o povo que por lá habitou. Um tema muito diferente dos quais a Gaviões vinha apresentando nos últimos anos, o que causa grande expectativa.


O samba:

Os autores Luciano Costa, Totonho, Reinaldo Jr, Neto, Bruno Muleki, Alex, Fadico e Fábio Palácio foram muito felizes na composição de um dos sambas mais elogiados do ano, auxiliados pela ótima sinopse escrita por Sidnei. A obra tem dois falsos refrãos que são os destaques da letra, principalmente no verso: “e o negro aqui chegou/ com a fé de Obatalá/ mesmo sofrendo na chibata do senhor/ pele escura canta e dança pra curar a sua dor”.

Ernesto Teixeira, mais uma vez muito bem na gravação, deixou o samba com a “cara” dos Gaviões. A escola será a 5ª escola a desfilar no sábado de carnaval, dia 10 de fevereiro.
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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

Após a despedida de Rosa Magalhães, que assinou três carnavais pela escola da zona sul, a São Clemente promete uma nova cara a partir do desfile de 2018, que será comandado por Jorge Silveira, vice-campeão do carnaval de São Paulo pela Dragões da Real e, também, da Série A do Rio de Janeiro, na Viradouro. Assim, a agremiação trará o enredo "Academicamente Popular", uma homenagem aos 200 da Escola de Belas Artes. A expectativa fica pela estreia de Jorge no Grupo Especial carioca e por alegorias maiores que as do ano anterior, que foram mais compactas – dentro do estilo de Rosa – e perderam pontos, de forma questionável, do júri oficial. Mais uma novidade foi a contratação de Amanda Poblete, agora nova primeira porta-bandeira da escola, que fará par com Fabricio Pires, já veterano da agremiação clementiana. Kiko Guarabyra também foi anunciado há poucos dias como o novo coreógrafo da Comissão de Frente da escola e fará sua primeira passagem como profissional do carnaval carioca. Com um dos barracões mais adiantados da Cidade do Samba, a escola clementiana está confiante e segue firme para a busca de um resultado melhor do que os que alcançou nos últimos anos. 

O samba:
O samba da São Clemente, inegavelmente, foi um dos que mais cresceram desde a sua escolha. A parceria vencedora foi a de Ricardo Góes e no início não agradava tanto ao grande público, o que não passou da pura questão de costume, já que é possível ver uma boa aceitação do samba agora, a pouco mais de um mês do carnaval. O belo trabalho do intérprete Leozinho Nunes pode ter sido um dos fatores contribuintes e mostra o motivo de ser tão elogiado e, também, um intérprete que vemos defendendo muitos sambas na época das disputas das agremiações. Fato é que a faixa clementiana não chega a estar entre as melhores do ano, mas também não periga estar entre as piores. Um samba agradável se manteve no meio das duas zonas e só resta saber se ele funcionará na Avenida. 

A São Clemente será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval.
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Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Uma Noite no Museu"
Acadêmicos do Tucuruvi
"Uma noite no museu... você e eu
fazendo história nesse carnaval.
É show na galeria, meu Tucuruvi
Pode aplaudir"
Para o próximo ano, a Acadêmicos do Tucuruvi contratou o atual campeão do carnaval paulista para assinar seu desfile. Trata-se do carnavalesco Flávio Campello, responsável por desenvolver o enredo "Uma noite no museu".

A escola da Cantareira quer levar o público aos principais museus do mundo, em uma viagem que passará por temas como arte, ciência, tecnologia e esportes. Em terras brasileiras, a Tucuruvi fará um tour por locais como os museus de Arte Moderna, do Índio e do Samba.

O samba:
De autoria de Turko, Maradona, Rafa do Cavaco, Diego Nicolau, Dr Eduardo Gustavinho Oliveira e Tinga, o samba escolhido pela Tucuruvi não agradou a todos, talvez pelo tema ser um pouco “solto”, sem um fio condutor que "amarre" a história a ser contada. Apesar de ser correta, a obra deixa a desejar em alguns aspectos, sobretudo na letra. A melodia da segunda parte do samba é o grande destaque. O intérprete Alex Soares gravou bem a faixa da agremiação no CD.

O Zaca é a terceira escola a desfilar na sexta-feira de carnaval.
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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Brasil Bom de Boca"
União da Ilha do Governador
"Vem provar o sabor desse meu carnaval,
eu sou a Ilha, sou o prato principal.
Vou deixar água na boca, 
provocar uma vontade louca"
A União da Ilha, depois do 8º lugar gerado por um desfile bonito e com muitos problemas de evolução, volta com a vontade de vencer em 2018. O enredo a ser desenvolvido pelo carnavalesco Severo Luzardo é intitulado "Brasil Bom de Boca", que contará a história da culinária brasileira. Conhecido por suas habilidades de reaproveitamento, Severo caminha para o seu segundo carnaval pela escola insulana e promete a irreverência e leveza que têm a cara da agremiação, revelando, também, os saberes e sabores únicos do Brasil, como a amada caipirinha. A dança das cadeiras não afetou a União da Ilha, que manteve quase toda a equipe, exceto pela chegada de Márcio Moura, novo coreógrafo da Comissão de Frente, após a despedida de Carlinhos de Jesus. O cargo de rainha de bateria também vagou, já que Bruna Bruno havia anunciado sua despedida da agremiação, e Gracyanne Barbosa, que já passou por outras escolas no Rio e em São Paulo, assumiu a coroa. 


O samba:

A disputa insulana não foi muito previsível e nem tudo parecia dominado por alguma composição até a final. O resultado consagrou a parceria de Ginho, que é cria da Ilha do Governador e ganhou uma disputa na escola pela segunda vez. Ito, a marcante voz dessa escola que está nos corações dos sambistas, conduziu muito bem a faixa na gravação do CD, bem como Ciça, mas, mesmo assim, a faixa ainda se coloca como uma das mais fracas do ano. A certeza fica pela empolgação da comunidade, que já está cantando bastante o samba, que apesar de um conjunto médio, tem versos pra cima e inteligentes. 

Será que a fome e a vontade de vencer da União da Ilha conseguirão, finalmente, beliscar uma volta ao sábado? Só o tempero do desfile poderá nos dizer. 

A Ilha será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval
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Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.


A Vila mais famosa trará a segunda vila mais famosa para o Anhembi. Sim, a Unidos de Vila Maria vem cantar Chaves e o México! Chega mais:



"Arriba Bolaños, Arriba Vila, Arriba México"
Unidos de Vila Maria
"A Mais Famosa chegou, eterno caso de amor
'isso, isso, isso' é paixão
Reviver a pureza e minha nobreza,
Chaves do seu coração" 
Após a 7ª colocação em 2017, a Vila Maria vem mordida em busca de uma melhor posição em 2018. Com a saída de Sidnei França rumo aos Gaviões da Fiel, a escola do Jardim Japão teve que se mexer para buscar um carnavalesco, encontrando-o no Rio de Janeiro. Fransérgio foi o nome escolhido pela diretoria para dirigir o carnaval sobre o México, que apresentará também a obra de Roberto Bolaños, criador de Chaves, e de algumas outras influências culturais mexicanas, como o Dia de los Muertos e a importância de Frida Kahlo.

Teve mudança também no microfone da escola: Clóvis Pê foi desligado para a chegada de Wander Pires, que estava no Vai-Vai neste último carnaval. 

O samba: 
Numa das melhores disputas de samba desse ano, a Vila Maria proporcionou aos segmentos uma dor de cabeça 'do bem'. A safra, repleta de bons sambas, trouxe quatro parcerias para a final, destacando-se os grupos comandados por Dudu Nobre e Zé Paulo Sierra. Numa decisão bem dividida entre diretoria e comunidade, a parceria de Dudu, Rafa do Cavaco, Pepe Niterói, Turko, Maradona, Diego Nicolau, Marcelo Nunes, Evandro Bocão e André Diniz foi eleita a campeã na Vila mais famosa.

Com rendimento acima do esperado, o samba azul e verde foi um dos mais bem gravados do CD. Numa das atuações mais seguras do registro, a Cadência da Vila, comandada por mestre Moleza, foi muito bem. Comandada por Wander Pires, a escola contou com participação de Dudu Nobre no início da faixa. Mais um belíssimo samba para 2018! Isso, isso, isso é paixão!

A Unidos de Vila Maria fecha o Grupo Especial de São Paulo no sábado. 
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Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.


"A Voz Marrom Que Não Deixa o Samba Morrer"
Mocidade Alegre
"Não deixe o samba morrer,
não deixe o samba acabar.
Na Mocidade vem ver o nosso povo cantar
a poesia sorriu ao falar de emoção
em sua voz, Marrom"
A Mocidade Alegre fez um dos mais bonitos desfiles de sua história contando o cinquentenário da escola em 2017. Infelizmente, não tivemos a sorte de tê-la entre as cinco que voltam na sexta-feira, entretanto, para 2018, voltar nas campeãs será pouco para a Morada do Samba. A escola de Solange Bichara contará a história da cantora Alcione, no enredo "A voz marrom que não deixa o samba morrer", assinado pela comissão de carnaval da escola.

Com Leandro Vieira na direção artística, a Mocidade tem como membros da comissão Paulo Brasil, Carlinhos Lopes e Neide Lopes. A equipe é a mesma que assinou o desfile do último carnaval da escola, trazendo uma 6ª colocação. Mantendo também Tiganá e Ito Melodia como interpretes oficiais, chegou a hora da maior campeã da década voltar aos bons resultados.

O samba: 
Com alguns membros da parceria conquistando o tricampeonato, Biro Biro, Gui Cruz e cia são os autores da obra que a Morada levará para o Anhembi em 2018. O samba foi aclamado durante a disputa da escola, sendo eleito com larga vantagem pelos segmentos da escola.

Na gravação oficial para o CD, entretanto, houve pequena queda no samba. Apesar da correta gravação da bateria Ritmo Puro e dos intérpretes, a percepção é de que o samba perdeu um pouco do brio, mas cabe o registro: os compositores capricharam na letra; destaca-se a sequência de versos "Mulher,/ toda forma de amar se traduz em você,/ o dom de tocar corações, encantar, provocar emoções/ 'À flor da pele' declama 'delírios de amor'".

A Mocidade Alegre é a terceira escola a cruzar o sambódromo do Anhembi no sábado de carnaval. Confira um trechinho da apresentação da escola no lançamento do CD:


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Por Vitor Melo
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.


"Uma noite real no Museu Nacional"
Imperatriz Leopoldinense
"Gira coroa da Majestade,
samba de verdade, identidade cultural.
Imperatriz é o relicário 
no Bicentenário do Museu Nacional"
Se algumas escolas vieram com um gostinho amargo da apuração do carnaval 2017, sem dúvidas, a Imperatriz está nesse grupo. Com um carnaval bastante subestimado pelas notas lidas na última quarta-feira de cinzas, a Rainha de Ramos viu seu desfile - muito elogiado pela crítica e público - não beliscar sequer um lugar no desfile das campeãs. Buscando esquecer o revés de outrora, a verde e branco da zona norte foi uma das escolas, que não sofreu com a frenética dança das cadeiras do pré-carnaval desse ano, mudando apenas o cargo da rainha de bateria com a saída da maravilhosa Cris Vianna.

Assinando seu quinto carnaval na agremiação - o quarto sozinho - Cahê Rodrigues aposta no enredo "Uma noite real no Museu Nacional". A abordagem temática consiste num passeio pela mais antiga instituição científica do Brasil e maior museu de história natural da América Latina, o Museu Nacional. Se existem boatos que a imperatriz Leopoldina, que morou na Quinta da Boa Vista com a família real, dá uma de "assombração" por lá desde sua morte, a Imperatriz vem, em 2018, querendo afastar o fantasma de 2017 e não ficar de fora, pelo menos, do sábado das campeãs, o que não acontecia desde 2010.

O samba:
Assinado pelo, agora, tetracampeão Jorge Arthur (2005, 2008, 2009 e 2018) com os parceiros Maninho do Ponto, Julinho Maestro, Marcio Pessi e Piu das Casinhas, o samba leopoldinense é aclamado, cada dia que passa, mais e mais pela crítica especializada e por nós, amantes da folia momesca. Com um enredo não tão fácil de ser colocado em samba, a composição conta com rimas inspiradíssimas e uma melodia para se deliciar, rodar e tirar todo ar possível dos pulmões pra cantar com os braços abertos.

Com uma das melhores gravações do ano, o samba continua na parte de cima dos rankings, que pipocam por aí nesse período pré-carnaval. O intérprete Arthur Franco, que estreou em 2017, defende a obra com maestria, dando mais força ainda pra faixa.

A Imperatriz Leopoldinense será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval.
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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu"
Beija-Flor de Nilópolis
"Ó, Pátria Amada, por onde andarás?
Seus filhos já não aguentam mais
Você que não soube cuidar, você que negou o amor
Vem aprender na Beija-Flor"
Depois da viagem ao Ceará para contar a história de Iracema, a tribo Beija-Flor embarca numa crítica social com o enredo "Monstro é aquele que não sabe amar: os filhos abandonados da Pátria que os pariu", ideia de Marcelo Misailidis, que hoje comanda a Comissão de Frente da escola. O enredo faz um link com os 200 anos do livro Frankenstein, de autoria da britânica Mary Shelley. O carnaval de 2017, com as ideias de grupos cênicos e ausência de um padrão de fantasias e alas, beliscou um morno 6º lugar, que mesmo assim valeu pela inovação, ainda que sem completo êxito. 

De página virada, a maravilhosa e soberana de Nilópolis conta com a volta de Cid Carvalho, mais um protagonista do vai-e-vem que ocorreu no pós-carnaval. A grande expectativa ficará, mais uma vez, pela dúvida de como será a estética do desfile e se podemos ousar pensar em uma aproximação que pelo menos tangencie o conceito de Ratos e Urubus, magnífico carnaval de 1989, assinado por Joãosinho Trinta. 

O samba:

A disputa nilopolitana sempre conta com nomes de peso e dificilmente não rende um bom samba, sempre pronto para a voz incomparável de Neguinho da Beija-Flor (o que fica explícito por Laíla como condição de escolha desde o início da disputa) e para a comunidade, que abraça e berra os hinos que vão para a Avenida. A parceria de Claudio Russo mobilizou uma grande torcida mas acabou eliminado antes da final, que consagrou a parceria de Di Menor e seus companheiros como a grande campeã. A gravação do CD beneficiou bastante o samba, que é denso e tem uma mensagem forte, sendo uma das melhores gravações e emocionando a muitos. 

A Beija-Flor encerra o carnaval, sendo a 6ª escola a desfilar na segunda-feira.
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Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

Pelas Estradas da Vida, Sonhos e Aventuras de um Herói Brasileiro"
Rosas de Ouro
"Lá vou eu nas curvas desse meu Brasil
levando na boleia a flor,
razão do meu viver, vou te emocionar
quando a Roseira passar"
A Roseira, após a 5ª colocação conquistada no último quesito em 2017, quer repetir a dose e , quem sabe, buscar voos maiores no próximo carnaval. Para isso, a escola presidida por Angelina Basílio manteve a base do elenco, tendo como carnavalesco André Machado. 


A azul e rosa virá ao Anhembi como sexta escola de sexta-feira trazendo o enredo "Pelas estradas da vida, sonhos e aventuras de um herói brasileiro", uma ode aos caminhoneiros. O tema é patrocinado e transpassará a saga dos motoristas que percorrem as estradas, contando as dificuldades, a religiosidade e a volta pra casa dos 'heróis brasileiros'. 

O samba:
De autoria de Aquiles da Vila, Guiga Oliveira, Fabiano Sorriso, JC Castilho, Marcus Boldrini, Salgado Luz, Rafa Crepaldi, Rapha SP e Vaguinho pelo segundo ano seguido, a obra tem uma melodia inusitada, o que conquistou os componentes da escola na disputa e, seguidamente, nós, amantes do samba. 

Na gravação do CD, além de Royce do Cavaco, Mônica Soares interpreta o samba. Há, também, a participação da dupla Maiara e Maraisa na introdução do registro. Apesar de acelerado, constata-se que o samba funcionou perfeitamente com o andamento mais 'pra frente'. Veja abaixo um trechinho da apresentação da escola no lançamento do CD: 


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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

Depois do banho de axé que derramou e da poeira que levantou na Avenida, a escola de Caxias roda e avisa: a Grande Rio é o cassino do Chacrinha.

"Vai para o trono ou não vai?"
Acadêmicos do Grande Rio


“Vem chacrete o bumbum rebolar
Eu vou brilhar na TV, ouvir de novo dozer
‘9h Terezinha, oh Terezinha, 
vai começar mais um cassino do Chacrinha’”
Assim como as demais co-irmãs, a dança das cadeiras na tricolor não foi diferente; o carnavalesco Fábio Ricardo pegou a estrada para Madureira e o casal Lage, que até então esteve por quase 15 anos no Salgueiro, assumiu o carnaval caxiense. Homenageando o Velho Guerreiro, a Grande Rio promete ir pro trono, buscando não apenas o desfile das campeãs mas, sim, o tão sonhado campeonato. A grande expectativa é ver como Renato, o high-tech, e Márcia Lage desenvolverão esteticamente um desfile com diversas soluções possíveis e, mais ainda, como será a parceria da dupla com um outro casal que causa alvoroço pelas Comissões de Frente: Priscila Motta e Rodrigo Negri, que desde 2015 comandam o quesito de Caxias.

O samba:
Se o troféu abacaxi tivesse que ser dado para um quesito, dificilmente ele não seria o de samba-enredo. A parceria escolhida não agradou tanto e está no final do ranking de muitos foliões dos sambas do Grupo Especial. Emerson Dias, porém, reafirma seu talento a cada ano e deu um toque mais animado e mais agradável de ouvir a gravação do CD, que também contou com a bateria do mestre Thiago Diogo mais pra frente, o que é natural pela animação do samba e pela letra pouco poética, que não se sustentaria num andamento normal. A expectativa é que a Invocada se recupere das notas baixas que levou em 2017, com o carnaval que homenageava Ivete Sangalo.

A Grande Rio será a quinta escola a desfilar no domingo.
E pra você, Terezinha? A Grande Rio vai pro trono ou não vai?
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Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"O Povo, a Nobreza Real"
Império de Casa Verde
"Meu Império é amor, tem a força pra vencer.
Tigre guerreiro não cansa, 
vai à luta de novo.
Teu sangue azul é a cara do povo"
Alô Tigre! Quarto colocado em 2017, o Império de Casa Verde manteve a base de sua equipe para o carnaval 2018. Capitaneada por Jorge Freitas, a escola quer brigar novamente pelo título.

Sem ter divulgado a sinopse ao público, a azul e branca traz o enredo "O povo: a nobreza real", que conta a história da Revolução Francesa, movimento que teve participação central da burguesia e dos menos abastados em busca da equidade entre as classes. Como fio condutor do enredo, a revolução deságua no Brasil, em meio ao caos político.

O samba:
No Império, 14 parcerias se inscreveram para a disputa de samba para o próximo carnaval. Os vencedores foram Jairo Roizen, Thiago Sukata, Godoi, Luciano Godoi, Claudio Mattos, Tavares, Tubino, William Lima, Meiners e Victor Alves, com um samba com belíssimos momentos. A melodia agradável também é um ponto positivo da obra escolhida pelo Tigre para o próximo cortejo.

A gravação do CD, comandada por Carlos Júnior, em grande fase, teve a participação de Edi Rock, do Racionais MC's na introdução. Com atuação correta da Barcelona do Samba, o samba teve uma crescente em relação às disputas. Destaco, na obra, os versos "No 'Reino das Regalias'/ A poesia é nossa arma pra lutar/ Contra o carrasco da injustiça", que reflete muito bem a proposta do enredo.

O Império de Casa Verde será a segunda escola a desfilar no sábado. O Tigre guerreiro vai à luta de novo. Será que chegou a hora?!
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Por Felipe de Souza
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.


Após um desfile aquém do esperado em 2017, o Vai-Vai se arma para o terceiro enredo musical na década. Em outras duas oportunidades, o maestro João Carlos Magalhães (2011) e a cantora Elis Regina (2015) trouxeram a taça ao Bixiga. Chegou a hora da 16ª estrela?! 

"Sambar com fé eu vou"
Vai-Vai
"Hoje a sua voz vai emocionar
só quem é Vai-Vai sabe o que é amar
Na Bela Vista todo mundo vai sambar com fé
porque a fé não costuma 'faiá'"
O Vai-Vai, para o próximo carnaval, promoveu mudanças em sua equipe para brigar, novamente, pelo título. Na comissão de carnaval, a saída de André Marins após a divulgação do enredo foi precedida da chegada de Chico Spinosa e Delmo de Moraes, complementando a equipe formada por Alexandre Louzada, campeão pela Mocidade Independente em 17, e Junior Schall. A ideia dos carnavalescos é contar a história de Gilberto Gil por meio de sua vasta obra musical, apresentando também sua influência durante a ditadura militar.

Para o carro de som, foi confirmado vínculo com Wantuir e Grazzi Brasil, com participação especial do cantor Belo. Entretanto, Wantuir foi desligado da escola, tornando Grazzi a primeira intérprete da história da maior campeã do carnaval de São Paulo. Ela e Belo protagonizaram a gravação do CD, numa dupla muito coesa. 

O samba:
A obra que embalará o desfile do Vai-Vai é de autoria da parceria bicampeã encabeçada por Edegar Cirillo. O samba foi aclamado na disputa, sendo cantado por Grazzi Brasil e Fredy Vianna. Não houve mudanças após a escolha do hino, que flutua entre a ponta e o meio da safra.

Para o CD, a grande surpresa ficou por conta do grito de guerra da, agora intérprete, Grazzi Brasil. "Saracura! A Vai-Vai tá no meu coração. Simbora, Escola do Povo!" foi o escolhido por ela. Ressalta-se também a qualidade dos refrões da obra, tendo como crescentes os últimos versos antes do principal. A comunidade abraçou o samba e a bateria Pegada de Macaco utilizou-se corretamente da obra. 

O Vai-Vai desfilará no sábado de carnaval, sendo a quarta escola. A música vai embalar mais um título da Saracura?! Eis a questão! 


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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

Se um prefeito incomoda muita gente, uma escola de samba pode incomodar muito mais! Campeã de 2016 e quarta colocada do último carnaval, a Mangueira, sob o comando de Leandro Vieira, levará à Avenida uma crítica ao bispo e a tentativa de alinhar o discurso da escola de samba às demandas atuais. Confira mais detalhes do baile verde-e-rosa para o próximo ano:

"Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco"
Estação Primeira de Mangueira
"Eu sou Mangueira, meu senhor, não me leve a mal.
Pecado é não brincar o carnaval"
A Mangueira está munida de confete, serpentina e muita crítica no front de batalha contra a onda de conservadorismo neopentecostal que avança sobre o carnaval, marcado pela crise e pelos cortes. "Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco" é o título que batiza o enredo do terceiro carnaval de Leandro Vieira, que estreou pela escola em 2016 e conquistou o campeonato com "Bethânia: a menina dos olhos de Oyá".

Sem grandes mudanças, a Mangueira ganhou o reforço de Péricles, que dividirá o microfone com os colegas do carro de som e Ciganerey, além da contratação de Adriana Salomão e Steven Harper, novos coreógrafos da Comissão de Frente.

Com belíssimos e elogiados protótipos já apresentados, a expectativa é alta pela briga da taça. Mesmo com a interdição dos barracões na Cidade do Samba, a Estação Primeira é a mais adiantada dentre as agremiações, o que traduz a organização e confiança do trabalho que está sendo desenvolvido.

O samba:
A disputa mangueirense contou com uma boa safra, tendo como destaques as parcerias lideradas por Tantinho e Lequinho. A verde-e-rosa transformou sua quadra em um grande baile de carnaval durante o período das eliminatórias. Numa final arrebatadora, a parceria de Lequinho sagrou-se campeã.

A versão oficial do CD contou com a participação de Péricles ao lado de Ciganerey e a letra sofreu algumas poucas alterações comparada à versão apresentada durante as disputas. Na certeza de uma comunidade aguerrida e um bom samba para embalar o cortejo da Mangueira, os torcedores aguardam mais uma aula de desfile da escola.
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Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.



"Senhoras do Ventre do Mundo"
Acadêmicos do Salgueiro
"Firma o tambor pra rainha do terreiro,
é negritude, Salgueiro.
Herança que vem de lá,
na ginga que faz esse povo sambar." 
A dança das cadeiras do pós-carnaval foi agitada na Silva Teles. Com a saída do casal Lage, carnavalescos que assinaram os desfiles do Salgueiro por quase 15 anos, a vacância do cargo foi preenchida por Alex de Souza, que veio da co-irmã Vila Isabel. No carro de som, também vimos mudanças: Serginho do Porto deixou a dupla com Leonardo Bessa e foi para a Estácio de Sá. Em seu lugar, entraram Hudson Luiz e Tuninho Jr.

A partir de um gostinho de "quero mais" ocasionado pelo julgamento de 2007 – que deixou a Academia do Samba de fora do desfile das campeãs com o enredo "Candaces" –, nasceu o enredo do Salgueiro para 2018. "Senhoras do Ventre do Mundo" é o carnaval da alvirrubra do Andaraí, e o título foi retirado de um verso deste samba de onze carnavais atrás. O enredo não tem patrocínio e vai falar sobre as mães do mundo, as raízes negras, as mães do samba, homenageando a força das mulheres, sob o comando da presidente Regina Celi, um dos mais representativos nomes femininos do carnaval, espaço ainda muito machista.

Alex de Souza é conhecido pelo seu requinte e promete fazer um desfile que trará aos salgueirenses a confiança para a conquista de um título, que não vem desde 2009, com "Tambor", último campeonato da escola.

O samba:
A disputa da Academia, como de costume, foi acirrada e tomada pelos ânimos aflorados e pela emoção da torcida. De forma equilibrada, a escolha teve quatro sambas que se destacaram, nas encabeças por Rafa Hecht, Antônio Gonzaga e Luiz Pião, Xande de Pilares e Marcelo Motta. A final levou as três primeiras obras para a grande decisão, deixando alguns torcedores desolados pela queda da parceria de Motta, campeão em 2016 e 2017, mas a presidente Regina Celi, em um desabafo, esclareceu que a escola ouviu a vontade da comunidade, que marcou presença na quadra ao longo das apresentações.

O resultado coroou a parceria de Xande (que contou também com a autoria de Demá Chagas, Dudu Botelho, Renato Galante, Jassa, Leonardo Gallo, Betinho de Pilares, Vanderley Sena, Ralfe Ribeiro e W. Corrêa) como campeã e o samba será comandado pelo trio de intérpretes da escola, além do próprio compositor que comandou a parceria vitoriosa. O mesmo já vem participando do carro de som há alguns anos.

No CD, a gravação do Salgueiro foi uma das que mais se destacaram, contando com a participação especialíssima de Zezé Motta, personalidade muito representativa pro enredo, diga-se de passagem, que cantou os versos do refrão do meio na introdução da faixa. Ao contrário do que se temia, os intérpretes tiveram um bom entrosamento e formaram um conjunto que deu conta do samba, surpreendendo positivamente.

O Salgueiro será a quinta escola a tingir de vermelho a Avenida na segunda-feira de carnaval.
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