• Home
  • Quem somos?
  • Contato
  • Lojinha
  • Exposições
  • Selo Literário
  • Apoiadores
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram

Carnavalize

Assim como o Carnavalize, esse novo espaço aqui no site surge para dar voz a apaixonados, que escrevam, pesquisam e estudam o carnaval. Quando tivemos a ideia do site, em primeiro lugar, queríamos expor nossas opiniões e visões de como os jovens enxergavam e gostariam de contar e encontrar materiais sobre o carnaval. Sendo assim, iniciaremos essa série de textos do nosso público, entenda-se como um "espaço aberto" e sinta-se à vontade para nos mandar seu texto, crônica, artigo, o que for. Com essa iniciativa, buscaremos dar voz a pessoas, que sempre quiseram divulgar escritos sobre a festa, mas nunca tiveram um lugar - assim como nós antes do site. 


Por Gabriel Cascardo

"Dos maiores clichês existentes no Carnaval, o que diz que ele não termina quarta feira é o mais fidedigno possível. Da análise das notas rasuradas no jornal (essa tradição ainda está viva) até o aguardo interminável pela justificativa dos jurados, inúmeras suposições são criadas até termos acesso as ponderações que descontaram pontos das escolas. Acho que o inconformismo desse processo não coube no meu corpo e esse texto ganhou forma.

2017 foi o ano mais atípico possível. Creio que não para ser esquecido, mas sim para ficar bem vivo. Servir de exemplo e oportunidade (gigantesca) de melhoria. Hoje, vejo que cosmologicamente falando, era impossível não haver respingos no julgamento e consequentemente na apuração depois dos quatro dias de caos ocorridos na Sapucaí.

Antes dos nossos olhos visualizarem todos os problemas supracitados, a definição de uma nova segmentação para os jurados já causou dúvidas e desconfiança. A tal “cabine dupla de julgamento” praticamente no meio da avenida parecia ter nascido fadada ao fracasso (dela e de agremiações). O resultado não foi diferente do imaginado. Meses depois da sua estréia na Sapucaí, ela foi extinta com a inacreditável média de 0,1 pontos de diferença por jurado do mesmo quesito, 57% de suas notas sendo descartadas (dados do grupo de acesso) e um carnaval tragicamente decidido no setor 6.

Todo ocorrido no último carnaval me gerou mais questionamentos sobre o formato de julgamento no carnaval do Rio de Janeiro. Em grupos e fóruns, percebi o mesmo sentimento. Sendo assim, como folião, venho discutir algumas percepções (conspirativas ou não hahahaha) que tenho e não aparece no caderno de justificativas:

1. Alguns jurados criam pré disposições com o dia do desfile.
E consequentemente, posição/data no desfile. De 1984 pra cá (quando o carnaval foi fragmentado em dois dias), apenas 6 escolas foram campeãs (18%) foram campeãs no Domingo. Já no acesso, todas as campeãs desfilaram no Sábado.

2. Alguns jurados julgam por comparação.
E desta forma, as primeiras escolas tendem a ser mais descontadas, pois não há o comparativo para argumento inicial-pessoal de descontar a sequente ou não. Isso também leva/retorna a teoria do “Julgamento por bandeira”, onde as escolas de menos peso tendem a ser prejudicadas.

3. (E mais grave) O quesito conjunto ainda é julgado.
E sem dúvidas, é o ponto que mais me incomoda. Tenho a total impressão que muitas vezes os jurados deixam passar alguns detalhes técnicos do quesito que está sendo julgado por ser um desfile que possivelmente estará disputando o título dias depois.  Não gosto de  qualquer agremiação como bode expiatório, mas temos exemplos claros em comissão de frente em 2017, Evolução em 2015, Alegorias e Adereços em 2014, entre outros.

4. O quesito Samba Enredo tem um “Q” de Harmonia para os jurados.
E aí entra a terrível definição, “O samba aconteceu na avenida.” Por regulamento, letra e melodia devem ser avaliados de forma separada a fim de alcançar a pontuação da agremiação no quesito. O que vemos recentemente são sambas com claros problemas melódicos e com má construção para demonstrar o enredo com inúmeras notas 10 por passar de forma avassaladora na avenida.

5. As bandeiras são tão julgadas.
Some os 4 tópicos acima aos resultados recentes e a definição deste último tópico se torna de conhecimento público.

Concordam com alguns dos tópicos? Tem alguma percepção similar que não foi citada?


Espero que na próxima quarta de cinzas estejam com olhos atentos as notas a partir do que foi citado acima. E lembrem-se (mais um ponto inacreditável), só verão as justificativas meses depois da apuração. Creio que exista uma corrente que acredita na quaresma das notas e que todos serão perdoados por suas avaliações até a Páscoa." 

Confira abaixo a análise feita por Gabriel Cascardo das notas da cabine dupla na Série A do carnaval carioca. (Clique para ampliar)



Quer participar dessa nossa coluna e ter seu texto estrelando o próximo "Da Galera"? Mande o seu arquivo para o e-mail contato@carnavalize.com ou nos mande em nossas redes sociais: Facebook e Twitter. Assim que recebermos o texto, nosso equipe o avaliará, sendo aprovado, entraremos em contato. Não perca tempo, mande-nos!
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Assim como o Carnavalize, esse novo espaço aqui no site surge para dar voz a apaixonados, que escrevam, pesquisam e estudam o carnaval. Quando tivemos a ideia do site, em primeiro lugar, queríamos expor nossas opiniões e visões de como os jovens enxergavam e gostariam de contar e encontrar materiais sobre o carnaval. Sendo assim, iniciaremos essa série de textos do nosso público, entenda-se como um "espaço aberto" e sinta-se à vontade para nos mandar seu texto, crônica, artigo, o  que for. Com essa iniciativa, buscaremos dar voz a pessoas, que sempre quiseram divulgar escritos sobre a festa, mas nunca tiveram um lugar - assim como nós antes do site. 


Por Thaís Velloso

"O corte de verbas para o desfile das escolas de samba, que provocou um debate majoritariamente interno sobre o assunto, deixou claro que as medidas tomadas pelo prefeito — e aqui podemos citar algumas: a ação da Guarda Municipal na Pedra do Sal, impedindo que houvesse a tradicional roda de samba no local; o corte do apoio financeiro à procissão de Iemanjá, que acontece há treze anos em Copacabana; a ausência de investimento na Casa do Jongo, que fechou as portas recentemente por falta de recursos — constituem um projeto de anulamento cultural caracterizado pela intolerância religiosa e pelo preconceito com a cultura negra.
Não me sai da memória o dia em que Tia Nilda, baiana da Mocidade, falou emocionada sobre sua relação com a escola no RJTV, em matéria que foi ao ar em fevereiro do ano passado. Afeto ignorado pelos que desconhecem ou discriminam, o sentimento de torcedores e componentes pela escola de samba, e tudo o que dele emana, é fator que potencializa a confiança e a coragem de enfrentar a dureza da vida e de se reinventar no mundo a partir de um toque de agogô. É encantada por esse afeto que a Mangueira insiste, no esplêndido da poesia, em resgatar nosso respeito, derrubando o cordão de um blocódromo que afinidade nenhuma tem com a festa.
O argumento que insustentavelmente sustenta o discurso sobre o dinheiro negado às agremiações, e cabe lembrar que as do Acesso ainda não receberam nenhum investimento do que foi acordado pela prefeitura, cai ainda mais em contradição devido ao evento organizado em Copacabana no sábado passado, para o qual houve o apoio financeiro que viabilizaria os ensaios técnicos. Evidentemente, a preocupação do prefeito é manter a ordem por meio dos seus próprios imperativos, baseados na não aceitação de outras crenças e manifestações culturais alheias à sua visão de mundo mas vivenciadas por enorme parte da população carioca.
Foi também a pretexto de manter a ordem que, no fim do século XIX e início do XX, membros da elite social criticaram e desqualificaram a Festa da Penha e criminalizaram o samba, por exemplo, tornando manifestações culturais de origem negra, como o batuque e a capoeira, elementos de repressão. O viés preconceituoso que causava essa repressão naquela época é o mesmo que molda, atualmente, um governo que propositalmente afeta a festa popular e caminha na contramão de uma sociedade plural que desenrola a vida no giro da roda da saia da baiana e que se reconhece na lágrima de um integrante da Velha Guarda.


Diante desse cenário, a esperança é verde e rosa: erguendo a bandeira do samba, a Mangueira mostra que pecado é não brincar o carnaval. E assim teremos uma Sapucaí que louva o botequim, o samba, o jongo, a diversidade sexual e de gênero, o bloco sem cordão, os santos e as santas — em especial Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem já foi chutada por um pastor da Universal em um programa de televisão. Uma louvação, portanto, à pluralidade e à subversão, com o objetivo de “desobedecer pra pacificar”, de mãos dadas com a letra da Mocidade. Neste Carnaval todos nós somos Mangueira, meu senhor."

Quer participar dessa nossa coluna e ter seu texto estrelando o próximo "Da Galera"? Mande o seu arquivo para o e-mail contato@carnavalize.com ou nos mande em nossas redes sociais: Facebook e Twitter. Assim que recebermos o texto, nosso equipe o avaliará, sendo aprovado, entraremos em contato. Não perca tempo, mande-nos!
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Mais Antigo

Visite SAL60!

Visite SAL60!

Sobre nós

About Me

Somos um projeto multiplataforma que busca valorizar o carnaval e as escolas de samba resgatando sua história e seus grandes personagens. Atuamos não só na internet e nas redes sociais, mas na produção de eventos, exposições e produtos que valorizem nosso maior evento artístico-cultural.

Siga a gente

  • twitter
  • facebook
  • instagram

Desfile das Campeãs

  • #Carnaval2018 - UPM desvenda o Eldorado na busca pelo sonhado título
    Por Redação Carnavalize De cara nova, sob o talento de João Vitor Araújo, grande nome da nova geração de carnavalescos e recém-chegad...
  • #Carnaval 2018 Viradouro e UPM na briga pelo título, saiba como foram os desfiles de sábado
    Superando as expectativas, as escolas da Série A apresentaram uma grande noite de desfiles. Mesmo em meio as dificuldades, as ag...
  • #Carnaval2018 - Império Serrano desfila bem mas comete erros de evolução
    por Redação Carnavalize Tocou a sirene e o momo anuncia: está aberto o carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Como manda a trad...

Total de Carnavalizadas

Colunas/Séries

sinopse BOLOEGUARANÁ 7x1 carnavalize Carnavalizadores de Primeira Quase Uma Repórter 5x colablize série década artistas da folia giro ancestral SérieDécada quilombo do samba Carnavápolis do setor 1 a apoteose série carnavalescos série enredos processos da criação dossiê carnavalize Na Tela da TV série casais 10 vezes Série Batuques Série Mulheres Série Padroeiros efemérides minha identidade série baluartes série sambas

Carnavalizações antigas

  • ▼  2023 (38)
    • ▼  ago. (1)
      • Projeto "Um carnaval para Maria Quitéria" valoriza...
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (1)
    • ►  fev. (28)
  • ►  2022 (41)
    • ►  dez. (1)
    • ►  jul. (1)
    • ►  jun. (5)
    • ►  mai. (1)
    • ►  abr. (30)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (1)
  • ►  2021 (10)
    • ►  set. (4)
    • ►  jun. (1)
    • ►  mai. (1)
    • ►  mar. (2)
    • ►  fev. (2)
  • ►  2020 (172)
    • ►  dez. (8)
    • ►  nov. (17)
    • ►  out. (15)
    • ►  set. (13)
    • ►  ago. (19)
    • ►  jul. (16)
    • ►  jun. (15)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (11)
    • ►  mar. (10)
    • ►  fev. (33)
    • ►  jan. (5)
  • ►  2019 (74)
    • ►  dez. (2)
    • ►  nov. (5)
    • ►  ago. (4)
    • ►  jul. (4)
    • ►  jun. (4)
    • ►  mai. (4)
    • ►  abr. (2)
    • ►  mar. (35)
    • ►  fev. (2)
    • ►  jan. (12)
  • ►  2018 (119)
    • ►  dez. (1)
    • ►  out. (6)
    • ►  set. (1)
    • ►  ago. (3)
    • ►  jul. (5)
    • ►  jun. (20)
    • ►  mai. (12)
    • ►  abr. (5)
    • ►  mar. (3)
    • ►  fev. (42)
    • ►  jan. (21)
  • ►  2017 (153)
    • ►  dez. (28)
    • ►  nov. (7)
    • ►  out. (8)
    • ►  ago. (5)
    • ►  jul. (12)
    • ►  jun. (7)
    • ►  mai. (10)
    • ►  abr. (7)
    • ►  mar. (7)
    • ►  fev. (49)
    • ►  jan. (13)
  • ►  2016 (83)
    • ►  dez. (10)
    • ►  out. (3)
    • ►  set. (9)
    • ►  ago. (22)
    • ►  jul. (39)

Created with by ThemeXpose