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Carnavalize


As 12 escolas do Grupo Especial do carnaval carioca iniciarão amanhã (28/09) as gravações das finais de seus sambas enredos para o carnaval de 2022 e, consequentemente, o anuncio dos mesmos.

O modelo da disputa, diferente de tudo que já havíamos visto até aqui, foi conduzido pela promessa que as finais seriam unificadas e até mesmo poderiam ser transmitidas na Globo. Dito e feito! Teremos um programa exclusivo sobre carnaval na maior emissora do país.

Cada escola realizou sua eliminatória da maneira que lhe foi mais confortável, mas todas, obrigatoriamente, definiram três sambas finalistas para o concurso.

A parceria com a TV Globo - emissora detentora dos direitos televisivos do carnaval carioca - foi uma iniciativa da nova diretoria da LIESA, encabeçada pelo diretor de marketing, Gabriel David.

As gravações serão realizadas na Cidade do Samba e a apresentação do "Seleção do Samba" será conduzida por Luís Roberto de Múcio, na parceria de Milton Cunha e de Teresa Cristina.

Depois de muitas tratativas ficou decidido o seguinte calendário de gravações e transmissões:


Cada escola poderá levar seu intérprete, casal de mestre-sala e porta-bandeira, mestre de bateria com até 15 ritmistas, rainha de bateria, musa e um júri próprio de cada escola. Todos devidamente testados contra a Covid-19.

Um dos maiores questionamentos dos amantes de carnaval quanto ao programa era sobre o resultado final, ou seja, o samba campeão. Após diversos planejamentos ficou decidido que as escolas apresentarão seus sambas para a comunidade logo após a gravação. Sem suspense até o programa!

Quanto aos programas, serão exibidos aos sábados logo após o Altas Horas em cinco datas a partir do dia 16 de outubro. A cada exibição três escolas fazem suas finais, totalizando quatro programas. Por fim, o quinto e último, a apresentação dos 12 sambas das escolas do GE-RJ.

Vamos ao que interessa: as escolas e seus sambas!


*seguindo a ordem de gravação.

1º dia de gravação (28/09):


- Mangueira 10h

- São Clemente 14h

- Mocidade 18h


(divulgação do samba vencedor no mesmo dia pelas escolas)


MANGUEIRA 💚💜


Enredo: "Angenor, José e Laurindo"


Sambas finalistas:

- Samba 5: Ezio San e cia.

- Samba 14: Paulo Bandolim e cia.

- Samba 23: Moacyr Luz e cia.


Anúncio do vencedor: live no instagram (13h30)


Análise dos sambas: 


 

SÃO CLEMENTE 💛🖤


Enredo: "Minha vida é uma peça"


Sambas finalistas:

- Samba de Thiago Meiners e cia

- Samba de Rodrigo Índio e cia.

- Samba de Cláudio Filé e cia.


Anúncio do vencedor: nas redes sociais (18h)


Análise dos sambas: 



MOCIDADE 💚🤍


Enredo: "Batuque ao Caçador"


Sambas finalistas:

- Samba de Domenil Santos e cia.

- Samba de Carlinhos Brown e cia.

- Samba de Babi Cruz e cia.


Anúncio do vencedor: live no youtube (21h)


Análise dos sambas: 



2º dia de gravação (29/09):


- Imperatriz 10h

- Vila Isabel 14h

- Salgueiro 18h


(divulgação do samba vencedor no mesmo dia pelas escolas)


IMPERATRIZ 💚🤍


Enredo: "Meninos eu vi… onde canta o sabiá, onde cantam Dalva e Lamartine"


Sambas finalistas:

- Samba 3: Gabriel Melo

- Samba 7: Me Leva e cia.

- Samba 11: Moisés Santiago e cia.


Anúncio do vencedor: live no youtube (12h30)


Análise do samba: 




VILA ISABEL 💙🤍


Enredo: "Canta, canta, minha gente! A Vila é de Martinho"


Sambas finalistas:


- Samba 2: André Diniz e cia.

- Samba 6: Claudio Mattos e cia

- Samba 10: Claudio Russo e cia


Anúncio do vencedor: nas redes sociais (17h
 

 Análise dos sambas: 



SALGUEIRO ❤️🤍


Enredo: "Resistência"


Sambas finalistas:

- Samba 6: Xande de Pilares e cia.

- Samba 7: Demá Chagas e cia.

- Samba 12: Sereno e cia.


Anúncio do vencedor: nas redes sociais (20h30)


Análise dos sambas: 




3º dia de gravação (30/09):


- Unidos da Tijuca 10h

- Portela 14h

- Grande Rio 18h


(divulgação do samba vencedor no mesmo dia pelas escolas)


UNIDOS DA TIJUCA 💙💛


Enredo: "Waranã - a reexistência vermelha"


Sambas finalistas:

- Samba 1: Leandro Gaúcho e cia.

- Samba 4: Anderson Benson e cia.

- Samba 13: Dudu Nobre e cia.


Anúncio do vencedor: live simultânea (10h)


Análise dos sambas: 


PORTELA 💙🤍


Enredo: "Igi Osè Baobá"


Sambas finalistas:

- Samba de Wanderley Monteiro e cia.

- Samba de Samir Trindade e cia.

- Samba de Jorge do Batuke e cia.


Anúncio do vencedor: será anunciado após a gravação mas a situação ainda está por definir. No sábado (2), a escola apresentará o samba campeão na quadra durante sua feijoada. 


Análise dos sambas: 




GRANDE RIO ❤️💚


Enredo: "Fala Majeté! Sete chaves de Exu"


Sambas finalistas:

- Samba 9: Myngauzinho e cia.

- Samba 13: Gustavo Clarão e cia.

- Samba 14: Licinho Jr e cia.


Anúncio do vencedor: final simultânea na quadra (19h)


Análise dos sambas: 


4º dia de gravação (01/10):


- Paraíso do Tuiuti 10h

- Beija-Flor 14h

- Viradouro 18h


(divulgação do samba vencedor no mesmo dia pelas escolas)


PARAÍSO DO TUIUTI 💙💛


Enredo: "Ka Ríba Tí Ye - Que nossos caminhos se abram"


Sambas finalistas:

- Samba de Raoni Ventapane e cia.

- Samba de Eli Penteado e cia.

- Samba de Claudio Russo e cia.


Anúncio do vencedor: indefinido.


Análise dos sambas: 




BEIJA-FLOR 💙🤍


Enredo: "Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor"


Sambas finalistas:

- Samba 1: J. Velloso e cia

- Samba 2: Rodrigo Cavanha e cia

- Samba 5: Bruno RIbas e cia


Anúncio do vencedor: nas redes sociais (17h)


Análise dos sambas: 


VIRADOURO ❤️🤍


Enredo: "Não há tristeza que possa suportar tanta alegria!"


Sambas finalistas:

- Samba 7: Lucas Neves e cia

- Samba 9: Felipe Filósofo e cia

- Samba 11: Claudio Russo e cia


Anúncio do vencedor: indefinido.


Análise dos sambas: 




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“Canta, canta, minha Gente, deixa a tristeza pra lá!”
Canta, Vila Isabel, Morro dos Macacos, Pau da Bandeira e todo o povão Branco e Azul, pois a Festa é da Raça!
Canta feliz da vida o outro Poeta que o Samba te deu, legado eterno do povo teu!
“Canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar”, pois o samba foi feito de morro e a Festa é na Raça para a gente impor e celebrar a negritude!
Vamos abrir mais uma vez caminho à nossa ancestralidade, que pede passagem com a vida do Rei Negro das “kizombas, andanças e festanças”, coroado pela brasileira terra negra com força e fé das Áfricas e de Angola!
Morro é África, malandro é guerreiro de lança em punho e a criançada brincando pelas vielas e correndo pela savana.
“Ô dai-me licença ê!
Ô dai-me licença!
Uma licença de Zambi
para cantar umas zuelas no toque do Candomblé”.
É Mano Martinho, Vila!
Simbora?

***

Batuques invadem o Morro dos Macacos e passeiam pela Vila num convite animado à coroação. Por becos e vielas, seus camaradas descem escadas e ladeiras acompanhados pelo riso inocente das crianças admiradas que    entoam melodias eternizadas por ele. Ele, cujo caminho até a coroação foi longo, nasceu na roça onde sentia o vento no rosto e a liberdade nos pés. Corria solto o moleque pelo chão batido, brincando sob a benção do carinho de Mãe Tereza e do amor devoto de Vó Procópia a proteger o garoto contra mau-olhado e assombração. Duas Barras marcada no coração do menino que veio à luz no Carnaval, um ano depois – quem diria? – da partida de Noel. Mal sabia o pequeno Zé que o Axé o preparava para encantar o povo. É a vida que começava a ser tecida pelos caminhos que Zambi quis.

Resistir! O rapaz vai acompanhado pelo tempo, que o conduz a outras praças. Carrega consigo a verdade do mundo estampada na pele. Com os Pretos Forros, na inteligência do dia a dia na Boca do Mato, Martinho fez samba no morro desde cedo, mesmo com a dor da dura vida que seus olhos testemunhavam. Percebeu que ser um só não bastaria para enfrentar a desigualdade. Cantarolava amores, amigos, a família e, múltiplo, virou Sargento Martinho, sem nunca vacilar na felicidade. Negro que segurou no peito as responsabilidades para gritar, partideiro, a revolta contra brancas maldades.

Batucando aqui e acolá, suas personalidades poéticas cresciam, encantando uma Menina-Moça, Vila Isabel, amor à primeira vista. O encantamento foi mútuo. Ela lhe deu inspiração e, a ela, o Poeta declamou paixão. O nome mudou, casamento em que o tempo não faz mais sentido, só há eternidade. Fez, da sua casa, Casa de Bamba, onde todos são bem-vindos. Avolumavam-se canções e partidos-altos, aquele amor transbordando alegria! Nas curvas   salivadas dos musicados amores pela Vila e outras cabrochas, encantou-nos, o Devagar, com a língua dada a prazeres. Toques e beijos, palavras e mãos, seios e desejos – vibra com jeito, meu violão, para fazer tremer esse chão!

Sempre feliz, quis brincar Carnaval e desfiou seu Carnaval de Ilusões sob a benção de Noel. Martinho eterno menino, sorriso no alto, amor-paixão pela Coroa, o Branco e o Azul tingindo a gente em noites de fascínio e magia, dedicação foliã entre confetes e serpentinas. Sentiu a quentura da folia e decidiu que o mundo daquele jeito feliz era seu lugar. Então, foi tudo montado para que o povo, ao seu som, sempre quisesse sambar! O Martinho? Mora lá na Vila... É o tal do Martinho da Vila, nosso Rei Negro da Folia.

Afinal, fez química com batidas ancestrais. Deu liga. Gênio popular, misturou o sacolejo dos sons, sembas, sambas, partidos-altos, pagodes e canções. Roça, favela, comunidades, terreiros, Duas Barras, Vila e a gema do Rio de Janeiro. O cavaco era na rua, da rua. Resistência, o tom do sambista. Na escola das favelas, na sabedoria dos botequins e na boemia do Boulevard, na cachaça de beira de calçada e na cerveja com os compadres, vive a simplicidade de gente sábia e desce mais uma para embalar a cantoria.

Daí, reencontrou nas Áfricas sua história por completo. De Luanda, memórias, dom, talento, afeto. Ancestralidade é teu nome, Martinho, e a Vila te saúda! Suas andanças rumo ao Ventre Mãe reaparecem no sorriso aberto e Angola se faz presente. Voltando aos ancestrais, ecoam as vozes daqueles que possuem a força da cor. Nosso Poeta abre caminhos de lá pra cá e daqui pra lá. Intercambia, como elo, passado e futuro e Angola abraça o Embaixador Negro!

Aliás, Martinho sempre esmurrou o preconceito. Por aqui, certeiro, levantou-se também pela Democracia que seu Brasil há muito já não via. Mané com ele não se cria! Diretas pela liberdade e o menino da Vila com o dedo na ferida. Pé ante pé, há muito trocara o marchar pelo sambar e desafiou a censura de não poder criar e ser feliz do jeito que se é Martinho, da Vida! Cantou pela liberdade nos dois mundos unos separados pela covardia da escravidão. Martinho do Brasil e de Angola, Canto Livre! Kalunga e Kizomba, bem, chegou a hora!

Festa da Raça! Na Sapucaí, conquistas da luta negra pela liberdade, tantos Brasis Quilombos dos Palmares, tantos Palmares-Brasis a festejar: negras e negros que lutam pela dignidade. No Centenário da Abolição, bom lembrar que negra foi a canção, samba que ferveu e ferve no sangue das passistas, na alma das baianas, na Swingueira de Noel, nas negras e negros que mandaram e mandam na Avenida. Valeu, Zumbi! Tem grito forte nos Palmares e aqui! Martinho guerreiro quimbundo, Zumbi abençoando e Zambi dando força: Concerto Negro ontem, amanhã e agora.

E seguiu, “devagar, devagarinho”, o sambista e sambador, também malandro engenhoso inspirado quando com tinta na mão. Alma brasileira-angolana e a Lua de Luanda iluminando seus livros. Salve a amada família, a das favelas, das Áfricas, de Barras, de sangue e da Vila, tudo tema de prosas e poesias, Martinho lambendo com amor a cria! Veio de longe a vocação de prosador. Bateu papo com o Bruxo do Cosme Velho quando para ele fez samba nos idos da Boca do Mato. Saber da rua, da roça, dos barracos, olho no olho de qualquer dotô e nosso nêgo quebrando o racismo de cada dia no gingado sábio – “Crioulo não é doido!” e negro impõe respeito! Martinho sim, Doutor com conhecimento de causa, da vida e dos livros! Escreveu histórias, Zé das Cantorias! Martinho das Letras, a Academia o reverencia! O Rei derrama sabedoria nas páginas e, em verso e prosa, encanta e declama a vida.

Cabem, assim, mil Martinhos nessa história. Sem pressa, o Poeta Negro enredou suas memórias no chão    sagrado da Vila, preparou o quintal pro pagode com os amigos, celebrou causos da fazenda, da favela, dos subúrbios e da folia, a mesa farta sempre em boa companhia – cantos de lavadeiras, corações de malandros, crenças e crendices, papos de cozinha. Cadenciado, brincou e brincará! Compadre Noel, aquele abraço só no sapatinho e na alegria!

E agora é a vez de vocês correrem soltos, meninas e meninos da Vila, pois lá vem a coroação do Mestre Rei Martinho. Aprendam com o Griô de Gbala: é sobre a gente negra, nosso sangue, nosso carnaval, nossa ancestralidade, que hoje ele com a gente fala. O morro desce “feliz da Vila”: a vida dele vamos coroar! E vamos renascer das cinzas, tudo acabando na quarta-feira só pra recomeçar, pois nossa negra felicidade jamais vai terminar. Uma “Boa Noite”, Vila Isabel! Nossa garra na terra de bambas é celeste, infinita, e o resto a gente aprende com Martinho Mestre, só no laiaraiá!

Ergue a cabeça então, Comunidade, e pisa forte na Avenida! Ginga, samba, semba!

Arranquem do peito o grito preso e cantem alto com orgulho a força e a fé da nossa negra-alma-samba, deixando qualquer tristeza pra lá!

É dia do Teu Martinho, Vila!

Incendeia a Sapucaí, vamos pra cima e sim, bora kizombar!

Enredo: Edson Pereira, Victor Marques, Clark Mangabeira
Sinopse e Texto: Victor Marques, Clark Mangabeira


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Dedicado ao presidente Luiz Pacheco Drummond, que desejava muito homenagear o carnavalesco que lhe deu o primeiro título nos desfiles das grandes Escolas de Samba do Rio de Janeiro. 

“La la la la lauê
Fala Martim Cererê!
Vem cá, Brasil,
Deixa eu ler a sua mão, menino,
Que grande destino reservaram pra você”

A música tocava todos os dias na novela de Dias Gomes, uma adaptação de Romeu e Julieta passada num subúrbio do Rio. Não sei quem era Montechio ou Capuleto – mas a música nos levava ao subúrbio, a uma escola de samba.

Foi Fernando Pamplona que sugeriu a Dias Gomes, autor da novela, que tomasse a pequena e desconhecida escola de samba de Ramos como sede de sua locação. Ficou conhecida a escola, seu compositor Zé Catimba e o magnífico samba, cujos versos previam um futuro grandioso para um menino que ainda jovem entrou para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Seu nome era Arlindo Rodrigues.

Lá conheceu Fernando Pamplona no setor de Cenografia e Montagens. Aprendeu rapidamente e logo se tornou um colaborador nas invencionices do amigo Fernando. Foi assim que entrou em contato com a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Para lá foi Fernando, para lá foi Arlindo. E juntos fizeram os desfiles tomarem outros rumos – “que grande destino reservaram pra você…” Adicionaram elementos de espetáculos teatrais – como colocar fantasia na bateria – uma inovação –, utilizar proporções grandiosas para os trajes, bordar em grandes espaços, dando visibilidade aos desenhos, e a utilizar de materiais inusitados como os espelhos, que foram substituir as luzinhas, tão em voga na época embora ineficientes. Os temas eram absolutamente inéditos, criando uma nova vertente para enredos cujas histórias não constavam dos livros escolares, como a de Zumbi dos Palmares, de Chica da Silva e de tantos outros, dando ênfase a assuntos ligados a negritude. Muitos desses enredos acabaram virando filmes, dado o sucesso que alcançaram.

Um dia, Arlindo resolveu mudar de ares e de escola de samba, e foi para a Mocidade Independente de Padre Miguel. Deu Arlindo na cabeça! O enredo Descobrimento do Brasil conseguiu desbancar as outras concorrentes, deixando até mesmo o Salgueiro de seu amigo Pamplona para trás.

Foi o primeiro campeonato da escola de Padre Miguel. Alguns temas tinham forte cunho nacionalista. Arlindo dirigira um espetáculo no Theatro Municipal com música de Villa Lobos intitulado Descobrimento do Brasil. Pois virou enredo em várias ocasiões sob ângulos diferentes

A Canção do Exílio lhe serviu de referência para o desfile da Imperatriz em 1982, “Onde canta o Sabiá”, e foi um representante do romantismo em sua obra. Em cada carnaval, um novo Brasil nos era apresentado através de suas interpretações da cultura do nosso povo.

Depois de uma breve permanência em Padre Miguel, aceitou o convite para assumir o carnaval da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, a convite de seu presidente Luizinho Drumond. Escolha acertada, e o presidente, disposto a levar sua escola para ficar entre as melhores dos desfiles, deu carta branca ao carnavalesco. Novamente a estrela de Arlindo iria brilhar.

E Gonçalves Dias influenciou sua obra, impregnada de nacionalismo romântico com toques do modernismo de Villa-Lobos e de seu Descobrimento do Brasil, a negritude na louvação à Bahia e ao Carnaval de Lamartine. Por uma dessas incríveis coincidências, Arlindo conhecera pessoalmente Lamartine, que era júri de concurso de quadrilhas em Ramos, sendo Arlindo o criador do troféu desse mesmo concurso.

“Eu vou embora, vou, no trem da Alegria, ser feliz um dia…” Seria uma alusão à estrada de ferro que passava em Ramos ou ao trenzinho caipira do Villa-Lobos?

Inquietos, tanto o presidente Luisinho quanto Arlindo, depois de separados por um tempo, voltaram a se encontrar para celebrar a Estrela Dalva. Novamente o teatro se misturou ao carnaval, pois o espetáculo Dalva lotava todos os dias o Teatro João Caetano. Foi nesse ano que a estrela Arlindo se apagou, deixando lembranças de grandes criações tão brasileiras.

Vendo o programa do espetáculo Descobrimento do Brasil, notamos mais um de seus achados. Na lista de aderecistas, na ficha técnica, um deles se destaca: João Jorge Trinta, que viria a se tornar um grande carnavalesco.

Eles viveram tudo que contei, mas eu… meninos, eu vi.

Rosa Magalhães, carnavalesca.



Bibliografia:

Zé Katimba – antes de tudo um forte – Luiz Leitão ´Acervo universitário do Samba – vol 2 – 2016

100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro – Haroldo Costa – editora Irmãos Vitale 2001

O Maior Espetáculo da Terra – Luiz Carlos Prestes – editora Lacre – 2015

Wikipedia – Acadêmicos do Salgueiro

Enredo – Onde canta o sabiá – 1982- gres Imperatriz Leopoldinense

Enredo – Estrela d’Dalva – 1987- gres Imperatriz Leopoldinense

Catálogo da Exposição – Arlindo Rodrigues Carnavais de Arlequins e querubins -Dr Ricardo Lourenço – idealizador e curador.


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Inscrições abertas para o Congresso Nacional do Samba

A quinta edição do Congresso Nacional do Samba vai tratar da “genealogia” desse ritmo de matriz africana encontrado em várias regiões do país. Organizado pelo Laboratório de Preservação e Gestão de Acervos Digitais (LABOGAD) da UNIRIO, através do programa de extensão “Memorável Samba”, e o Centro de Referência e Informação em Artes e Cultura Brasileira (CRIAR), o evento será realizado no dia 02 de dezembro, Dia Nacional do Samba. Os interessados podem inscrever seus trabalhos até o dia 20 de setembro no site www.even3.com.br/5cns2021/, podendo ser artigos acadêmicos, crônicas e performances em vídeo que estejam afinados com a missão de refletir sobre a genealogia, a cartografia e a cronologia dessa manifestação cultural brasileira.

O objetivo é reunir estudiosos, pesquisadores e praticantes em quatro eixos temáticos: “Batuques, Congadas e Músicas Sacras Afro-Brasileiras”, “Sambas Rurais”, “Sambas Urbanos Tradicionais” e “Sambas Urbanos Contemporâneos”. Cada um desses eixos têm uma infinidade de ritmos que compõem a Árvore Genealógica do Samba. Com transmissão pelo YouTube, o evento vai abrir inscrições no sistema de doação solidária no valor de R$ 30,00, com o objetivo de cobrir os custos mínimos da iniciativa. Embora seja aberto ao público, aqueles que desejarem receber o certificado de participação, precisam estar inscritos no Congresso, marcado para ocorrer das 8h às 20h, e pagar uma taxa simbólica de R$ 10,00, também destinado à parte operacional.

Para inscrever os trabalhos a serem apresentados durante o Congresso, os interessados devem acessar o site para se inscrever. Outras informações podem ser conferidas com o professor Jair Martins de Miranda, do LABOGAD, no e-mail jairmm@unirio.br. No site também é possível participar da enquete Família do Samba, destinada a alimentar a Árvore Genealógica do Samba e, com isso, criar uma memória social do samba, que envolvem os sambistas e suas obras. Por esse motivo, a enquete afetiva circula em torno de uma única pergunta: “Da grande família do samba no Brasil, quais sambas, sambistas e gêneros são mais familiares a você?”. O Congresso conta com o apoio do Instituto Cravo Albin, um instituto que abriga pesquisas e informações culturais.

Retrocedendo na história

A primeira edição do Congresso Nacional do Samba foi organizada por um dos maiores etnólogos brasileiros, Edison Carneiro, em 1962. Criado com o objetivo de preservar as tradições do samba, entre elas, a autenticidade, o estilo e a adaptação, a iniciativa também visava garantir a evolução do gênero no futuro. Desse encontro surgiu a Carta do Samba, que não só garantia a perenidade da memória do ritmo trazido da África para o Brasil, como também valorizava as aspirações de estudiosos, sambistas, intérpretes, folcloristas e amantes desse ritmo.

Passados 50 anos, os professores da UNIRIO, Jair Miranda e Martha Tupinambá decidiram resgatar o importante encontro e nessa segunda edição emblemática, realizada em 2012, comemoraram o centenário de Edison Carneiro e o cinquentenário da Carta do Samba. Debates e homenagens às personalidades do gênero marcaram o encontro, ocorrido em modelo presencial no Palácio Pedro Ernesto e no Museu da República. Intitulado “50 Anos da Carta e do Dia Nacional do Samba” discutiu sobre o samba e o carnaval no contexto da economia criativa e como patrimônio cultural e imaterial do país, promovendo ainda uma revisão da Carta do Samba.

Desse tempo até hoje, já ocorreram mais duas edições: em 2014 e 2020. Essa última, em função da pandemia, foi realizada no formato on-line, enquanto a primeira teve o Museu de Arte Moderna como local do evento. Na terceira edição, a temática foi “Samba & Carnaval: atores, visões e realização” (2014) e “Genealogia do Samba” (2020), quando foram criados os eixos temáticos – Samba (Batuques, Congadas e Músicas Sacras AfroBrasileiras); Sambas Rurais; Sambas Urbanos Tradicionais, e Sambas Urbanos Contemporâneos. 



Contatos para Imprensa:

Texto & Café Comunicação e Editora
textoecafecomunicacaoeeditora@gmail.com
Verônica M. de Oliveira – (21) 9 9376-9786
Ana Paula Borges – (21) 9 8723-2029

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“Somente nos tornamos verdadeiramente quem somos ao lançar nossos olhares sobre os ombros daqueles que chegaram antes de nós. Lembrar daqueles que vieram antes de nós é uma obrigação sagrada.” (provérbio iorubá)

E quem somos? Se olharmos para o passado, a quem devemos saudar? Que caminhos seguiram aqueles que nos trouxeram até aqui e nos ensinaram que o futuro pode ser alcançado com sabedoria? Um conhecimento ancestral que atravessa os séculos e inspira nossas escolhas e destinos. O canto do Tuiuti vem desse tempo distante, quando o mundo ainda nem era povoado pela humanidade. O canto do Tuiuti vem da África, onde nasceu o primeiro homem. Hoje, vai colher histórias de luta, sabedoria e resistência negra, para exaltar aqueles que abriram nossos caminhos. KA RÍBA TÍ YE.

O Tuiuti saúda a sabedoria de Orunmilá e traz, para a Avenida, uma homenagem aos pretos, homens e mulheres que marcaram a história da humanidade porque escolheram os caminhos da determinação, da beleza, do conhecimento. Eles afirmam, em suas trajetórias, o poder da origem, os ensinamentos dos orixás e daqueles que povoaram o mundo, trazendo, em suas almas, a diáspora africana.

O mundo é recriado todos os dias por nós, quando emitimos uma palavra, uma cantiga, uma oração, um pensamento ou quando fazemos um movimento. A sabedoria iorubá está no respeito ao passado, no que conseguimos contar através do tempo, porque, assim, transmitimos o conhecimento dos ancestrais.
Os signos e poemas sagrados do Ifá chegam de uma África antiga, através de vozes que se levantaram no passado e ecoam no presente, para nos ensinar os fundamentos que nos encantam e sustentam nossas escolhas. Mantidos pela fé inabalável dos que nos antecederam, podem ser reconhecidos nas atitudes de homens e mulheres que têm, em comum, a certeza de que é preciso mudar. A transformação acontece porque seus sonhos, seus ensinamentos e suas ideias se eternizam para inspirar os caminhos que devemos seguir. Assim nos ensina o Ifá... e os orixás nos guiam...

O DESFILE - ABERTURA

Olodumarê, o deus supremo, criou o mundo. Contou com a ajuda de Orunmilá, Exú e Oxalá. Pediu a Oxalá que criasse o homem. O primeiro homem veio da terra. Oxalá tentou criá-lo de muitas matérias, mas nada deu certo. Nanã trouxe lama do lago, e com ela Oxalá modelou esse barro. Olodumarê deu o sopro da vida ao homem. E ele povoou a Terra com a ajuda dos orixás. É por isso que, quando o homem morre, seu corpo tem que retornar para a terra. Nanã quer de volta tudo o que é seu. Só o retorno às nossas origens nos permite renascer!

Olodumarê enviou os orixás para o Ayé e ordenou que eles cuidassem do mundo e do homem. A eles foi dada a missão de zelar para que os homens aprendessem a viver, cuidassem de si e dos outros, respeitassem a natureza. Exú tem o dever de resolver tudo o que possa aparecer e isso faz parte do seu trabalho e de suas obrigações. Ele é o mensageiro. Sem Exú, orixás e humanos não podem se comunicar. Nada pode acontecer sem ele. E Orunmilá foi enviado por Olodumarê para dar direção e sentido para homens e mulheres em seus percursos. Ele conhece os segredos do Ifá, o conhecimento mais profundo, os caminhos que existem e a maneira como orixás e pessoas transitam por eles.

Cada um escolhe como viver, tem liberdade para agir como quiser e deve responder por tudo o que faz. Mas Orunmilá, o orixá do conhecimento e da sabedoria, sabe o segredo do destino, pode indicar a melhor direção. Ele revela todas as situações, circunstâncias, ações e consequências na vida.

A ESPADA E A PALAVRA – Lideranças na política

As primeiras cidades foram fundadas por poderosos orixás. Por séculos, dinastias de negros africanos governaram imensos territórios. Soberanos, impunham respeito e devoção. Piankh Piye foi rei da Núbia e tornou-se o primeiro faraó negro da história, depois de conquistar o Egito. Mansa Kankan Musa, considerado o “rei dos reis”, foi o principal responsável por expandir as riquezas do poderoso império de Mali. A importância da contribuição das diversas nações africanas para o desenvolvimento cultural, político e científico da humanidade é inquestionável. A partir do século XVI, a África começou a sofrer terríveis invasões, em que os inimigos arrastavam milhares de pessoas escravizadas para outros continentes. Também levaram reis e rainhas, que resistiram com bravura, em terras distantes, para proteger o povo da ira do opressor. Zumbi, como o senhor da guerra, nunca abandonou seu caminho nem perdeu a coragem e a esperança nos momentos mais difíceis. Ògúnye! Dandara, rainha guerreira implacável, impôs respeito, com sua força, inteligência e rebeldia. Èpà heyi! Eles inspiram a luta até hoje. Tornaram-se símbolos dos que clamam por justiça e igualdade, nos quilombos, nas favelas, nas ruas das cidades que continuam construindo. A espada pode ser a palavra em punho, a voz do combate, a defesa dos direitos das mulheres. Angela Davis não aceita as coisas que não pode mudar e, por isso, muda as coisas que não pode aceitar. Obà si! Mandela escolheu difundir a paz, com a serenidade de quem sabe como dominar os perigos. E se e babá, Epà bàbá! Barack Obama incendiou corações para conquistar, na democracia, o poder de uma grande nação e combater o racismo e a discriminação. Kawòó kábiyèsi! Na guerra ou na paz, sempre souberam como liderar a resistência.

A BELEZA DO MOVIMENTO – Artistas abrindo os caminhos

A natureza é equilíbrio. A sensibilidade se esconde nas águas claras dos rios e na vida que habita as florestas. A natureza é mudança. Nos ensinamentos dos orixás, a dualidade persiste, sem preconceitos. Viver com arte é superar os limites. RuPaul Charles desafia seu tempo e seus espetáculos mostram que a arte também é transformação. Losi Losi! A música de Beyoncé apaixona, seduz e espalha, pelo mundo, a força e a beleza da África. Ò óré yeye o! Benjamim de Oliveira deu o salto para a liberdade, desafiando seus opressores e encantando a plateia, principalmente, a criançada. Oni beijada! Maria Lata D’Água desceu do morro e surpreendeu a Avenida, com a dança de quem se equilibra para suportar o cotidiano da pobreza. Serginho do Pandeiro faz malabarismos, acompanhando o samba sincopado que fascina os passistas. Láaròyè Èsù! Os tambores dos Alabês embalam o ritual do Tuiuti. Do grande teatro, vem Mercedes Baptista, a mãe de muitos bailarinos e bailarinas pretos. Ela alimentou a cena com movimentos e gestos da cultura africana. Odò fé yaba! Mãe Stella foi doutora, escritora da Academia de Letras da Bahia e contadora de ìtans, que encantam adultos e crianças; ela é Odé Kayode. Oke aro! Chadwick Boseman incorporou a realeza africana do futuro, no jovem guerreiro da paz, eternizando, no cinema, a inspiração da ancestralidade. E se e babá, Epà bàbá!

À LUZ DA CIÊNCIA – Com a proteção dos orixás

De onde vem o poder da cura e do domínio da ciência e da técnica que nos permite avançar em direção ao futuro? A profunda ligação dos orixás com os elementos naturais expande nossa visão para a necessária preservação do planeta. Wangari Maathai, a combativa bióloga africana, nos ensina: “somos chamados a ajudar a Terra, a curar as suas feridas e, no processo, curar as nossas, a abraçar, de verdade, toda a criação, em toda a sua diversidade, beleza e maravilha”. Onílé mo júbà awo! A sabedoria ancestral também sustenta a justiça para os que queiram nela se inspirar; a desembargadora Ivone Caetano protege aqueles que estão entregues a todo tipo de brutalidade e racismo. Saluba! Desde a Antiguidade, nossos antepassados ensinam o manejo da terra, o cuidado com as plantas que podem servir de alimento e cura; George Washington Carver estudou e compartilhou suas descobertas com quem mais precisava desse sustento, tornando-se um dos cientistas mais respeitados do mundo. Ewê o asà! E, quando a peste devastadora cai sobre nós, rezamos para que o orixá nos devolva a saúde; agradecemos a quem foi capaz de desvendar os segredos do vírus e nos ajudar a vencer a doença. Jaqueline Goes de Jesus, que isolou o genoma da Covid-19, é motivo de orgulho para a ciência brasileira. Atóto! O que dizer diante do tabuleiro da jovem campeã, que movimenta as peças do xadrez com sensibilidade e inteligência? Phiona Mutesi é como a yabá de grande sabedoria e vidência, que, dominando todas as probabilidades, pode transformar o mal em bem, atributo que lhe foi concedido pelo próprio Orunmilá. Hiho! O arco-íris liga o Orún ao Ayé. É obra de uma divindade que representa os movimentos da Terra, dos astros, a transformação de dia em noite e de noite em dia; Mary Winston Jackson foi a primeira engenheira espacial da NASA e, em seu caminho, ajudou mulheres e outros grupos minoritários a avançar em suas carreiras e tocar o infinito. Aho gbogbo yi!

DEVOÇÃO À ÁFRICA – A fé como forma de resistência

A diáspora africana deu origem a festas, folguedos, cultos, rituais, canções, danças e manifestações religiosas que são símbolos de resistência aos horrores suportados por escravizados e seus descendentes nas Américas. Quando coroaram um imperador etíope como príncipe da paz e a ele adoraram como a um deus, nasceu o movimento rastafári, difundido pelo reggae. Ao proibirem o uso dos tambores, entoaram seus cânticos de louvor e dor, no ritmo das palmas e na percussão com os pés e batidas das mãos pelo corpo, dando origem ao gospel. A congada é a coroação de um rei e de uma rainha congoleses. Esse festejo também costuma render homenagens a um santo preto, descendente de africanos escravizados, bendito por sua dedicação aos pobres. As religiões de matriz africana eram proibidas e reprimidas. Seus praticantes usavam os santos católicos para cultuar os orixás e evitar os castigos aplicados pelos senhores. No Brasil, esse sincretismo, que recebeu contribuições de outras religiões, resultou na criação da umbanda. O candomblé ainda utiliza o culto às divindades iorubás, através de imagens católicas, mas procura manter maior conexão com os fundamentos da religião africana. O ritual da saída de iaô é o começo de um novo ciclo, a iniciação no candomblé. É o nascimento para a vida espiritual e garante a formação, a preservação e a transmissão dos valores culturais.

A saudação do Tuiuti simboliza o respeito às nossas origens e aos ensinamentos dos orixás. Um canto de amor aos homens e mulheres pretas, que são exemplos de luta, sabedoria e resistência. Que o passado ilumine o futuro, que nossos caminhos se abram! KA RÍBA TÍ YE.

Paulo Barros
Isabel Azevedo
Cecília Couto Martins
Fátima Couto Martins
Simone Martins


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