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Carnavalize

 


Por Redação Carnavalize


A Cubango, agremiação alviverde de Niterói, foi a segunda escola a pisar na Avenida durante a primeira noite de desfiles da Série Ouro, com o enredo "O amor preto cura: Chica Xavier, a mãe baiana do Brasil". A escolha pela homenagem à atriz e ialorixá baiana aconteceu com a chegada de João Vitor Araújo à agremiação, após a troca de profissionais e reversão de outro enredo que havia sido escolhido anteriormente. Durante o pré-carnaval, a novidade parece ter se relacionado bem com os componentes da agremiação e o público em geral.

Responsável pela comissão de frente, o coreógrafo Fábio Batista trouxe um elemento cenográfico simples, mas bastante funcional, com uma árvore que tinha algumas cenas em seu tronco. A comissão apresentou vários orixás interagindo com Chica, a personagem central. Em síntese, uma abertura agradável e sem erros. Após a porta-bandeira Patrícia Cunha ter assumido a presidência da escola, Aline Flores retornou ao cargo que um dia ocupou para fazer dupla com o mestre-sala Diego Falcão. A apresentação do casal foi marcada pela variedade de movimentos na dança e pelo excelente trabalho de desenho coreográfico. A fantasia não deixou a desejar, era muito bonita. O único “porém” foi que o mestre-sala parecia um pouco mais acelerado do que a porta-bandeira em alguns momentos específicos.

Parte da apresentação da Comissão de Frente (Foto: Vítor Melo)


As alegorias da agremiação de Niterói foram bastante regulares, formando um bom conjunto, no geral, mas enfrentaram problemas de iluminação. Já o conjunto de fantasias foi o ponto alto do cortejo, caracterizado pelo extremo bom gosto do carnavalesco. O tapete cromático perfeito chamou a atenção na Sapucaí. O enredo foi muito bem contado, passando pelos vários aspectos da vida de Chica Xavier, como sua religiosidade e sua luta antirracista. 

A beleza do abre-alas da agremiação (Foto: Vítor Melo)


O samba-enredo foi entoado com maestria pela potente voz de Pixulé e passou satisfatoriamente, embalando o competente desfile. A bateria Ritmo Folgado, comandada pelo Mestre Demétrius, também se destacou, principalmente pela aposta nas bossas. 

No que diz respeito à evolução da escola, não houve motivo para preocupação, sem falhas observáveis. Os componentes, no geral, cantaram o samba, apesar de a harmonia não ter sido impecável. 

Com uma apresentação consistente e figurinos de primeira, a Cubango deve brigar no meio da classificação, sem riscos de figurar nas últimas posições. 




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Por Redação Carnavalize


Primeira escola a desfilar oficialmente na Marquês de Sapucaí depois de dois anos, a Em Cima da Hora retornou à segunda divisão da folia carioca, vaga que desocupou em 2015, ano de seu descenso. Certeira na escolha de um tema que ela mesma apresentou anteriormente, em 1984, a escola de Cavalcanti optou por atualizar as cenas de uma viagem de trem de Japeri até a Central do Brasil, com o enredo "33 - Destino D. Pedro II", desenvolvido pelo carnavalesco Marco Antônio Falleiros, recém-chegado à agremiação.

Na abertura do desfile, o grupo da comissão de frente, comandada pelo estreante Carlos Fontinelle, trouxe personagens típicos das estações de trem, citados pelo samba-enredo, representando a diversidade de tipos sociais que por ali transitam. Sem grandes surpresas, a apresentação da comissão se destacou pela irreverência, pela leveza e pela correção. Na sequência, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Jack Gomes e Johny Matos, optou por uma dança mais segura. No geral, não tiveram problemas com relação aos movimentos, exceto por algum desencontro ou outro entre os dois. Ainda cabe ressaltar que o espaço da pista foi pouco explorado na coreografia. Em síntese, o casal passou bem vestido e sem contratempos, apostando na simplicidade.


Apresentação do casal da Em Cima da Hora (Foto: Thomas Reis)


O conjunto alegórico apresentado pela agremiação foi bastante regular, sendo que o último carro teve um acabamento um pouco destoante, inferior aos demais. Com relação às fantasias, o carnavalesco escolheu privilegiar as cores da escola, azul e branco, na primeira parte do cortejo. A Em Cima da Hora passou bastante digna, apesar de simples. 

Abre-alas da escola apresentou dificuldades para andar (Foto: Vítor Melo)

O grande trunfo parece ter sido colocar novamente nas línguas dos foliões uma faixa clássica do gênero samba-enredo, imortalizado em grandes gravações musicais, a exemplo de Dudu Nobre e Jovelina Pérola Negra. A premiada obra ganhou a voz de Ciganerey e demonstrou um rendimento satisfatório. Destaque para a excelente bateria de Mestre Wando, que não economizou nas paradinhas e sacudiu o público. 

A evolução foi o ponto fraco, sendo que o primeiro carro apresentou dificuldades para percorrer a pista, abrindo um buraco considerável diante da segunda cabine de jurados. Já a harmonia não sofreu grandes deslizes, se mostrando bastante regular. A escola estava animada. 

Com uma apresentação digna e honesta, porém simples, a Em Cima da Hora não deve disputar o rebaixamento.



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FINALMENTE, CHEGOU O CARNAVAL! Depois de dois longos anos de espera, muitos adiamentos, estamos nos preparando para pisar novamente na nossa amada Marquês de Sapucaí! E, já que os desfiles tão de volta, nossas famosas "previsões" não podiam ficar de fora!

Búzios e patuás na mão? Pedindo as bençãos aos nosso orixás, vamos dar a melhor combinação de palpites com bom-humor para aliviar a TPC. Errar ou acertar? A gente nunca sabe como prever, mas a torcida é que a Série A mostre sua garra mais uma vez. Mesmo com um orçamento curtíssimo e barracões precários, as agremiações e seus artistas se renovam e surpreendem a cada ano!

Quem sobe? E quem desce? E o grupo da meíuca? Vem com a gente descobrir mais sobre os cortejos da divisão de Acesso do Carnaval carioca, que serão realizados nos próximos dias 20 e 21, quarta e quinta-feira dessa semana. Confiram a ordem de desfile e nossas expectativas para os desfiles da Série Ouro?

ORDEM DE DESFILE:



QUARTA-FEIRA: DIA 20 DE ABRIL

1. EM CIMA DA HORA:


No geral: Após uma passagem pelo grupo de acesso recentemente, entre 2014 e 2015, a tradicional Em Cima da Hora retorna ao carnaval da Sapucaí e, assim como fez antes, aposta em clássico do seu repertório para garantir a permanência. Depois de "Os sertões", agora vamos poder ouvir novamente o imortal "33 - Destino D. Pedro II".

Ponto extras: Muito que bem, já que falamos dele, o grande trunfo da azul e branco é, sem dúvidas, seu samba. Um clássico do gênero composto por Guará e imortalizado por Jovelina Pérola Negra. Trata-se de uma obra incrível, narrando de forma poética e crítica a vida nos trilhos cariocas, a obra continua super atual! 

Perdeu décimos: É a escola que subiu... Só copiar o texto dos últimos anos: as mesmas dificuldades de sempre. O agravante é que esse ano foi ainda mais puxado para o grupo... Então, a azul e branco de Cavalcanti terá que lutar para apresentar uma plástica digna na Avenida e se firmar no grupo de acesso, considerando seu pré-carnaval marcado por várias mudanças em seu time técnico. 

Ficha técnica:

2. CUBANGO:


Pontos gerias: Atotô! Uma das grandes agremiações da Série Ouro, a Cubango chega numa posição menos nobre de desfile, mas com grandes credenciais para mais uma vez se colocar na disputa para o seu sonhado título, rumando ao Grupo Especial. Versando mais uma vez com a cultura afro-brasileira, a escola de Niterói parte para uma emocionante homenagem à atriz e mãe de santo Chica Xavier.

Pontos extras: A verde e branco tem como carnavalesco o experiente João Vitor Araújo, conhecido por seu bom gosto e apuro estético. Então, beleza não vai faltar! Outro trunfo, o samba-enredo, de extrema qualidade e será defendido pelo grande intérprete Pixulé.

Perdeu décimos: Sem dúvidas, ser a segunda a desfilar na quarta-feira pode ser uma empecilho para a agremiação, pegando uma Sapucaí ainda fria.

Ficha técnica:

3. UNIDOS DA PONTE:


Pontos gerais: Indo para o seu terceiro ano no grupo, a Unidos da Ponte aposta em um enredo religioso, homenageando a freira brasileira, Irmã Dulce, beatificada pelo Vaticano. Após apresentações irregulares, a azul e branco deve lutar por boas posições no Carnaval desse ano.

Pontos extras: A comunicação pode ser um trunfo da escola de São João de Meriti, ao homenagear a primeira santa brasileira, ela promete emocionar e comover o público presente na Sapucaí. 

Perdeu pontos: Assim como outras escolas da Série Ouro, resta conferir se os carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques terão condições de realizar um bom trabalho plástico. O samba-enredo da escola também não é dos melhores e pode não render como o esperado.

Ficha técnica: 
 

4. PORTO DA PEDRA: 


Ponto gerais: Sempre garantido bons resultados nos últimos anos, a vermelho e branco de São Gonçalo chega com um samba forte e a promessa de mais um bom trabalho da carnavalesca Annik Salmon. Dessa vez, uma homenagem à ialorixá Mãe Stella de Oxósssi. É uma das favoritas do grupo? Quem sabe...

Pontos extras: Para além do gabaritado samba-enredo, fruto de um excelente enredo com fortes bases culturais. A Portona tem como trunfo uma das comunidades mais forte da Série Ouro. Outro quesito favorável para o Tigre é o casal formado por Rodrigo França e Cintya Santos, que sempre riscam o chão com muita competência. Por fim, a Comissão de Frente será comandada por Paulo Pinna, que garantiu um belo trabalho no último carnaval com o Império Serrano e tem tudo para garantir bons décimos mais uma vez.

Perdeu décimos: Sempre fazendo seu dever de casa, o Tigre tem a sua disposição um time bastante competente. O olhar atento fica disposto na bateria do Mestre Pablo que no último carnaval perdeu décimos importantes, algo que tente a não ocorrer novamente considerando toda a experiência e trabalho exercido pelo comandante. Okê arô! 

Ficha técnica:

5. UNIÃO DA ILHA:


Pontos gerais: Após uma grande estadia no Especial (2010-2020 a Ilha retorna à Série Ouro. A escola perdeu recentemente um de seus carnavalescos, o artista Severo Luzardo, que desenvolvia o Carnaval da Tricolor em parceria com Cahê Rodrigues. O último ficou responsável em dar continuidade ao trabalho e colocar na Sapucaí o enredo sugerido pelo amigo que partiu, uma homenagem ao artista que tanto contribuiu com a nossa festa. Salve, Severo! 

Pontos extras: Para produzir seu carnaval, a escola seguiu seus trabalhos na Cidade do Samba, um diferencial e tanto, considerando as condições precárias que grande parte das coirmãs da Série Ouro enfrentam. Outro pronto forte é que a Comissão de Frenteque tem a estrelada assinatura de Rodrigo Negri e Priscilla Mota, popularmente conhecidos como Casal Segredo, sinônimos de boas apresentações e excelentes notas.

Perdeu décimos: Durante a temporada de ensaios técnicos, a tricolor fez um treino forte, destaque para o canto da comunidade. Apesar disso, o samba-enredo da agremiação pode ser um ponto negativo considerando sua qualidade técnica e pode deixar alguns décimos pelo caminho. 

Ficha técnica:

6. UNIDOS DE BANGU: 


Pontos gerais: Com desfiles abaixo da expectativa nos últimos anos, a Unidos de Bangu vem apostando na simpatia da figura controversa de Castor de Andrade para conquistar a Avenida. Será que vai dar Bangu na cabeça?

Pontos extras: O enredo pode ter um forte apelo popular ao passear pela cultura carioca, com aportes  no samba e no futebol. Tudo isso sob a visão plástica do experiente Marcus Paulo, que por anos trabalhou na Unidos da Tijuca e pode garantir um bom visual, caso tenha boas condições de trabalho.

Perdeu décimos: Outro samba que também não se destaca na boa safra da Série Ouro, a obra musical da agremiação pode ser um obstáculo na busca por melhores resultados.

Ficha técnica:


7. ACADÊMICOS DO SOSSEGO:


Pontos gerais: Encerrando o primeiro dia de cortejo, a Sossego segue para o seu quinto ano na Série Ouro, oscilando entre carnavais irregulares. Para este ano, aposta na estreia de André Rodrigues como carnavalesco solo em uma narrativa de temática indígena.

Pontos extras: Partindo com um grande enredo que aborda as visões de um pajé, a escola tem no talento do seu carnavalesco a promessa de um trabalho plástico diferenciado e que pode se destacar no desfile, diferente dos últimos anos da escola onde o visual deixou a desejar.

Perdeu décimos: Encerrar um dia de desfile pode ser uma tarefa difícil, pegando menos público que o habitual. Vai ser necessário muita raça e força da comunidade do Largo da Batalha para segurar o astral da Avenida.

Ficha técnica:


QUINTA-FEIRA - DIA 21 DE ABRIL

1. LINS IMPERIAL:


Pontos gerais: Escola tradicional do Rio, a Lins volta ao acesso da folia apostando na leveza e bom humor do ator Mussum, uma homenagem mais que merecida a um artista que nasceu na comunidade verde e rosa. No time da escola está o experiente carnavalesco Edu Gonçalves, que deve apostar numa estética mais leve e jocosa.

Pontos extras: O samba da agremiação tem tudo para ser uma deliciosa farofa e abrir com um clima leve à noite, resta saber se é o suficiente para a agremiação se manter no grupo.

Perdeu décimos: Vindo da Intendente Magalhães, resta conferir como a escola vai conseguir ganhar corpo e apresentar um bom trabalho na Avenida... 

Ficha técnica:

2. INOCENTES DE BELFORD ROXO:


Pontos gerais: Após surpreender a Sapucaí com um desfile animado em 2020, a Inocentes vai desenvolver um carnaval mais denso e um enredo bem interessante sobre a cultura popular pernambucana, proposto pelo carnavalesco Lucas Milato.

Pontos extras: Com um samba-enredo encomendado, a Caçulinha da Baixada tem uma das mais belas obras do grupo e pode se garantir em quesitos musicais. Além disso, conta com um experiente casal formado por Douglas Valle e Jaçanã Ribeiro.

Perdeu décimos: Em sua estreia na folia, no último carnaval, o jovem Lucas Milato deixou a desejar no desenvolvimento da sua narrativa sobre a "eternidade". Apesar da boa premissa desse ano, resta ver como isso se desenvolverá nas alegorias e fantasias.

Ficha técnica:


3. ESTÁCIO DE SÁ:


Pontos gerais: Outra escola que está retornando à Série Ouro, a Estácio também aposta numa reedição. Buscando uma comunicação com o público, a escola vai homenagear o Flamengo, em enredo originalmente apresentado em 1995. No time que cuidará do visual, fazem dupla o experiente Wagner Gonçalves e Mauro Leite, que por décadas foi assistente de Rosa Magalhães.


Ponto extras: Assim como a Ilha, a alvirrubra contou com a especial estrutura da Cidade do Samba para desenvolver seu trabalho, contando ainda com um time experiente em vários segmentos. É uma escola com muita força, sem dúvidas!

Perdeu pontos: A comunicação com o público é um elemento fundamental do desfile do Estácio. Se a escola não entrar bastante animada na pista, pode complicar inclusive o seu samba, que não é dos melhores, apesar de bastante conhecido. O andamento dado pela bateria do mestre Chuvisco também é um ponto de atenção. 

Ficha técnica:


4. ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ:


No geral: Uma escola em franca recuperação, a Santa Cruz conseguiu se destacar nos últimos carnavais quando esteve sob a batuta do carnavalesco Cahê Rodrigues. Para esse ano, aposta na experiência de Cid Carvalho para seguir brilhando no grupo.

Pontos extras: O enredo é, sem dúvidas, um dos principais trunfos da verde e branco. A homenagem ao ator e diretor Milton Gonçalves tem tudo para emocionar e se comunicar com o público, além de já ter gerado um excelente samba-enredo que pode embalar o cortejo.

Perdeu décimos: Para isso, a escola precisa, mais um ano, que sua comunidade abrace o samba para fazê-lo render. E outro porém são as condições a Cid Carvalho de desenvolver boas alegorias e fantasias, quesitos que tiraram pontos importante da escola na última folia.

Ficha técnica:

5. UNIDOS DE PADRE MIGUEL:


No geral: Sempre favorita? Eterna vice-campeã da Série Ouro, a UPM aposta numa fórmula que já deu certo: homenagear a religiosidade afro-brasileira. Neste ano, tudo fica ainda mais forte com a volta de Edson Pereira, que fez grandes trabalhos plásticos na agremiação. Será que agora vai?

Pontos extras: A força da comunidade de Padre Miguel é sempre um imponente elemento para desfiles arrebatadores da alvirrubra. Além disso, há expectativa de um ótimo trabalho visual do carnavalesco, numa temática que ele domina muito bem.

Perdeu décimos: Dando expediente há alguns anos na escola, o coreógrafo David Lima já deixou escapar alguns pontos preciosos em Comissão de Frente em anos anteriores. A torcida é que seu trabalho fature boas notas, como foi no último ano.

Ficha técnica:


6. VIGÁRIO GERAL:


No geral: Novata na Série Ouro, a Vigário surpreendeu em sua estreia com um desfile político e de grande comunicação com o público. Para esse ano, aposta outra vez num tema cultural que aborda a “Pequena África” e a resistência negra na cidade carioca.

Pontos extras: O conjunto de fantasias da tricolor surpreendeu em 2020, portanto, a expectativa é que a comissão formada por Marcus do Val, Alexandre Costa e Lino Sales mantenha o bom nível.

Perdeu décimos: No ensaio técnico da agremiação, os quesitos de pista prejudicaram um melhor desempenho. Apesar do ótimo samba, com assinatura do grande compositor Xande de Pilares, é preciso que a comunidade da Zona Norte dê o nome, ainda mais por estar numa posição nobre de desfile, entre outras co-irmãs com mais experiência.

Ficha técnica:

7. IMPÉRIO DA TIJUCA:


No geral: Tá chegando o primeiro império do samba! Sempre grandiosa, a verde e branco do morro da Formiga renovou a parceria com o carnavalesco Guilherme Estevão, que preparou um excelente enredo sobre a GRANES Quilombo, fundado pelo compositor Candeia, na década de 1970.

Pontos extras: Se o enredo foi o quesito mais despontuado da agremiação em 2020, para esse ano, a excelente narrativa proposta é, sem dúvidas, uma das grandes cartas na manga. Contando com um carnavalesco talentoso, a alviverde tem ainda um melodioso samba embalado por um ótimo intérprete.

Perdeu décimos: No último carnaval, o estreante casal Renan Oliveira e Laís Ramos perdeu importantes décimos, mas era apenas a primeira apresentação como parceiros dos dançarinos. Desde então, eles têm se preparado e fizeram uma ótima apresentação no ensaio técnico.

Ficha técnica:


8. IMPÉRIO SERRANO: 


No geral: Após um desfile desastroso na última folia, o Império chega completamente renovado para esse ano. A nova direção, comandada por Sandro Avelar, contratou ninguém menos que o badalado carnavalesco Leandro Vieira, que irá homenagear o capoeirista Besouro Mangangá.

Pontos extras: Um time fortíssimo foi formado para a verde e branco, além do renomado artista que também comanda a verde e rosa, estão o experiente coreógrafo Patrick Carvalho e o casal formado por Matheus Machado e Veronica Lima. Junte-se a isso um grande samba e uma comunidade aguerrida, pronta para voltar à Elite. Favoritaça, né?

Perdeu décimos: Ela tem tudo! O Império se desenha até aqui como o grande favorito da Série Ouro, é só conferir os mistérios e segredos que a pista da Sapucaí reserva. Então, nada de perder décimos para a Serrinha. Custa, mas vem!

Ficha técnica:


Verdades inabaláveis caem por terra quando a sirene toca, então é só esperar. Em meio a um cenário complicado, a gente só torce que a escolas do acesso surpreendam e mandem recados para certos prefeitos, já que nossa festa continua pra lá de viva. Amém, Rosa!


OUTRAS INFORMAÇÕES:

🗓: Quarta-feira (20) e quinta-feira (21)
🕘 Previsão de inicio: 21h00
⏱️ Tempo de desfile: 45-55min
📺 Transmissão: Globo (RJ) a partir das 00h05/23:50, G1 e Globoplay (todo Brasil).


COBERTURA COMPLETA NAS REDES SOCIAIS DO CARNAVALIZE!

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Arte de Vítor Melo. 

Autor: Igor Trindade
Revisão: João Vítor Silveira e Marcelo D. Macedo.


Guaracy Sant’anna foi um cantor e compositor carioca, nascido em 13 de agosto de 1955. Passou a vida no Engenho da Rainha, bairro do subúrbio carioca e ingressou na Polícia Militar, onde trabalhou a maior parte da vida. Sua trajetória como artista foi marcada por diversos sucessos. O maior deles é, sem sombra de dúvidas, o samba “Sorriso Aberto”, faixa-título do disco de Jovelina Pérola Negra em 1988, cantado por nove em cada dez rodas até os dias atuais. Jovelina também eternizaria “Catatau”, “Sonho Juvenil (Garota Zona Sul)” e o samba enredo da GRES Em cima da Hora, “33 – Destino de D. Pedro”, composto para o carnaval de 1984.

Anteriormente, Neguinho da Beija Flor já havia gravado o samba “Problema Social”, em seu disco “Ofício de Puxador” de 1985, música que seria depois relançada por Seu Jorge no álbum “Ana e Jorge” de 2005. Almir Guineto gravou o conhecido partido “Destino de Maria”, no disco “Sorriso Novo” também em 1985, além de “Eterno Companheiro” e “Batendo na Palma da Mão” no disco “Perfume de Champanhe” de 1987.

O Grupo Só Preto Sem Preconceito lançou a famosa “Viola em Bandoleira” no disco “O Quinto Segredo” de 1996. Mais tarde, “Singelo Menestrel” foi gravada em 1999 por Dudu Nobre, álbum homônimo. 

Uma curiosidade sobre os sambas “Sorriso Aberto” e “Viola em Bandoleira” foi contada pelo primo de Guará, o cantor e compositor Xandy de Pilares, durante uma live com a cantora Teresa Cristina no ano de 2020. Segundo ele, esses sambas eram originalmente lentos e, só a partir das primeiras gravações é que se tornaram mais rápidos, sofrendo até discretas alterações na melodia.

SAMBAS ENREDO


E se a trajetória nos sambas de meio de ano foi brilhante, a sua contribuição para os sambas de enredo não foi somente vencedora, mas também reconhecida. Guará ganhou três Estandartes de Ouro seguidos com seus sambas-enredo, todos no grupo 1B (equivalente ao grupo de acesso/série ouro atual): Em 1984, com o famoso “33 – Destino de D. Pedro II” pela Em Cima da Hora (Reeditado em 2008 e novamente em 2022), em parceria com Jorginho das Rosas; em 1985; Pelo Acadêmicos do Engenho da Rainha, “Não Existe Pecado do Lado de Baixo do Equador”, junto com Marco de Lima e De Minas; Em 86, triunfou na mesma agremiação com “Ganga-Zumba, a Raiz da Liberdade” (Reeditado em 2007), em parceria com De Minas, Bizil e com o mitológico Jacy Inspiração. Guará também é autor do Samba de 1983 da Em Cima da Hora, com “Enredo sem Enredo”.

CONFUSÃO ENTRE HOMÔNIMOS


“Guará” é um apelido comum a vários compositores ao longo dos tempos; por conta disso, os registros são confusos em relação a autoria de diversas músicas. Outro compositor muito gravado e que, vez em quando, é confundido com o protagonista deste texto é Guará da Empresa, multi campeão de Sambas Enredo, também parceiro de Almir Guineto e Beto sem Braço; este sim, com verbete no Dicionário Cravo Albin, que, aliás, confunde os dois Guarás. 

As empresas que controlam os direitos autorais têm informação precária sobre as obras, alguns sambas gravados sequer têm autoria confirmada. Por conta disso não se pode comprovar a origem de algumas canções atribuídas ao Guará de Cavalcanti. Na esteira dessa confusão sobre homônimos, há algum tempo corre a dúvida se o partido alto “Dalila, Cadê Guará” (Arlindo Cruz/Almir Guineto) se refere ao Guaracy Sant’anna, estória que foi desmentida pela filha dele, Iara Sant’anna, em consulta para produção deste texto.

A VOZ DO COMPOSITOR


A voz do Mestre Guaracy Sant’anna pode ser ouvida no raríssimo LP “Aconteça o que Aconteça”, de 1984, disponível no site do Instituto Memória Musical Brasileira (immub.org). Neste disco “pau de sebo”, nome que se dava a álbuns gravados por vários artistas em conjunto – Um disco como esse revelou Zeca Pagodinho – Guará canta “Viola Em Bandoleira” e a faixa-título, que seria depois lançada em compacto por ele mesmo e, mais tarde, regravada por Almir Guineto. Neste disco também cantam Ivo Meirelles, Efson, Preto Jóia, entre outros compositores da época.

MEMÓRIA E ESQUECIMENTO


Guaracy Sant’anna faleceu aos 33 anos, dia 13/07/1988, no seu auge, assassinado a tiros em um crime ainda sem esclarecimento. 

Apesar disso, a memória desse baluarte brasileiro, negro e suburbano permanece viva nas rodas de Samba populares. Mesmo tendo obras eternizadas na voz de grandes intérpretes, ainda está longe de escapar da invisibilidade comum a tantos gênios negros e pobres que o Brasil formou com sua complexidade, que vivem e morrem no anonimato, sem rosto, sem direitos nem ascensão social. Nesse contexto, é necessário contar vida e obra em detalhes, divulgar novas músicas, gravar inéditas e falar sobre eles, para que ao menos tenham algum (tardio) reconhecimento.

HOMENAGENS

Após sua morte, Guará foi homenageado em algumas ocasiões. Jovelina Pérola Negra escreveu com Carlito o samba “Poeta do Morro” em 1990, gravado no álbum “Amigos Chegados”. O grupo Chora Menino, de SP, lançou “Tributo ao Mestre Guará” no LP “Canto das Raças Axé” de 1992. No CD “Pagode pra Valer”, gravação do ilustre Pagode da Tia Doca, pode-se ouvir uma homenagem das mais emocionantes. Ao gravar “Sorriso aberto”, o grupo substituiu no fim o canto a plenos pulmões do tradicional “Lalaiá” pelo verso “Essa é a homenagem ao Guará”.

Fontes e Contribuições


Ajuda de Gláucia Marinho, Raphael Ruiz, Guilherme Zanfra, Alvinho (Dep. Cultural GRES Em Cima da Hora), Joanna Joannou.
Depoimento informal de Iara Sant’anna, filha de Guaracy Sant’anna.

Página Papo de Samba:
https://web.facebook.com/arielmenestrel/posts/505780843767265?_rdc=1&_rdr
Instituto Memória Musical – www.immub.org 
Site Galeria do Samba - https://www.galeriadosamba.com.br
Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_vencedores_do_Estandarte_de_Ouro
Doc “Partideiros” - https://www.youtube.com/watch?v=ytsMg3skOzc


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 por Luise Campos

Clementina de Jesus da Silva nasceu, de acordo com registros oficiais, no dia 7 de fevereiro de 1901, em uma casa construída por seu pai aos pés da capelinha de Santo Antônio do Carambita, na cidade de Valença, interior do estado do Rio de Janeiro. Em algumas ocasiões, ela mesma chega de declarar que seu nascimento aconteceu em 1902, como no depoimento gravado para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

Buscando uma vida melhor, seu pai, Paulo Baptista, decide vender todas as suas posses para se mudar com mulher e filha caçula para a capital em 1908. A família chega no Rio de Janeiro em meio às reformas urbanas empreendidas por Pereira Passos, que deslocou a população mais pobre para longe dos grandes centros. Nesse contexto, foram morar em Jacarepaguá, na Zona Oeste do município. O bairro ainda mantinha um ar bucólico de interior, com chácaras, casebres e currais, herança ainda das fazendas de café de um passado não muito distante.

Passou a estudar em regime de semi-internato para que seus pais pudessem trabalhar. Dentre as atividades do colégio, havia as aulas de canto. As alunas que se destacavam garantiam participação no coro da capela do orfanato Santo Antônio. Foi o caso de Clementina, dando início à sua trajetória muito cedo, já chamando a atenção por sua voz estrondosa.

Logo foi convidada por um vizinho para sair como pastorinha em um folguedo. João Cartolinha era mestre de pastoril e pediu autorização ao pai de Quelé para que ela pudesse participar do cortejo, dado o seu talento musical nato. Foi esse mesmo personagem que começou a leva-la para um clube chamado Moreninha de Campinas, perto de Oswaldo Cruz, onde Clementina começou a ter contato com os mestres do samba.

Nesse contexto, ela passou a frequentar os sambas da região e se tornou diretora do bloco Quem Fala de Nós Come Mosca, uma das agremiações carnavalescas que agitavam os arredores e que fizeram parte das movimentações que deram origem à Portela, que Clementina passou a frequentar após a fundação.

Essa época marca o envolvimento mais profundo de Quelé com manifestações populares e religiosas de matriz africana. Ali ouvia pontos de trabalho e cantigas e participava de jongos e caxambus, presentes em sua vida desde criança em Valença. Tudo ia compondo seu repertório de vida, mas não necessariamente de fé. Sua mãe era benzedeira e as duas moravam perto de um terreiro de candomblé, onde Clementina ia cantar. Por prazer, não por crença.

Passou sua vida nesse ambiente, dando suas palinhas, mas não era cantora profissional. Aos 62 anos, sobrevivia como trabalhadora doméstica. Mas essa realidade viria a mudar quando foi descoberta poeta e produtor musical Hermínio Bello de Carvalho. Ouviu sua voz pela primeira vez em 1963, quando Clementina festejava o dia de Nossa Senhora da Glória aos pés do outeiro com muita bebida e comida ao som de samba e partido-alto. A segunda aproximação aconteceu semanas depois, na inauguração do Zicartola. Mas a definitiva viria a ser em 1964, novamente durante as festas de Nossa Senhora da Glória. Clementina estava com seu marido Pé Grande e amigos e cantava o samba-enredo da Vai Como Pode de 1933. Hermínio os levou para seu apartamento e conseguiu registrar algumas canções em um gravador caseiro.

Desse episódio em diante, a então empregada doméstica pôde sonhar mais alto. E realizar. Começaram suas apresentações no meio artístico, brilhou no musical Rosa de Ouro idealizado pelo mesmo Hermínio Bello de Carvalho e conquistou definitivamente a crítica. Isso já aos 64 anos de idade. Dois anos depois, viajou ao Senegal para representar o Brasil no I Festival Mundial de Artes Negras. Depois se apresentou em Cannes. Em agosto do mesmo 1966, seria lançado seu primeiro disco solo. Enfim o reconhecimento merecido e necessário chegara.
Sua relação com as escolas de samba é de uma vida inteira. Na Mangueira, eternos amigos feitos desde os tempos de Zicartola. Em 1978, foi intérprete do G.R.E.S. Quilombo, puxando o samba-enredo de Wilson Moreira e Nei Lopes ao lado de Paulinho da Viola, João Nogueira e Martinho da Vila. Completando esse trio, a Portela. Sim, Clementina tinha três escolas do coração. Em 1983, foi homenageada no desfile de Beija-Flor, que apresentou o enredo “A grande constelação de estrelas negras”, de Joãosinho Trinta e ganhou o Estandarte de Ouro na categoria Destaque Feminino. Mas sua saúde debilitada não lhe permitiu receber o prêmio em mãos: seis dias após o desfile, sofreria uma isquemia cerebral, que a deixaria internada.

Quelé deixaria o hospital um pouco mais tarde. Mesmo com a idade avançada e muitas limitações impostas pelo passar dos anos, ainda gravaria mais um disco e receberia a honraria de ter um show em sua homenagem realizado, com participação sua, no Theatro Municipal, em 1º de agosto de 1983. Viria a falecer em 1987. Em 1988, mais um reconhecimento, agora póstumo, nos versos do samba composto por Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila para o histórico Kizomba, Festa da Raça, da campeã Unidos de Vila Isabel: “O ô nega mina/ Anastácia não se deixou escravizar/ Ô ô Clementina/ O pagode é o partido popular”. O G.R.E.S. Tradição foi outra agremiação que não deixou que seu legado ficasse esquecido e alcançou o vice-campeonato com o enredo “Clementina, Cadê Você”, de Leandro Valente. Em 2022, será a vez de a Mocidade Alegre prestar sua homenagem.

Ainda assim, a sensação que nos fica é a de tantas delas aconteçam – e que aconteçam –, e ainda assim não serão suficientes para honrarmos o privilégio de termos vivido a glória de termos Clementina em nossa história. A bênção, Quelé!


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