• Home
  • Quem somos?
  • Contato
  • Lojinha
  • Exposições
  • Selo Literário
  • Apoiadores
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram

Carnavalize

Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"O Brasil de Duas Imperatrizes: de Viena para o Novo Mundo, Carolina Josefa Leopoldina; de Ramos, Imperatriz Leopoldinense"
Tom Maior
"Vem festejar, coroar essa paixão, 
Imperatriz num só coração.
É carnaval, o meu sonho verdadeiro.
Sou Tom Maior, me orgulho de ser brasileiro"
Após conseguir se manter na elite do carnaval cantando Elba Ramalho, a Tom Maior foi a primeira escola de São Paulo a definir enredo, ainda em março. O tema escolhido foi “O Brasil de Duas Imperatrizes: De Viena para o Novo Mundo. Carolina Josefa Leopoldina, de Ramos, Imperatriz Leopoldinense”, que irá abordar toda a trajetória de vida da Imperatriz Leopoldina e como ela dá nome a uma das mais tradicionais escolas de samba carioca, a Imperatriz Leopoldinense.

O enredo é de autoria do carnavalesco Claudio Cavalcante, o “Cebola”. que estava na escola desde 2016. Em setembro, contudo, todos foram pegos de surpresa com a notícia da saída do profissional. Segundo a escola, a decisão foi do prório Cebola, que diz ter sido demitido e proibido de entrar no barracão. Polêmicas à parte, a Tom Maior não perdeu tempo e rapidamente anunciou um novo carnavalesco: o escolhido foi o carioca André Marins, que está tendo a missão de dar continuidade a um projeto já iniciado.

O samba:
Para embalar seu desfile, a Tom Maior escolheu a obra da parceria de Turko, Maradona, Rafa do Cavaco, Celsinho Mody, Ricardo Mandú, Léo Reis e Tinga. Apesar de confuso em alguns momentos, o samba é leve e fácil de ser cantado componente. O trecho mais inspirado é o que diz “É ela rainha da passarela/ vem da Leopoldina a mais bela/ celereiro de bambas, reduto do samba/ O meu sonho de ser feliz/ vem de lá sou Imperatriz.” Bruno Ribas, em seu segundo ano como voz oficial da escola, foi muito bem na gravação do CD.

A Tom Maior encerra o primeiro dia de desfiles no Anhembi. 
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Peruche Celebra Martinho - 80 anos do Dikamba da Vila"
Unidos do Peruche
"Vai ter Kizomba e Axé
Peruche é samba no pé
é tradição, celeiro de bambas.
Oitenta fevereiros a cantar
Deixa a tristeza pra lá"
Após um bom desfile sobre a Bahia, a Unidos do Peruche resolveu homenagear o dikamba Martinho da Vila em 2018, com o enredo “Peruche Celebra Martinho – 80 Anos do Dikamba da Vila”. O tema está sendo desenvolvido pelo recém chegado do Rio de Janeiro Mauro Quintaes, que fazia parte da comissão de carnaval da Unidos da Tijuca.

O enredo vai contar a vida e carreira de um dos sambistas mais queridos do Brasil, além de exaltar seus antepassados e suas raízes africanas, no que promete ser um desfile certamente muito rico em história e cultura. Pelos “pilotos” que já foram divulgados, podemos esperar uma Peruche com uma plástica mais requintada, o que gera uma expectativa para que a escola consiga se firmar no Grupo Especial e sonhar com posições além do meio da tabela.

O samba:
A Peruche levou para sua final de samba enredo duas obras, mas a grande preferência da comunidade por uma delas era inegável. Na hora de anunciar a parceria vencedora, o presidente Sidney de Moraes deixou todos surpresos ao noticiar a junção dos dois sambas, decisão questionada pelo fato dos sambas serem completamente diferentes.

A “colagem” deu origem a um belo samba contando a ancestralidade de Martinho, sua vida e algumas de suas obras. Destaque para a parte final da letra, que canta: “Sonhos vão além da quarta feira/A liberdade é raiz verdadeira/Martinho da o tom/ Na filial é pra lá de bom”.

O samba é assinado por uma longa lista de autores: Toninho Penteado, Émerson Brasa, Nando do Cavaco, André Filosofia, Diley Machado, Alcides Júnior, Sérgio VJS, Marcelo Vila Isa, Leandro Bata’s – calma que ainda tem mais – Jairo Roizen, Ronny Potolski, Sukata, Morganti, Claudinho, Tavares, Valêncio, Butti, Evandro Malandro, Tubino, Alberjan, Jr Fragga, Leo Rodrigues, Rogério Acioli, Meiners e, por fim, Victor Alves.

Toninho Penteado, que comanda o carro de som do Peruche desde 2013, gravou o samba com correção e firmeza. Ele, que também é um dos compositores da obra, vem se firmando como uma das grandes vozes do carnaval paulistano.
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Por Leonardo Antan e Beatriz Freire



Somos definidos por nossas características individuais e por nossas peculiaridades, que nos tornam únicos no mundo. Com as escolas de samba, não é diferente. Desde a sua criação, trilharam caminhos que as configuraram e deram-nas particularidades que podemos observar atualmente. Por isso, o Carnavalize estreia a série que mostrará a construção da identidade de cada uma de nossas agremiações. Toda essa identidade é construída durante as histórias delas, não é algo fixo e imutável, mas em constante transformação. Afinal, o que constitui uma escola de samba? São seus desfiles, seus componentes - ou tudo isso junto?

Carnavalescos, presidentes, patronos, compositores, baianas, mestres de baterias, intérpretes, cada um dá sua personalidade e ajuda na formação de cada agremiação. Acreditando que nossas escolas de sambas são únicas e produtos da rica cultura nacional, vamos percorrer os caminhos e trilhos que a moldaram, iniciando essa série que propõe um raio x da história de cada agremiação, definindo os fatores decisivos que a fizeram ganhar sua identidade própria. E pra começar, vamos mergulhar na pompa da Rainha de Ramos. Sendo assim, venham pegar esse trem, amor! 


"A semente germinou, no Recreio então brotou nossa escola de samba..."



O sonho de ser feliz vem do povo de Ramos desde 1959, ano em que a Imperatriz Leopoldinense foi fundada, a partir de uma outra agremiação que acabou enrolando a bandeira: a Recreio de Ramos. Os sambistas que sobraram da co-irmã extinta se juntaram aos colegas do bairro e fundaram, pela figura de Amaury Jório – e participação de Zé Katimba, nome de peso entre os bambas, a escola com o nome da Imperatriz da Independência do Brasil. A Rainha de Ramos, como ficou conhecida, foi pioneira em muitos aspectos, inclusive na fundação, ocorrida na segunda metade da década de 60, de um setor responsável pelos desfiles e para atividades culturais que seriam fornecidas aos integrantes: o Departamento Cultural e de Carnaval, uma espécie de comissão, como conhecemos atualmente, com uma atuação não limitada integralmente à Avenida.

Desfile da Imperatriz em 1971.

A escola desenvolveu-se, obtendo bons resultados em seus primeiros anos de vida. Após uma rápida passagem pelo grupo especial em 1967, a permanência definitiva da escola na elite do carnaval se deu a partir de 1969, onde permaneceu até 1977. Dos enredos, chamam atenção o de 1964, em que, contraditoriamente, homenageou a rival histórica da Imperatriz que lhe batiza, a Marquesa de Santos,  amante de Pedro I, no enredo "A Favorita do Imperador". Depois, com a atuação do departamento cultural surgiram enredos literários e nacionalistas, extraídos de livros modernistas como "Macunaíma". O mais marcantes deles foi o de 1972, "Martim Cererê" da obra de Cassiano Ricardo. Com um samba assinado por Zé Katimba, que se tornou clássico da massa e virou trilha de novela,  terminou num honroso quarto lugar, rompendo a barreira das quatro grandes à época (Mangueira, Salgueiro, Portela e Império Serrano), que sempre se revezavam nas primeiras posições. A chegada de Luizinho Drumond, patrono da escola, no fim da década de 70, no entanto, fez com que novos e melhores ares soprassem pelas ruas de Ramos depois do último rebaixamento; em 1978, a escola foi vice-campeã e mais uma vez retornou ao Grupo 1. Em 1979, conquistou um 7º lugar com o desfile de um dos seus mais belos sambas: "Oxumarê, a lenda do arco-íris".


"O grito de campeã, vem! Arlindo, o que que a Bahia tem?"

O talento de Arlindo Rodrigues seria decisivo na trajetória da Imperariz. (Foto: Revista Cruzeiro)

O carnaval de 1980 marcaria uma virada pra sempre na história da Imperatriz e do carnaval como um todo. Depois dos títulos das irmãs, Beija Flor e Mocidade, a monarca da Leopoldina seria a terceira agremiação "novata" a romper a hegemonia das antigas grandes. Para isso, contou com o talento de Arlindo Rodrigues, que encontrou em Ramos sua parceira perfeita nas avenidas da vida. Após o título de Padre Miguel, o artista do Teatro Municipal desembarcou em Ramos contando o que a Bahia tinha. O desfile mergulhou no estilo barroco e elegante de Arlindo, dando a identidade que a Imperatriz carregava no nome. O título veio, mas com sabor agridoce, já que naquele ano três escolas dividiram o título e mais três, o vice campeonato.

As marcantes baianas giratórias de 1980.

No ano seguinte, a aposta foi numa narrativa sobre o compositor Lamartine Babô, com mais um samba inesquecível de Zé Katimba. O desfile reforçou a beleza do ano anterior. Momentos marcantes como as cabeças de palhaços e figuras carnavalescas entraram pro rol das grandes imagens da folia. No ano seguinte, Arlindo revisitou seus enredos "afro" no Salgueiro, promovendo o reencontro de Xica da Silva com o rei da Costa do Marfim, em Diamantina. Mais uma vez, a verde e branco aliou o requinte do carnavalesco mais barroco da nossa festa com um ar soberbo e cheio de pompa. 

Imagem marcante da apresentação de 1981 (Foto: O Globo)

Anos mais tarde, o terceiro título da escola de Ramos também entraria pra história, firmando no imaginário o ar elegante de enredos históricos na agremiação. Max Lopes fez sua estreia, após brilhar na Mangueira e Vila Isabel, com um enredo inesquecível sobre os 100 anos da proclamação da República. O samba de Jurandir, Niltinho Tristeza, Preto Jóia e Vicentinho se tornou uma lenda e um dos mais conhecidos da festa, ajudando a garantir um campeonato em cima do antológico "Ratos e Urubus". Na disputa entre o oficial e o oficioso, Imperatriz se deu melhor, firmando sua visão conciliadora e didática da história brasileira. Tudo isso após um 1988 desastroso, em que a agremiação amargou um último lugar num desfile leve e debochado sobre as piadas, assinado pelo rei da crítica carnavalesca, Luiz Fernando Reis, que vinha da Caprichosos de Pilares. A queda e ascensão de uma Isabel "que fingiu nos libertar" para "a heroína, que assinou a lei divina" ajudou a marcar no imaginário a personalidade da Imperatriz do samba.

A proclamação da República e a história brasileira em cena em 1989.

Pulando algumas páginas desse livro, a chegada de uma Rosa transformaria pra sempre a trajetória da verde e branco. Então carnavalesca em ascensão, Rosa Magalhães, apesar do título em 82, oscilava entre bons e medianos resultados. Mas sua chegada na Imperatriz em 92 marcaria toda uma geração de torcedores e a formação de um novo legado da escola. Herdeira de Arlindo e Pamplona, a deusa da folia  mostrou sua cara entre índios, nobres, jegues e marqueses.

A abertura imponente da apresentação de 1994 (Foto Tantos Carnavais)

Aliando seu estilo de fábula com uma pitada de História e causos curiosos, ela aliou seu bom gosto a uma narrativa visual apurada, marcando de vez uma identidade Leopoldinense. Foram cinco títulos do frutífero casamento entre Rosa e Imperatriz, o maior da história da folia até hoje, tanto em títulos quanto em duração; foram 18 desfiles onde Emílias dançaram com canibais e Cabrais, entre Marias e João. É verdade que bacalhaus e mosqueteiros existiram, mas ficaram na memória, também, encontros de Tupinambás e tabajaras e jegues esquecidos na história. Uma verdade aula de monarquia, brasilidade e samba da professora.

"Mais cinco vezes o 'É o campeão!' na Leopoldina ecoou"

Zé Katimba é um dos mais importantes baluartes da escola.

Não só pelos grandes artistas e desfilas que passaram por Ramos, a escola também possui sambas, que também fizeram história ao narrar a nossa História. Com autores gabaritados como Zé Katimba, Jurandir, Marquinhos Lessa, Me leva, entre outros; a verde e branco é dona de uma das discografias mais ricas e queridas da história carnavalesca. Sambas que souberam traduzir com lirismo e requinte as narrativas contadas na avenida. Dona de seis estandartes de ouro no quesito musical, a voz de intérpretes como Dominguinhos do Estácio, Preto Jóia e Paulinho Mocidade ajudaram a eternizar clássicos. No batuque da bateria, a característica marcante de seus tambores veio do talento da batuta de Mestre Beto, que permaneceu mais de vinte e cinco anos a frente dos ritmistas. Posteriormente, Marcone, Noca e, atualmente, Lolo dão o tom na Swing da Leopoldina. Na frente dos ritmistas, Luiza Brunet com seu carisma reafirmou seu estilo elegante ao sabor da agremiação em duas passagens marcantes.

Maria Helena e Chiquinho reinaram 20 anos na Imperatriz.

Batizada como a "Certinha de Ramos", outros fatores foram decisivos para moldar a personalidade da Imperatriz Leopoldinense. Personalidades marcantes que encantaram o público com seus talentos e O inesquecível bailado de Maria Helena, porta-bandeira da Imperatriz desde 1983, junto a seu filho, Chiquinho, que juntou-se à mãe a partir de 1985 foram alguns desses. Os dois - Maria e seu filho - encantaram a Sapucaí por 20 anos como o primeira casal que conduzia o pavilhão da agremiação, relação eterna, mas que foi encerrada no carnaval de 2005. Os dois viraram música de Jorge Ben Jor e foram considerados por muitos um dos melhores casais que já passaram pela Marquês de Sapucaí. 

As comissões assinadas por Fábio de Mello fizeram história.

No quesito Comissão de Frente, a Rainha de Ramos fez história com a figura de Fábio de Mello, coreógrafo da escola de 1992 a 2007, com retorno em 2015, que marcou o nosso imaginário com os carnavais campeões (e mesmo com os que não foram) de Rosa Magalhães. Não há quem não se lembre dos leques do carnaval de 1994 ou dos guarda-sóis do desfile campeão de 1995. Ainda na memória, estão o piano do enredo de 1997, sobre Chiquinha Gonzaga, as caravelas do título de 2000 e o bicho-papão da Comissão de Frente do ano de 2002. Verdadeiros colírios e delírios para os nossos olhos de foliões.

O enredo sobre Zico em 2014 marcou uma tentativa de ser mais popular.
Com a ajuda de seu patrono, a Imperatriz se firmou como uma escola organizada. Figuras como Wagner de Araújo ajudaram a moldar a fama de "certinho" com apresentações que seguiam a risco as exigências dos jurados, em desfile que não prezavam pela emoção mas pela boa execução dos quesitos. A harmonia de Ricardo Fernandes ajudou a estabelecer as tendências de fileiras nas alas da escola e um ritmo constante numa evolução impecável. Modelo de gestão e excelência técnica que moldou, e molda, os carnavais seguintes. Mas não deixou de gerar protestos e controvérsias em resultados contestados até hoje.

"O meu sonho de ser feliz... Vem de lá, sou Imperatriz"




Com o nome da Imperatriz austríaca Leopoldina, a coroa como símbolo e o branco, verde e ouro de sua bandeira, a agremiação da zona norte se tornou a mais monarca e pomposa das escolas cariocas. Aliando narrativas históricas com os estilos barrocos de Arlindo e Rosa com a supremacia de seus quesitos, fez da GRESIL um das mais importantes das nossas escolas.


Leia mais da coluna "Minha Identidade", saiba mais sobre a história que formou a personalidade da Beija-Flor e da Mocidade. 

Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Por Beatriz Freire
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"Corra que o futuro vem aí"
Unidos de Vila Isabel
"O Povo do Samba é vanguarda popular,
mora nos Macacos e no Boulevard.
Vem aqui aprender, 'minha Vila tá legal',

'o moderno e o tradicional'" 
Caminhando para as terras de Noel, chegamos ao bairro das calçadas musicais. A Vila Isabel está de cara nova, sob o comando de Paulo Barros, campeão do último carnaval com a Portela, e que retorna à escola da Zona Norte. Paulo terá seu xará, Paulo Menezes, ao seu lado para desenvolver o enredo "Corra que o futuro vem aí". As mudanças da escolas também passaram pela bateria, regida agora por Mestre Chuvisco, que substituirá Wallan na condução da Swingueira. O mestre-sala Raphael ganhou uma nova companheira também: Denadir, que até 2017 desfilou pela São Clemente, assumiu o lugar de Amanda Poblete, que defenderá o antigo pavilhão de Denadir. Com um enredo futurístico, a Vila Isabel gera grandes expectativas para o carnaval de 2018 por despertar a curiosidade do público acerca do enredo que parece ter a cara e a receita campeã de Paulo Barros, apesar de tantas estreias na agremiação. Pelas pequenas revelações do barracão, a escola parece seguir o cronograma dentro do tempo e ter um bom encaminhamento de seu projeto para o desfile.

O samba:
A Vila Isabel não teve uma safra de grande destaque em sua disputa, que consagrou a parceria de Pinguim como a campeã. O samba, que tem a participação especial de André Diniz, foi alterado em diversos versos e contou com um resultado final superior ao que tinha anteriormente. Apesar do samba da escola se manter do meio para a parte de baixo da maioria dos rankings, inegavelmente, na gravação do CD, Igor Sorriso mostrou que faz jus aos elogios que recebe e abrilhantou a faixa, que ganhou tons melódicos mais interessantes e uma bela interpretação. Tudo isso permitiu uma identificação maior do ouvinte com a faixa, que, em questão de letra, não é das mais interessantes. Ainda assim, é certo que o chão da escola abraçará o samba, como já tem feito em seus badalados ensaios no Boulevard 28 de setembro. 

E aí? A Vila tá legal ou não tá?! A escola será a escola a desfilar no domingo de carnaval.
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Por Jéssica Barbosa
O carnaval de São Paulo, inegavelmente, é um dos que mais cresce e ganha espaço no Brasil. Apesar disso, é impossível ignorar a relevância que a festa momesca tem em terras cariocas. Para ilustrar tamanho crescimento da folia e a união entre os carnavais, Felipe de Souza, Beatriz Freire e Jéssica Barbosa se reuniram para detalhar samba e enredo das 27 escolas que passarão pelo Anhembi e pela Marquês de Sapucaí em 2018. Os textos estarão disponíveis às segundas, quartas e sextas, seguindo o resultado do último carnaval.

"A Amizade: A Mancha agradece do Fundo do Nosso Quintal"
Mancha Verde
"Nesse terreiro de bamba, quero mais é sambar.
Sou Mancha Verde, o show vai continuar
Sua história é o meu carnaval, 
obrigado do Fundo do nosso Quintal"
Após um ótimo desfile sobre os "Zés do Brasil " e a conquista da permanência no Grupo Especial para 2018, a Mancha Verde, buscando alçar voos mais altos, renovou o contrato do carnavalesco Pedro Alexandre, o Magoo. O enredo “A Amizade, a Mancha Agradece do Fundo do Nosso Quintal” celebrae a vida e carreira de um dos grupos de samba mais tradicionais e queridos do Brasil, o Fundo de Quintal, que completa quarenta anos de existência no próximo ano.

O tema, que agradou sambistas por todo o Brasil, é o fio condutor de um dos desfiles mais aguardados pelos amantes do carnaval paulistano.

O samba:

Dos autores Marcelo Casa Nossa, Rodrigo Minuetto, Darlan Alves, Sereno, R. Silva, Gui Cruz e Vitor Gabriel, o samba que a Mancha escolheu para seu desfile faz uma brincadeira relacionando os títulos das músicas do Fundo de Quintal à carreira do grupo sem cair nos clichês óbvios que um enredo do tipo poderia proporcionar. A melodia agradável e a emocionante letra remontam às grandes obras apresentadas pela Mancha ao longo de sua história. O trecho “quero chorar o seu choro/ e ver lá do céu seu sorriso/ valeu por você existir amigo” faz uma homenagem ao fundador da agremiação, Moacir Bianchi, que morreu neste ano.

Freddy Viana, como de costume, conduz muito bem na interpretação da faixa no CD.

Acertando em cheio no enredo e na escolha do samba, a Mancha Verde promete um desfile vibrante e emocionante. A alviverde será a 4ª escola a desfilar na sexta-feira, dia 09 de fevereiro.
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Mais Recente
Mais Antigo

Visite SAL60!

Visite SAL60!

Sobre nós

About Me

Somos um projeto multiplataforma que busca valorizar o carnaval e as escolas de samba resgatando sua história e seus grandes personagens. Atuamos não só na internet e nas redes sociais, mas na produção de eventos, exposições e produtos que valorizem nosso maior evento artístico-cultural.

Siga a gente

  • twitter
  • facebook
  • instagram

Desfile das Campeãs

  • Processos da criação: Jack Vasconcelos - Do traço à mensagem, um carnaval com conceito
    Por Redação Carnavalize A contagem regressiva para a folia vai nos deixando mais ansiosos e, então, é tempo de desvendar barracões, des...
  • Unidos da Tijuca: "Música na alma, inspiração de uma nação"
    Esta é uma história de ficção livremente inspirada no encontro entre Pixinguinha e Louis Armstrong, acontecido em 27 de novembro de 19...
  • #Carnaval2022: Salgueiro - Escola sacode a Sapucaí, mas peca em alguns quesitos
      Por Redação Carnavalize Sempre um potencial competidor da disputa pela parte de cima da tabela, o Salgueiro pareceu um pouco menos falado ...
  • Do Setor 1 à Apoteose: Orfeu, o negro do carnaval - Viradouro 1998
    Por Beatriz Freire e Leonardo Antan "Do Setor 1 à Apoteose" propõe uma viagem completa por um desfile marcante da história...
  • AS PÉROLAS DAS JUSTIFICATIVAS DO CARNAVAL 2022
      Por Redação Carnavalize Fugindo ao tradicional, esse ano as justificativas saíram antes mesmo dos desfiles das campeãs chegarem. Dois dias...
  • 5x Pérola Negra: Pequenas preciosidades da Joia Rara do samba
    por Beatriz Freire Fundada em 1973, o Pérola Negra, carinhosamente conhecido como "Joia Rara do Samba", teve momentos áureo...

Total de Carnavalizadas

Colunas/Séries

sinopse BOLOEGUARANÁ 7x1 carnavalize Carnavalizadores de Primeira Quase Uma Repórter 5x colablize série década artistas da folia giro ancestral SérieDécada quilombo do samba Carnavápolis do setor 1 a apoteose série carnavalescos série enredos processos da criação dossiê carnavalize Na Tela da TV série casais 10 vezes Série Batuques Série Mulheres Série Padroeiros efemérides minha identidade série baluartes série sambas

Carnavalizações antigas

  • ▼  2023 (38)
    • ▼  ago. (1)
      • Projeto "Um carnaval para Maria Quitéria" valoriza...
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (1)
    • ►  fev. (28)
  • ►  2022 (41)
    • ►  dez. (1)
    • ►  jul. (1)
    • ►  jun. (5)
    • ►  mai. (1)
    • ►  abr. (30)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (1)
  • ►  2021 (10)
    • ►  set. (4)
    • ►  jun. (1)
    • ►  mai. (1)
    • ►  mar. (2)
    • ►  fev. (2)
  • ►  2020 (172)
    • ►  dez. (8)
    • ►  nov. (17)
    • ►  out. (15)
    • ►  set. (13)
    • ►  ago. (19)
    • ►  jul. (16)
    • ►  jun. (15)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (11)
    • ►  mar. (10)
    • ►  fev. (33)
    • ►  jan. (5)
  • ►  2019 (74)
    • ►  dez. (2)
    • ►  nov. (5)
    • ►  ago. (4)
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (4)
    • ►  abr. (2)
    • ►  mar. (35)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (12)
  • ►  2018 (119)
    • ►  dez. (1)
    • ►  out. (6)
    • ►  set. (1)
    • ►  ago. (3)
    • ►  jul. (5)
    • ►  jun. (20)
    • ►  mai. (12)
    • ►  abr. (5)
    • ►  mar. (3)
    • ►  fev. (42)
    • ►  jan. (21)
  • ►  2017 (153)
    • ►  dez. (28)
    • ►  nov. (7)
    • ►  out. (8)
    • ►  ago. (5)
    • ►  jul. (12)
    • ►  jun. (7)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (7)
    • ►  mar. (7)
    • ►  fev. (49)
    • ►  jan. (13)
  • ►  2016 (83)
    • ►  dez. (10)
    • ►  out. (3)
    • ►  set. (9)
    • ►  ago. (22)
    • ►  jul. (39)

Created with by ThemeXpose