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Carnavalize

Foto: Flávio Morais/G1
Por Alisson Valério
Um desfile de escola de samba tem vários quesitos fundamentais. Comissão de Frente, Bateria, Mestre sala e porta-bandeira..., mas o nome "escola de samba" tem um motivo primordial: o samba! Sendo assim, é bem difícil escolher apenas cinco grandes sambas para retratar os mais de 25 anos de história do sambódromo do Anhembi. Por isso, dessa vez temos os cinco mais marcantes e um extra que não poderia faltar. Abaixo, você confere os cinco + um dos sambas inesquecíveis do Carnaval Paulistano.

E aí, preparados? Então vamos lá que o esquenta terminou e está na hora do samba começar.


Mancha Verde – 2006
(Compositores: Vaguinho, Douglinhas e Jaú)
Foto: Almeida Rocha/Folha Imagem
A Mancha Verde entrou na avenida em 2006 para falar sobre os injustiçados e perseguidos na humanidade em geral e foi embalada pelo samba dito por muitos como o melhor samba de sua história. O ano foi repleto de adversidades para a escola, incluindo um incêndio as vésperas do desfile, mas a Mancha não se abateu e foi para a luta. O que falar desse samba? É um daqueles sambas que te conquistam e emocionam desde a primeira ouvida e ficou ainda mais bonito sendo entoado por todos no amanhecer do dia no Anhembi. Contando com uma performance inspirada da bateria, do canto forte e aguerrido da comunidade e uma performance digna de aplausos do time de canto liderado pelo interprete Vaguinho o samba cresceu ainda mais ao vivo. Foi realmente um desfile inesquecível e emocionante que contou com a ajuda de um samba que entrou para a história do Carnaval de São Paulo. O mundo não vai me calar, injustiças não vão me deter, das cinzas se renasce para a vitória, na adversidade se aprende a crescer, são fatos que descrevem nossa história, o verde é a razão do meu viver! A Mancha Verde vestiu a camisa do samba na avenida, perseverou, lutou, não desistiu... resistiu!    
A ópera vai começar ô ô ô
Bem-aventurada, guerreira
A Mancha chegou!


Mocidade Alegre – 2012
(Compositores: Vitor Gabriel, Fernando, Renato Guerra, Leandro Poeta, Thiago e Rodrigo Minuetto)
Foto: AFP
A Mocidade Alegre em 2012 resolveu homenagear Jorge Amado através do livro Tenda dos Milagres que falava sobre a cultura afro-brasileira e tinha como foco principal Ojuobá. Com o tema escolhido, a escola teve uma disputa de samba-enredo de alto nível que culminou na escolha da obra que tinha no refrão, o trecho “o rufar do tambor vai ecoar, tenho sangue guerreiro, sou Mocidade” que se encaixou perfeitamente com o momento que passava a escola do bairro do Limão naquele Carnaval. 40 dias antes do desfile, a agremiação teve um incêndio em seu barracão que levou parte de suas alegorias e fantasias para o Carnaval. Um mutirão entre componentes e torcedores da escola tentou remediar o prejuízo daquele dia em diante, mas muita gente duvidava do que a escola seria capaz de fazer no Anhembi. Quando, o povo do Limão entrou na pista, o Anhembi foi tomado em transe junto da comunidade da escola e isso não teria acontecido sem a força do samba. Com uma composição extremamente forte do começo ao fim e que fazia inúmeros jogos de palavras com marcas registradas da escola e o tema do enredo, a trilha-sonora do desfile funcionou perfeitamente naquela noite. A bateria Ritmo Puro valorizou e muito a obra da escola e ajudou a contagiar a arquibancada. Com tudo isso, a Mocidade Alegre não podia ter outro resultado a não ser o campeonato que foi confirmado numa apuração tumultuada. Entretanto, isso só aconteceu graças ao belíssimo samba, um dos maiores da história do Anhembi. Na morada dos milagres, um verdadeiro milagre da Morada do samba...

O rufar do tambor vai ecoar
Tenho sangue guerreiro, sou Mocidade

A luz de Ifá vai me guiar
Ojuobá espalha axé, felicidade


Vai-Vai – 2011
(Compositores:Zeca do Cavaco, Ronaldinho FQ, Fábio Henrique e Afonsinho)
Foto: Fernando Donasci/UOL
Quando a Escola do Povo resolve fazer uma homenagem é bom se preparar que vem coisa muito boa por aí e não foi diferente em 2011 quando o Vai-Vai decidiu fazer uma merecida homenagem ao grande maestro João Carlos Martins. Uma história regada de superação e talento merecia ser contada em forma de desfile e a escola do Bixiga apostou nisso para partir em busca da conquista de mais um título. A obra escolhida para entoar esse desfile foi uma das mais lindas da história da escola, coisa que não é fácil de se fazer, pois o Vai-Vai tem uma extensa coleção de grandes sambas, mas esse em particular mexeu e mexe até hoje com o coração e a emoção de todos, com uma combinação perfeita entre letra e melodia o resultado não poderia ser diferente. Um grande samba não é nada sozinho e contando com uma bateria inspiradíssima sob o comando do Mestre Tadeu, um carro de som afinadíssimo liderado pelo interprete Wander Pires e a garra já característica da comunidade da escola ele se tornou ainda mais bonito. O desfile foi emocionante do começo ao fim, emocionando a todos no Anhembi, inclusive o maestro João Carlos Martins e não tinha como ser diferente. Um momento inesquecível não só para o homenageado, mas para todos os amantes do Carnaval de São Paulo. O título foi conquistado com louvor e merecimento, sem a menor dúvida. Da emoção o Vai-Vai resplandeceu...

Feliz da vida lá vem o Bixiga
Exemplo de comunidade
A Música Venceu
O dom é luz que vem de Deus
Da emoção, Vai-Vai resplandeceu
 


Gaviões da Fiel – 1995
(Compositor: Grego)
Foto: Ouro de Tolo
Vindo de um segundo lugar no ano anterior, os Gaviões da Fiel vinham em busca de algo mais no ano seguinte. Com um enredo que falava das coisas boas dos tempos de criança que ficam para sempre gravados na nossa memória e que se juntava a comemoração de 25 anos da escola de samba parecia ser a receita perfeita para o sucesso. E o samba? Ah, o samba fez muito sucesso antes mesmo do desfile e foi entoado fervorosamente pela arquibancada antes mesmo do desfile iniciar e quando o desfile começou foi arrebatador, com a ajuda de uma bateria afinada e mais uma performance especial do interprete Ernesto Teixeira abrilhantaram ainda mais o samba fazendo um verdadeiro sacode no Anhembi. O resultado foi o primeiro campeonato dos Gaviões da Fiel de forma incontestável com um samba que assim como o desfile também ficou para sempre gravado na memória. Levantaram a taça com muito orgulho para delírio da Fiel.    

Me dê a mão, me abraça
Viaja comigo pro céu
Sou gavião, levanto a taça
Com muito orgulho, pra delírio da Fiel
 


Império de Casa Verde – 2005
(Compositores: Vaguinho, Carlos Junior e Raphael)
 
Foto: Keiny Andrade/Folha Imagem
Após o terceiro lugar de 2004, a então caçula do Grupo Especial resolveu levar para a avenida o enredo “Brasil: Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Esse enredo tinha o versículo bíblico como título, mas levava ironicamente tudo o que acontecia no mundo como uma alerta ao que futuro nos reservava. O futuro, entretanto, tinha uma terra prometida que na visão do enredo era o nosso próprio Brasil. A partir daí, era como se o desfile mostrasse tudo que há de ruim ao redor de nós, só que apesar disso, o Brasil tinha o potencial de ser totalmente diferente do que víamos até então. Com esse enredo, muita gente imaginaria um samba complicado e confuso. Mas o que a escola da Zona Norte levou para a avenida foi um dos maiores sambas da história do Anhembi. Já no amanhecer e encerrando o primeiro dia de desfiles daquele ano, a composição que tinha muita beleza de letra e uma melodia simplesmente fantástica fez um verdadeiro estrago no Anhembi. A obra encantava a cada verso quem ouvia antes, durante e depois do desfile. Além da beleza irrepreensível do samba, a condução de bateria e do intérprete Carlos Júnior ajudaram ao samba fazer ainda mais sucesso naquela manhã de Sábado. O resultado, certamente, não poderia ser diferente de o primeiro campeonato para a azul e branca. Por tudo isso, a obra de 2005 da caçula do Samba é um dos cinco maiores sambas que o Anhembi já viu. Afinal, o samba foi a verdadeira estrela desse Carnaval...

Amanheceu
Desperta amor, é novo dia
E com o Sol vem meu Império
Nesse sagrado paraíso da alegria
 




Bônus: Rosas de Ouro – 2005
(Compositores: Emerson de Paula, Osmar Costa, Dema de Deus)

Foto: Jefferson Coppola/Folha Imagem
Em 2005, a Sociedade Rosas de Ouro levou para o sambódromo do Anhembi, um enredo que tinha tudo a ver com sua história. Intitulado com o nome de “Mar de Rosas”, o tema apresentado falaria sobre todos os tipos de Rosas que a humanidade já viu, terminando, obviamente, na escola. A escola entrou na avenida de forma diferenciada. Além do fato do enredo ter a conexão natural com o espírito da escola, o céu estava azul e rosa (cores da escola) esperando a Roseira passar. Era emocionante. Junte ao enredo e ao céu propícios para um desfile fantástico, um samba histórico e temos tudo que o Anhembi viveu naquela manhã de sábado. O samba da escola da Freguesia do Ó contava com uma belíssima letra unida a uma das melodias mais fantásticas que o Carnaval Paulistano já viu. Mesmo com a beleza natural do samba, a performance da bateria com uma cadência espetacular e do time de intérpretes liderados por Polenghe do Cavaco - este substituiu Darlan Alves em cima da hora por conta do regulamento – fez o samba ficar ainda mais bonito em sua performance no desfile. Por tudo isso, é impossível falar dos grandes sambas da história do Anhembi sem citar o inesquecível samba de 2005 da Roseira. Iemanjá, abra os caminhos que a Roseira vai passar...

Um mar de rosas
De ouro pra entregar
Iemanjá, abra os caminhos minha escola vai passar...

Esses foram apenas alguns dos grandes sambas que ficaram para a história do Anhembi como tantos outros que infelizmente ficaram de fora dessa lista, mas que também estão vivos na nossa memória. Para continuar conhecendo mais do Carnaval de São Paulo acompanhe a série "Os 5 mais".
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Foto: SRZD
Por Bruno Malta
Se toda história tem início, meio e fim, num desfile de escola de samba não poderia ser diferente. Para casais e bateria passarem com aquela elegância e ritmo contagiante, é preciso ter uma abertura triunfal. Sendo assim, recordamos agora cinco apresentações marcantes de comissão de frente no Carnaval do Anhembi.

E aí, preparados? Então vem com a gente que a passarela foi liberada e o desfile vai começar!

Império de Casa Verde – 2005
Foto: YouTube
Trazendo o enredo “Brasil, se Deus é por nós, quem será contra nós” o Império de Casa Verde resolveu abrir o seu desfile com os índios cibernéticos (inspirada pela música do Caetano Veloso), que representava o brasileiro como uma raça do futuro e eles seriam os responsáveis por embarcar na viagem onde o destino final seria o Brasil como a terra prometida. Com uma fantasia gigantesca, mas de muito bom gosto e que usava a luz do dia ao seu favor, a comissão de frente encantava pela sua coreografia e impacto visual. Essa abertura dava início a um dos grandes desfiles da história do carnaval e essa comissão de frente se tornaria uma marca da escola por muitos anos. Uma comissão de frente inesquecível de um desfile inesquecível que foi coroado pelo título inédito da caçula do samba.



Vila Maria – 2008
Foto: Alexandre Schineider/UOL
Falando sobre o centenário da imigração japonesa, a Vila Maria apostou em abrir o seu desfile com a dança dos leques que espanta o mau-olhado e abre novos caminhos. Com uma fantasia lindíssima e luxuosíssima baseada no teatro Kabuki, os quinze integrantes apresentaram movimentos leves, mas muito bem coreografados - nem parecia que a fantasia pesava aproximadamente 40kg. Foi uma apresentação arrebatadora que encantou público e jurados, conquistando assim a nota máxima. Uma comissão de frente inesquecível do Carnaval de São Paulo que abriu um dos grandes desfiles da história da Vila Maria. Estrelas brilharam e a Vila Maria passou... Saquê!



Dragões da Real – 2014
Foto: Nelson Almeida/AFP
Com um enredo falando sobre as diversas inovações que marcaram a década de 80, nada mais justo do que abrir o desfile com a sua comissão de frente recriando o clipe de Thriller, de Michael Jackson, não é mesmo? Foi exatamente isso que a Dragões da Real fez, mas não ficou só por aí não. Ela resolveu inovar ainda mais e realizou a primeira comissão trabalhada com tripé e truque do Anhembi. O tripé recriava um cemitério na parte superior e na parte inferior, as poltronas de um cinema onde eles assistiam o filme, como no clipe da música. Com uma apresentação divertida e muito bem coreografada, a comissão empolgou e impactou o público que assistiu ao desfile. A abertura empolgante deu o tom que o desfile pedia e o resultado não poderia ser outro além da nota máxima. Sacudiu, balançou e levantou a galera. Sem dúvidas uma comissão de frente marcante na história do Carnaval de São Paulo.



Mocidade Alegre – 2014
Foto: Rodrigo Capote/UOL
Na luta pelo tricampeonato, a Mocidade Alegre teve um importante trunfo: a abertura de seu desfile. O enredo sobre a fé teve na Comissão de Frente uma encenação que representava a fé cega. Os integrantes do grupo que abriu o desfile, em sua maioria faziam a coreografia com os olhos vendados. Isso, para o enredo, tinha o significado que a fé não precisava de demonstrações claras para que possamos acreditar nela. E que até sem enxergar, as pessoas ainda acreditavam em sua força. Ao longo da avenida, a medida com que a apresentação acontecia, as pessoas eram tomadas pelo êxtase e pelo significado que tinha a comissão. A dança era toda coreografada para facilitar a comunicação com o público. Com uma entrada triunfal, a Mocidade seguiu o seu cortejo com muita emoção e técnica arrebatando a avenida do começo ao fim. O final foi o esperado, o samba disse amém ao tricampeonato da escola do bairro do Limão.



Mancha Verde – 2006
Foto: Hugo Richard, Walmir de Jesus, acervo pessoal de Walmir Sparapane e Sec. Tur. SP
Com um enredo poderoso falando sobre os injustiçados, a Mancha Verde optou em abrir o seu desfile com a representação da vida do menino Jesus inspirada nas cenas do filme dirigido por Mel Gibson em 2004. Foi uma encenação forte, muito bem elaborada e emocionante. Uma apresentação de deixar qualquer um sem palavras e conquistando assim a nota máxima dos jurados. Foi uma grande abertura de desfile que deu o tom do que viria a ser um desfile bastante emocionante daquele que foi um carnaval bem difícil para a escola, mas não há nada que o samba não possa curar e a Mancha Verde lavou a alma na avenida emocionando a todos no Anhembi. Bem-aventurada, guerreira, a Mancha chegou e trouxe com ela uma das grandes comissões de frente da história do carnaval paulistano.


Essas cinco inesquecíveis comissões de frente são apenas uma pequena amostra das comissões que ano pós ano encantam o público do Anhembi e de todos que assistem de casa. Para continuar conhecendo mais do Carnaval de São Paulo acompanhe a série "Os 5 mais".


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Olá, seguidores do Carnavalize, tudo bom? A quase-repórter está de volta e hoje o entrevistado é um dos grandes intérpretes da terra da garoa: Renê Sobral!

Renê Sobral tem uma longa história no carnaval de São Paulo, com passagens em agremiações como Mocidade Alegre, Barroca Zona Sul e Vai-Vai. O intérprete se consagrou na Tom Maior, na qual ficou por 13 anos. Na escola, teve apresentações memoráveis, culminando em dois troféus Nota 10 de melhor intérprete do grupo especial nos anos de 2006 e 2014. Mesmo com a queda da vermelho e amarelo em 2015, Renê continuou no comando do carro de som em 2016, fazendo outra grande apresentação na homenagem ao cantor Milton Nascimento. Na entrevista, foi possível perceber a grande importância da Tom Maior na vida pessoal e na carreira do intérprete, além dele contar como foi parar lá, de uma forma um tanto quanto... inusitada.

Após o ano de 2016, mesmo com a ascensão da agremiação ao grupo especial, o destino quis que o nosso "malandro" seguisse outros rumos. Após sua saída da Tom Maior - que pegou muitos de surpresa - de acordo com o intérprete, choveram ligações... Até de gente perguntando se ele realmente havia saído! Mesmo com muitos pedidos, Renê terminou indo para Dragões da Real. Um "casamento" que parece estar dando muito certo! A relação da agremiação da Vila Anastácio com o intérprete não poderia ser melhor. Aclamado pela comunidade com sua chegada e com uma apresentação apoteótica no desfile de 2017, Renê mostrou que é um dos maiores intérpretes da atualidade e que veste, de fato, a camisa. Na entrevista, o cantor até comentou que no início foi um pouco difícil, principalmente na hora do grito de guerra, para não trocar o nome da escola. Mas que agora ele já se sente em casa.

Em uma das perguntas que fala-se sobre desfiles memoráveis, Renê citou o ano de 2017, que, nas palavras dele, nunca se esquecerá. Acho que não só para ele, mas para todos que tiveram a oportunidade de assistir a esse maravilhoso cortejo ao vivo, certo? Além disso, Renê também comentou o que os torcedores podem esperar para o carnaval de 2018. Será que vem surpresa por aí?

O intérprete não deixou de falar sobre outros que admira e que são inspiração para ele, alguns que teve até a oportunidade de trabalhar junto, como Royce do Cavaco, na Tom Maior, e Thobias, no Vai-Vai. Além disso, ele soltou a voz no fim da entrevista cantando um samba antológico, que para nós, sambistas, é o nosso Hino Nacional!

Dragões da Real, uma comunidade de gente feliz, que não poderia ter um intérprete mais feliz, dedicado e que ama sua função! Valeu Renê por toda atenção com o site Carnavalize durante a entrevista e todo apoio.

"Tá na ponta do isqueiro, vamos acender o cachimbo do Saci e o charuto do seu Zé! Alô comunidade de gente caipira e feliz! Beleza, beleza, beleza! Caaaaaaaaaaaanta Dragões da Real!"

OUÇA A ENTREVISTA ABAIXO:
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Foto: Raul Zito/G1 

Por Bruno Malta
Se os casais encantam com sua beleza e elegância, as baterias aceleram o coração dos amantes do bom samba ano após ano na passarela do Anhembi. Para contar um pouco da história do ritmo das baterias do Carnaval Paulistano, trazemos agora as principais apresentações de bateria ao longo do Carnaval da Era Anhembi.

E aí, preparados? Então vamos lá que o mestre já apitou e a batucada vai começar!

Mocidade Alegre – 2009
Foto: Rivaldo Gomes/Folha Imagem

A bateria Ritmo Puro já era uma marca constante de qualidade nos desfiles da então sensação Mocidade Alegre. Vinda de grandes apresentações, em 2009, a bateria da escola do bairro do Limão fez uma verdadeira avalanche no Sambódromo do Anhembi. O tema da escola fala sobre o coração e suas sensações em geral. O que a bateria aprontou então? Com um grupo de ritmistas, mestre Sombra armou um verdadeiro coração com flecha e tudo com seus comandados. O Anhembi assistia aquilo completamente ensandecido. Além da coreografia que era fantástica, a batucada era incrível. Cheia de bossas e paradinhas, os ritmistas da Verde e Vermelho levantaram o Anhembi e ajudaram na conquista de mais troféu para a agremiação de seu Juarez. Foi mais uma emoção...



Rosas de Ouro – 2010
Foto: Caio Pimenta/SPTuris

A escola da Freguesia do Ó vinha num jejum que acumulava dezesseis anos. Desde o enredo sobre a eterna rainha do rádio Ângela Maria, o campeonato não parava na Azul e Rosa. Mas em 2010, a história mudou, muito graças ao show dos comandados de mestre Tornado. Com um enredo sobre o chocolate, a Roseira fez um show no Anhembi. Junto de um grande desempenho do intérprete Darlan, os ritmistas da escola fizeram uma apresentação com cadência e valorizando a excelente letra do samba com muitas bossas. A Batucada D'Responsa contribuiu e muito para o campeonato da Roseira mais bonita do Carnaval de São Paulo. O sabor conquistou...




Mancha Verde – 2011
Foto: Fernando Donasci/UOL

Em 2011, a Mancha Verde já havia se consolidado como uma potência no Carnaval da Terra da Garoa. Após o quarto lugar de 2010, a alviverde levou para a avenida o enredo sobre os gênios da humanidade. E a bateria foi uma coisa... genial. Logo de cara, o Anhembi pulsava com as variações de ritmo criadas pelos mestres Moleza e Caju. O público delirava e fazia uma linda festa na arquibancada. Ao longo do desfile, as bossas se juntavam as paradinhas que deixavam o público boquiaberto. Junte o show da bateria ao fato de o samba ser incrivelmente bem feito e a excelente apresentação do intérprete Vaguinho. Com os três fatores unidos, nada podia ser diferente de um desfile genial em puro balanço...




Tom Maior – 2009
Foto: Folha Imagem

Também estabilizada no Grupo Especial e com bons resultados conquistados, a Tom Maior veio afim de emocionar a todos falando de Angola e de Martinho da Vila. A Tom 30, comandada pelo Mestre Carlão, usou e abusou das bossas e coreografias. Rolou até uma performance especial no meio da bateria formando o nome da escola entre os integrantes durante uma das bossas. A combinação de um grande samba, com a pegada da bateria do Mestre Carlão e mais uma grande apresentação do interprete René Sobral, um dos melhores interpretes dos últimos tempos no Carnaval de São Paulo, não tinha como dar errado. Foi uma apresentação marcante e inesquecível que levantou e emocionou o Anhembi. A bateria Tom 30 honrou o seu nome na avenida. E o corpo balançou...  



Águia de Ouro – 2007



No maior desfile de sua história até então, o Águia de Ouro teve como grande destaque sua bateria. Vindo na frente da escola - logo após a Comissão de Frente - a Batucada da Pompeia deu um show. Para começar, o ritmo acelerado foi deixado de lado por uma cadência irresistível dos ritmistas de mestre Juca. Além disso, uma coreografia especial que envolveu o casal de mestre-sala e porta-bandeira João Carlos e Lais também apareceu dando um brilho a mais a apresentação. A bateria abriu, fechou, ajoelhou, levantou, balançou, entrou no recuo, voltou para a pista e depois voltou de novo para o recuo levantando o público do Anhembi que cantava o samba fervorosamente. A bateria fez e aconteceu. Como disse o samba: A bateria arrepiou...


Foi tão bom que merece ser visto outra vez, só que dessa vez do ângulo da arquibancada:


Esses cinco grandes momentos de Bateria são apenas uma pequena amostra de tantos outros momentos que levantaram o Anhembi em toda a sua existência. Para continuar conhecendo mais do Carnaval de São Paulo acompanhe a série "Os 5 mais".
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Foto: Acadêmicos do Tucuruvi | Arte: Carnavalize

Por Bruno Malta
O carnaval já está batendo na porta e para matar um pouco dessa ansiedade resolvemos falar sobre a história do Carnaval de São Paulo. Na série "Os 5 Mais", traremos cinco grandes casais de Mestre Sala e Porta-bandeira, cinco grandes interpretes, cinco grandes Comissões de Frente, cinco grandes momentos de Bateria e, claro, cinco grandes Sambas. E para dar início a essa série resolvemos falar sobre os nobres casais de mestre sala e porta-bandeira.

O quesito mestre-sala e porta-bandeira é um dos mais bonitos e difíceis do Carnaval. Duas pessoas carregam o pavilhão da escola e o peso de ter mais de 10% da nota total de uma escola de samba. Apesar disso, sabemos que entre os guerreiros dessa arte, temos os destaques anuais. Por isso e como forma de reconhecer esse trabalho, resolvemos listar os cinco principais casais de mestre-sala e porta-bandeira surgidos na era Anhembi.

Então vamos lá que a sirene já tocou e o desfile de grandes casais já vai começar!  

Karina Zamparolli e Emerson Ramires – Mocidade Alegre
Foto: Alan Morici/G1
Casal unido pelo acaso da lesão da consagrada porta-bandeira Adriana Gomes, Karina e Émerson estrearam juntos no Carnaval de 2013. Ela, que não desfilava desde 2011, saiu de uma contratação contestada para a consagração ao lado do parceiro, que culminou no bicampeonato da escola do bairro do Limão conquistado graças aos 50 pontos trazidos pela dupla. A partir daí e já respeitados, a dupla fez apresentações arrebatadores na Passarela do Samba. No tricampeonato, ajudaram a escola também garantindo a nota máxima possível. Em 2015, o título não veio, mas os dois brilharam com a pontuação total e mais um show de elegância e simpatia. Nos últimos dois anos, a Mocidade Alegre não teve um desempenho exuberante no todo, mas a dupla seguiu impecável. Com um show de caracterização, garantiram 30 pontos em 2016 e bailaram como poesia em 2017 no cinquentenário da escola. Apesar do pouco tempo junto, a dupla Émerson e Karina pode ser considerada, um dos principais casais que o Anhembi que já teve.
 


Michel e Idely – Gaviões da Fiel
Foto: Rosa Bastos/Folha Imagem
Juntos desde a estreia dos Gaviões da Fiel no Grupo Especial – conhecido como Grupo 1 na época – Michel e Idely são uma marca na história do Carnaval Paulistano. Estiveram juntos de 1990 a 2007 como primeiro casal da escola alvinegra e, com isso, participaram dos quatro desfiles campeões da agremiação. Apesar disso, nem tudo foram flores para o casal. Em 2000, por conta de um deslize cometido pela dupla, o sonho do bicampeonato da alvinegra foi adiado. Em 2006, a quebra do mastro da bandeira afetou completamente a apresentação do casal. Entretanto, a marca deles é a regularidade sempre presente. As apresentações inesquecíveis do casal contribuíram para os mágicos campeonatos de 95, 99, 2002 e 2003. Além disso, os dois não abandonaram a escola nem nos piores momentos. Tanto quanto em 2005, quanto em 2007, quando a Torcida que Samba esteve no Grupo de Acesso, Michel e Idely se fizeram presente bailando com muita elegância e leveza. Pela fidelidade empregada pela dupla, as apresentações inesquecíveis e a carreira construída ao longo dos 17 anos de carreira, é impossível falar sobre os grandes casais do Anhembi sem citar Michel e Idely.

A partir de 20:17:



Renatinho e Fabíola – Vai-Vai, Império de Casa Verde, X-9 e Tucuruvi
Foto: Lucas Lima/UOL
Um dos mais tradicionais casais de mestre-sala e porta-bandeira da cidade de São Paulo. Renato e Fabíola Andrade ou, simplesmente, Renatinho e Fabíola são um marco do bailado no Anhembi. Formados no Brinco da Marquesa, entraram para o Vai-Vai em 1993 se tornando o primeiro casal da alvinegra em 1998, onde a escola do Bixiga foi campeã. A partir dali a sequência de títulos da mais tradicional das escolas paulistanas se misturou com a carreira premiada da dupla. Em 2005, o último desfile pela preta e branca foi premiado com o Troféu Nota 10. A partir de 2006, o casal passou a bailar pela nova potência Império de Casa Verde, numa transferência considerada marcante no Carnaval Paulistano. Após uma trajetória de marcas e conquistadas na Casa Verde, o casal bailou pela X-9 Paulistana e pela Acadêmicos do Tucuruvi, sempre com muita elegância, beleza e carisma. Por conta de sua trajetória sempre em alto nível e pela marca construída em suas carreiras, falar dos grandes casais do Anhembi, sem falar de Renatinho e Fabíola é simplesmente impossível.
 

  
Luís Antônio e Sueli Costa – Rosas de Ouro
Foto: José Cordeiro/SPTuris
Luizinho e Sueli formaram um dos grandes casais da passarela do Anhembi. Eles defenderam o pavilhão da Sociedade Rosas de Ouro de 2005 a 2014, conquistando o título de 2010 pela escola. A estreia do casal pela escola foi justamente no ano do enredo "Mar de Rosas", um desfile que já seria inesquecível para os dois foi extremamente mágico e emocionante, culminando numa apresentação arrebatadora. O casal sempre se destacou pela sintonia fina apresentada nos desfiles, além da regularidade e do bailado de bailarina da Sueli, que encantava o público e os jurados. Mas como nem de flores se faz uma história no carnaval, eles também tiveram as suas tempestades pelo caminho; em 2013, a dupla não conseguiu trazer a nota máxima e acabou tirando as chances de título da escola naquele ano, mas em 2014 eles vieram em busca da redenção e nem mesmo a chuva que caiu iria atrapalhar o desempenho dos dois. O resultado foi a nota máxima, o que viria a ser um encerramento de uma parceria inesquecível para o carnaval. É impossível falar sobre os grandes casais do carnaval paulistano sem citar Luizinho e Sueli.
 


Pingo e Paulinha – Vai-Vai
Foto: Alexandre Scheneider/UOL
Substituir o casal Renatinho e Fabiola não é uma missão fácil, mas foi o chamado que Pingo e Paulinha receberam no carnaval de 2006, iniciando ali uma caminhada na escola que continuam trilhando até os dias de hoje com muito sucesso. Ele que chegou a escola em 2001 e era, até o momento, terceiro mestre sala.  Ela, que era a segunda porta-bandeira, desfilava pela escola desde os 7 anos e é da família dos fundadores da escola. Eles iriam estrear a parceria logo como primeiro casal do Vai-Vai, uma grande responsabilidade. Com uma fantasia denominada “Orgulho de ser Vai-Vai”, eles desfilaram em busca da nota máxima no amanhecer do dia e com muita garra mostraram o seu valor e conquistaram os tão sonhados trinta pontos. Nascia ali um dos grandes casais da história do carnaval paulistano. O casal que se prepara para o décimo segundo desfile como primeiro casal do Vai-Vai tem pela sua trajetória três títulos (2008, 2011 e 2015), várias premiações, grandes apresentações e uma carreira regada de notas máximas. Pingo e Paulinha têm o carinho, respeito e a admiração não só do Vai-Vai, mas de toda a comunidade sambista. Não dava para falar dos grandes casais e não citar o casal que virou um dos patrimônios do Carnaval de São Paulo.  
 


 Esses cinco casais são um pequeno resumo de todas as centenas de casais que brilham com seu gingado e elegância ano após ano no Anhembi. Para continuar conhecendo mais do Carnaval de São Paulo acompanhe a série "Os 5 mais".





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